Stay
4 All I Need
Notas iniciais
POV (Daryl)
Crianças correndo de um lado pro outro, casais andando de mãos dadas, pessoas rindo e se divertindo. Toda maldita noite era assim aqui. Não entendo como esse povo consegue tá sempre feliz... Não que seja errado ficar feliz, admiro pessoas assim mas... Todo dia?
– Você... — Sophia se aproxima de mim pela a milésima vez naquela noite. Toda hora ela vinha falava, falava e falava, e depois ia brincar com as crianças.
– Que foi agora menina? — Pergunto emburrado. Ela olha para minha cara e começa a rir. Sem falar mais nada, ela sai correndo pela a rua.
Carol e sua amiga continuavam sentadas naquele banco, confesso que ver Sophia daquele jeito me dava vontade de rir... A menina era doida de pedra, e bem... Eu não costumo ter muitas pessoas pra conversar. Não que uma garota de 10 anos seja um exemplo de alguém que se possa conversar.
– Cansei. — Ela se encosta na caminhonete.
– Sophia. — Carol grita a filha.
– Acho que vou indo. — Ela diz. — Tchau Daryl.
– Tchau. — Falo. Sophia acena para mim de longe.
POV (Carol)
– Vamos? — Lori sussurra
– Tchau... Aliás... Eu sou... Carol. — Falo tropeçando em minhas próprias palavras. Droga, meu rosto queima quando ele segura minha mão e balança formalmente. Sei que devo estar parecendo um tomate de tão vermelha.
Eu e Lori andamos para a pracinha que havia do outro lado da rua, sentamos em um banco e ela me olhou levantando as sobrancelhas.
– O que? — Pergunto não entendo aquele olhar suspeito.
Lori não disse nada, desatou a rir enquanto balançava a cabeça.
– O... — Fiquei olhando para ela sem entender. — deixe de bobagem mulher.
– Tá bem, tudo bem. — Ela respira fundo algumas vezes. — Então... Ed vai viajar?
– Sim. — Suspiro. — Um mês de paz para mim e Sophia.
Realmente seria ótimo... Mal posso ver a hora de Ed entrar em um avião e ir para Nova Iorque, queria que ele ficasse lá para sempre.
– Não só para vocês. — Ela sorri. — Olha para ela.
Lori sorri olhando Sophia correndo de um lado para o outro com as outras crianças. O que eu faria sem Lori? Ela foi mais do que minha amiga desde que cheguei na cidade, cuidando de Sophia quando Ed chegava bêbado feito um gambá, cuidando dos meus ferimentos... Quando cheguei aqui em Woodbury, Sophia tinha apenas seis meses, e Lori sempre estava ali me ajudando a cuidar da minha menina. Lori é como uma mãe para Sophia.
– Amiga, o Dixon grudou os olhos em você. — Ela diz rindo.
– O que? — Arregalo os olhos e novamente sinto meu rosto ferver.
– Deixe de ser tímida. — Ela diz. — Ele não é de se jogar fora.
– E a minha vida também não. — Falo rolando os olhos. — Ed me mata se eu ao menos olhar para outro homem.
– Ed não está aqui. Pode olhar se quiser. — Dou um tapinha em Lori.
Não pude evitar, dei uma olhada rápida e me arrependi no mesmo segundo em que seu olhar cruzou com o meu, quis cavar um buraco no chão... Deus, ele ainda continuou me fitando, seu lábio torceu em um meio sorriso quando percebeu que eu o olhava. "Cristo mulher... Quer morrer?"
Conforme o céu ia escurecendo, as pessoas começavam a tomar a rua principal da cidade, eu e Lori ficamos conversando sobre bobagens, enquanto Sophia brincava com as crianças, ou então ia até a caminhonete falar com Daryl.
– Está tarde. — Digo. — Daqui a pouco Ed chega.
– é melhor irmos. — Lori se levanta.
– Sophia. — Grito e ela olha na minha direção. Troca algumas palavras com Daryl antes de correr até mim. — Vamos?
Ela balança a cabeça e acena para o homem.
– Ed? — Chamo entrando em casa.
– Aonde você estava? — A voz de Ed faz meu corpo inteiro tremer.
Ele está jogado no sofá, os olhos vermelhos e o maldito cheiro... Oh não.
– Eu estava na praça com... — Me calei assim que senti o primeiro tapa. Meu rosto ardia. — Sophia... Querida, vá para seu quarto.
– Mamãe... — Ela chorava.
– Vá. — Grito ao sentir mais um tapa de Ed.
Em poucos minutos meu rosto estava banhado em lágrimas, e os golpes de Ed... Oh Deus... Como dói. O homem marca minhas costas com a cinta e mesmo depois que eu estou caída no chão, implorando para que ele parasse, ele continua...
– Da próxima vez vai ser pior. — Ele diz apertando meu rosto. — Vagabunda. — Ed sobe as escadas cambaleando.
Abraço meus joelhos e fico ali, jogada na sala.. Não sei quanto tempo fiquei ali chorando, me amaldiçoando internamente por ter me casado com este homem, só sei que acabei pegando no sono ali mesmo e acordei com Sophia me chamando.
– Vem mamãe. — Ela segura minha mão e me guia até seu quarto. — Tudo vai ficar bem. — Me deito na cama e Sophia se deita ao meu lado. — Eu prometo que vai...
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