Starting Over.
3 Hogwarts e seleção
POV: James Sirius.
Acordei no dia primeiro de setembro com minha mãe gritando no andar de baixo. Soltei um resmungo e levantei. Me arrumei e logo desci para o café. Mamãe estava super afobada e corria de um lado para o outro tentando atender todo mundo. Lilian pedia torradas e Alvo a ajudava a colocar a mesa.
— Lily, querida só um momento. – ela disse, dei uma risada e me aproximei.
— Eu faço. – falei pegando a torrada e preparando. Mamãe sorriu e me deu um beijo na cabeça.
A manhã passou caótica como todo ano desde que Teddy começou em Hogwarts e as exatas dez e meia nós estávamos na estação. Tio Gui e tia Fleur estavam lá e em questão de segundos Victoire e Teddy desapareceram, indo procurar seus amigos. Eu olhava tudo ao redor ansioso enquanto as pessoas corriam desesperadas abraçando umas às outras.
Quando faltavam cinco minutos para o trem sair, decidi embarcar. Me virei para mamãe que me encarava com os olhos cheios de lágrimas, dei um sorriso.
— Eu vou ficar bem. – assegurei, ela sorriu e assentiu.
— Eu sei que vai, é só que eu vou sentir muitas saudades. – disse ela me abraçando, retribui e assim que ela me soltou me virei para papai.
— A promessa ainda vale. Uma carta dizendo que você foi pego perambulando pela escola e pode dar adeus ao mapa do maroto. – falou ele, sorri e concordei.
— Se divirta e nos escreva, amo você. – disse ele me abraçando.
— Eu também te amo. – respondi, o trem apitou e eu me virei para meus irmãos.
— Vou escrever para vocês, juro. – falei para eles, Al sorriu e concordou. Lily me deu um abraço. Abracei tio Gui e tia Fleur e virei para meus avós e.... Tios?
— Vejo vocês daqui a pouco. – falei, eles riram.
— Vamos estar na mesa dos professores. – falou vovó Lily, gemi baixinho.
— Nem me lembrem. – respondi, eles riram. O trem deu uma última apitada e eu corri para dentro.
Caminhei dentro da locomotiva procurando uma cabine vazia, encontrei uma próxima ao fim e me acomodei. Comecei a observar a paisagem e logo ouvi uma batida a porta.
— Se importa? – alguém questionou, me virei para a porta e vi uma garota de longos cabelos negros me encarando.
— Não. – respondi, fazendo sinal para ela entrar. A menina sentou-se à minha frente e estendeu a mão.
— Sou Aurora. – apresentou-se ela, apertei sua mão.
— James. – falei, ela sorriu.
Conversamos muito durante a viagem e acabou que ela era bem legal, e também tinha ótimas ideias de como pregar peças nos outros. Tinha a impressão que iriamos nos dar muito bem. Passado um tempo da viagem, Ted apareceu e nos disse para colocar os uniformes. Depois disso o caminho continuou tranquilo, e quando a moça dos doces passou e eu resolvi comprar algumas guloseimas.
Aurora analisava as embalagens cuidadosamente enquanto comia.
— Sapos de chocolate? Tipo, sapos de verdade? – perguntou ela, dei uma risada.
— Mas é claro que não. Eles são bem gostosos, mas você tem que ser rápido para pega-los. O interessante mesmo é a figurinha. – expliquei, ela abriu e apanhou o sapo rapidamente dando uma mordida no mesmo.
— Quem você tirou? – perguntei, ela analisou a figurinha.
— Hermione Jean Granger Weasley. – leu ela, dei uma risada.
— Minha tia. – respondi, ela deu de ombros e deixou a figurinha de lado.
— E então, em qual casa você quer entrar? – perguntei, percebi um olhar de confusão em seu rosto.
— Casa? – questionou ela, assenti.
— Você me disse que seus pais são bruxos. Não foram para Hogwarts? – perguntei, ela negou.
