Stay

15 Creep


Notas iniciais
Oieeeeeee gatosas. Eu sei, eu sei... Demorei mais do que o normal e vocês querem me matar. Bom, deixa eu explicar pra vocês o que aconteceu. Já faz um tempo que eu to tentando postar esse capítulo, mas alguma coisa sempre dava errado e, como eu já disse, eu posto os capítulos de acordo com minha inspiração, então como sempre tinha algum motivo pra eu não conseguir postar eu fui ficando meio que sem criatividade. Metade do capítulo já estava pronta e ontem eu escrevi a outra metade, mas o meu navegador (Maxthon), deu algum bug e reiniciou tudo e como eu sou uma jumenta eu não salvei a outra metade e acabei perdendo ¬¬. Mas graças a Deus eu tinha lido o capítulo e acho que consego lembrar de algumas coisas, não vai ficar tão bom quanto tava mas, enfim... Podem me bater por eu não ter salvo, eu deixo u_u E eu estou muito feliz porque eu recebi mais duas recomendações, uma foi de alguém que eu admiro muito como escritora meeeeeesmo de verdade e a outra de uma das leitoras que tem me acompanhado desde o começo com essa fic e eu realmente amei mesmo de coração as duas recomendações. Obrigado ClariceReedus e Atena. ♥ ♥ ♥

POV (Daryl)

Estava no bar do Dale jogando sinuca com meu irmão e outros homens, Carol e seus amigos estavam em uma mesa ali perto e Sophia brincava com Carl do lado de fora. As coisas tem ido tão bem entre nós, digo... Ente eu e Carol.

As coisas que sinto quando estou com ela, confesso que nunca senti isso por qualquer outra mulher de Woodbury. Carol não é como qualquer outra mulher, ela tem um jeito único e encantador, é a dona do sorriso mais lindo do universo e eu posso jurar que nunca vi olhos iguais aos seus. Eu estou completamente apaixonado por essa mulher.

– Daryl? — Merle estrala os dedos na minha frente. — Tá dormindo irmãozinho? É sua vez.

Ele diz, pego o taco e bato com ele na bola branca e encaçapando três bolas. Merle sorri e levanta a mão para que eu bata na mesma.

Ficamos horas ali, eu e Merle não fazemos algo juntos desde... Sei lá, desde nunca. Ele tem melhorado esses dias, realmente melhorado. Merle está mudando e finalmente está se tornando meu irmão mais velho. Mas continua sendo o mesmo idiota de sempre.

– Daryl? — Sophia agarra minha jaqueta.

– Oi? — Pergunto sem da-la muita atenção.

– Daryl? — Ela chama novamente. Bato com o taco na bola novamente e novamente acerto. — Dá pra parar de me ignorar?

– Eu to ocupado Sophia. — Falo e ela puxa com força minha jaqueta.

– Dá pra parar de me ignorar? — Ela diz pausadamente quando eu olho para ela.

– Tá bom. — Solto o taco e ergo minhas mãos. — Estou a sua disposição.

POV (Carol)

Eu ria de alguma coisa que Lori havia falado, meus olhos estavam atentos a Daryl e Sophia, que jogavam sinuca do outro lado do bar. Eu não sei se o que estou fazendo é certo, não sei se deveria depositar tanta confiança nele ou se deveria me entregar tanto a isso. Diabos, o que estou dizendo? Em apenas alguns dias Daryl me fez sentir coisas que Ed não fez em anos, estar com ele é como recuperar 12 anos de minha vida.

– Carol? — Uma voz me liberta de meus pensamentos, levanto meu olhar para a mulher de longos cabelos loiros, seus olhos esverdeados me olham com intensidade, sua boca se mantém uma perfeita linha e eu tenho certeza que seus pensamentos sobre mim não são os melhores. — Eu quero falar com você.

– Não temos nada a falar Margareth. — Digo fria.

– Não? Talvez sobre você estar em um bar junto com vários homens... Por Deus, não tem nem duas semanas que meu irmão foi embora. — Ela diz.

– E é exatamente porque Ed foi embora que eu não devo satisfação alguma a ninguém. — Ela sorri debochada.

– Eu não me importo com você Carol... O que me preocupa é minha sobrinha. — Ela diz e eu e Lori nos olhamos. Lori abaixa o rosto escondendo um sorriso.

– E desde quando se preocupa com minha filha? — Pergunto.

– Desde que o desgraçado com quem você anda trepando bateu no meu irmão, ameaçou ele e o fez ir embora da cidade. — Ela aumenta o tom de voz. — Imagina o que ele pode fazer para aquela garotinha Carol.

– Não ouse dizer que Daryl faria algo para Sophia. — Me levanto exaltada. — Ele fez mais por ela do que Ed fez em uma vida toda.

– Ed passou 12 anos sustentando vocês duas. — A essa altura as pessoas já haviam parado tudo o que faziam e prestavam atenção em mim e Margareth. Obsevei Daryl saindo do Bar com Sophia e Lori.

