Start Of Something Good
1 Start Of Something Good.
Notas iniciais
Tem a musiquinha é claro > https://www.youtube.com/watch?v=WKsyxZWQ_g0
Sem mais delongas, boa leitura.
Felicity.
O amor simplesmente acontece, bom, li isso em uma revista quando era pequena. Não é algo programado. Ou arquitetado. Não escolhemos por quem nos apaixonar. Não trilhamos uma meta, ou programamos nosso coração para se apaixonar pela pessoa correta. Se fosse assim, eu teria programado meu coração para se apaixonar por alguém menos complicado do que Oliver Queen.
Eu não entendi o que aquela revista exatamente queria dizer, eu era pequena ainda. Mas, agora eu entendo. Não escolhemos um amor. Ele simplesmente acontece. E foi assim comigo e Oliver. A secretária que se apaixona pelo chefe ou a nerd sem graça que se apaixona pelo bonitão. Quanto clichê, não é?
O meu clichê romântico.
Posso afirmar que passamos por muitas coisas nesses últimos três anos. Foi muita coisa mesmo. Mas pela primeira vez, estamos curtindo um pouco. E pela primeira vez, tenho a certeza de que nós dois vamos dar certo.
Ele ainda tem a paranoia de me manter protegida. Acredite. Fizemos trilha ontem e ele ficou todo paranoico, com medo que eu caísse e fraturasse um osso. Felicity Smoak radical? Isso mesmo. Trilha, escalada e banho de cachoeira. Tenho como preferida a última, a cachoeira me renderá boas e quentes lembranças.
Nossas férias estão sendo mais longas do que eu imaginei. Oliver confiou a cidade a Diggle, Thea e Laurel. Argumentou que tanto Laurel quanto Thea podem fazer suas escolhas. Ele está tentando ser menos controlador. E Diggle está lá para botar juízo na cabeça das duas.
Estamos hospedados em um chalé perto de sublimes montanhas, algumas horas longe de Starling. A vista é maravilhosa. O chalé tem uma arquitetura antiga, os móveis são antigos. Mas tem WiFi, assim posso ficar de olho em Starling, que parece mais com o paraíso de Adão e Eva, só esperando a primeira cobra agir.
Acho que nunca estivemos tão tranquilos quanto agora. E o melhor é ter Oliver, distribuindo beijos em minhas pernas.
— O que está fazendo? — indaga, espalmando sua mão em minha coxa e apertando de leve. Mas o bastante para atiçar meu corpo.
— Sua irmã está redecorando o apartamento e pediu uma foto nossa. Estava escolhendo uma em meio a todas que tiramos. — explico.
— Tem certeza que quer ficar escolhendo fotos para mandar para Thea. — Ele ergue o corpo me dando uma ótima visão do seu belo abdômen malhado. — Tenho algumas ideias de como aproveitar essa noite gelada. — Ele beija meu pé e sobe com beijos quentes e molhados por minha perna.
— Você consegue ter ideia do tamanho do seu poder de persuadir uma pessoa indefesa como eu?
— Aham. — Oliver ergue meu vestido e beija minha barriga.
— Vou mandar essa de quando escalamos a montanha, aquele dia foi. Uau, inesquecível. Ela é linda. — Ele morde a lateral da minha barriga e continua erguendo meu vestido. — Okay, você venceu. Faço isso amanhã. — Fecho o notebook e coloco no chão ao lado da cama.
— Ótima ideia. — Para de erguer meu vestido e me puxa para baixo dele. Abro minhas pernas encaixando seu quadril com minhas coxas.
Oliver beija meus lábios delicadamente, sua mão segura minha coxa enquanto a outra desliza para dentro do vestido. — Quero que veja uma coisa.
— Agora só quero lhe ver nu. — disparo. — Isso foi pervertido demais. — Oliver sorri contra meus lábios, depois beija minha testa e levanta-se.
Qual é? Ele fez aquilo só para me provocar? Foi uma grande sacanagem para parte dele. Por que ele parou? Assim do nada? Solto um suspiro frustrado.
— Vem. — Ele me oferece a mão. Não recuso. Oliver me puxa para cima e me guia pelo assoalhado de madeira. Vamos até a janela e ele abre as cortinas. O céu está cheio de estrelas e as montanhas parecem tocar o céu. É perfeito.
