State Of Grace
61 Jogo Mortal
Notas iniciais
Rick:
As coisas tem ficado cada dia mais estranhas, mortes sem sentido e até agora nenhum culpado apareceu. Tenho medo por Beth, meus filhos e o resto do grupo que acabou se tornando minha familia. Mas agora tenho que dar um jeito nisso, matar esse assassino maluco que está à solta por ai.
Vou com Beth visitar a Maggie, ela anda meio triste desde a morte do Glenn e não apareceu para jantar ontem. Beth entra na frente chamando pela irmã, ela não vê logo de cara mas eu vejo.
–Beth, é melhor não! Digo segurando sua mão.
–Porque? Maggie! Chama novamente e só então vê o corpo da irmã no chão. –Não! Maggie não!
Ela começa a chorar e gritar em desespero, tento segurá-la mas é quase impossivel. Maggie agora é mais uma vítima desse assassino frio e cruel, não tem mais nada a se fazer a não ser chorar por mais uma perda. Alguém deu um tiro nela, mas não ouvi nenhum barulho. Essa pessoa é mesmo muito esperta.
–O que aconteceu? Maggie! Bela grita ao entrar junto com os outros.
–Filho da mãe! Ouço alguém gritar, mas estou ocupado demais tentando segurar a Beth para saber quem é.
O que mais doía em todos era a perda do bebê, é muito triste essa morte dupla. Essa pessoa não tem coração mesmo, porque matar uma mulher grávida é muita covardia e requer muito sangue frio.
–Porque fizeram isso com ela? Porque? Maggie não fazia mal a ninguém! Minha irmã era boa e sempre protegeu todo mundo. Beth diz chorando.
–Calma Beth! Você tem que ser forte pela Maggie. Ela não iria querer que você ficasse assim!
–Não quero ficar calma Rick! Eu só quero a minha irmã de volta! Chora e eu a abraço.
Com muito esforço consigo tirar ela daquele lugar e peço ao Merle que cuide do corpo da Maggie enquanto nos preparamos para o funeral. Maggie era uma de nós e esteve praticamente desde o inicio conosco, merece uma despedida descente.
Bob dá um calmante para Beth e outro para a Bela, ninguém pará de chorar, realmente é uma perda muito triste. Duas horas depois, vamos todos para o funeral no estacionamento do shopping.
–Maggie era forte, esperta e cheia de vida. Carregava consigo uma nova vida que nos traria a esperança de um futuro para a humanidade, mas um covarde sem alma nos tirou essas duas pessoas maravilhosas. Mas sei que de onde ela estiver, vai estar feliz por nos ver unidos e vai estar finalmente ao lado de seu grande amor, Glenn. Nunca vamos nos esquecer da pessoa maravilhosa que ela era, Maggie é e sempre será da nossa familia. Sempre pronta para ajudar, ela nos deu muitas alegrias e uma chance de seguir em frente. E eu juro que a morte da Maggie não vai ser em vão e que esse assassino vai pagar por isso. Termino de falar e abraço a Beth.
Apenas nossa familia estava ali, nenhuma das pessoas do shopping teve coragem de vir. E eu acho que foi bem melhor assim, Maggie e seu bebê agora são mais dois anjos no céu e devem estar num lugar melhor.
Alguma coisa me diz que o dia está apenas começando e que não vai ser fácil para ninguém, algo muito ruim vai acontecer hoje. Isso me assusta, mas meus sentidos nunca estiveram errados. Mais o que será?
Assassino (a):
Depois daquela babozeira toda de funeral, eles finalmente seguiram cada um para a sua casa, mal sabendo que hoje eu daria inicio ao Jogos. Um jogo onde ninguém ganha a não ser eu! Vou ter tudo o que eu quero e não vai ter mais ninguém para impedir isso.
Enquanto eles estão lá chorando, saio do shopping sem que ninguém perceba. Caminho pela floresta até que me deparo com a horda de zumbis que eu estava precisando. Pego os ratos e vou jogando pelo caminho até a entrada do shopping, os zumbis caminham atrás de mim mas não me alcansam. Não é uma horda muito grande, mas vai fazer um enorme estrago hoje.
