Stars Auslly

11 Feliz Natal


Notas iniciais
Oiii!! Obrigada pelos que comentaram no capítulo anterior :3 Tive uma ideia: quando essa fic terminar, vou criar outra! O que acham? Já tenho uma ideia em minha cabeça, e, por mais que não me agrade 100%, é beeem clichê. Ah, clichê é bom, né?

–Ally. — chacoalhei-a. Odiei ter que acordá-la, porém era necessário se a morena quisesse ver a noite de fogos tradicional de Trish e Dez.

–Austin? — ela se desgrudou de mim, completamente corada. — Que horas são? Ah, meu Deus, eu dormi em cima de você?!

–Você fala como se fosse uma coisa terrível. Assim me ofende. E respondendo suas perguntas, são onze e quarenta e cinco. Eu queria que você visse os fogos de artifício. — expliquei. Ally sorriu e envolveu o meu pescoço com os braços fortemente, do mesmo modo que eu a puxei para mim com as mãos em suas costas.

–Obrigada. Quanto tempo dormi?

–Uma hora e meia, sem problemas. Foi mal, é que eu não consegui te acordar antes.

–Ficou me vendo dormir? — ela piscou. Boa, Austin.

–Não exatamente. — tentei concertar. Sua expressão suavizou. — Cochilei um pouco também.

–Então, vamos? Deve dar tempo de arrumarmos a árvore de Natal... — desviamos os olhares um do outro, visivelmente constrangidos. — quero construir e enfeitar uma com vocês.

–É claro.

Ficamos os próximos minutos em silêncio, até que Ally pegou a minha mão. Estava quente, e a minha, fria. Ela pareceu ignorar esse detalhe, e eu acabei por fazer o mesmo, já apreciando o momento. Comecei a movimentar nossas mãos para frente e para trás, e algo pareceu acender em Ally, pois começou a pular como um sapo ao meu lado.

–Canguru. — brinquei em meio a tosses falsas. Ally me olhou torto e riu, um soquinho em meu ombro com a mão livre.

–Finalmente chegaram. Onde vocês estavam? E, Ally, quebrei um dos instrumentos da loja. Espero que seu pai não se incomode. — Dez fez uma careta assustada ao olhar de Ally. Trish ergueu as sobrancelhas e se virou, como se estivesse ocultando uma risada. Soltei nossas mãos e alcancei o meu bolso traseiro da calça jeans. O doce continuava ali. Eu pretendia entregá-lo a Ally, porém queria que seu doce fosse o penúltimo enfeite.

–Cassie! — Ally correu até a loira, puxando Trish pelo braço. A baixinha me encarou, claramente me perguntando sobre a proximidade entre Ally e Cassidy. Dei de ombros, passando por entre as lanternas chinesas de Dez, todas espalhadas pelo chão; com a tradição dos fogos de artifício na virada para o Natal, eu e Dez concordamos em usar lanternas quando os fogos fossem acesos. Aos poucos, Trish começou a apoiar a ideia.

–Vai ser uma ótima festa. — comentei, tentando espiar o livro que o ruivo lia. Um manual.

–Acredita que a marca dos fogos mudou? Trish comprou novas, que são completamente diferentes, e muito mais complexas. — falou ele, ignorando minha última fala. Peguei o manual de suas mãos.

–Uou. Trish! Por acaso você sabe acender isso daqui? — as três, que permaneciam sentadas cochichando num canto, viraram-se para nos encarar. Mostrei o manual a elas. Trish e Ally franziram as testas, enquanto Cassidy apenas ria miseravelmente.

–É claro que sei. Por que estão aí feito dois bobos lendo o manual? É o mesmo de sempre, cabeças ocas. — Trish bateu na cabeça com uma expressão de homem das cavernas. Ally veio até mim e roubou o manual.

–Está ao contrário, criança. — franziu os lábios e riu, entregando-me o manual novamente. As letras e as instruções eram as mesmas de sempre.

