Stay

35 Never Say Goodbye


Notas iniciais
Oieeeeeeeeeee. Nem demorei dessa vez u.u Aiin, gente. Amei todos os comentários de vocês, em breve responderei a todos eles, muuuuuito obrigado mesmo.

O homem andava calmamente de um lado para o outro, em sua mão, segurava um copo com uma bebida forte, enquanto olhava diretamente para uma parede repleta de fotos, jornais e outras coisas que ele dizia ser essencial para que seus planos funcionassem.

Girou em seus calcanhares quando ouviu o barulho da porta, supondo que seria a pessoa que ele esperava. Seu sorriso se alargou quando identificou as duas figuras adentrarem o cômodo.

– Ed... É um prazer vê-lo aqui. — Disse em tom irônico. O outro homem rolou os olhos enquanto caminhava para perto de uma das paredes.

– O que é tudo isso? — Pergunta, enquanto pega um jornal aonde as primeiras páginas só falavam da prisão de um certo Dixon.

– Alguém precisa usar a cabeça por aqui. — Ele sorri novamente. — Já que você cuida do trabalho pesado e a nossa gracinha ali... Bem, ela é irrelevante.

– Claro... Porque foi você que convenceu uma mulher a fazer uma acusação contra ele. — Ela diz, com um sorriso debochado.

– Não diga que isso foi algo difícil... A irmã de Ed odeia o Dixon tanto quanto qualquer um de nós.

– Bem... De qualquer forma, ela não está mais conosco. — Ed fala se sentando.

– E graças a alguém, nós temos mais um problema. — Alaric direciona seu olhar a mulher loira, que permanecia em pé no centro da sala.

Ela, era um problema. — A mulher diz. — Iria nos entregar, tive que me livrar dela.

Ed serra as mãos em punhos, pronto para avançar contra a mulher. Mas antes que possa faze-lo, Alaric o detém.

– Não é hora para isso, Ed. — Ele diz. — Ela está certa, sua irmã iria nos entregar. Nós chegamos até aqui... E hoje isso acaba.

Carol demorou mais algum tempo para libertar Sophia de um longo abraço. A mulher sempre detestou ficar longe da filha, mas naquele dia, algo parecia estar muito errado.

Sentia algo apertando seu peito, algo que a deixava sufocada e com extrema preocupação. Não era capaz de pensar em algo acontecendo com sua menina. Se fosse qualquer outra mulher, pensaria que isso era algo normal, era apenas uma mãe preocupada com sua filha.

Mas Carol não era qualquer outra mulher. Ela carregava o maldito nome Peletier. Nome do homem que jurou inferniza-la até seu último suspiro.

Não podia pensar naquelas coisas.

Ed não podia mais feri-la.

Carol não era mais sua boneca indefesa. Ela era uma mulher agora, uma mulher corajosa e reconstruída... E ela sabia, que nem mesmo ele seria capaz de derruba-la novamente.

Suspirou pesadamente ao caminhar pelos os corredores, até sua sala de aula. Aonde foi recebida com sorrisos e abraços, o que a fez quase se esquecer de seus problemas.

Daryl também não estava em uma situação diferente. Ele sabia que algo estava errado, quando acordou naquela manhã e viu Ed parado do lado de fora daquela casa.

Ele queria ir até ele.

Ele foi... Mas o homem já não estava mais lá.

Daryl queria colocar suas malas no carro e sair daquela cidade, levando consigo apenas Carol e Sophia.

Era tudo o que ele precisava fazer, levar suas garotas para longe daquela cidade e toda aquela confusão.

Mas ele não podia, simplesmente fugir. Queria protege-las. E ele faria isso.

– Olha quem está de volta. — A voz que ele menos queria ouvir, alcançou seus ouvidos.

– O que quer, Andrea? — Pergunta, sem nem ao menos olhar para a mulher.

– Te dar as boas vindas... Aliás, fui eu quem ajudou a te tirar daquele lugar. — Ela fala, orgulhosa de si.

– Se espera que eu te agradeça, é melhor pegar seu rumo e andar para longe de mim. — Ele se vira para ela. — E para não esquecer meus bons modos... Tenha um ótimo dia.

O homem sai rolando os olhos e sorrindo descrente. Não se surpreenderia se ela sacasse uma arma e desse alguns tiros nele. Andrea o odiava, ele a odiava. Os dois viviam uma guerra constante desde que o caipira a rejeitou.

A mulher no caixa sorria gentilmente para o caipira, enquanto passava suas compras.

Podia notar o olhar dela de surpresa, quando não viu nem uma bebida ou qualquer cigarro junto de suas compras.

O homem riu internamente, de si mesmo. A voz de Merle soava em sua mente, o xingando e dizendo que ele havia se tornado o cachorrinho de Carol.

Mas depois de algum tempo, o homem passou a ignorar qualquer comentário que seu irmão, ou sua própria mente fizessem a respeito de Carol.

