Stars Auslly

32 Parques de Diversões & Histórias de vida - Parte Um


Notas iniciais
Olá!! Eu sei que eu fiquei três dias off, mas na verdade estou escrevendo este capítulo desde o dia 26 e.e Eu não tive muitas ideias, e iria ficar com, tipo, aproximadamente 4000 palavras e escrever ficou cansativo, além de que vocês também enjoariam um pouco ao ler, então dividi em duas partes para facilitar. Terminarei a segunda e publicarei amanhã se possível :3

Ally apoiava-se contra o batente da Times Square. Eu a segurava pela cintura, vendo-a inclinar-se para frente com os braços estendidos para o lado.

–Eu estou voando. — murmurou quando uma brisa do amanhecer passou os seus cabelos para trás. — Vamos voar juntos. — ela me estendeu a mão e apertou. Ri, me pondo ao seu lado e imitando a sua posição.

–Temos que ir embora, Ally. — sussurrei ao pé de seu ouvido. Inclinei a minha cabeça para enxergar o seu rosto. Ela fechou os olhos com um sorriso no rosto.

–Cante um pouco para mim? Por favor. Eu gosto de ouvir a sua voz. — pediu. Eu sorri e a deixei um tanto relutante. Apoiei minhas costas na pequena murada e murmurei algumas letras, procurando alguma que realmente a agradasse.

–There's no way I can make it without you, do it without you, be here without you, is not fun when you're doing it solo, with you is like woah, yeah, and I know... — cantei. Ally mantinha os olhos fechados e balançava a cabeça com o ritmo lento que eu havia resolvido dar. Nós tínhamos escrito juntos há anos, a nossa primeira compartilhada, e tínhamos decidido que seria com uma batida mais animada.

–Isso é lindo. — comentou, aproximando-se de mim e deitando a cabeça em meu peito. Sua mão descansou em meu ombro e eu a abracei com a mão em suas costas. — Eu queria que durasse para sempre.

–Eu queria que nós durássemos para sempre. — retruquei. Ela se remexeu.

–Eu sei que nós vamos. Está tudo bem agora. Logo estaremos voltando para Miami, viveremos juntos e poderemos sair mais. Trish terá o seu bebê, nós iremos paparicá-lo todo o tempo. Um dia, talvez, tenhamos o nosso próprio. Daqui a muitos anos, certamente.

–E será tudo planejado. — completei a sua linha de pensamento. Ally sorriu, concordando. — Ele terá os seus olhos... Ou ela. O meu cabelo.

–Então ele será um loiro oxigenado? — riu. Mostrei-lhe a língua e revirei os olhos.

–Eu não sei com quantos anos nós iremos ter um. E nem se teremos. Mas eu amarei qualquer coisa que vir de você.

–Eu te amo. — Ally sussurrou. Beijei a sua testa. — Vamos agora? Ficarão preocupados se acordarem e não nos virem.

–Claro. — consenti. Nós recuperamos nossos últimos pertences e direcionamo-nos para a saída. Greg, o segurança, deu um aceno sorridente para nós. Retribuímos. — É uma sorte que ele é o meu amigo. Você acha que Kira ainda está na casa de Dez?

–Não; ela não pode dormir fora. Jimmy é um pouco rígido.

–Gostaria que não fosse tanto. Ou ao menos confiasse em nós.

–Não falamos com Kira há dois anos. Se tocou em nosso nome ao falar com Jimmy, talvez tenha sido para falar mal. — fiz uma careta, refletindo.

–É. Bem, e se formos até algum parque hoje? Tipo, quando eles voltarem. Acho que seria legal. — sugeri. Ally pulou ao meu lado, animada. — Não precisamos ir na montanha russa se você não quiser.

–Hey, tudo bem. Eu sei o quanto você ama montanhas russas. — ela sorriu. — E também rodas gigantes. Nós podemos ir em uma algumas vezes. Vamos combinar com Dez, Carrie, Trish e Jace?

–Um encontro triplo soa bem. Kira? — nós balançamos a cabeça negativamente com o pensamento. Kira detestava parques de diversões após nossa ida no ano retrasado, quando adquiriu um medo irreal da montanha russa ao quase cair. — Eu acho que deveríamos dormir um pouco agora. Esqueça. Você deveria dormir. Eu perdi o meu sono. Poderia até mesmo ir para o colégio.

