Stay

31 Stop Crying Your Heart Out


Notas iniciais
Oieeeeeeeeee. Demorei? Demorei u-u Mas estou de volta, espero que gostem desse capítulo. Eu achei que não ficou tãaaao bom, mas eu até que gostei. Não esquecendo de agradecer a super linda recomendação da Lét, eu ameeeeeei. Muuito obrigada mesmo ♥ Gente, vocês apoiam Brick?

Daryl colocou seus pés para fora do ônibus, não teve muito tempo para olhar em volta, já que os guardas o empurravam com certa brutalidade. O lugar não era estranho para ele, já esteve em vários presídios... Claro que nunca usou algemas ou aquele ridículo uniforme laranja, mas guardou algumas lembranças, das vezes em que visitou Merle.

O homem mantinha sua mesma expressão, desde que se deixou ser levado da casa de Carol e para fora de Woodbury. Não parecia assustado ou amedrontado, ele estava indiferente. Se mantinha calado e seus olhos só seguiam uma direção reta.

Não precisava nem se dar ao trabalho de perguntar o que estava acontecendo.

Se lembrou da mulher, aparentemente, machucada ao lado de Shane. Não conseguia se livrar do sorriso que viu em seus lábios. Sabia quem ela era. Sabia seu nome. E o pior, sabia do que ela era capaz.

Ouviu a risada da mulher, em sua mente.

Ouviu a mesma dizendo, “Eu te avisei”.

Apertou suas mãos em punhos, desejando estar segurando o pescoço dela.

Pensava a todo instante se Carol ou Sophia estavam bem. Se lembrou de ter pedido a Shane que as levasse para qualquer lugar seguro.

Aquele era um momento perfeito para Ed.

Daryl estava longe.

Não poderia protegê-las.

Ele já esteve longe antes... Mas aquilo era diferente. Daryl ainda tinha como cuidar delas... Mas agora... Agora tudo o que pode fazer, é pensar em como sairia dali.

Foi empurrado para uma cela, tropeçando em seus próprios pés, Daryl se agarra ao ferro da beliche. O homem suspira, fechando seus olhos.

Quando os abriu, deu de cara com um homem o encarando. Seu rosto sério, seus olhos escuros.

– Brinquedinho novo. – Ele diz e solta uma gargalhada logo em seguida. – Sou Thomas.

Rick caminhava de um lado para o outro. Podia ouvir o som de seus próprios pés afundando o piso abaixo de si. Daryl acabava de ser transferido. As coisas acabaram de se complicar ainda mais.

– Rick, você precisa se acalmar. – A voz de Lori alcançou o ouvido do homem.

O olhar que lançou para Lori, foi pior do que qualquer palavra. A mulher se encolheu, calando-se.

Rick não queria se acalmar.

Não queria esperar e ver o que acontecia.

A cada segundo que ficava sem fazer nada, era um segundo a mais que Daryl passava preso.

O homem vestiu sua jaqueta. Seus pés o arrastaram para fora da casa, não sabia para onde estava caminhando. Queria um momento sozinho, queria pensar em algo para fazer.

Não percebeu quando se deixou pensar em Beth.

Se incomodou por estar pensando nela.

Beth Greene se tornou algo freqüente na mente do xerife, isso era algo que o deixava realmente desapontado consigo mesmo. Pensar em Beth era errado, até o simples olhar que ele lançava para a moça, era errado.

O problema de Rick, era que ele se sentia melhor quando olhava o sorriso de Beth.

Era algo tão simples e inocente.

Ela tinha um sorriso ingênuo, com toda aquela doçura e insegurança. Um jeito único da menina Greene.

Se lembrou de como se sentiu confortável com a simples presença dela, algumas noites atrás. Não queria pensar nela daquela forma... Não Beth. Não a doce e inocente Beth.

Suspirou quando finalmente parou de andar.

Se sentou em algum banco qualquer e cobriu seu rosto. Rick queria apenas não pensar em nada. Não queria pensar em Daryl, Beth, Lori ou até mesmo a pequena Judith, que nem mesmo havia nascido. Queria que essas responsabilidades não estivessem penduradas em seus ombros. Queria não se sentir como um “líder”.

– Rick?! – Reconheceu a voz. Não queria levantar a cabeça para encarar os olhos grandes e curiosos da garota. Mas o fez.

Se xingou mentalmente quando Beth Greene lhe abriu um perfeito e aconchegante sorriso.