Ele a amava.

Amava Sophia.

E elas eram sua família agora.

Daryl não podia mais viver por ele e Merle. Na verdade, ele não queria mais.

Ele tinha algo melhor para cuidar, do que um bêbado, drogado e problemático. O homem que supostamente, deveria ser seu irmão mais velho.

Saiu do mercado e foi cumprimentado por pessoas. Todas elas sorriam e diziam, "Bom Dia, Daryl".

Isso não acontecia quando ele era só mais um Dixon.

Se lembrava de Carol lhe dizendo que ele tinha que se acostumar com o amor das pessoas. Ele podia fazer isso, porque gostava que as pessoas gostassem dele. Ele se importava com o que elas pensavam agora. Deus, ele era, finalmente, um alguém.

Seus pensamentos foram interrompidos pelos sons de sirenes.

Haviam carros de policia, ambulância e bombeiros. Todos seguindo uma única direção.

O homem ficou parado, assim como várias outras pessoas, apenas observando e se perguntando o que estava acontecendo.

Aquilo não era uma cena comum em Woodbury. Naquela cidade, os bombeiros só eram chamados para resgatar gatinhos em árvores.

Daryl não sabia quando tinha começado, mas por alguma razão, ele pedia mentalmente para que aqueles carros não virassem na próxima esquina.

Era como se o caipira tivesse voltado á quase vinte anos atrás. A cena parecia ser a mesma, as sirenes dos carros de bombeiros, as pessoas o olhando... Por algum motivo, o caipira correu para seu carro, largando o que quer que tinha na mão, jogado no chão.

Ele corria na mesma direção que os carros a sua frente, sem se importar se estava infringindo qualquer lei. Sua mente já estava vazia e o único nome presente nela, era o de Merle.

Ele está bem.

Daryl dizia para si mesmo.

Meu irmão está bem.

O desespero do caipira só aumentava, quando ele reconhecia o percurso até a velha cabana.

E o que era desespero, se transformou em gritos de angústia sufocados em sua garganta, assim que viu a fumaça negra.

Nesse momento, a visão do caipira foi preenchida pelas as lembranças mais dolorosas de seu passado.

Era a mesma cena.

Eram as mesmas pessoas.

Mas ao invés de sua mãe, queimando e virando cinzas junto com sua casa. Era seu irmão.

Seu irmão mais velho, que correu daquela mesma casa com ele nos braços.

Seu irmão, que entrou em sua frente quando Will chegou bêbado e cerrou os punhos.

Seu irmão, drogado e problemático... Morto.

Morto...

Não haviam lágrimas em seu rosto, não havia nada... Apenas seu olhar fixo naquela casa, vendo o que sobrou de sua mãe sendo carregado em um saco. Seu pai gritava enquanto pessoas o impediam de entrar na casa. Enquanto seu irmão o puxava para longe da multidão.

Se perguntava se haveria algo nos jornais na manhã seguinte.

"Mais um Dixon morto."

Apenas mais um lixo caipira...

Apenas mais um...

Carol girou a chave mais uma vez, implorando mentalmente para que o carro funcionasse. Depois de mais uma tentativa frustrada, saiu do carro e tirou o celular de dentro da bolsa, procurando pelo o número de Tyreese.

– Carol. — A mulher se distraiu, ao ouvir a voz conhecida do doutor Saltzman.

– Oh... Ric. — Ela sorri fracamente.

– Feliz em ver que não perdeu. — Ele diz ironicamente, apontando para o celular na mão da mulher.

Carol não atendia suas ligações.

Fazia questão de ignora-lo, desde a vez em que ele tentou agarra-la a força.

– Eu estou com pressa, Ric. — Ela diz, fechando a porta do carro e caminhando na direção oposta do homem.

– Soube do que aconteceu... — Alaric caminha até Carol. — Estou indo para o hospital.

Carol não diz uma palavra. A mulher se xinga mentalmente ao rever seus contados pela a terceira vez, e não achar o número de seu amigo.

– Estou tentando me redimir, Carol. — Ele diz com um olhar triste. — Por favor, aceite minha carona.

Algo lhe dizia que aquilo não era apenas uma carona. Mas Daryl precisava dela, então ela ignorou o sentimento desconfortável em seu peito, e caminhou ao lado do médico até o carro.

O silêncio era ensurdecedor. Ric gostava da voz dela, não ouvi-la era algo torturante para ele.

Mas de certa forma, aquilo parecia algo bom para ele. Não ouvi-la, não enquanto pensa em coisas tão horríveis.

A verdade é que o homem a desejava mais do que qualquer outra coisa, talvez até mais do que o próprio Daryl. Ele precisava te-la de uma forma ou de outra. Em sua mente doentia, Carol já pertencia a ele. E ela apenas precisava enxergar isso.

O homem passava horas a observando.

