Stark V: Código de Segurança
10 Capítulo 9-Olhos Atentos
Notas iniciais
POV Steve
Ao ver aquilo todos nós gelamos. “Primeira”. Como assim primeira? Haveria outras? Outras mulheres de Vingadores?
Tony pegou seu celular e tentou ligar. Ela atendeu ou caiu na caixa postal:
–Alô, Pepper? – Se afastou um pouco da gente.
Em seguida, antes que tomássemos alguma providência, Thor saiu apressado da sala de Fury com o mesmo seguindo-o.
–Fury! – Chamou Natasha.
Ele olhou brevemente:
–Vá na frente Thor, já te alcanço. – O Deus assentiu.
–A mulher do Clint foi sequestrada. – Avisou May, seca e insensível.
–Como assim a mulher do Clint foi sequestrada? – Questionou Fury.
–Eu não sei! – Clint parecia um pouco desesperado – Vocês me mandaram investigar o que tinha acontecido no Canadá, antes disso eu ia me despedir da minha família, mandei uma mensagem para a Laura avisando que eu estava indo para casa, mas tudo que recebi foi isso.
Ele mostrou o visor do celular que estava com a seguinte sequência de mensagens:
Clint[17:32]: Amor, eu vou passar em casa.
Clint[17:35]: Tenho uma coisa importante pra dizer, a gente vai ficar umas semanas longe.
Clint[17:42]: Mas não se preocupa não.
Clint[17:50]: Amor? Por que não atendeu ao telefone?
Laura[18:00]: Primeira.
Clint[18:03]: Como assim? Laura?
Clint[18:33]: Amor, abre a porta! Tô sem a chave! Amor?
Olhamos pasmos. Fury pediu para que nós nos mantivéssemos a calma, logo Tony chegou com o olhar assustado:
–Ela não atendeu. Vou ver o que aconteceu. – E foi em direção à rua.
–Ótimo quem mais tem namorada? – Perguntou May.
–O Thor. – Respondeu Nat.
–Onde ele foi? – Perguntei para Nick.
–Agente Romanoff e Capitão, vão ver como está a Jane, eu e Thor vamos resolver aquele problema, com o Loki. Enquanto a vocês dois – Olhou para Banner e May- continuem aqui, chamem o máximo de familiares que puderem e vigiem aquele garoto, temos que evitar outros sequestros. Vamos ficar atentos.
Todos confirmaram. Eu não entendi por que tinha que ir com a Natasha, quer dizer, não que isso fosse um incomodo, mas, ir checar se a Jane estava bem era uma tarefa simples e que não exigia participação de mais de um Vingador ou mesmo mais de um Agente da Shield. De qualquer forma, eu e Natasha entramos em um carro preto e ela avisou:
–Eu dirijo hoje, capitão.
Apenas assenti, porque nunca gostei muito de carros. Inconvenientemente, ela ligou o rádio e começou a tocar: “Stop Crying Your Heart Out-Oasis”. Eu não gosto muito de música.
–Acha que a Pepper foi a segunda? – Perguntou Natasha sem parar de olhar para frente.
–Hum... Não sei. – Olhei para a janela- Quem estaria fazendo isso? Será que foram os mesmos do Canadá? O James e o Ricardo trabalham juntos? Acho que sabemos o mesmo ou menos do que aquela criança do outro lado da rua. – Estávamos parados no farol e Natasha olhou brevemente para o garoto pelo qual eu me referia.
–Duvido. – Ela pigarreou e continuou- Mas enquanto a Jane, o que você acha?
–Não sei se ela seria sequestrada. Thor nos contou que ela não gostou da ideia de o Loki ficar hospedado com ela. Talvez a presença de um Deus maligno seja boa, pelo menos para aterrorizar os sequestradores. — Opinei pensativo.
–Ou talvez ele seja um dos sequestradores. — Ela continuou.
–Temos que saber que estamos lidando com duas facções diferentes. – Olhei para ela brevemente- Os atentados do Ricardo já aconteciam antes de o Thor soltar o Loki.
Assim que disse isso, chegamos, eu sai do carro e pretendia abrir a porta para Nat sair, mas não deu tempo... Os tempos mudam, na minha época, com certeza a moça teria esperado.
Nós estávamos em frente à casa de Jane, eu bati na porta.
–Quem é? – Uma voz feminina do outro lado.