De volta ao shopping e tudo continua na mesma, parece que todo mundo esta com medo de mim agora, pena que eles não sabem quem eu sou não é? Isso eles só vão saber quando me olharem nos olhos quando eu atirar neles.
Mas agora é hora de dar inicio para que dê tudo certo, preciso encontrar o Max antes de qualquer coisa. Encontro o moleque brincando perto da fonte sozinho, o que é uma surpresa já que ele vive com as pirralhas Dixon.
–Isso vai ser fácil demais! Sussurro sorrindo e me aproximo sem que ele perceba.
Apenas com uma mão empurro a cabeça do garoto para dentro da água, ele esperneia e tenta se soltar como um coelhinho quando é pego por um leão. Fico alguns minutos apertando a cabeça dele contra o fundo da fonte, até que ele pará de se mexer. O tiro de lá e o levo nos braços até a sala onde o Kevin esta.
–Ainda não descobriram que é você? Ele pergunta assim que eu entro.
–Sou uma pessoa boa demais para desconfiarem de mim. Acha mesmo que eles desconfiariam de alguém como eu? Pergunto sorrindo ao largar o moleque em cima da mesa. –E se eu fosse você continuaria de boca fechada, ou você se esqueceu do que eu fiz com você?
–Não vou contar a ninguém! E o garoto? Pergunta fingindo não estar com medo, isso só faz meu sorriso aumentar ainda mais.
–Morto! E você vai ser o primeiro lanchinho dele. Falo e ele me olha em pânico.
–Tá brincando não é?
–Você sempre substimando as pessoas! Me achava uma pessoa frágil não é? Eu sempre surpreendo todo mundo.
–Acha mesmo que vai conseguir o que você quer assim?
–Isso é um jogo no qual só uma pessoa pode ganhar e essa pessoa sou eu! Você sabia disso mas mesmo assim me desafiou. Agora vai ser devorado por um garotinho! Termino de falar bem na hora que o garoto volta. –Boa ida ao inferno! Falo e coloco fita adesiva na boca dele antes que ele começasse a gritar.
Jogo o moleque em cima dele que logo morde seu pescoço tirando um bom pedaço de carne humana. Kevin urra de dor e eu tenho que me esforçar para não rir muito alto.
Agora sim o jogo finalmente começou e nos proximos dias eu vou me divertir muito!
Bela:
Não foi nada fácil ver a Maggie morta, ela sempre foi tão cheia de vida que foi como um choque para todos nós. Esse assassino esta conseguindo agir sem que ninguém descubra quem ele é. Porque uma pessoa faria isso? Será que o apocalipse o deixou tão louco quanto o Philip?
Hoje estou com um presentimento muito ruim, como se algo terrivel fosse acontecer e isso me deixa muito tensa. Acho que não é só comigo que isso esta acontecendo, Daryl parece bastante tenso também.
–Ainda está bravo comigo papai? Annie pergunta e se senta no colo dele.
–Nunca fiquei bravo com você princesa. Só fiquei nervoso por ter que te ver namorando, você é muito nova e quero que aproveite sua infância antes de se envolver em problemas de adolescente.
–Eu não queria que você ficasse triste pai. Eu te amo muito e quero ser sempre a sua princesinha!
–Você sempre será a minha princesinha! Eu te amo muito Annie, muito mesmo!
–Também te amo muito papai! Você é o meu héroi.
Fico emocionada com essa cena de pai e filha, eu sabia que o Daryl era um bom pai mas que precisava de um empurrãozinho para deixar de ser um teimoso machista.
–Agora diz pra mamãe que você ama ela também.
–Eu amo muito a sua mãe! Amo mais do que a minha própria vida. Ele diz me olhando nos olhos, fazendo meu coração disparar.
–E você mamãe, ama o papai? Annie pergunta sorrindo.
–Claro que amo! Amo tanto que não seria nada sem ele. Daryl é o amor da minha vida! Digo sentindo as lágrimas escorrem pelo meu rosto.
–Agora podem se beijar! Ela diz e coloca as mãos nos olhinhos para não ver nada.
Sorrio e o beijo, é um beijo diferente de todos os outros. É perfeito, cheio de amor, paixão, confiança, carinho, mas também tem aquele gosto de último beijo e isso me assusta ainda mais. É como se fosse uma despedida, então tento aproveitar ao máximo.