Tinha fotos da mulher espalhada por toda a casa.

Ele estava, literalmente louco por ela.

Na mente de Carol, a única coisa existente era encontrar Daryl.

Hershel não tinha dito muita coisa, apenas que ela precisava encontra-lo no hospital. A mulher pensava o pior sempre que o nome de Daryl estava envolvido em algo, e sua tensão só aumentou, quando a noticia de que a casa dos Dixon havia pegado fogo.

Suspirou aliviada quando avistou de longe o hospital.

Ric se apressou em trancar as portas do carro, fazendo com que Carol o olhasse com a testa franzida.

A mulher já começava a entrar em pânico, quando ele passou reto pelo o hospital.

– O que está havendo? — Carol pergunta, mas não obtém resposta alguma. — Ric, para esse carro.

– Não posso deixa-la ir, Carol. — Ele diz, um sorriso sádico cresce em seus lábios quando o mesmo olha para a mulher. — Você é minha.

– Ela não atende, por que diabos ela não atende o maldito telefone? — Lori joga o aparelho em cima da cadeira.

– Fique calma, Lori... Isso pode fazer mal para o bebê. — Hershel alerta a mulher.

Lori não discute com ele, sabe que o homem está certo e mesmo estando com os nervos a flor da pele, a mulher se senta.

– Onde está Rick? — Pergunta, olhando para os lados.

– Foi ajudar Beth a pegar alguns copos de café. — O homem diz. — Acho que vamos ficar mais um tempo aqui.

Daryl se mantinha calado.

Não estava preocupado com Carol ou o bebê de Lori.

Queria saber de seu irmão.

Queria ouvir alguém dizer que ele ficaria bem.

Se perguntava a todo instante, por que ele ainda se importava. Merle tem sido um peso morto em sua vida a tempo de mais, ele poderia simplesmente odiá-lo e ignorar qualquer coisa que aconteça com ele.

Mas não... Não Daryl.

Merle ainda era sua família. E em sua mente, ele repetia a frase como se fosse um mantra.

Nunca se vira as costas para a família.

A mão de Rick apertou com certa força o ombro do amigo. Por mais que odiasse admitir, aquilo o fez se sentir bem.

O xerife ofereceu um copo com café para Daryl, que nem ao menos olhou para o líquido.

– Vamos lá, caipira. — Rick fala. — Beba algo, se fechar para o mundo não vai adiantar em nada.

Daryl estava pronto para responde-lo. Mas Rick tinha razão. Fechar-se novamente não resolveria nada e, com certeza, não traria seu irmão de volta.

– Já estava tudo pronto... Tudo estava perfeito, até aquela vadia retirar as acusações. — O homem falava sem tirar os olhos da estrada.

O carro ia cada vez mais rápido, fazendo com que Carol implorasse para que ele deixa-se ela sair dali.

– E depois de tudo... Depois de tudo o que eu fiz, você ainda voltou para ele. — Alaric aperta o volante. — Como pôde voltar... Como pôde?

– Você esta louco. — Carol fala entre lágrimas. — Está completamente doido.

– É o que acha? Que estou louco? — Ele começa a rir descontroladamente.

Alaric para o carro em frente a uma trilha. O homem desce do carro e não demora muito para puxar Carol para fora, junto com ele.

– O que vai fazer? — Ela pergunta.

– Não vou machuca-la, amor. — Sua voz é suave, porém, tão fria quanto gelo. — Você vai entender que tudo o que fiz foi por você.

– Tudo o que fez? — Ela pergunta confusa.

Carol avista uma cabana, estava desesperada, em pânico e completamente vulnerável. Aquele homem poderia mata-la ali mesmo. E ele faria.

– Sim... O que eu fiz. Eu cometi o erro de deixar que ele sobrevivesse. Maldito. Eu deixei que ele vivesse.

– Do que está falando? — Carol olha para o homem, sua visão manchada pelas lágrimas.

– Merle Dixon. — Alaric diz em um sussurro. — Era o plano perfeito. Eu o droguei, quem iria se importar? Era apenas mais um caipira drogado. Eu o levei para a casa, mas a mão dele ficou para trás.

Ele solta uma risada.

– Depois não foi muito difícil trazer Ed de volta e também não foi complicado convencer a irmã dele a fazer uma acusação falsa.

A mulher foi jogada com certa força no chão. Tentou se levantar e correr mas outros braços já a seguravam e a mantinham no lugar.

Os gritos eram abafados pela a mão de Ed, enquanto do outro lado da sala, Carol observava uma figura loira andando até ela com cordas.

A mulher sorriu.

O mesmo sorriso doentio de Alaric.

– Andrea?

Notas finais
Gente? O_O ANDREA VADEA. O que acharam? Gostaram, odiaram? Comentem por favor, a opinião de vocês é importante. Até o próximo capítulo, amo vocês. Bjos, Tia Barbie ♥