Starring the Role — Interativa
1 Starring: Analu Lôvirom, the Razor Leaf.
Notas iniciais

"Eu aprendi que no final de cada jornada, retomarmos ao início, nosso lar. E que a rota mais importante não é a que a que percorremos atrás de insígnias, e sim a que vive dentro de nós. — Analu Lôvirom"
Era uma vez... Esse é o início de todos os contos de fadas que hão de haver. Geralmente contam a história de uma princesinha linda e adorada por todos e que no fim da história se casa com um príncipe gato e rico.
E são exatamente por esses motivos que não posso começar a contar minha história assim. Então, bem, vamos começar de novo.
Meu nome é Analu Lôvirom, tenho 13 anos. Provavelmente deve estar achando que essa é uma daquelas histórias onde a mocinha se apaixona pelo bad-boy da escola; ou onde uma garota rebelde de língua afiada sai xingando todos no primeiro dia de aula; ou quem sabe até uma daquelas onde a garota tem um passado sombrio ou esconde algum segredo revelante.
Sou simplesmente Analu. Uma garota normal, uma simples treinadora de Unova. Bem... Só que não. Sou Analu, considerada uma das melhores treinadores one-type do mundo pokemon. Só treino tipo grama. Tenho uma paixão impossível por eles, e ninguém me convence ao contrário.
Minha equipe é bem simples: Razor, minha Serperior; Whintt, minha Whinsicott que quando não vai com a cara de alguém, Deus acuda; Lilith, minha amável e doce lilligant; Hana, meu Venusaur; Leavy, meu Leavanny fiel; e Fennel, minha pequena e um pouco preguiçosa Leafeon.
Bem, minha mãe é a ex-Champion de Unova, foi vencida por mim, mas eu renunciei o cargo, já que a ideia de explorar a região atrás de outros pokemons novos do tipo parecia-me mais atraente. Minha mãe continuou com o cargo por mais um mês, quando foi vencida por um rapaz que aparentava ser um pouco mais velho que eu.
Tudo era paz até o acontecimento.
As equipes de todos os continentes - Rocket, Magma, Aqua, Galática, Plasma e Flare– se juntaram e afundaram o mundo no puro caos. E assim, capturaram todos os que tinham chances de se oporem contra eles, líderes de ginásio, elite quatro, os Champions, todos.
Mas bem, vamos então ao dia de hoje. Whinsicott havia aberto as cortinas com suas mãoszinhas, como toda manhã. Meu quarto era simples. Minha cama ficava ao lado da janela, um pequeno guarda-roupa branco perto de outra janela que dava para a varanda, um banheiro, e uma cômoda ao lado da cama.
Enquanto Whintt abria as cortinas juntamente com as janelas para o ar circular, Lilith me acordava com pequenos chacoalhões. Leavy pegava minhas roupas no guarda-roupa e um toalha, colocando-os no banheiro, Fennel provavelmente ainda estaria a dormir no sua cama ao lado da minha. Hana provavelmente estaria cuidando do jardim, sua atividade favorita, e Razor ajudando a fazer o café da manhã.
Meus pokemons odiavam ficar na pokebola, então na maioria do tempo em que eu estava em casa, eles estavam livres para fazerem o que quiser. Leavy, Whintt, Lilith, Leaf, Razor e Hana são como uma família para mim. Eu cuido deles, eles cuidam de mim.
Me levantei meio zonza da cama, e fui cambaleando até o banheiro. Liguei a água fria e finalmente acordei por completo. Depois de algum tempo, sai do banheiro enrolada numa toalha. Vesti minhas roupas normais — uma blusa de marinheiro branca com detalhes em azul e a clássica saia rodada — peguei meu cachecol vermelho em cima da cama, ele já estava meio velho mas nunca deixou de ser meu favorito, havia ganhado ele ainda criança de meu pai, que dissera que havia usado ele em sua jornada também.
