Stay
15 Creep
Notas iniciais
POV (Daryl)
Estava no bar do Dale jogando sinuca com meu irmão e outros homens, Carol e seus amigos estavam em uma mesa ali perto e Sophia brincava com Carl do lado de fora. As coisas tem ido tão bem entre nós, digo... Ente eu e Carol.
As coisas que sinto quando estou com ela, confesso que nunca senti isso por qualquer outra mulher de Woodbury. Carol não é como qualquer outra mulher, ela tem um jeito único e encantador, é a dona do sorriso mais lindo do universo e eu posso jurar que nunca vi olhos iguais aos seus. Eu estou completamente apaixonado por essa mulher.
– Daryl? — Merle estrala os dedos na minha frente. — Tá dormindo irmãozinho? É sua vez.
Ele diz, pego o taco e bato com ele na bola branca e encaçapando três bolas. Merle sorri e levanta a mão para que eu bata na mesma.
Ficamos horas ali, eu e Merle não fazemos algo juntos desde... Sei lá, desde nunca. Ele tem melhorado esses dias, realmente melhorado. Merle está mudando e finalmente está se tornando meu irmão mais velho. Mas continua sendo o mesmo idiota de sempre.
– Daryl? — Sophia agarra minha jaqueta.
– Oi? — Pergunto sem da-la muita atenção.
– Daryl? — Ela chama novamente. Bato com o taco na bola novamente e novamente acerto. — Dá pra parar de me ignorar?
– Eu to ocupado Sophia. — Falo e ela puxa com força minha jaqueta.
– Dá pra parar de me ignorar? — Ela diz pausadamente quando eu olho para ela.
– Tá bom. — Solto o taco e ergo minhas mãos. — Estou a sua disposição.
POV (Carol)
Eu ria de alguma coisa que Lori havia falado, meus olhos estavam atentos a Daryl e Sophia, que jogavam sinuca do outro lado do bar. Eu não sei se o que estou fazendo é certo, não sei se deveria depositar tanta confiança nele ou se deveria me entregar tanto a isso. Diabos, o que estou dizendo? Em apenas alguns dias Daryl me fez sentir coisas que Ed não fez em anos, estar com ele é como recuperar 12 anos de minha vida.
– Carol? — Uma voz me liberta de meus pensamentos, levanto meu olhar para a mulher de longos cabelos loiros, seus olhos esverdeados me olham com intensidade, sua boca se mantém uma perfeita linha e eu tenho certeza que seus pensamentos sobre mim não são os melhores. — Eu quero falar com você.
– Não temos nada a falar Margareth. — Digo fria.
– Não? Talvez sobre você estar em um bar junto com vários homens... Por Deus, não tem nem duas semanas que meu irmão foi embora. — Ela diz.
– E é exatamente porque Ed foi embora que eu não devo satisfação alguma a ninguém. — Ela sorri debochada.
– Eu não me importo com você Carol... O que me preocupa é minha sobrinha. — Ela diz e eu e Lori nos olhamos. Lori abaixa o rosto escondendo um sorriso.
– E desde quando se preocupa com minha filha? — Pergunto.
– Desde que o desgraçado com quem você anda trepando bateu no meu irmão, ameaçou ele e o fez ir embora da cidade. — Ela aumenta o tom de voz. — Imagina o que ele pode fazer para aquela garotinha Carol.
– Não ouse dizer que Daryl faria algo para Sophia. — Me levanto exaltada. — Ele fez mais por ela do que Ed fez em uma vida toda.
– Ed passou 12 anos sustentando vocês duas. — A essa altura as pessoas já haviam parado tudo o que faziam e prestavam atenção em mim e Margareth. Obsevei Daryl saindo do Bar com Sophia e Lori.
– Tudo o que Ed fez nesse tempo todo foi chegar em casa bebâdo e... — Respiro fundo controlando lágrimas que tentam a todo custo escapar de meus olhos. — Ele nunca fez nada por mim ou minha filha.
– Como tem coragem de dizer isso? — Sua raiva é evidente.
– Ed passou a vida toda me espancando, eu tenho cicatrizes horríveis em todo o corpo... Eu tenho nojo de mim a cada vez que vejo meu reflexo no espelho. — Ela me olha sem dizer nada.
– Ele não fez mais do que a obrigação dele. — Ela diz. — Vadias como você devem ser mantidas na linha.
– Chega disso. — E então ele esta de volta, me envolvendo em seus braços e me arrastando para fora daquele lugar.
– Isso não vai durar Carol. — Margareth grita. — Eu vou lutar pela a minha sobrinha.