– Tudo o que Ed fez nesse tempo todo foi chegar em casa bebâdo e... — Respiro fundo controlando lágrimas que tentam a todo custo escapar de meus olhos. — Ele nunca fez nada por mim ou minha filha.

– Como tem coragem de dizer isso? — Sua raiva é evidente.

– Ed passou a vida toda me espancando, eu tenho cicatrizes horríveis em todo o corpo... Eu tenho nojo de mim a cada vez que vejo meu reflexo no espelho. — Ela me olha sem dizer nada.

– Ele não fez mais do que a obrigação dele. — Ela diz. — Vadias como você devem ser mantidas na linha.

– Chega disso. — E então ele esta de volta, me envolvendo em seus braços e me arrastando para fora daquele lugar.

– Isso não vai durar Carol. — Margareth grita. — Eu vou lutar pela a minha sobrinha.

Daryl para de andar e olha para trás, eu congelo pensando na possibilidade dessa mulher poder colocar as mãos em minha filha.

– É o que? — Daryl pergunta olhando para a mulher.

– Não falei com você caipira. — Ela diz.

– Falou com a minha mulher. — Olho para ele.

Ela caminha até nós e fica frente a frente de Daryl.

– Eu disse... Eu vou lutar pela a Sophia. — Ela sussurra.

Daryl abaixa cabeça sorrindo.

– Seu irmão tem 4 denuncias contra tentativa de estupro, sem contar as outras 8 garotas a quem ele ameaçou matar caso falassem alguma coisa, incluindo Sophia. — Ele sussurra. — Até onde eu sei uma amiga sua esta entre essas 8 mulheres. — Margareth olha Daryl sem dizer nem uma palavra. — Então eu vou dizer o que vai acontecer, você vai sair daqui e não vai procurar Carol ou Sophia outra vez, porque eu não preciso fazer muita coisa pra colocar Ed na cadeia por pelo o menos uns 25 anos.

Ela engole em seco e olha pro chão, sem dizer mais nada Margareth passa por nós.

– Isso não acabou. — Ela diz.

– Acho que acabou. — Daryl fala e ela enfim sai do bar.

Acho que uma ou duas pessoas prestaram atenção no show, o restante estavam ocupados bebendo ou conversando.

– Daryl... — O chamo chorosa.

– Não vai acontecer nada. — Ele diz.

– Se ela tirar minah filha de mim... — Ele suspira e me abraça.

– Carol, um juíz não tira um filho da mãe. — Me encontro manchando a camisa de Daryl com lágrimas. — Nem Ed poderia fazer isso.

– Como pode ter tanta certeza disso? — Olho para ele. Daryl abre um sorriso para mim.

– Eu não sou só um capira estúpido. — Não posso evitar um sorriso. — Vem, sua filha tá me deixando louco.

Rio alto enquanto sou levada para fora do bar.

– Isso é culpa sua. — Digo.

– Desde quando isso é culpa minha? — Ele pergunta.

– Desde quando você passa mais tempo com ela do que comigo. — falo rindo.

– O que posso fazer? Ela me idolatra. — Dou um tapa no braço de Daryl e ele faz uma cara engraçada.

– Você me bateu? — Ele me segura em seus braços.

– Não. — Falo rindo.

– Não? — Ele beija meu pescoço.

– Não... — Sussurro.

Finalmente seus lábios encontram os meus, iniciando um beijo calmo e doçe... Aquele tipo de beijo que você nunca esquece, do tipo que te faz sentir borboletas no estomago e frio na barriga. Nossas línguas acariciavam uma a outra, ele explorava cada pedaço de minha boca enquanto eu pensava que aquele lugar estava ficando quente de mais. Daryl segurou meu lábio inferior em seus dentes o puxando para si, me fazendo segurar um gemido, ele volta a me beijar e sindo sua mão descendo das minhas costas direto para me traseiro.

– Arrumem um quarto, eu não nasci pra ver isso. — A voz de Sophia faz com que nos afastemos sorrindo.

– Você não da sossego. — Daryl diz e ela agarra nossas mãos.

– Ainda não quero um irmão. — Ela fala enquanto caminhamos pela a praça. — Por enquanto.

– Sophia. — A olho espantada e Daryl começa a rir.

– O que é mãe? Eu tenho dez anos, mas eu sei muito bem o que vocês adultos fazem. — Ela diz e eu rolo os olhos.

– Preciso parar de deixar você assistir novelas. — Falo rindo.

– Faz o que quiser, eu sempre vou ter a tia Lori. — Ela diz sorrindo. — Nós duas sabemos que ela é pior do que qualquer novela.

– Acho que tá na hora de ter uma conversa com a Lori. — Sophia ri.

– Cade a Lizzie? — Daryl pergunta de repente.

– Não estava se sentindo bem, então a Maggie levou ela embora. — Ela diz.

– E Beth? — Ele pergunta.

– No parque com Jimmy. — Ela fala parecendo entusiasmada.

– Soube que o Hershel encontrou os dois no celeiro. — Daryl diz.

– Não, isso é uma história que a Maggie inventou. Se Hershel soubesse que a Beth tá namorando, Jimmy já estaria morto. — Fico calada, apenas observando a conversa dos dois.

