Stars Auslly

29 Notícias & Confiança


Notas iniciais
Eu gostei desse capítulo :3 Muito Auslly :3 Achei muito fofo :3 Obrigada a todos que estão lendo, e com muito orgulho digo que cheguei aos 6000 acessos

Eu e Ally corríamos o tanto quanto podíamos para dentro da UTI novamente. Jace havia nos ligado dizendo que o médico que operara a cirurgia da retirada da bala de Gavin gostaria de falar conosco em grupo. Não nos parecia ser bom, porém eu ainda guardava esperança dentro de mim.

A UTI encontrava-se um pouco mais vazia, considerando que são três horas da manhã. Ally e eu havíamos dormido por pelo menos duas horas sem questionamentos, mas eu sabia que ela não estava completamente recuperada. O cansaço em seus olhos e movimentos era de extrema visibilidade — não como se eu estivesse melhor.

–Que bom que vocês chegaram. — o rosto do cirurgião era sério. Jace se levantou e postou-se atrás de Trish para que Ally pudesse se sentar, através de seus protestos de que estava bem. Apertei seu ombro, conduzindo-a para a cadeira. — Nós temos que tratar sobre o caso de Gavin Young. Os senhores são amigos dele, estou certo?

–Uh, não muito. Não somos próximos. Quero dizer, Ally e ele são. — apontei para Ally, segurando a sua mão. O homem de jaleco branco assentiu.

–Entendo. Bom, prosseguindo, nós fizemos o possível. A bala foi retirada com sucesso, porém deixará algumas cicatrizes que poderão ou não desaparecer com o tempo. O problema maior… — ele respirou fundo e tornei a tencionar os músculos do corpo, nervoso. Ally fazia o mesmo sentada. — … Gavin perdeu a memória. Provavelmente é uma amnésia temporária, mas não creio que possa lembrar-se de algum de vocês. Ele lembra seu nome e as características que o definem, mas não se lembra do acontecimento e de sua vida ou as pessoas incluídas. Eu sinto muito.

–Não é verdade! — Trish argumentou, socando a mesa rapidamente. O olhar sério do cirurgião quase a fez calar-se, mas sua raiva momentânea e confusão pareceram ser maiores. — Ele não pode ter perdido a memória em uma cirurgia! O que vocês fizeram?! Colocaram uma pinça no cérebro dele?!

–Teoricamente, Gavin morreria se qualquer objeto fosse deixado por engano em seu corpo, Trish. — Ally avisou-a, ainda incapaz de conter as lágrimas. Limpei uma que escorria sem o meu conhecimento por minha bochecha.

–Sim, exatamente. — concordou o homem. Dirigi a Trish um olhar sarcástico que basicamente gritava “não nos envergonhe mais”. — O caso é que, quando o corpo de Gavin recebeu o objeto e desabou ao chão, sua cabeça bateu com grande força em algo. Especulamos ter sido um prego solto.

–Ele… perdeu… a memória… por… um… maldito… prego… solto? — vociferei de uma maneira pausada. Eu não podia acreditar que um prego havia feito um grande trabalho em acabar com as lembranças de uma pessoa.

–Eu sinto muito. Não há nada que possamos fazer para ajudá-lo se não for reversível. Vocês quatro podem tentar, frequentando os lugares que ele costumava ir antigamente juntamente com vocês. Passem mais tempo juntos. — suspirei. Ally pareceu desarmada. Peguei sua mão de um modo delicado, tentando não forçá-la, e a puxei contra mim. Ally enterrou a cabeça em meu peito e jogou seus braços ao redor de meu pescoço. Trish e Jace sussurravam em um canto mais afastado de nós na sala. O médico tomava anotações em seu computador.

Observei que nós estávamos dispensados e pedi a Jace discretamente que levasse Ally para a sala de espera enquanto eu conversava com o homem, que me parecia entediado e preocupado enquanto fitava a tela com uma ruga entre as sobrancelhas. Trish os seguiu em silêncio, porém trocamos um olhar cauteloso antes que ela deixasse o cômodo.

Sentei diante dele. Seus olhos correram por mim mostrando curiosidade. Apoiei meus cotovelos em sua mesa, aproximando — me mais.

–Há um outro modo? Mais perigoso para fazer a memória de Gavin voltar? — seu rosto pareceu hesitar. Então, suspirou. — Me diga.

–Estamos desenvolvendo um implante cerebral. — começou por fim. Mostrei-me mais interessado conforme relaxava no assento, Seu olhar varreu a sala e ele deu a volta na mesa, próximo a mim. Estava sussurrando. — Não conte a ninguém. Jamais testamos em ninguém. Se alguma coisa der errado se o fizermos, não… Não terá como reverter.