— Oliver é...
— Eu sei. Perfeito não é? — assinto. Ele me abraça por trás, colocando seus braços em volta de mim, protegendo-me da brisa gelada. Seus lábios pressionam contra meu ombro. — Estava pensando em uma coisa...
— No que exatamente? — interrompo-o.
— Em nós. Em quando voltarmos para Starling. — Meu corpo enche de tensão, e eu sinto uma pontinha de medo.
Toda vez que penso em voltar para Starling, tenho medo que tudo acabe e que meu castelo desabe. Não sei mais se consigo viver sem Oliver. Sem seu carinho. Sem seu amor. Não quero que tudo volte a ser como antes.
— É como exatamente ficamos no meio disso? — indago, mantendo meus olhos fixos nas montanhas.
— Morando juntos. — sua resposta me pega totalmente de surpresa. Seu tom foi de afirmação. Eu sinto um nó enorme formar-se em minha garganta, impedindo-me de falar qualquer coisa. — Cheguei à conclusão de que somos mais fortes quando estamos juntos. E não consigo mais viver longe do seu amor. Quero ficar perto de você 24 horas por dia.
— Está me chamando para morar com você?
— Sim. —Meu Deus! Acho que não consigo respirar. Isso é tudo muito novo e um pouco confuso. — Acha cedo demais para falar sobre isso? — eu giro em seus braços e fito seus olhos. — Por que posso esperar o tempo que você precisar.
— Não. — exclamo. — É que isso tudo é muito novo para mim, para você, para nós. As coisas aconteceram de repente... Eu estou falando demais. Espera. — respiro fundo. — Você entende que é um pouco estranho né? Nós nos mantemos afastados fisicamente por quase três anos. E agora aconteceu rápido... Aí. — pondero. — Tem certeza que quer isso mesmo? — pergunto, antes que eu estrague tudo.
— Tenho certeza que quero ficar com você. É a minha única certeza agora. Você aceita?
— Sim. Eu quero morar com você. — Jogo meus braços em torno dos seus ombros e o abraço forte. Ficamos em silêncio e eu me viro novamente para a vista maravilhosa da janela.
Oliver segura minha cintura e distribuí beijos por meu pescoço, ombro e costas.
Afasta meus cabelos e abaixa a alça do vestido que uso, seus lábios deslizam por todo extensão do meu braço. Em seguida ele abaixa a outra alça e, o vestido cai no chão.
Eu me viro para ele novamente e tiro sua camisa, espalmo minhas mãos em seu abdômen e trilho um curto caminho até seu pescoço, puxo seus lábios para os meus.
Sua língua desliza para dentro da minha boca e ele me beija com urgência. Segura minha cintura e me ergue no ar, envolvo seu quadril com minhas pernas e ele nos leva até a cama.
Coloca-me sobre o colchão, sem tirar os lábios dos meus, ele me beija com amor e luxuria, fazendo meu corpo inteiro reagir. Sua língua desliza pelo meu queixo e desce pelo meu pescoço, trilhando lambidas ate o vale entre meus seios. Eu gemo. Ele se afasta e seus olhos vagueiam por meu corpo com adoração e grande desejo.
Ergue o corpo e tira a calça, ficando apenas com a box branca. Ajoelho-me na cama e seguro sua nuca, puxo seu corpo junto ao meu, sentindo sua pele quente roçar na minha.
— Eu te amo. — sussurra em meu ouvido, depois procura meus lábios e me beija com urgência.
Porque eu não sei onde isso vai acabar
Há uma parte de mim que ama não saber
Só não deixe acabar antes de começar.
Depois do convite de Oliver eu não tive mais dúvida que o nosso relacionamento daria certo em Starling, fora de Starling e em qualquer outro lugar. Estávamos começando algo bom, e estávamos felizes com isso.
Morar junto talvez seja complicado um pouco, Oliver deixa toalhas úmidas em cima da cama, e eu acho nojento. Okay, às vezes eu deixo cabelos na pia do banheiro e ele não gosta, mas podemos lidar com isso. E nossas brigas sempre nos levam a um único lugar...
— Até que horas pretende ficar nessa cama? — murmuro, trilhando beijos em suas costas.
— Não devia fazer isso logo de manhã. — Segura minha cintura e me puxa para baixo dele. — É perigoso.