– Eles tão namorando?

– Sim.

– Desde quando?

– Jimmy pediu ela em namoro essa manhã. — Sophia sorri. — Maggie disse que foi tão romântico.

– Deve ter sido, aquele garoto é todo fresco. — Daryl rola os olhos.

– Desde quando romantismo é coisa de fresco? — Ela pergunta.

– Sempre foi... — Paro na frente dos dois e eles me olham confusos.

– É disso que eu to falando. — Digo cruzando os braços.

– Disso... — Daryl olha para Sophia.

– Sobre vocês sempre me deixarem fora do assunto. — Sophia ri.

– Acho que ela tá se sentindo carente. — Ela diz.

– É melhor a gente dar um jeito nisso. — Rolo os olhos e eles riem.

Daryl passa o braço por cima do meu pescoço e segura a mão de Sophia voltando a andar.

– O que vamos fazer hoje? — Pergunto.

– Pipoca. — Sophia diz animada.

– Eu pensei em alugar uns filmes. — Daryl fala.

– Podemos pedir uma pizza. — Sugiro.

– Ou podemos alugar uns filmes, pedir pizza e fazer pipoca. — Ela fala.

– Eu gostei da idéia.

. . .

POV (Daryl)

– O de terror. — Sophia insiste

– Nem pensar, você sabe que eu não suporto esses filmes. — Carol fala.

– Eu também quero o de terror. — Digo e Carol fecha a cara.

– Tá bom, coloquem o de terror. — Ela diz e eu e Sophia comemoramos. — Mas vão assistir sozinhos.

– Caroool. — Seguro ela.

– Eu me recuso a assistir isso. — Ela fala tentando não sorrir.

– Não é justo. — Sophia joga uma almofada nela.

– Acho que perdemos pirralha. — Digo sorrindo.

A campainha toca indicando que a pizza havia chegado.

– Eu abro. — Digo. — E eu acho bom vocês irem fazer minha pipoca.

– Cuidado com a ousadia. — Carol fala e eu dou risada.

Abro a porta e o garoto asiático sorri para mim

– Boa noite, Glenn. — Digo pegando as duas pizzas e entregando o dinheiro para ele.

– Boa noite Dixon. — Ele diz.

– Pensei que tinha largado o emprego. — Comento.

– É minha ultima semana como entregador de pizza. — Ele sorri. — A partir da semana que vem eu começo na farmácia.

– É um bom emprego. — Digo.

– É sim. E o salário é ótimo. — Rimos. — Eu tenho que ir, até mais Sr. Dixon.

– Até. — Fecho a porta e volto para a sala.

– que demora pra receber uma pizza. — Sophia diz.

– Troquei algumas palavras com Glenn. — Falei.

– Ele é legal. — Sophia diz abrindo a caixa. — Meu Deus, que cheiro bom.

– Uhum. — Digo e nós dois aspiramos profundamente.

– A pipoca tá pronta. — Carol me entrega a tigela. — Coloca o filme.

Aperto o botão no controle e o filme começa. Sophia se ajeita em meu peito e Carol se deita no sofá com a cabeça em minha perna.

(...)

Tanto Sophia quanto Carol dormiam calmamente. Me levantei com cuidado, peguei Sophia no colo e subi as escadas até seu quarto. A coloquei na cama e fiquei um tempo observando-a dormir. Sorri de lado e depositei um beijo em sua testa, susurrando um "boa noite" logo em seguida.

Apaguei a luz e voltei para o andar de baixo, Carol estava sentada no sofá.

– Ela dormiu? — Pergunta sorrindo.

– Sim. — Digo me sentando ao seu lado.

Carol sorri e me da um beijo castro nos labios.

– É melhor eu ir. — Me levanto e ela faz bico reclamando.

– Fica. — Ela pede enquanto eu caminho até a porta. — Dorme comigo.

– Se eu me deitar na mesma cama que você, nós vamos fazer tudo menos dormir. — Ela ri e se aproxima de mim.

– Eu não pretendo dormir. — Carol me beija.

Já estou do lado de fora da casa, pronto para dizer boa noite e ir embora. Mas Carol me beija com tanta avidez que eu quase perco a razão. Minha vontade é de joga-la na cama e não sair de lá nunca mais.

– Não. — Me afasto dando selinhos nela. — Não quero traumatizar sua filha. — Ela ri.

– então nós podemos dormir. — Carol me abraça.

– Não vai funcionar. — Digo afundando meu rosto em seu pescoço. — Amanhã eu venho.

– Tudo bem. — Ela diz fazendo bico.

– Não faz isso. — Digo a beijando novamente.

– Então não vai embora. — Ela ri.

– Boa noite Carol. — Falo andando até o carro.

– Boa noite. — Ela diz.

Notas finais
Então é isso ai garotas, fiz bem grande pra compensar a demora. Espero que gostem. Amo vocês e por favor não me abandonem. Criticas são bem vindas, comentários também u_u Beijos da tia Barbie ♥