–Está dizendo que Gavin pode ser um cobaia? — tento compreender. O seu rosto é firme. — Eu… acho melhor não. Ainda temos uma chance de sua memória voltar naturalmente, certo? — ele assente, parecendo aliviado com a minha decisão. — Então, nós terminamos por aqui. Obrigado, doutor. — apertamos as mãos.

Quando estou me direcionando para a porta e a mão na maçaneta, ele me para. Sua mão segura meu ombro com certa força, impedindo — me de prosseguir. Encaro-o confuso.

–Seria de grande valor e ajuda se não comentasse nada com a sua namorada. Ela me parece um pouco desmoralizada com a notícia. Talvez não raciocine com…

Por um momento, travo. No entanto, Ally é quem conhece Gavin melhor e há mais tempo, embora eu não concorde com isso. Ela precisa saber. Precisa ter consciência de que há um modo, ainda que perigoso. Não ouço mais a fala do homem; estou em um conflito em que a parte que confia em Ally ganha aparentemente.

Nós confiamos um no outro. Sei que me contaria tudo, e eu devo retribuir porque ainda possuo toda a confiança de anos atrás. Está feito. Além disso, Ally é muito mais sensata do que eu, mesmo caindo aos pedaços. Se eu próprio fui capaz de chegar a essa conclusão, Ally terá feito a sua em questão de dois segundos.

–Não. — interrompo. O rosto do médico torna ser muito mais pálido. — Ally é confiável, eu sei disso. E ela é a pessoa mais sensata que eu conheço.

–Veja, Austin, talvez o amor esteja influenciando a sua…

–A única coisa que está me influenciando é você, com todo o respeito. Ela não é só a minha namorada, como também é a minha melhor amiga. Com licença, doutor. – com os lábios franzidos em uma linha fina, me concedeu a passagem. Bati a porta com certa força enquanto pulava para fora do consultório.

Jace e Trish não estavam à vista. Ally permanecia sozinha andando em círculos no meio da sala de espera de UTI, e fiz questão de andar até ela em uma correria. Ally sorriu timidamente, demonstrando sono. A noite estava sendo muito agitada para nós.

Selei nossos lábios. Ally inclinou a cabeça ainda mais, me puxando junto. Suas mãos pequenas trabalhavam em meu cabelo, e puxei-a mais forte pela cintura. Por fim eu a abracei, percebendo o quão sortudos nós estávamos sendo por estarmos ali, vivos, bem.

–Eu tenho que te contar uma coisa. — dissemos em uníssono. Abri um sorriso enquanto a encarava. Seu tom não era orgulhoso, mas ela se permitiu uma risada rápida. — Fala você primeiro. — murmuro.

–Uh, o que você tem para falar é sobre Gavin? — eu assinto. Ela suspira. — Então, eu digo depois. É sobre nós dois, e agora Gavin é prioridade. — concordo com ela e a puxo lentamente para o lado de fora da UTI. — Jace e Trish foram comprar lanches para nós. Eu pedi panquecas para você.

–Obrigado, Ally. — sorrio. Ela sabe sobre o meu amor por panquecas. — Tem um jeito novo de acabar com a amnésia de Gavin. Mas não fique animada. Eu não concordei.

–O quê?! Por quê?! Mas.. — eu a silenciei com um selinho rápido. Não daria para fazê-la de ouvir se entrasse em histeria. Ally relaxou e, quando me encarou depois, sua expressão demonstrava arrependimento. Dei um sorriso de canto, tenso, tentando mostrar que estava tudo bem. — Me desculpe. Eu deveria ter te ouvido primeiro. Eu só…

–Está tudo bem, Ally. Eu faria a mesma coisa. — falo com sinceridade. — A resposta é que… Gavin seria usado como um experimento. — inicio uma explicação rápida em resumo. Ally arregala os olhos, assentindo a cada palavra. Ao fim, seus olhos entendem o meu ponto de vista. Ela me abraça, e eu a acolho.

–Você está certo. — sussurra. Suspiro em meio a seus cabelos. — Eu amo você.

–Eu também amo você. — sussurro igualmente. Somos interrompidos por um pigarro, e sei que pertence a Trish. Viro minha cabeça sem me importar em desgrudar de Ally, porém posso vê-la enrubescendo. Sorrio a eles.

–Estamos interrompendo? — Jace pergunta, fingindo inocência. Reviro os olhos.

–Só um minuto. — respondo, e deposito um beijo em Ally, pegando-a de surpresa. Trish e Jace riem.

–Você sabe que eu te amo mais do que picles, não sabe? — ela sorri durante o beijo e nos separa. Eu rio, apertando-a mais, como uma criança com seu bichinho de pelúcia preferido.

–Mais do que picles?! — Jace e Trish exclamam. Bufo e os ignoro, fitando os grandes olhos amendoados de Ally em minha frente.

