Starting Again
11 Karaokê
Notas iniciais
Minhas duas semanas de paz haviam acabado, estava na hora de encarar a realidade, eles estariam em minha vida durante muito tempo, e estava na hora de começar a me acostumar e me importar menos com isso. Alguém me ajuda a fazer isso por favor? Eles se sentaram em uma das mesas próximas ao palco, nenhum dos dois percebeu que eram observados. Diego chamou-me roubando minha atenção do casal a algumas mesas distante.
– Angie, canta comigo uma música?
– Não — disse rapidamente — vai sonhando que subo em um palco.
– Vai Angie — me implorou — fico te devendo uma e faço o que você quiser.
Nada mal, Diego seria uma ótima pessoa para pedir favores.
– Tudo bem, eu vou — me rendi — mas está me devendo uma viu.
Nos levantamos e fomos escolher a música.
– Eu deixo você escolher, mas tem que ser algo que eu conheça — disse rindo.
– Essa aqui — apontei para a tela do computador.
– Vamos lá então — me entregou o microfone e subimos ao palco.
Eu tremia dos pés a cabeça, humilhação pública era meu maio medo, mas já estava ali, e não iria voltar atrás. Minha sorte é que eu havia feito aulas de canto durante quase toda minha infância, era só colocar em prática agora.
A música iniciou e Diego começou a cantar.
Ya se que estas comprometida
Y talvez no te fijes en mi
Dices estar enamorada
Pero nunca te vi sonreír
Angie
Sólo tu mirada me alcanza
Para hacerme feliz
Diego e Angie
Y cada vez que te veo me siento completo
Siento que puedo llegar tan alto
Y cada vez que te pienso
Me quedo en el aire
Te invito a volar muy lejos de aqui
A música seguiu e pela primeira vez em muito tempo me senti feliz, me lembrei da época em que em que cantava para me acalmar, música e banho para mim eram como terapia. Involuntariamente Diego me ajudou, me ajudou a esquecer German por três minutos, mas isso já era muita coisa para alguém que não conseguia tirá- lo da cabeça durante as 24 horas do dia. Quando terminamos o lugar explodiu em aplausos, isso comprovou uma coisa, eu ainda cantava bem, ou Diego e sua beleza e voz fizera isso com as mulheres do lugar. Descemos do palco e involuntariamente olhei para German, seu olhar para mim era de espanto, e o de Priscila era de raiva, se pudesse tenho certeza que ela pularia em meu pescoço naquele momento e me matava. Sinta a mesma vontade que eu cobra.
Voltei para a mesa com o pessoal, mas não pude deixar de notar o olhar de German sobre mim. Ficamos mais algumas horas e resolvemos ir embora.
Cheguei em casa e fui até a cozinha beber um copo d'água. Todos da casa estavam dormindo e o silêncio reinava na casa. Ouvi o barulho da porta sendo aberta e me amaldiçoei mentalmente por não ter passado direto para o quarto. Quando percebeu minha presença, German hesitou em continuar a caminhar. Continuei a beber minha água tranquilamente enquanto percebia que estava parado.
– Você canta muito bem — tentou puxar assunto.
– Obrigada — falei fria e sem olha-lo.
– Angie, eu queria pedir desculpa pelo o que eu disse e... — Não deixei ele terminar e falei.
– Seu tempo de pedir desculpa já passou — me virei e encarei aqueles olhos que me tiravam o fôlego — não me importa mas o que você diz, já comprovei que você é igual a Priscila — dessa vez eu falaria, e não me importaria com as consequências.
– Como assim? — Perguntou confuso.
– Simples, pessoas como vocês dois não são capazes de sentir nada por ninguém além de vocês mesmo — cruzei os braços no peito e continue — você não sabe nada sobre minha vida German, não sabe os motivos para mim ter vindo parar aqui, mas não acredito que você seja capaz de compreender. Já aprendi que tenho que tomar distância de pessoas como você, e é isso que vou fazer.
Dizendo isso me retirei da cozinha e fui para meu quarto. Tomei mais um banho antes de dormir, não me permitindo pensar em German um segundo se quer. Fui direto para cama assim que terminei meu banho.
Fiquei rolando na cama um bom tempo rolando na cama, o sono não vinha, o que havia acontecido a pouco não saia de minha cabeça. Depois de duas semanas ele veio me pedir desculpa, sei que devia tê-lo escutado, mas ainda estava chateada, não só pelas palavras ditas por ela, mas em vez de me pedir desculpas, resolveu passar o tempo com Priscila, me ignorando completamente.
Depois de muito rolar na cama, resolvi me levantar. Coloquei meu roupão e fui até a biblioteca. Comecei a vagar entre as prateleiras procurando algo interessante para ler, havia tempo que não entrava ali, geralmente meus livros ficavam em meu quarto. Olhei para o relógio da parede que marcavam 03:41 da manhã. Peguei um livro na prateleira que já havia lido milhões de vezes, era sobre uma garota que descobre de uma hora para outra ser uma princesa e vai para a terra de seu pai passar um tempo, mas acaba conhecendo o enteado do pai e os dois não se dão muito bem, mas o amor se fez presente naqueles dois. Sentei um uma poltrona e comecei a reler o livro, algum tempo depois ouvi a porta sendo aberta e Federico entrando.
– Ainda acordada Anjinha? — Perguntou se sentando na poltrona ao lado da minha.
– Sim — falei fechando o livro — estou sem sono, e você, porque esta acordado ainda?
– Estava falando com o German — daí não sairia coisa boa.
– Não quero falar sobre ele Fe — abaixei minha cabeça, impedindo que ele visse minha decepçao.
– Eu sei que não, é Também sei que está magoada com ele, mas eu tenho certeza que ele está arrependido. Conheço o German, ele não está nada bem com essa situação.
– Ele deveria ter pensado antes de falar, e não começar a falar o que não sabe — falei olhando para o livro que estava repousado em meu colo — sabe Fe, eu teria perdoado ele se ao invés de ficar duas semanas me ignorando viesse falar comigo, mas foi ele quem escolheu. Me dói que ele me odeie e eu ao menos saiba porque.
– No momento certo você saberá — dizendo isso se levantou veio até mim e depositou um beijo em minha bochecha — boa noite Anjinha
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