Daryl para de andar e olha para trás, eu congelo pensando na possibilidade dessa mulher poder colocar as mãos em minha filha.
– É o que? — Daryl pergunta olhando para a mulher.
– Não falei com você caipira. — Ela diz.
– Falou com a minha mulher. — Olho para ele.
Ela caminha até nós e fica frente a frente de Daryl.
– Eu disse... Eu vou lutar pela a Sophia. — Ela sussurra.
Daryl abaixa cabeça sorrindo.
– Seu irmão tem 4 denuncias contra tentativa de estupro, sem contar as outras 8 garotas a quem ele ameaçou matar caso falassem alguma coisa, incluindo Sophia. — Ele sussurra. — Até onde eu sei uma amiga sua esta entre essas 8 mulheres. — Margareth olha Daryl sem dizer nem uma palavra. — Então eu vou dizer o que vai acontecer, você vai sair daqui e não vai procurar Carol ou Sophia outra vez, porque eu não preciso fazer muita coisa pra colocar Ed na cadeia por pelo o menos uns 25 anos.
Ela engole em seco e olha pro chão, sem dizer mais nada Margareth passa por nós.
– Isso não acabou. — Ela diz.
– Acho que acabou. — Daryl fala e ela enfim sai do bar.
Acho que uma ou duas pessoas prestaram atenção no show, o restante estavam ocupados bebendo ou conversando.
– Daryl... — O chamo chorosa.
– Não vai acontecer nada. — Ele diz.
– Se ela tirar minah filha de mim... — Ele suspira e me abraça.
– Carol, um juíz não tira um filho da mãe. — Me encontro manchando a camisa de Daryl com lágrimas. — Nem Ed poderia fazer isso.
– Como pode ter tanta certeza disso? — Olho para ele. Daryl abre um sorriso para mim.
– Eu não sou só um capira estúpido. — Não posso evitar um sorriso. — Vem, sua filha tá me deixando louco.
Rio alto enquanto sou levada para fora do bar.
– Isso é culpa sua. — Digo.
– Desde quando isso é culpa minha? — Ele pergunta.
– Desde quando você passa mais tempo com ela do que comigo. — falo rindo.
– O que posso fazer? Ela me idolatra. — Dou um tapa no braço de Daryl e ele faz uma cara engraçada.
– Você me bateu? — Ele me segura em seus braços.
– Não. — Falo rindo.
– Não? — Ele beija meu pescoço.
– Não... — Sussurro.
Finalmente seus lábios encontram os meus, iniciando um beijo calmo e doçe... Aquele tipo de beijo que você nunca esquece, do tipo que te faz sentir borboletas no estomago e frio na barriga. Nossas línguas acariciavam uma a outra, ele explorava cada pedaço de minha boca enquanto eu pensava que aquele lugar estava ficando quente de mais. Daryl segurou meu lábio inferior em seus dentes o puxando para si, me fazendo segurar um gemido, ele volta a me beijar e sindo sua mão descendo das minhas costas direto para me traseiro.
– Arrumem um quarto, eu não nasci pra ver isso. — A voz de Sophia faz com que nos afastemos sorrindo.
– Você não da sossego. — Daryl diz e ela agarra nossas mãos.
– Ainda não quero um irmão. — Ela fala enquanto caminhamos pela a praça. — Por enquanto.
– Sophia. — A olho espantada e Daryl começa a rir.
– O que é mãe? Eu tenho dez anos, mas eu sei muito bem o que vocês adultos fazem. — Ela diz e eu rolo os olhos.
– Preciso parar de deixar você assistir novelas. — Falo rindo.
– Faz o que quiser, eu sempre vou ter a tia Lori. — Ela diz sorrindo. — Nós duas sabemos que ela é pior do que qualquer novela.
– Acho que tá na hora de ter uma conversa com a Lori. — Sophia ri.
– Cade a Lizzie? — Daryl pergunta de repente.
– Não estava se sentindo bem, então a Maggie levou ela embora. — Ela diz.
– E Beth? — Ele pergunta.
– No parque com Jimmy. — Ela fala parecendo entusiasmada.
– Soube que o Hershel encontrou os dois no celeiro. — Daryl diz.
– Não, isso é uma história que a Maggie inventou. Se Hershel soubesse que a Beth tá namorando, Jimmy já estaria morto. — Fico calada, apenas observando a conversa dos dois.
– Eles tão namorando?
– Sim.
– Desde quando?
– Jimmy pediu ela em namoro essa manhã. — Sophia sorri. — Maggie disse que foi tão romântico.