–Eu também te amo…

–Mais do que picles?

–Mais do que panquecas. — Ally e eu rimos.

–Mais do que panquecas?! — Trish e Jace gritam ao nosso lado. Nós o encaramos e eu produzo uma careta ao fazê-lo, mostrando uma leve irritação. Jace limpa a garganta e coça a nuca, como se constrangido. Trish não se importa e apenas permanece com um sorrisinho. — Eu sempre soube. — grasna.

–Vocês poderiam tentar ser menos estraga momentos, por favor? — semicerro os olhos para Trish, dirigindo toda frase a ela. A vejo suspirar, rolando os olhos.

–Austin, você pode vir comigo? — Jace pergunta, indicando Ally e Trish, que parecem estar em uma competição de olhares. Compreendo que querem ficar sozinhas para conversar.

–Claro. Ally. — concordo e a chamo, recordando sobre o que Ally gostaria de falar comigo alguns momentos antes. Ela me encara com um sorriso pronto. Sorrio também. — Depois me diz o que você queria falar, certo?

–Não é coisa boa…- lamenta. Seus olhos enchem de água temporariamente e Ally as afasta. Me preocupo, porém me contento em acariciar seu braço levemente. Um sorriso ligeiro surge novamente.

–Não tem problema. Eu e Jace vamos lá dentro. — aviso. Elas assentem enquanto se afastam um pouco e cochicham entre si. Eu sigo o garoto para o interior da construção de paredes brancas.

–Você não se importa que eu namore Trish, não é? — pergunta de repente. Eu o encaro como se não acreditasse.

–É claro que não, cara. Você fez uma grande diferença na vida dela, faz ela feliz, e ela é minha melhor amiga. Se Trish estiver bem, eu aceito qualquer coisa. — respondo. Jace ri, assentindo.

–Eu faria a mesma coisa. Valeu, Austin. E… eu realmente acho que você e a Ally formam um casal perfeito. Se eu te pedisse uma coisa, uma surpresa para Trish, você me ajudaria?

–É claro. Só me diga o que quer fazer.

–Um encontro. Do tipo bom. Eu pensei que talvez pudéssemos fazer uma troca de ideias, eu não sei se você topa. — ri assentindo a cabeça. Sei que está relacionado às nossas namoradas. — Como eu conheço alguns gostos da Ally que mudaram em Miami e você claramente conhece Trish melhor do que eu, pensei que…

–Eu topo. — o interrompo. — Encontro?

–Exato. Eu sei que você não precisa de ajuda com a Ally e essas coisas, mas talvez eu possa tentar ajudar um pouco ao menos. — começo a me empolgar.

–Jace, você é incrível! — comemoro. Trocamos um high-five empolgado. — Tudo bem, me diga. Eu vou te ajudar depois.

–Ótimo! Eu acho que você poderia dar um presente a ela. Ally está procurando um livro há muito tempo, mas não o encontra em nenhuma livraria. Simplesmente esgotado. Me before you, já ouviu falar?

–Eu tenho! Minha tia me deu de presente por engano e eu li algumas vezes com o Dez. É muito bom e eu até chorei… — Jace gargalha enquanto falo. Me dou conta de minha pose perdida durante o comentário sobre o livro. — Mas, mas, eu, uh, quero dizer, chorei porque em uma das partes em que lia com o Dez bati meu joelho na cama.

–Tudo bem. — ele prendeu o riso sem se convencer. Suspirei derrotado. — Você poderia comprar um para ela se encontrar.

–Eu dou o meu. Não me importo com livros tanto assim, e eu acho que Ally gostaria… — coro um pouco e evito encará-lo. Vejo Jace concordar ao meu lado com um grunhido simpático.

–Ela vai gostar muito mais. Os meus pais têm uma casa de praia há alguns quilômetros daqui e é um pouco desconhecida. Vocês poderiam ir até lá esse fim de semana. Gavin será liberado da UTI amanhã ao acordar e transferido para o hospital. Peça ajuda para Trish para arrumar a mala de Ally e a leve de surpresa.

–Grande plano! — comemoro. — Agora, sobre Trish, você poderia ir até Los Angeles com ela.

Jace me encara fixamente com interesse enquanto explico o encontro perfeito que Trish havia sonhado e relatado a mim uma vez. Jace aprova a ideia de imediato, sem parecer parar para pensar realmente como fará algo tão extravagoso. Ao fim, ofereço ajuda e ele aceita.

Conversamos mais um pouco, sempre espiando para fora das portas, procurando por Trish e Ally. Elas parecem estar envolvidas demais em uma conversa, e ambas me parecem como se estivessem sem preocupações juntas. Sorrio com minha observação.

–Por favor, moça, você sabe se Gavin Young pode receber visitas? — questiono à uma mulher da faixa etária dos trinta. Ela me encara sem expressão e consulta o computador.