–É melhor eu ir brincar lá fora! Isso não vai acabar nem tão cedo. Ouço a Annie dizer e a vejo sair quando paro de beijar o Daryl.
–Nossa filha é um amor mesmo!
–Tão linda como a mãe. Ele diz sorrindo.
–Tão perfeita como o pai! Falo e voltamos a nos beijar.
Ficamos alí juntinhos por mais um tempo, mas logo saimos para nos encontrar com os outros ainda sentindo aquela mesma sensação ruim. Vejo o Bob e a Mich conversando sozinhos numa mesa distante na praça de alimentação, fico feliz por minha amiga estar refazendo a sua vida.
Merle e Alice também estão em uma mesa jogando cartas com a Mika que esta sentada no colo do Merle, eles são mesmo pai e filha. Meu coração se alegra ao ver o Merle finalmente amando e sendo amado e com uma linda familia pois ele merece.
–BeRyl juntos de novo? Alice pergunta quando nos sentamos com eles.
–Mais juntos do que nunca! E MerLice, tudo bem?
–Tudo muito bem! Estamos de boa na lagoa! Alice diz e sorrimos juntas.
–Do que diabos elas estão falando? Daryl pergunta ao Merle.
–Deve ser um desses papos malucos de mulheres! Merle responde tão confuso quanto o Daryl.
–Vocês são tão lentos! São irmãos mesmo. Alice diz revirando os olhos. –BeRyl é: Bela e Daryl.
–E MerLice é: Merle e Alice! Viu como não é dificil? É só uma forma de juntar os nomes dos dois entenderam?
–Sim, mas não sei porque tanta frescura! MerLice? Parece até nome de doce. “Doces MerLice! Agora também em barras! Compre já o seu!” Merle diz fazendo todos rirem.
–Merle você não existe! Falo rindo.
–Meu pai é muito comédia! Mika diz e ganha um beijo do Merle.
Tudo estava muito bem, até eu sentir aquela sensação de novo, só que agora bem mais forte que antes. Me levanto e saio correndo para procurar a Annie, pois sinto que algo está prestes a acontecer com ela.
Procuro em todos os lugares, mas acabo encontrando ela debaixo da escada falando com o Max, ou pelo menos o que era o Max. Apresso o passo, o coração querendo saltar pela boca e torcendo para que ela se desse conta que aquele não era mais o Max.
–Hey Max! Fala comigo vai? Você está tão estranho! Já chega de brincar de zumbi! Ela diz se aproximando mais dele.
–Annie não! Grito e ela se vira para me ver bem na hora em que o Max a pega por trás e morde seu pescoço.
–Mamãe! Ela grita de dor.
–Não! Grito mas é tarde demais.
Tiro o Max de cima da Annie que cai no chão sangrando, pego minha faca e acabo com o Max, depois vou até a Annie que está agonizando no chão.
–Minha filha! Minha princesinha. Falo chorando e a pegando no colo, vendo a vida dela indo embora diante de meus olhos. –Não morra! Por favor! Peço a abraçando.
–Eu te amo mamãe...Sussurra e seus olhos ficam sem vida.
Minha Annie se foi! Aqueles olhos iguais aos do pai, agora paralizados pela morte.
–Annie!Grito a apertando em meus braços. –Não!É minha culpa!Me desculpa princesa! Eu não te salvei. Falo sem parar, tomada pela pior dor que já senti em toda a minha vida.
Nesse momento algum maluco abre as portas de entrada do shopping, zumbis começam a entrar por todos os lados pegando as pessoas que passavam distraídas. Mas nada disso tinha importância para mim.
Mataram a minha filhinha! E agora, o que vai ser de mim sem ela? E o Daryl? A culpa é minha! Eu deveria ter corrido mais rápido. Como eu sou uma péssima mãe! A Annie não merecia morrer assim, não merecia mesmo!
–Olá Bela! Uma pessoa me chama, me viro para olhar quem é e me surpreendo ao ver uma arma sendo apontada pra mim.
–Você?
–Surpresa? Eu sei que sim, mas não se preocupe, todos ficaram assim também. Mas agora é a sua vez!
–Vez de quê? Pergunto totalmente sem forças.
–De entrar no jogo! É a última coisa que escuto antes de ficar tudo escuro.
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