State of Happiness
13 Limpando o Jardim...
Eram 4 da tarde e lá estava eu. Limpando as folhas da neve do jardim. Por que? Porque eu sou uma boa filha, e faço as coisas sem ninguém pedir.
...
Mentira. Eu tava limpando aquela bagunçaiada porque minha mãe me obrigou mesmo. E eu estava ali á meia hora, graças a quem? Sr. Almofadinhas. Que ficava pulando e se jogando em cima dos montes de folha que eu juntei a muito esforço. De novo. De novo. E de novo.
Pelo menos eu estava quentinha. Olha, aquelas Uggs eram feinhas mesmo, mas que eram quentes elas eram. E eu estava com o casaco que minha mãe e eu apelidamos de mendiguinho, ou simplesmente mendiguin. O chamamos assim porque ele tão velho que daqui a pouco vai sair correndo de tanto que eu uso. Pois é, Família Sanches cometendo bullying com peças de roupa desde 1997.
–Almofadinhas para! — falei rindo, era obvio que ele não me levaria a sério — Você é muito bagunceiro! Quando ficar velho vou te botar num asilo.
Ele parou de latir e me olhou com uma carinha muito fofa.
–Awn, brincadeira. Eu vou fazer mingau até quando você estiver de cadeira de rodas — sorri e ele latiu, voltando a fazer sua bagunça no monte de folhas.
Eu havia recuperado meu humor. Finalmente.
Continuei limpando por alguns minutos até que minha mãe apareceu na porta e gritou:
–ELIZA! TO FAZENDO COOKIES. CONSEGUI UMA RECEITA FÁCIL NA NET! — Falou feliz da vida e entrou. Essa é minha mãe, tem não cheia para comida caseira, mas pra doces é uó. Sempre ficava muito orgulhosa quando conseguia assar uma remessa de Muffins sem queimar todos... ou quase botar fogo na casa.
Comecei a varrer mais rapidamente e desejei que Almofadinhas parasse com sua bagunça.
Virei de costas pra rua e comecei a puxar uma parte do monte pros canteiros. E então algo me atingiu nas costas. Era uma bola de neve.
Olhei para trás e encarei a rua. Ninguém. Ué. Seria o Sr. Almofadinhas, o verdadeiro Sr. Almofadinhas, e então na verdade era um Animago ou seja o sexy e maravilhoso Sirius Black e.. Tá bom, chega de internet por hoje. Deus, as vezes meus pensamentos simplesmente se direcionam a Harry Potter. Fazer o que?
Me virei pra entrar novamente e senti de novo, mas agora não uma, mas duas bolas de neve me atingindo. Uma na cabeça, e outra nas costas.
Olhei pra rua novamente. Estaria eu ficando louca? Suspirei e murmurei pra mim mesma:
–Isso que dá ficar muito tempo na neve — balancei a cabeça e resolvi entrar de uma vez — Vem almofadinhas, vamos entrar.
Ele não veio. Respirei fundo e o encarei.
–Vamos. Tá frio, seu retardado. — falei impacientemente. Ele estava encarando as moitas da lateral da minha casa. — Anda.
Ele começou a latir pras moitas. Suspeitei, ele nunca fora de implicar com coisas que não falassem, comessem ou fossem humanas.
Andei até ele e fiquei ao seu lado encarando a moita. E então vi algo amarelo, mais precisamente louro.
–Mais o q... — e então uma bola de neve dessa vez atingiu minha cara. — O QUE QUE É ISSO?
Vocês não tem noção de quão horrível é a sensação de neve entrando no seu nariz, só quando você sente.
Dei uns passos para trás tossindo e me afastei da moita. Com as mãos apoiadas nos meus joelhos respirei fundo e então olhei para cima. E então eu vi.
Vi um loiro que pensei que nunca mais veria ou gostaria de ver em minha vida.
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