Ah, meu pai. Isso já é outro assunto. Quando eu era bem menor, acho que tinha de quatro para cinco anos de idade, ele saiu e nunca mais voltou. Mamãe nunca mais tocara nesse assunto e eu também não me sentia confortável falando disso.
Mas foi aí que me toquei. Onde havia deixado minha boina? Meu Deus minha boina!
—Onde está?! Onde está?!
Mas ai me olhei no espelho e vi que ela já repousava na minha cabeça. Ri um pouco de minha ingenuidade e a ajeitei na minha cabeça. Logo fui a varanda respirar o ar puro e aconchegante que só a cidade de Floccesy poderia proporcionar. Olhei o céu limpo, algo me dizia que o dia seria ótimo. Não me impedi e deixei-me falar minha frase habitual:
— Bom dia, Sol!
Tio Alder, um homem já de idade com cabelos vermelhos e roupas semelhantes às de um índio, morava bem perto da minha casa. Adorava visitá-lo em dias assim, pois ele sempre tinha histórias fantásticas sobre suas aventuras e desventuras. Bom, o fato era que eu adorava o tio Alder, afinal, fora ele que me dera meu primeiro pokemon, Fennel, e me apresentou os fantásticos tipo Grass.
Mas tarde eu ganhei Razor da assistente da Professora Juniper, achei Whintt mortalmente ferida perto daqui — coisa que era exótica, já que raramente se viam cottonee's por aqui -, fiz amizade com Lilith, que na época era só um Petilil. Mas tarde, em uma de minhas desventuras em Castelia acabei por trombar com a Prof. Juniper e ela me dera Hana. E por fim, ganhei Leavy de uma velhinha muito gentil em White Florest, que ainda era só um ovo.
Mas voltando ao foco, tio Alder tinha sumido a pouco tempo, e quando fui à casa dele semana passada, encontrei uma carta que saía por baixo da porta. Dizia que sua neta, Iris, havia sido sequestrada e que iria atrás dela, e que caso não voltasse em um mês, era para eu me cuidar que talvez os próximos alvos seriam os top trainers one-type, já que sabiam que sem ele para ajudar a proteger-me, eles poderiam facilmente me sequestrar.
Senti um suspiro escapar por meus lábios, e pedi mais uma vez para que tudo estivesse bem com ele.
— Analu! De uma olhadas nas correspondências para mim! — ouvi a voz de minha mãe gritar do primeiro andar.
— Estou indo! — me olhei no grande espelho preso a parede de meu quarto. Ajeitei minha boina e sorri.
Chega de tristeza, bola para frente. Com certeza o tio Alder vai voltar, eu tinha a certeza.
Abri a porta do meu quarto, sorrindo. Desci as escadas correndo, apenas de meia.
— Nalu! Não corra só de meia, vai acabar caindo! — advertiu minha mãe a me ver sair correndo e escorregar até a porta.
— Eu sou uma ninja! Não há porque se preocupar! — respondi, abrindo a porta para a saída após ter calçado minhas botas brancas com broches vermelhos.
Me espreguicei no momento em que senti o Sol bater contra meu corpo. Respirei o cheiro de grama molhada, e abri o sorriso mais estonteante que consegui. Cumprimentei Hana que estava a aguar as várias flores do nosso jardim e fui até a nossa caixinha do correio pegar as correspondências.
Assim que abri a pequena caixinha, uma carta dentre as outras chamou-me a atenção. Ela era de um papel diferente, com uma textura áspera, na frente havia um brasão com um rosa. Rosa! Só pode ser...!
— Mãe!! — berrei entrando em casa após ter jogado minhas botas para o ar, na tentativa de entrar mais rápido.
— Analu! Para que essa correria toda?!! — minha mãe indagou, nervosa.
— O brasão. De rosa. — falei um tanto séria.
— O concelho?!
— Isso mesmo! Não acha meio estranho receber cartas do concelho sendo que ele foi dissolvido à cinco meses?
— Realmente. — ela comentou, com a mão no queixo e os cotovelos apoiados na mesa de mármore.