–Eu também perdi o meu, mas eu sei que iremos dormir se deitarmos um pouco. Se você for, tenho certeza de que levará uma detenção pós aula por adormecer na aula de Álgebra. — dei de ombros, sabendo que era verdade. Ally conhecia até mesmo os meus horários do Marino.

–Tudo bem. Trish já deve estar acordando, não? — perguntei mais como se afirmasse. Ally bateu palmas em concordância e eu ri.

**

–Eu não acredito que você dormiu o tempo todo enquanto nós mofávamos dentro de uma sala de aula. — Trish revirou os olhos ao encarar os nossos rostos inchados. Ally riu minimamente, lambendo os lábios em uma tentativa de molhá-los. — Quer dizer que iremos em encontros hoje?

–Exato. — Ally concordou, olhando para Dez, que parecia perdido. — Dez? — ele a encarou sorrindo e sentou-se ao lado dela com os braços em seus ombros.

–Eu posso chamar a Carrie? Ou eu tenho que ir sozinho? É um encontro triplo, então vai ter vocês de casais e eu vou ficar segurando vela... — Trish bufou em exasperação e nos acenou, saindo do quarto, demonstrando irritação. — Então?

–Uh, Dez... A ideia de um encontro triplo são três casais e nós estávamos referindo-nos a você e Carrie. — explico com calma. Ally mantinha uma expressão estranha em seu rosto, como se realmente não acreditasse na pergunta do ruivo. Contudo, apenas deu de ombros.

–Oh. — exclamou. Ally rolou os olhos e se pôs de pé, indicando a porta. Dez a soltou e deixou-a ir atrás de Trish.

–Eu esqueci uma coisa. — ela pareceu um pouco assustada e logo correu até mim. Eu sorri e envolvi-a em um abraço. Trocamos um beijo e, assim que abri os olhos, vi Dez fingir o vômito. — Ei, você e Carrie também não devem ser muito melhores.

–Nós assistimos Zaliens ontem, para a sua informação. — retrucou, sorrindo. Nós rimos enquanto revirávamos os olhos.

Ally deixou o quarto com as mãos estendidas para frente, gritando o nome de Trish. Era incrível como ela havia se recuperado tão rápido em pouco tempo — menos de um dia.

–Jace me contou. Por que não me disseram nada sobre o sequestro? — Dez perguntou, um segundo após o encerramento de meus devaneios. Eu o fitei.

–Você estava gripado. Eu só não queria que você se sentisse pior. E Carrie estava aqui. Achei que estavam se dando bem.

–Eu entendi. Valeu, Austin. — ele pôs a mão em meu ombro com uma expressão emocionada. Sorri. — Vocês me chamariam se as coisas ficassem piores, não é? Se não conseguissem. Porque Ally também é a minha melhor amiga, afinal.

–É claro. — concordei. Sempre iríamos chamá-lo se realmente precisássemos. — Nós não temos passado muito tempo juntos. Noite dos fliperamas amanhã? Ou do Vingador Elétrico?

–Com certeza.

Iniciamos uma conversa que senti falta durante estes últimos meses. O Vingador Elétrico geralmente era o nosso herói preferido, juntamente com o seu ajudante. Ambos combatem os crimes de uma forma impecável.

**

Deitei a minha cabeça no travesseiro, quase adormecendo. Senti uma respiração morna em meu rosto e reconheci o perfume embriagador de baunilha com rosas, igualmente com o hálito de iogurte.

–Alls? — chamei, as pálpebras fechadas. A mão pequena de Ally enroscou-se à minha. — Deite aqui comigo.

–Eu liguei para um policial amigo de meu, uh, de Lester. — ela abriu espaço de forma delicada por entre as cobertas e começou a acariciar o meu rosto. Suspirei satisfeito e a abracei. — Nós podemos ir um pouco mais tarde até a cadeia para falar com Cassidy, mais ou menos uma hora após o horário de visitas. Se você quiser ir sozinho, eu entendo. — acrescentou. Concordei com a cabeça, porém logo mudei de ideia.