–Dez! — repreendi. Ele me olhou como se pedisse desculpas.

As três continuaram rindo, e Ally passou o braço pelo pescoço de Trish e Cassidy, unindo-as. Vieram até nós, quando se separaram por fim. Passaram-se direto os quinze minutos restantes, quando todos nós terminamos de enfeitar a árvore preciosa de Ally. Quando peguei a estrela para pôr, lembrei-me da bengala em meu bolso.

Joguei a estrela para Cassidy, que a agarrou em pleno ar, enquanto vasculhava o meu pequeno bolso a procura do doce.

–Espera! Cassidy, não coloca. Ainda. — virei para encarar Ally, que, pelo modo como revirava as caixas com os enfeites, dera por falta da bengala. — Ally, eu queria que você pendurasse esse. — e entreguei-lhe o doce.

–Austin! Onde... onde estava? — ela me encarava maravilhada, como se eu tivesse mesmo salvado o Natal.

–Eu ia te entregar mais cedo, mas você é apressada, e iria colocá-lo na mesma hora em que eu te desse. Então, guardei até agora.

–Você é um doce, Aus. Obrigada. — seus olhos brilharam enquanto ela preenchia a árvore brilhante.

Cassie pôs-se na ponta dos pés, subiu até o topo da árvore com a ajuda de Dez e pendurou a estrela. A árvore estava pronta, e estava perfeita. Olhei de soslaio para os outros, que encaravam maravilhados. Ally pulava, Trish mantinha-se parada, sorrindo e os olhos brilhando, Cassidy passou o braço pelos ombros de Ally, e Dez sorria, murmurando alguma canção natalina. Sorri, fascinado.

–Meia noite! — gritei, despertando todos do transe. Somente Cassidy parecia não estar entendendo muito bem, porém todos já estavam pegando as lanternas e fogos do chão, correndo para a entrada do shopping e fora da loja. -Vem! — passei as lanternas que eu transportava para um braço e agarrei a mão de Cassidy, puxando-a comigo, praticamente arrastando-a.

Assim que chegamos à entrada, completamente ofegantes, Dez iniciou a contagem regressiva até os fogos de artifício brilharem no alto do céu escuro. Dez entregou as lanternas a Ally, e juntamente comigo, deixamos que voassem, enquanto os fogos continuavam explodindo e dissipando-se. Puxei cada um para um abraço, deixando Ally por último. Contudo, fora ela que tomou a iniciativa e me abraçou.

–Feliz Natal. — sussurrei, puxando-a e acabando com o espaço existente entre nós.

–Feliz Natal. — sussurrou ela de volta. Ouvi cliques, e percebi que Dez tirava fotos do céu e de nós dois juntos. Mesmo assim, nós não nos soltamos. — Não pare. É bom sentir você novamente.

–Só paro quando você mandar, confiança. — rimos um pouco, sem alterar as posições.

–Ally. — ela murmurou em resposta. — Você está mesmo namorando Gavin?

–Bem, — ela suspirou e sorriu, e nos afastei para que nos encarássemos — não exatamente.

–Não entendi.

–Não era para entender.

–Volte a me abraçar, depois você me explica.

–Era o que eu pretendia.

–Me explicar?

–Isso também.

–Você está muito saidinha para o meu gosto.

–Você está muito criança para o meu gosto.

–Eu te amo. Como amigo.

–Austin... Eu também te amo. Como amiga.

Sentimos Trish, Dez e Cassidy se juntarem ao nosso abraço, e criamos espaço suficiente para que formássemos um círculo de abraço grupal.

–Feliz Natal. — comemoramos juntos.

Notas finais
TCHARAAAM! O que acharam? Eu até que gostei, porém acho que eu deveria tirar um pouco do diálogo, o que acham? Bem, sobre a Fic, tenho certeza de que os amantes de clichês vão adorar (eu também sou uma, só para constar).