— Ainda não abri a carta. Estou meio recosa sobre isso, e se o tio Alder... Não voltar mais...? — indaguei. A pergunta tornou o ar um pouco mais tenso, já que tanto eu como minha mãe gostávamos muito de Alder.
— Não saberemos se você não abrir essa carta logo.
Com o empurrão nada discreto da minha mãe, abri a carta ainda meio hesitante.
''Olá, Senhorita Analu Lôvirom, a aclamada treinadora one-type grass.
Somos nós, do concelho que estamos a lhe enviar essa carta. Ao contrario do que todos pensaram, nós do concelho não fomos dissolvidos. Mas o verdadeiro motivo dessa carta é lhe informar sobre o paradeiro do Sir Alder.
Soubemos que ele partiu atrás de sua neta, Iris, que foi capturada recentemente pela Team Plasma. Tivemos contato com ele até a sua entrada no covil da Team Plasma, logo o sinal falhou até que não houvessem suspeitas de seu estado atual.''
Eu parei de ler nesse momento.
Meu pequeno coraçãozinho não conseguiu entender que a pessoa que era como um pai que eu nunca tive pudesse estar morta nesse momento.
Morta.
Não aguentei mais manter esses sentimentos ocultos dentro de mim. Cai de joelhos no chão, chorando em estado deplorável.
Minha mãe parecia estática no lugar, já com os olhos marejados. Ela se abaixou ao meu lado, passando a mão por minhas costas, numa tentativa de me consolar.
— Analu, seja forte. Não há provas de que ele esteja morto, lembre-se, Alder é um homem muito forte. Após que ele está bem. — ela me consolou, mesmo sabem que tais palavras poderiam ser falsas. — Vamos ler o resto. Juntas.
Ergui meu olhar, limpando os rastros de lagrimas que haviam nele. — Sim, vamos.
''E, também viemos lhe informar sobre uma chance de tirar a humanidade e os pokémons das trevas. Soubemos que talvez os próximos a serem capturados sejam os top trainers one-type.
Então resolvemos escalar os melhores para participar de treinamentos especiais, para enfim destruirmos eles. Entenderemos se recusar, é um grande perigo. Caso decida arriscar, esteja no ponto de encontro JMTS na próxima segunda feira as 17:00 horas.
Agradecemos a compreensão, Concelho.''
— Eu vou. — falei invicta quando terminamos de ler a carta.
— Não, Analu. Não vou permitir que te levem também! Você nem sabe onde é esse ponto. — ela falou.
— Claro qu sei! São as inicias de Johto, Mt. Silver. — respondi séria — Eu preciso fazer isso, mãe. Por todas as vidas inocentes que pagaram o preço, pelo tio Alder.
Após meu argumento, minha mãe engoliu em sego, mas não contrariou.
Passei os dias que me restavam arrumando as malas. Falei com Razor e os outros e eles concordaram. Minha mãe também não ousou comentar mais no assunto e eu me senti meio culpada, mas não pude voltar mais atrás.
Estava decidido e eu não voltaria atrás.
— Nalu... Você pode ficar. Você não precisa ir. — minha mãe argumentou no dia da minha saída.
— Eu preciso sim. — respondi, com os olhos marejando. — Por tudo e todos. Eu prometo. Vou voltar sã e salva para casa. — respondi abraçando-a, reprimindo minhas lágrimas.
— É um promessa, viu. — ela falou, me entregando meu Xtrasceiver. — Me ligue sempre que puder.
— Certo.
Assim, assobiei e alto e em bom som até que a figura de um Salamence aparecesse no céu.
— Vou com o Simp, assim chegaremos em dois dias no Mt. Silver.
— Boa sorte. Eu te amo, Analu.
— Também te amo, mamãe.
E assim decolei em voou com Simp, decidida a acabar com aquilo e, se possível, resgatar tio Alder.
Sabe o ''Era uma vez'' que mencionei no inicio?
Ele definitivamente não faz parte da minha historia.
Principalmente por causa das coisas que me esperavam mais a frente.
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