–Não. Quero que venha comigo. Você irá visitar Lester? — senti-a arrepiar-se em meus braços. Os dela formaram um círculo ao redor de mim. Beijei a lateral do topo de sua cabeça e senti seus lábios depositarem um beijo em minha bochecha. As carícias em meu cabelo eram suaves e proveitosas.

–Não sei. Eu pensei sobre isso mas notei que tudo o que eu quis perguntar já foi respondido ontem através dele mesmo. — respondeu, explicando um pouco de seu ponto de vista. Apesar de sermos diferentes, tínhamos a mesma linha de raciocínio, o que facilitava a compreensão entre nós.

–Eu acho que você está certa. Ele não pode fazer mais nada contra você agora e não há nenhum assunto pendente. Acho que nós dois deveríamos esquecê-lo. Depois desta noite, iremos esquecer a existência de Cassidy também.

–Está bem. — ela concordou. Nós ficamos em silêncio. Os meus olhos pesavam um

pouco — talvez eu ainda não estivesse muito recuperado. — Aus? Está com medo?

–Um pouco. — admiti. Não era do meu feitio confessar um ponto fraco, mas eu tinha os meus melhores amigos. Eu contava com eles; e Ally também era mais do que isto. — Estou um pouco assustado com Cassidy. Eu acho que estou com medo das respostas.

–Eu vou fazer o papel de heroína desta vez. — eu sorri contra a pele leite dela.- Só não tenha medo. Tudo bem? Eu vou estar lá com você, o tempo todo. Eu sempre estarei lá por e para você.

–Obrigado, Ally. — agradeço após um silêncio momentâneo. — Você sabe que também pode sempre contar comigo.

–Sei, sim. Agora durma um pouco. Eu já coloquei o despertador para às três da tarde. Temos mais duas horas.

–Uma vez certinha, sempre certinha. — eu brinquei. Ally riu e eu me juntei a ela.

–Regras são regras. — sorrio com mais força, sinceramente. Posso senti-la sorrir também. — Eu amo você, Aus.

–Eu também amo você, Alls.

–Estamos mesmo casados?

–Somente se você quiser que estejamos.

–Você quer?

–Mais do que você imagina.

–Eu me sinto da mesma forma.

Ally pressionou os seus lábios contra os meus uma última vez antes de cairmos no sono lado a lado.

**

O som do alarme me despertou por completo. Suspirei indignado enquanto o silenciava, tentando não atrair atenção para o quarto onde estávamos. A casa estava silenciosa.

Ally ainda dormia. O seu rosto era singelo, e, por mais que não me agradasse, afastei o olhar; ela não gostaria que eu continuasse encarando-a durante o seu sono.

Desfiz o abraço em que nos encontrávamos com cautela e me dirigi para o banheiro.

Lavei o rosto, deixando a água fria pingar. A ponta de meus fios também estava molhada. Suspirei, apoiando-me na pia e pensei sobre o último dia e o que eu faria em questão de meia hora.

Cassidy era a minha irmã. E, de alguma forma, mostrava ainda ter sentimentos por mim. A minha respiração tornou-se um tanto acelerada ao lembrar de nosso terrível relacionamento.

Tinha dado extremamente certo, porém ainda faltava a química que eu havia encontrado em Ally antigamente. Como todas, eu a tinha dispensado em dois meses.

Cassidy havia praticamente me batido e sumido do mapa. Eu jamais imaginaria que estaria me vigiando o tempo todo e, de toda forma, planejando vingar-se de algo que eu não tinha conhecimento de Ally.

Fechei as mãos em punho, querendo socar algo com a ideia de ver Ally machucada. Controlei-me e relaxei, ainda que estivesse um pouco tenso.

Havia a questão da memória relutante de Gavin, que parecia ir e voltar quase o tempo todo. Nós havíamos dado sorte de tê-lo conosco quando estava "sóbrio"e pôde completar a sua explicação. Agora, eu lutaria para mantê-lo fora das grades.

Talvez fosse parte de algum processo para ajudá-lo a lembrar-se de tudo, ou somente Gavin é forte.