— Uau. Ok, bem; em Hogwarts quando nós entramos passamos pela seleção das casas. São quatro no total, grifinória, lufa lufa, corvinal e sonserina. – expliquei, ela concordou.
— E como eles selecionam? – perguntou.
— Um chapéu. O chapéu seletor. – respondi, ela fez uma careta.
— Mas é um chapéu. Como pode saber? – questionou, dei de ombros.
A viagem seguiu tranquila e antes de eu perceber já estávamos em Hogwarts. Desembarcamos e logo seguimos até onde um homem enorme gritava, chamando os alunos do primeiro ano. Nos aproximamos e ele sorriu.
— Olá James, como vai? – perguntou, sorri.
— Muito bem Hagrid. – respondi, Aurora parecia ter perdido as palavras observando o homem.
— Ele é um meio gigante. – falei para ela.
— Não diga. – sussurrou ela em resposta, sem desviar os olhos do homem.
Seguimos até os barcos e entramos nele. Eram quatro pessoas em cada um, então dois garotos se juntaram a nós. Eu olhava abismado o tamanho do local e a maioria não estava diferente. O livro “Hogwarts – Uma história” que tinha sido presente de tia Mione contava várias coisas interessantes sobre o castelo, mas as ilustrações não faziam jus ao tamanho do lugar. O livro era na verdade muito legal, mas é claro que eu nunca admitiria que tinha lido.
Descemos dos barcos e caminhamos até a entrada, onde um homem com um rosto redondo nos esperava. Ele juntou todos os alunos e começou a passar as instruções.
— Saudações novos estudantes. Sou Neville Longbottom, professor de herbologia. Assim que as portas se abrirem, vocês se juntarão aos seus colegas depois de serem selecionados para suas casas. São elas; grifinória, corvinal, lufa lufa e sonserina. Devo alertar que durante todo o ano letivo vocês poderão receber ou perder pontos de acordo com suas ações, e ao fim do ano a casa com maior número de pontos receberá a taça das casas. – explicou ele, alguns murmúrios foram ouvidos e ele logo completou.
— Vamos iniciar a seleção. – disse adentrando a porta.
Seguimos ele por um grande salão onde haviam quatro mesas enormes separadas por cores, olhei a mesa da lufa lufa e vi Teddy sorrindo para mim e da mesa da corvinal Victoire acenou. Meus avós e “tios” estavam à mesa dos professores e sorriam de forma encorajadora.
— Quando eu chamar seus nomes, deem um passo à frente e o chapéu decidirá qual será a sua casa. – explicou professor Longbottom. Ele desenrolou o pergaminho.
— Amelia Butter. – chamou ele, uma menina baixinha se encaminhou e sentou ao banco.
— Sonserina. – disse o chapéu após alguns segundos. A mesa verde e prateada urrou de alegria e a garota correu até eles.
— Adelaide Hyer. – chamou ele novamente, uma menina loira caminhou até o chapéu.
— Lufa lufa. – exclamou após um tempo, a mesa de Teddy aplaudiu.
— Aurora Wyer Black – falou o professor, um silencio se instalou e apenas murmúrios curiosos foram ouvidos, dei um empurrãozinho na garota. Os professores olhavam curiosos. A menina caminhou até o banquinho e se sentou, quando o professor colocou o chapéu este mal tocou-lhe a cabeça quando exclamou.
— Grifinória. – gritou ele e a mesa vermelha e dourada explodiu em aplausos. Dei um sorriso.
A seleção continuou por mais algum tempo até chegar a letra de meu nome.
— Jamie Rowan. – chamou o professor, uma menina assustada caminhou até o banco e sentou-se.
— Corvinal. – reclamou o chapéu, a mesa azul aplaudiu.
— James Sirius Potter. – chamou ele, vários murmúrios foram ouvidos. Caminhei até o banquinho e me sentei. Assim como foi com minha amiga, o chapéu mal tocou minha cabeça quando gritou.