Daryl colocou o braço sobre o rosto, sentiu mais um chute ser desferido em seu estomago, o que o fez morder o lábio para conter um grito. Estava cansado. Seus punhos estavam feridos. Seu rosto sangrava.

Um dos homens se abaixou, rindo da situação do caipira.

Antes que dissesse algo, viram guardas correndo até eles. Os homens se levantaram e largaram Daryl ali. Quase inconsciente.

Naquele momento, o caipira se via de pé, em frente a uma casa. As pessoas ao redor gritavam desesperadas, enquanto bombeiros tentavam conter o fogo. Ele ficava apenas parado, olhando. Ele sabia que era alguém importante. Sabia que nunca mais a veria...

Daryl abriu os olhos, estava em algum tipo de enfermaria.

Tentou se mexer, mas foi logo impedido por uma enfermeira.

– Calma ai. – Ela sorri. – Vai ter que ficar aqui por algumas horas. Você foi pego de jeito.

O caipira suspirou, se lembrando do que tinha acontecido.

Escutava uma voz irritante em sua mente, rindo, caçoando e dizendo o quanto ele era fraco.

– Então Sr. Dixon. – A mulher se senta em uma cadeira ao lado da cama. – Quer contar o que aconteceu?

O homem nem fez questão de olhá-la, ou responde-la.

Estava ocupado de mais guardando toda a raiva que sentia. Não iria atrás dos caras que o colocaram naquela cama.

Iria atrás de Ed.

Fazia questão de nutrir aquele ódio.

Fazia questão de planejar tudo.

Ele já sabia exatamente qual seria a primeira coisa que faria quando saísse daquele lugar.

– Tudo bem. – A mulher se levanta. Ela caminha até a porta e se vira para encarar Daryl. – A propósito... Sou Rosita.

Carol ainda não conseguia se levantar da cama. Não tinha força alguma para se levantar. Estava devastada, destruída. Ver Daryl sendo algemado e acusado de algo tão absurdo... Aquilo não saia de sua mente.

Sabia que Daryl nunca faria algo assim. O homem que estava com ela por todo esse tempo nunca faria algo assim. O homem que salvou sua filha e a levou de volta para a casa nunca faria algo assim. Daryl era bom, era diferente de Merle ou Ed. Ele não tratava as pessoas como lixo, não se sentia superior a elas. Daryl, por mais ignorante e bruto que fosse, tinha respeito.

Queria ir vê-lo.

Mas se lembrou do momento em que ele implorou para que ela não o fizesse. Se lembrou quando ele disse que a amava e que ficaria tudo bem, antes de ser empurrado para dentro daquela viatura.

Carol estava desabando. Não se movia. Apenas deixava que suas lágrimas molhassem o travesseiro que ainda tinha o perfume dele.

Aquilo era mil vezes pior do que quando o deixou. Era uma faca atravessada em seu peito, tirando toda a felicidade que ela tinha, tirando toda a fé que ela possuía... Aos poucos... Tirando sua vida de dentro de si.

Rick a observava. Palavras não eram necessárias. Apenas a presença de Beth Greene já faziam as coisas parecerem melhores.

Deixou que sua mão escorregasse pelo o rosto dela, arrastando uma mecha de cabelo pra trás da orelha da garota.

Beth sorriu timidamente. Era acostumada com demonstrações de carinho de outros homens. Mas Rick era diferente.

Tudo nele era chamativo.

Desde o jeito como andava, até na forma como sorria.

Ele tinha um jeito diferente.

Diferente dos outros homens da cidade.

Rick tinha um charme especial. Algo que por alguma razão, fazia Beth se encantar a cada vez que ele a olhava daquela maneira tão intensa.

Por mais que se proibisse de pensar no xerife, Beth não conseguia se afastar do homem.

Não sabia se sentia algo por ele, se sentisse, não saberia definir seu sentimento. Nunca foi boa com isso. Nunca foi boa com sentimentos, ou qualquer coisa que envolvesse homens.

Mas sabia que não importava o que era... Adorava se sentir daquela forma.

Ouviu a voz de Maggie. Suspirou quando reparou na irmã a esperando do outro lado da rua.

Beth sorriu para Rick, se levantou e antes que fosse embora, deu um leve beijo no rosto do xerife.

Notas finais
Então? O que acharam? Odiaram? Amaram? Criticas são bem vindas. Opiniões e comentários também :3 Beijos da tia Barbie ♥