–Austin? — ouvi o meu nome ecoar com as batidas na porta. — Onde está Ally?

–Dormindo. Todos estão, não é? — pergunto. Eu destranco a porta de madeira vendo Trish me encarar. Sorrio e ela retribui resmungando algo. Começamos a andar pela casa em direção ao jardim. — E o bebê?

–Nem acredito que daqui a pouco veremos qual o sexo... — Trish murmurou com a voz chorosa. Eu sorri e toquei a sua barriga. — Eu havia pensado... Eu já havia pensado em abortar, como o pai de Trent sugerira. Mas eu não iria matá-lo assim, não poderia, e eu sei que ficaria o resto da minha vida me perguntando qual é o rosto desta criança. — ela riu um pouco e eu a acompanhei. Passei o meu braço por seus ombros e abrimos a porta que nos separava da piscina da casa de Dez. Trish correu um pouco e largou os chinelos, pondo os pés na água. Fiz o mesmo.

–Eu vou ser o padrinho. Peça desculpas ao resto! — digo. Trish ri.

–O bebê terá muitos padrinhos então. Você já ia ser, porque Ally é a minha melhor amiga, e eu tinha convidado-a. A não ser que ela queira ir com pessoa melhor, o que eu não a culparia.

–Ei! — murmuro indignado. — Eu vou ser um ótimo padrinho, ouviu?

–Só ouvi blá blá blá. Enfim, quando vamos ao parque?

–Às cinco. Eu e Ally temos que sair antes. Aliás, agora. Você pode avisá-los quando acordarem? — pergunto, me apressando a tomar duas toalhas. Trish pegou uma de minha mão rapidamente e corremos para dentro da casa.

–É claro. Vão lá namorar um pouco. Se bem que vocês fazem isso o tempo todo. — nós dois reviramos os olhos com a última parte da sentença. Dou um beijo em sua bochecha e corro para o quarto.

–Aus?

–Achei que ainda estivesse dormindo. O alarme tocou há uns minutos e eu queria que dormisse mais. — beijo-a um pouco.

–Obrigada, Aus. Foi muito fofo. — ela beija a minha bochecha e se levanta. Sorrio. — Eu vou trocar de roupa para irmos. Alguém sabe?

–Sim, Trish. Mas vamos deixar um bilhete por precaução. — passo a mão pelo rosto, preocupado. Ally ri e me dá um tapa forte em meu braço. Faço um muxoxo enquanto esfrego a parte dolorida. — Doeu.

–Desculpe. — diz rapidamente enquanto me beija de surpresa. Retribuo, porém o ar falta muito mais rápido. Saímos arfantes. -Amo você. Te vejo em 5 minutos.

–Mas eu quero mais um... — murmuro para mim mesmo quando Ally sai do aposento.

**

–Você tem certeza de que é aqui? — Ally pergunta, sem olhar para constatar. Engulo em seco.

–Sim. A não ser que a definição de prisão seja outra, tenho sim. — olho para as muradas cinzentas e altas, com grades em todas as janelas. O muro que nos separa da construção e o pátio possui arame farpado e — talvez — rede de proteção elétrica. Saio do carro, trancando-o, e ajudo Ally a descer. Ponho a mão em sua cintura antes de engolir em seco mais uma vez.

–Vai ficar tudo bem. E se não ficar eu ainda vou estar aqui com você. A não ser que queira entrar sozinho. — acalmou-me. Selei os nossos lábios, onde ela correspondeu.

–Tudo bem. Você está aqui, é o que importa. Vamos tirar algumas explicações.

Notas finais
Eu não sei se posto amanhã, mas faço o possível! Minha amiga está precisando da minha ajuda em algumas matérias e estou preparando resumos com os conteúdos para o aprendizado. Esse vai ser o nosso último mês de aula e ela acha que vai ficar de recuperação - eu sei que ela não vai. Enfim, o que acharam? Eu até gostei, mas particularmente a segunda parte será muito melhor! Talvez seja dividido em três partes, mas é só suposição. Eu respondi o comentário da Tata Lynch e veio a ideia de uma possível segunda temporada de Stars Auslly... Mas não sei XD Obrigada a todos por lerem!!