State of Happiness

4 Mensagens e entrega paranormal.


Liz POV


Acordei cinco da manhã. YEAAH. Parabéns dona Eliza. Dorme de tarde e depois acorda na madrugada.

Me revirei na cama, sem conseguir o sono de volta. Desistindo, peguei meu celular e resolvi fuçar: 5 chamadas perdidas de Niall Horan. 13 Mensagens variadas de Liam, Zayn e Harry.

Uhuul. u-u Obviamente eu iria ligar de volta e pedir desculpas pelo meu drama momental. Certo?

ERRADO.

Pensem bem, eu tenho que fazer um mini-drama, afinal, eu também não sou de ficar perdoando facilmente. #MOMENTOHARDGIRL

Desliguei meu celular e fiquei encarando o teto (sim, o teto branco e sem graça do meu quarto) até minha mãe vir bater na porta do meu quarto pra avisar que estava saindo a trabalho:

–Te vejo de noite filha! — Se despediu fechando a porta.

–Tchau, mãe.

Sinceramente, não sei como eu e minha mãe não tivemos UMA SEQUER discussão no nosso novo lar em Londres. Não que ela seja chata (não muito, pelo menos) é que ela meio que não se toca que já se passou a época dela. Os filhos (que no caso era ela) eram de um jeito, hoje são de outro. ¬¬' Mas eu quer ouse comentar algo a mais e ela já vai vir com o papo de: "Nossa senhora, onde já se viu? Eu não respondia pra minha mãe desse jeito." e discurso dura horas e horas.

Meus pensamentos se voltaram, involuntariamente, para os meninos.

Hunf, os meninos, já falo como se tivesse algum tipo de intimidade ou algo do gênero.

Suspirei, simplesmente, odeio, odeio ser enganada. Foda-se, foda-se o fato de que eles eram a banda mais TOP do momento, e que eu (talvez) seja uma desavisada sem cultura, mas eles não tinham esse direito.

Mas já passou.

Me levantei, encaixando meus pés 38-39 nos chinelos azuis da Petit Jolie e me dirigi a cozinha.

No exato momento em que pisei no térreo, a campainha tocou.

Juro, falei com meus pensamentos, se forem aqueles babacas, vou expulsar eles daqui com minha vassoura.

Andei até a porta e xinguei a construtora da casa por não colocar um olho de peixe na porta.

E se forem eles? pensei O que vou falar? Vou ter mesmo coragem de expulsa-los daqui como uma bando de gatos vagabundos?

Claro que vai, um lado da minha consciência falou, afinal eles te enganaram, merecem mesmo uma vassourada na bunda.

Não faça isso Liz, o outro lado disse, você é uma pessoa do bem. Educada por família Cristã.

Que família Cristã o que — o outro lado retrucou - O BALADUBACO É O QUE HÁ!


–CALEM A BOCA. — gritei sozinha.


Ótimo, estou ficando louca.

Suspirei e abri a porta dando de cara com o carteiro.


–Olá, Srta. Bertolazzo Sanches? — perguntou olhando para a prancheta pousada em sua mão esquerda.


–Sim Sr. — confirmei.


–Uma entrega para a senhora. Só espere um minutinho.


–Mas eu não pedi nad- antes que eu pudesse falar, ele já estava no caminhonetezinha estacionada ao lado da calçada.

De lá ele tirou um tipo de carrinho carregador e colocou em cima dele uma caixa enorme.

CARAMBA pensei comigo mesma O VOLTANDO PRA MINHA TERRA DO GUGU DEVE TER SE ENGANADO.

Ele pousou a caixa enorme em frente a minha porta e me entregou a prancheta.


–Mas senhor, eu não pedi nada — tentei.


–Só assine — ignorou minha especulação


Hunf, grosseiro.

Entreguei a prancheta e só então pude reparar em seus olhos. E seu rosto. CARALHO. Ele parecia o Danny Jones da McFly, só que de bigode.

Estranho.

Arrastei a enorme caixa até dentro de casa. Detalhe: quando bati ela sem querer no degrau da porta, ela disse Ai.

Sim, a caixa disse "Ai"

Ignorei, deveria ser uma criança brincando por aí. Mas que foi estranho foi.

Fechei a porta e peguei uma tesoura.

Retirei os durex. E então o cúmulo da esquisitice: A CAIXA COMEÇOU A SE MEXER.

A tremer, mais necessariamente.

–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — gritei.


–O QUE FOI, O QUE FOI??? — Niall saiu com um bastão de baseball de dentro da caixa.