Stay
41 All Of Me
Notas iniciais
O coração do caipira batia tão forte quanto o ponteiro do relógio, fazendo sua mente girar de ansiedade. Suas mãos estavam soadas e tremulas, a respiração ofegante e o rosto preocupado. Ele estava preocupado. Preocupado porque ainda não tinha visto Carol entrar por aquela porta e andar em sua direção. Tentava parar de pensar em coisas ruins, enquanto Rick Grimes colocava a mão em seu ombro e lhe sussurrava para ficar calmo. "Acalme-se, Daryl. Noivas sempre se atrasam." Dizia o xerife, segurando-se para não dar risada do nervosismo do amigo. Mas na cabeça de Daryl, ele já havia visto o fim daquele dia. Ele já havia visto Carol desistindo porque merecia algo melhor do que um caipira ignorante. Inferno. O pensamento o deixava completamente sem rumo. Ele a amava com todo seu coração, ele realmente amava Carol Peletier.
As portas da igreja foram abertas, fazendo com que as pessoas se virassem na direção da mesma com expectativa e curiosidade. O coração de Daryl derreteu-se em alegria e alívio, quando a pequena Sophia entrou por aquela porta, com um sorriso que podia ser visto a quilômetros de distância, caminhando pelo o tapete vermelho com uma cesta de pétalas de rosas, da qual ela jogava pelo o caminho. O homem finalmente desviou a atenção da menina, podendo agora ver o quanto aquela espera toda havia valido a pena.
Carol caminhava em sua direção, vestida de branco dos pés a cabeça. Sorrindo para ele quando os olhares finalmente se encontraram.
Naquele momento, quando Carol caminhava na direção de Daryl Dixon, ele começou a se lembrar de tudo o que viveu até ali. Desde o rosto corado de Carol na primeira vez que se falaram, até o sorriso em seu rosto quando disse que aceitava se casar com ele. O caipira precisou se segurar para que não deixasse lágrimas escorrerem. Seria a primeira vez que Daryl choraria por algo que valia a pena. Por algo bom. Por ela. A razão de sua vida. O centro de todo o seu universo.
Se ele estava nervoso antes, agora ele não conseguia nem ao menos pensar. Jamais imaginou que um dia estaria esperando sua noiva no altar, muito menos que ela seria Carol Peleti... Bem, futura Sra. Dixon.
– Olá. — Ela sussurrou assim que ficou de frente para ele, claramente nervosa.
Cada passo que deu na direção dele foi o bastante para dá-la a certeza de que estava caminhando para sua felicidade.
– Oi. — Daryl sorriu fracamente, respirando fundo e tentando controlar-se para não avançar em seus lábios. Eles estavam tão convidativos. — Quero beija-la. — Confessou em voz baixa.
– Terá que esperar, Sr. Dixon. — Ela lhe sorri amplamente, fazendo o caipira sorrir junto a ti.
A cerimonia começa, Daryl mantém os olhos nos olhos de Carol o tempo inteiro, imaginando o quanto estava feliz, e o quanto ele poderia ser ainda mais feliz ao seu lado.
Seus amigos estavam ali, seu irmão e até mesmo pessoas que ele jamais havia visto. Mas ela era tudo o que realmente importava, e daqui a pouco ela seria inteiramente sua. Sua mulher, sua esposa... Sua amada Carol.
– Eu, Carol Casterly. Me entrego a ti de corpo e alma. — A mulher repetia as palavras do padre, apertando levemente as mãos de Daryl e olhando profundamente em seus olhos. — Para amar-te e respeitar-te. Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza... Até o fim de nossas vidas. — Nesse momento surgiam lágrimas em seus olhos, porque ela sabia que finalmente teria tudo aquilo que sempre quis.
– Eu, Daryl Dixon. — O homem respirou um pouco, antes de começar a dizer as palavras. Começou a se perguntar se aquilo seria a coisa certa a dizer para Carol. Ele queria dizer-lhe tantas coisas. — Me entrego a ti de corpo e alma, para te amar e te respeitar, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza... Para sempre. — Disse ele sorrindo gentilmente para Carol. — Quero que meu mundo comece e termine com você, Carol. Você será infinita em meu coração.
E tudo o que ele ouviu depois disso foi "Pode beijar a noiva."
Era tudo o que ele queria fazer. Beija-la. Os lábios finalmente encontraram-se, mergulhando um no outro com todo o amor que poderiam depositar em um beijo.
Daryl se sentia completo, sentia-se concertado. E toda a dor e cicatrizes que antes havia em seu peito, pareciam ter sido arrancadas. Ele estava se entregando a ela outra vez, pulando de cabeça naquele romance louco e repleto de barreiras. Estava se afogando no amor de Carol. Carol Dixon. Sua esposa. A mulher com quem gastaria o resto de seus dias na terra. Ele não sentia a tristeza, era como se nunca tivesse sido machucado, as marcas sempre estariam cravadas em sua pele e em sua alma, mas daquele momento em diante, elas não fariam mais parte de sua vida.
– Eu te amo. — Ele sussurra contra os lábios da mulher. — Sra. Dixon.
Daryl ri, ainda mantinha os olhos fechados enquanto acariciava o rosto macio de Carol.
– Eu também te amo Daryl. — A mulher beija a aliança dourada no dedo dele, sorrindo quando o caipira entrelaça seus dedos. — Pra sempre.
– Vamos Sophia. — Gritou Daryl da ponta da escada, ouvindo a risada de Carol quando reparou na impaciência do homem.
– Amor, não seja tão apressado. Até parece que não conhece a própria filha. — Disse Carol, enquanto balançava de um lado para o outro com o pequeno embrulho azul.
Ele tinha os olhos de Carol, e a boca de Daryl. Era a mistura perfeita dos dois. O pequeno Sam, de apenas dois meses de idade.
– Quanto estresse. — Sophia diz, enquanto desce as escadas e encontra o olhar impaciente do pai. — Relaxa Sr. Dixon.
O sorriso maroto da garota que agora tinha 12 anos, era o mesmo que ela tinha quando Daryl a encontrou. A garota costumava pensar que sempre seria ele quem a encontraria, mesmo que não estivesse muito longe de casa.
– Te amo papai. — Ela diz, dando um beijo na bochecha do caipira e correndo na direção da mãe e do irmão.
Haviam mudado de casa, compraram uma maior, aonde a caixa de correio dizia "Família Dixon." Uma casa com cerca branca e grama verde, e um cachorro estabanado que corrida de um lado para o outro o dia todo.
Daryl olhou para Sophia e Carol, e para o bebê nos braços dela. Ele tinha uma família agora. E ele cuidaria dela... Para sempre.
Fim ♥
Fale com o autor