– Deve ter sido, aquele garoto é todo fresco. — Daryl rola os olhos.
– Desde quando romantismo é coisa de fresco? — Ela pergunta.
– Sempre foi... — Paro na frente dos dois e eles me olham confusos.
– É disso que eu to falando. — Digo cruzando os braços.
– Disso... — Daryl olha para Sophia.
– Sobre vocês sempre me deixarem fora do assunto. — Sophia ri.
– Acho que ela tá se sentindo carente. — Ela diz.
– É melhor a gente dar um jeito nisso. — Rolo os olhos e eles riem.
Daryl passa o braço por cima do meu pescoço e segura a mão de Sophia voltando a andar.
– O que vamos fazer hoje? — Pergunto.
– Pipoca. — Sophia diz animada.
– Eu pensei em alugar uns filmes. — Daryl fala.
– Podemos pedir uma pizza. — Sugiro.
– Ou podemos alugar uns filmes, pedir pizza e fazer pipoca. — Ela fala.
– Eu gostei da idéia.
. . .
POV (Daryl)
– O de terror. — Sophia insiste
– Nem pensar, você sabe que eu não suporto esses filmes. — Carol fala.
– Eu também quero o de terror. — Digo e Carol fecha a cara.
– Tá bom, coloquem o de terror. — Ela diz e eu e Sophia comemoramos. — Mas vão assistir sozinhos.
– Caroool. — Seguro ela.
– Eu me recuso a assistir isso. — Ela fala tentando não sorrir.
– Não é justo. — Sophia joga uma almofada nela.
– Acho que perdemos pirralha. — Digo sorrindo.
A campainha toca indicando que a pizza havia chegado.
– Eu abro. — Digo. — E eu acho bom vocês irem fazer minha pipoca.
– Cuidado com a ousadia. — Carol fala e eu dou risada.
Abro a porta e o garoto asiático sorri para mim
– Boa noite, Glenn. — Digo pegando as duas pizzas e entregando o dinheiro para ele.
– Boa noite Dixon. — Ele diz.
– Pensei que tinha largado o emprego. — Comento.
– É minha ultima semana como entregador de pizza. — Ele sorri. — A partir da semana que vem eu começo na farmácia.
– É um bom emprego. — Digo.
– É sim. E o salário é ótimo. — Rimos. — Eu tenho que ir, até mais Sr. Dixon.
– Até. — Fecho a porta e volto para a sala.
– que demora pra receber uma pizza. — Sophia diz.
– Troquei algumas palavras com Glenn. — Falei.
– Ele é legal. — Sophia diz abrindo a caixa. — Meu Deus, que cheiro bom.
– Uhum. — Digo e nós dois aspiramos profundamente.
– A pipoca tá pronta. — Carol me entrega a tigela. — Coloca o filme.
Aperto o botão no controle e o filme começa. Sophia se ajeita em meu peito e Carol se deita no sofá com a cabeça em minha perna.
(...)
Tanto Sophia quanto Carol dormiam calmamente. Me levantei com cuidado, peguei Sophia no colo e subi as escadas até seu quarto. A coloquei na cama e fiquei um tempo observando-a dormir. Sorri de lado e depositei um beijo em sua testa, susurrando um "boa noite" logo em seguida.
Apaguei a luz e voltei para o andar de baixo, Carol estava sentada no sofá.
– Ela dormiu? — Pergunta sorrindo.
– Sim. — Digo me sentando ao seu lado.
Carol sorri e me da um beijo castro nos labios.
– É melhor eu ir. — Me levanto e ela faz bico reclamando.
– Fica. — Ela pede enquanto eu caminho até a porta. — Dorme comigo.
– Se eu me deitar na mesma cama que você, nós vamos fazer tudo menos dormir. — Ela ri e se aproxima de mim.
– Eu não pretendo dormir. — Carol me beija.
Já estou do lado de fora da casa, pronto para dizer boa noite e ir embora. Mas Carol me beija com tanta avidez que eu quase perco a razão. Minha vontade é de joga-la na cama e não sair de lá nunca mais.
– Não. — Me afasto dando selinhos nela. — Não quero traumatizar sua filha. — Ela ri.
– então nós podemos dormir. — Carol me abraça.
– Não vai funcionar. — Digo afundando meu rosto em seu pescoço. — Amanhã eu venho.
– Tudo bem. — Ela diz fazendo bico.
– Não faz isso. — Digo a beijando novamente.
– Então não vai embora. — Ela ri.
– Boa noite Carol. — Falo andando até o carro.
– Boa noite. — Ela diz.
Fale com o autor