— Sou destemida. — retruco. Ele me beija e segura à barra da camisola que eu uso. — Não! Temos que sair dessa cama. — Afasto suas mãos de mim e prendo atrás das suas costas.
— Não vai conseguir fazer isso por muito tempo. — me provoca, sorrindo desafiador.
— Não. Mas já é o bastante. — Desvencilho-me do seu corpo e me levanto. Mas, Oliver segura meu pulso e me puxa para a cama novamente. — E sua corrida?
— Pode esperar. — Ele beija meu pescoço e sua barba raspa na minha pele fazendo cócegas. — Tenho algo melhor e mais tentador para fazer agora.
— Odeio ser tão fraca. — Cedo aos seus encantos. Mas, o destino conspira contra e o celular toca.
— É o Dig. — Senta-se na cama. Algo ruim deve estar acontecendo em Starling, Dig nunca ligou para o Oliver desde que saímos da cidade, a relação dos dois não é das melhores no momento. — O que aconteceu? — pergunta. Em seguida sua expressão ganha um pouco de preocupação. — Não. Segura as coisas que logo estaremos aí. — diz. — Não tentem fazer nada. A viajem não é tão longa. Não vamos demorar. Obrigado por avisar. — desliga o celular e joga ao lado na cama.
— O que aconteceu? — questiono.
— Parece que um amigo de Ra's Al Ghul está me procurando. — Meu coração gela. — Temos que voltar para Starling.
— Tudo bem. Eu vou arrumar nossas coisas. — digo, pegando nossa mala e colocando as roupas do armário nela.
— Vou fechar nossa estadia na pousada. — assinto.
Oliver veste-se rapidamente e sai do quarto. Não quero entrar em pânico, mas Oliver me falou sobre esse tal amigo de Ra's Al Ghul e tenho muitos motivos para temê-lo: líder de uma organização do mal, temido por Ra's, tem diversos seguidores. São três motivos, mas já é muito. Continuo arrumando nossas coisas e tento afastar o pensamento ruim.
— Hey. — Olho para a porta e Oliver está encostado no batente. Fita meus olhos. — Você está bem?
— Sim. — digo. — E você?
— Também. — responde firme. Ao menos ele tem confiança em si próprio, isso me acalma.
(...)
A viajem não foi curta quanto Oliver pensou que seria. Comparada com outras, era sim curta. Mas a verdade é que eram quase 11 horas na estrada, contando com as paradas nos postos de gasolina e lanchonetes.
Chegamos a Starling por volta das 22 horas da noite. Estávamos exaustos. Mas mesmo assim seguimos para o covil. Há essa hora todos já estavam reunidos. A cidade estava aparentemente calma. Quando chegamos, a verdant estava lotada.
Entramos pela porta do beco e encontramos Dig nos computadores. E Thea e Laurel treinando. Os três olharam para nós dois ao mesmo tempo.
— Estão vendo fantasmas? — pergunto, seguindo para meus computadores. Como senti falta deles.
— Quase. — responde Thea, correndo abraçar o irmão.
— Hey. Como você está? — questiona Diggle, me recebendo com um enorme sorriso e um abraço caloroso.
— Ótima. Senti saudades. — Dou um beijo em sua bochecha. — E você? E Lyla e Sara como estão?
— Elas estão ótimas. — responde. Afasto-me de Dig e sou recebida por Laurel, que me abraça forte.
— Pelo jeito os treinos estão dando certo. — disparo, fazendo-a rir.
— Creio que sim. — murmura.
— E como foi à lua de mel? — indaga Thea. Sinto minhas bochechas formigarem. Oliver abraça meus ombros.
— Foi ótima. — responde e beija o topo da minha cabeça. — O que aconteceu na nossa ausência?
— Pouca coisa. Ladrões meia boca, traficantes de drogas. Bom, isso até ontem, quando um mascarado atacou a argus e roubou alguns documentos e, deixou esse recado. — Dig, aperta o botão do computador, abrindo uma imagem escura onde podemos ver apenas um homem, ele usa máscara.
— Diga ao arqueiro que ele tem um novo amigo, Damien Darhk. — diz e em seguida a tela inteira fica branca.
— Uou! — exclamo. — Que documentos ele roubou?