–Não, senhor. — responde de uma forma seca. Engulo a saliva, assustado com o comportamento frio. Não estou acostumado. Volto para Jace e caminhamos até as garotas novamente.

–Gavin não pode receber visitas por hoje. — sinto algo em meu peito afundar quando digo em voz alta. É como se eu estivesse o abandonando. — Talvez… pudéssemos ir até a casa do Dez.

–Seria bom se não disséssemos nada. — Ally completa o meu pensamento. Sorrio para ela, que vem até mim e me abraça. Como se houvesse sentido muito a minha falta nos últimos minutos. — Quem sabe pudéssemos esquecer um pouco por hoje? A minha cabeça está cheia. — sua voz é pura, inocente. Concordamos juntos e nos direcionamos para o carro.

–Vocês podem ir na frente? Quero conversar com Ally antes. — aperto sua mão quando as nossas se entrelaçam. Trish e Jace assentem, e o vejo passar o braço pelos ombros dela. Eu me viro para Ally e a beijo rapidamente, que corresponde, sorrindo por entre. — Eu quero um momento a sós com você, Mas preciso que me diga antes.

Ela morde o lábio inferior, lágrimas chegando a seus olhos. Quando uma das mesmas se derrama, Ally mantém as pálpebras fechadas para impedir o choro livre. Eu me preocupo mais e a abraço forte.

–Elliot me beijou. — sussurra ela. Eu a solto imediatamente, em choque, incrédulo. Um misto de sensações passa por dentro de mim enquanto a vejo transbordar as lágrimas. Não pode ser real. — Acredita em mim. Só por agora. Por favor. Eu não queria… Ele só… Ele era um dos homens que estava com Lester e Cassidy.

–Eu vou matá-lo. — soco a parede. Ally solta da minha mão, afastando-se de mim. Percebo o receio que há nela; o medo de que eu termine tudo. De que me revolte contra ela. Eu não poderia fazer isso. — Venha cá. — Ally rejeita o meu toque, se afastando. Em seus olhos, há um misto de dor. Uma careta cruza seu rosto antes pacífico. — Eu não estou bravo. Eu sei que não é culpa sua. Eu acredito em você.

–Eu não mereço você… — sussurra, alto o suficiente para que eu a ouça. Tento novamente, mas ela repele o contato. — Você não pode, Austin. Eu estou me sentindo tão suja, céus…

–Ally, olhe para mim. — ela me encara com as bochechas rosadas aguadas. — Você é a minha namorada, entende? Você é uma dos meus melhores amigos. Eu amo você mais do que a mim mesmo. Eu jamais poderia ficar bravo com você, mesmo se eu quisesse. Eu sinto raiva de Elliot, mas você, não. Ally… — quando a toco, aproveito que Ally está se rendendo. Beijo-a cuidadosamente e seguro o seu queixo em direção a mim. — … Eu amo você.

–Sabe que é só você, não sabe, Aus? — dramatiza. Ela sorri, permitindo que eu encoste minha testa na sua. — Eu amo você. Algumas garotas me perguntaram e me atormentaram muito me perguntando o que vi em você, pensando que você era só um rosto bonito. Eu não disse nada, só deixei-as pensar desse modo. Eu sei que fui egoísta. — eu rio. — Só não queria contar a elas o que me fez me apaixonar por você porque, se eu contasse, talvez elas se apaixonassem também.

–Eu posso ter abraçado outras garotas… — começo a declaração. Ally sela nossos lábios uma vez.

–Oh, isso você fez, com certeza. — reviro os olhos e gargalhamos.

–E beijado outras…

–Ah, isso também. — sua careta é de ciúmes. Beijo a ponta de seu nariz com um sorriso.

–Ou rido com outras garotas…

–Não precisa esfregar na cara, Aus. — ela sorri singelamente. Eu bufo de uma maneira falsa.

–Ei, eu estou me declarando. — rimos. — Mas nenhuma delas me fez sentir nada comparado ao que você me faz.

–Eu me sinto da mesma forma. Me desculpe mais uma vez. Você é incrível. Eu só não quero perder você.

–Nunca mais se desculpe por isso, está bem? — ela assente enquanto seguro seu rosto com as duas mãos, levantando e levando-o até mim. Eu a beijo novamente. — Você é perfeita.

Notas finais
TCHANS! Eu me sinto muito mal pelo Gavin. Eu sei que não estou dando muita atenção a ele, mas no próximo capítulo isso meio que está prestes a mudar. Gavin será uma atração no próximo capítulo. Só não sei se postarei amanhã. Só para não perder a tradição, o que vocês acharam? Eu tenho algumas leitoras fantasmas (muitas, eu acho), então se pudessem comentar :3 E o que eu deveria melhorar?