— Grifinória. – urrou ele, a mesa vermelha e dourada explodiu em aplausos e gritarias. Me levantei e segui até a mesa, sentei ao lado de Aurora e olhei a mesa dos professores onde meu avô e tio Sirius aplaudiam fervorosamente. Dei uma risada.
A seleção terminou após um tempo e logo a apresentação dos novos professores começou.
— Esse ano teremos algumas mudanças no corpo docente. O professor Flitwick anunciou que após seus vários anos como professor de feitiços e diretor da casa Corvinal está se aposentando, a professora Hooch também comunicou sua aposentadoria para se tornar técnica de um time de quadribol amador. Por fim; gostaria de apresentar sua nova professora de feitiços senhorita Lilian Potter e seu novo professor de voo senhor Sirius Black. – apresentou ela, os alunos aplaudiram quando os adultos levantaram.
— E também gostaria de dar as boas vindas ao novo professor de defesa contra as artes das trevas, retornando a seu posto de alguns anos atrás. Professor Remo Lupin. E por fim; me substituindo no cargo de professora de transfiguração, professor James Potter. – concluiu ela, os adultos se levantaram e foram muito aplaudidos. A mesa da lufa lufa parecia super empolgada e Teddy recebia vários olhares.
Logo após a apresentação o jantar foi servido. Os rumores eram verdadeiros, a comida era maravilhosa. Aurora parecia já ter se enturmado com algumas meninas e conversava animadamente com elas. Eu conversava com alguns meninos do primeiro ano. Após algum tempo a diretora desejou boa noite a todos e orientou os monitores que guiassem os alunos até a sala comunal.
Caminhamos até onde se encontrava tal lugar e o monitor alertou que para acessar seria necessária uma senha, que no caso era “ suco de abóbora”. Nós entramos em uma sala aconchegante e ampla, os alunos conversavam e apontavam para tudo ao redor.
— Silêncio, por favor. – pediu o monitor, todos se calaram.
— Dormitório feminino e dormitório masculino. – explicou ele, apontando para uma porta e depois outra. Em seguida virou as costas e saiu.
Eu e Aurora ficamos mais um tempo na sala e então resolvemos subir. Decidi escrever para meus pais e meus irmãos contando como tinha sido a seleção, assim que terminei a carta depositei-a junto ao meu uniforme e dormi.
Na manhã seguinte quando desci encontrei Aurora tomando café, ela me desejou bom dia e me estendeu um papel. Olhei e sorri, primeiro horário seria transfiguração.
— Eu estava pensando. Trouxe comigo umas coisas bem legais da loja do meu tio, que tal se aprontássemos com o pessoal mais velho? – eu propus baixinho, a garota sorriu.
— O que você tem? – perguntou ela.
Contei para ela o que eu tinha e nós fomo até a sala comunal rapidamente. Eu peguei alguns fogos que havia comprado na loja do tio George e coloquei na mochila, desci e dei um sorriso para Aurora.
Nós seguimos para o segundo andar onde vários alunos mais velhos estavam espalhados esperando suas aulas começar, tirei os fogos discretamente da mochila e dei alguns para a garota. “Um...” murmurou ela, “dois...” continuei, “três” falamos juntos e lançamos eles em meio as pessoas. Quando os mesmos explodiram as pessoas corriam, topavam umas nas outras, sapateavam e gritavam. Eu gargalhava junto a garota, e meu olhar se encontrou ao de professora McGonagall que nos fuzilava com os olhos.
— Potter! Black! – gritou ela, os alunos mais velhos nos olhavam irritados e a professora vinha em nossa direção.
— Opa. – falei encarando a professora, a garota seguiu meu olhar.
— Devíamos correr? – perguntou, concordei.
Nós saímos correndo ignorando os gritos a nossas costas. Chegamos a sala justo no horário em que o sinal soou. Nos sentamos e começamos a rir. O dia passou tranquilamente e no fim das contas, nós pegamos uma semana de detenção.
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