— Foram coordenadas de onde alguns criminosos altamente perigosos estão presos. — responde Dig.
— O que ele quer com isso? — questiono.
— Poder. — murmura Oliver. — Não vou me esconder dele. Se ele quer o arqueiro, ele terá o arqueiro. E eu vou espera-lo. — Tento não me assustar com a forma fria que Oliver pronunciou cada palavra.
— Isso chegou de Central City. É um presente de Cisco Ramón. — diz Thea, entregando uma caixa de papelão lacrada para Oliver.
— Thea arrumou o que lhe pedi? — indaga Oliver.
— Sim. — corre para onde a bolsa dela está e volta com dois chaveiros. — O seu e o da Felicity.
— Obrigado. — Oliver dá um beijo na testa da irmã.
— Posso saber o que é isso?
— A chave do nosso apartamento.
— Mas já? — disparo.
— Quer conhecê-lo?
— É claro que sim. Mas e a cidade?
— Ela nos esperou até agora. Pode esperar mais. — Pega minha mão e me puxa, guiando-me até a saída do covil.
Embarcamos no carro e Oliver dirige. Não questiono nada, olho a cidade passando rápido pela janela. Depois de alguns minutos Oliver estaciona o carro na frente de um prédio de uns cinco andares.
Desembarca do veículo e da à volta nele. Abre a porta para mim e me oferece a mão eu aceito, desembarco do carro com sua ajuda e seguimos para o prédio.
— Tem apenas um problema, não tem elevador. — murmura. — E é a cobertura.
— Como se para você fosse problema. — digo. Oliver ri e me ergue no colo, subindo os degraus rapidamente.
— É faço isso com grande facilidade e com você nos meus braços.
— Metido. — sussurro no seu ouvido. Escuto seu riso. Ele me segura firme e continua subindo. Entramos na porta do quinto andar e ele segue comigo nos braços pelo corredor.
— Chegamos. — Coloca-me no chão a abre a porta.
Entramos no apartamento e Oliver acende as luzes, revelando um lugar já decorado. É simples, mas é maravilhoso. Algumas fotos nossas estão espalhadas em uma mesinha no canto da sala. Agora entendo porque Thea pediu fotos à semana inteira, alegando estar redecorando seu apartamento.
— Thea decorou tudo pensando em você.
— E acertou. Está incrível.
— O que acha da gente conhecer o quarto? — nem me dá tempo para responder e já me pega no colo novamente. Seguindo a passos largos para o quarto.
— Hey, calma. Não acha que temos todo o tempo do mundo para inaugurar a cama? Preciso de um banho.
— Está bem. — diz frustrado. Larga-me no chão. — Tem toalhas limpas no closet. — joga-se na cama. — Vou lhe esperar. Ou...
— Nem pense nisso. — Ele bufa.
Só então olho o quarto ao redor é espaçoso, com paredes brancas, uma escrivaninha no canto, um criado mudo ao lado da cama sustentando um abajur. Carpete. Sacada. É incrível.
Entro no closet e tem roupas do Oliver organizada em um lado e as minha no outro. Escolho uma camisa dele e uma calcinha minha, é claro. Pego toalhas e sigo para o banheiro.
(...)
Tomei um banho rápido e quando voltei para o quarto Oliver estava deitado apenas com uma cueca box na cama. Uma verdadeira tentação musculosa. Engatinhei sobre a cama e me deitei ao lado dele. Fitei seus olhos. Estava pensativo. Virei de costas para ele e cheguei meu corpo para mais perto do dele. Oliver me abraçou e depositou um beijo em meus cabelos.
— No que estava pensando? — pergunto.
— Em tudo. — diz. — Estava imaginando nossa vida daqui para frente.
— E?
— Tenho certeza que fiz a escolha certa. — beija meu ombro. — Agora só preciso concertar as coisas com John, quero meu irmão de volta.
— Tenho certeza que vai conseguir. — murmuro, sentindo o sono tomar conta de mim.
— Obrigado por não desistir de mim.
— Nunca. — Oliver afaga meus cabelos e eu caio gradativamente em um sono profundo e feliz. Com a certeza de que aquilo era o começo de algo bom e muito especial.
Antes você me pedir para parar de respirar, do que me pedir para eu deixar de te amar!
Filme. — Tristão e Isolda.
Fale com o autor