Starting Again
9 Capitulo 9
Notas iniciais
– Você está bem? — Disse o garoto me ajudando a levantar.
– Sim — disse um tanto vermelha pelo ocorrido — e você?
– Sim — disse e me estendeu a mão — me chamo Diego.
– Angie — disse pegando sua mão e sorrindo para ele.
– Bom, nos vemos por ia — disse indo embora.
Olhei na direção de Francesca e ela me olhava com um sorriso safado no rosto.
– Parece que alguém roubou mais um coração — disse quando me aproximei dela.
– Como assim? — Disse um tanto confusa.
– Primeiro German e depois o gato que você esbarrou ali — disse para logo em seguida ficar vermelha como um pimentão.
Não tive nem tempo de perguntar o porque do estado de minha amiga, pois ouvi aquela voz rouca que já conhecia.
– Falavam de mim? — Disse com um pequeno sorriso irônico estampando seu rosto.
– Não — disse o mais seca possível — mas se estivéssemos, não seria coisa boa -devolvi o sorriso e segui para dentro do edifício puxando a mão de Francesca. Ao fundo ainda ouvi ele dizer.
– Tenta não derrubar mais ninguém viu.
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Minha manhã passou voando, sai mais cedo que algumas turmas, e fui obrigada a esperar German. Eu não era uma pessoa muito paciente, e ter que esperar por uma hora e meia até que ele de o ar da graça não era uma coisa muito fácil para mim. Fiquei vagando pelos corredores esperando me distrair, mas a hora parecia se arrastar.
– Angie? — Chamou alguém atrás de mim.
Virei-me rapidamente dando de cara com Diego.
– Diego — disse com um sorriso gentil.
– Também saiu mais cedo, pelo que vejo -disse com um sorriso no rosto.
– Sim, agora tenho que esperar minha carona para poder voltar para casa — minha carona que eu estava com vontade de matar pela demora.
– Quem te leva para casa? — Perguntou.
– German, não sei se conhece — ao falar o nome pude perceber uma nova expressão se formar em sue rosto, e um sorriso brincalhão logo apareceu.
– Não sabia que German dava carona para garotinhas pobres e indefesas — disse gargalhando, mas logo depois de desculpou — desculpa Angie, é que isso realmente não parece coisa do German.
– Para falar a verdade também estranhei -disse rindo junto com ele — e da próxima vez que me chamar de garotinha pobre e indefesa te mato — disse com um sorriso inocente no rosto.
Diego não aguentou e riu mais ainda.
– Você é uma figura Angie — disse rindo -mas o que você é German são — disse me lançando um olhar malicioso. Será que nenhum ser humano era capaz de pensar coisas decentes?
– Nada do que você está pensando — disse apontando o dedo para ele — sou a irmã adotada que ele odeia.
A expressão de Diego mudou de divertida para surpreso.
– Então você é a famosa Angeles — agora fiquei confusa, famosa eu? Entre os amigos de German ainda — ele nos falou de você.
– Falou de mim? — perguntei confusa -cousa boa é que não foi né?!
Antes que Diego pudesse responder German apareceu com seu "Bom Humor" de sempre.
– Se quiser carona é melhor se apressar -disse com o seu mal humor mais que visível — não vou esperar ninguém namorar — disse e se retirou.
Me fantasiei naquele momento arremessando todo meu material em cima dele, mas tinha que me controlar. Me despedi de Diego rapidamente e o segui. Não dissemos nem uma palavra durante todo o trajeto, mas pude perceber sua expressão dura, algo havia acontecido. Tudo bem que German era mal humorado por natureza, mas aquilo estava fora do seu padrão normal.
Quando chegamos desceu rapidamente do carro, passando por mim feito um foguete. Por mais que aquilo me incomodasse, e eu não sabia exatamente porque, eu não poderia fazer nada, a vida era dele e eu seria a última pessoa a entrar nela. Quando adentrei a casa, vi que só estava Federico sentado no sofá.
– Angie — disse se levantando e vindo ate mim — sabe o que houve com German? -Pude perceber a preocupação em sua voz.
– Não, quando o vi já estava assim — Algo aconteceu dentro daquela sala de aula para ele estar assim — Você viu a mamãe -tentei desviar o assunto, German já havia estado demais em seu dia.
– Ela subiu com German, ele disse que precisavá falar com ela.
– Bom, então eu vou subir, depois falo com ela — falei me despedindo dele e subindo. Grande erro de minha parte, sabe aquele momento que o seu maior desejo é voltar no tempo, mas sabe que se fizesse isso não saberia de certas coisas? Pois foi isso que aconteceu. Estava chegando em meu quarto quando ouvi vozes vindo da biblioteca. Minha curiosidade falou mais alto e pensei que poderiam em fim descobrir o porque do mal humor de German. Mas o que ouvi não foi nada que fizesse minha curiosidade diminuir, e sim meu coração apertar.
– Não quero ela perto dos meus amigos -German disse alterado — eu sabia que traze-lá para cá seria um erro, mas vocês nunca me escutam — a raiva em sua voz era cada vez mais perceptível — a culpa não é minha que os pais dela não a quiseram e a abandonaram, eu não tenho nada a ver com a vida dela, e a quero distante de mim — meu coração batia mais forte a cada palavra proferida, o nó já se formava em minha garganta, mas ele continuou — talvez seja por isso que a adotaram, vocês dois sempre foram os protetores dos fracos e oprimidos — disse fazendo aspas no ar -mas será que não dava para adotarem alguém que as pessoas gostassem, que não atrapalhasse minha vida?
Minha mãe apenas o olhava com a cabeça baixa, quando levantou a cabeça para responder a ele me viu, o temor percorreu seu rosto e eu a vi perder a cor.
– Angie — disse em um fio de voz, nesse momento German se virou e me olhou, juro que pude ver desespero em sua face, mas depois do que eu havia ouvido não sabia se aquela criatura era capaz de sentir algo.
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