–É o Capitão América e a Agente Romanoff da “Strategic Hazard Intervention, Espionage and Logistics Directorate” (Divisão de Logística, Aplicação e Intervenção Estratégica Interna), a S.H.I.E.L.D.
–O que vocês querem? – A voz tossiu um pouco.
–Falar com a senhorita Jane Foster, abra logo a porta! – Gritou Natasha – Não estamos brincando.
A porta se abriu aos poucos, e logo Jane estava na nossa frente:
–Precisamos que você mantenha contato e tome cuidado. Por acaso o Loki está com você? – Questionou a Agente.
–Não, ele saiu. O Thor pediu para que ele saísse. – Ela parecia nervosa.
–Queremos que você nos acompanhe até a Shield. Umas pessoas estão sequestrando os familiares dos Vingadores.
–Eu me separei do Thor. Disse que até ele resolver o problema do Loki não i-ia voltar com ele. – Ela suspirou.
–Jane é para sua segurança, para de resistir. — Pedi aproximando-me da porta, que estava agora entreaberta e apenas o rosto de Jane era visível.
–Olhem: Eu tenho que atender um rapazinho de treze anos que está passando muito mal. A mãe dele acabou de ligar, por favor, a casa dele fica há mais ou menos uma hora, eu vou vê-lo e depois passo na Shield.
Eu e Natasha nos olhamos. Não havia outro motivo aparente para a insistência de Jane. Nós dois concordamos com isso, e sem dizer mais nada eu voltei ao carro, Nat avisou:
–Se em duas horas você não estiver na Shield...
–Vou estar. Obrigada. – Cortou Jane, e fechou a porta rapidamente.
Entramos no carro, achando isso tudo estranho. Eu peguei o telefone e liguei para o Thor, Natasha ligou par Fury.
POV Agente/Sargento Hudson *Algumas horas antes*
Eu estava realmente assustado. Essa não foi minha primeira missão, não, não foi mesmo. Mas essa foi minha primeira missão da qual meu emprego fora da Shield estava diretamente envolvido. Foi minha primeira missão da qual eu não sabia de qual lado ficar, Shield ou Exercito?
Antes de amanhecer, eu tinha ido conversar com o meu Coronel, James Rhodes . Fury havia me pedido para que, antes de Tony conversar com ele, eu conversasse, em segredo. Ok. Totalmente normal. Um sargento pode conversar com um Coronel, não pode?
O problema iria ser arrancar uma informação, ninguém sabia que eu era da Shield e assim deveria permanecer.
Lembro-me com clareza o que aconteceu. Eu estava nervoso. Passando e repassando o plano várias vezes mentalmente, suspirando e suando muito. Tinha que tomar muito cuidado, qualquer coisa poderia ser perigosa.
Ele me chamou. Eu entrei na sala, olhado para todos os lados. Uma sala bonita deve ser legal trabalhar lá. Mas eu não devia pensar nisso, eu sou da Shield, e não vou poder ser Coronel.
–Você queria falar comigo, Sargento? – Perguntou Rhodes, com um ar maligno e sentado em sua cadeira.
–Chamei sim senhor. – Respondi fechando a porta e me sentando em uma cadeira à frente da mesa dele.
–Diga-me, o quer? – Questionou levantando discretamente e indo em direção a uma parede – Quer champanhe?
–Não bebo champanhe senhor, gosto mais de vinho, Portiolly. –Agradeci com a cabeça e digo que me decepcionei um pouco quando ouvi que não havia nada além de champanhe – Então não quero nada, obrigado senhor.
Em alguns segundos a parede se abriu, era uma parede falsa, típico de quem é amigo do gênio Anthony Edward Stark, o Homem de Ferro.
Já bebendo o líquido dentro da garrafa com o rotulo: “Guant Champanhe Suíço”.. James sentou-se novamente:
–Vamos, o que você quer?
–Quero lhe perguntar sobre as providências que tomaremos perante o fato que ocorreu em uma periferia do Canadá, o senhor já deve ter visto. – Tentei parecer um homem culto, a princípio.
–Nada. – Deu um gole.
–Como assim? — Franzi a testa.
–Nada, não vamos fazer nada. – Ele sorriu, mas não me deixou falar- O Governo cortou 87% das verbas que iriam ao Exercito e demitiu mais de 349 militares. Peça para os seus amiguinhos da Shield – Gelei, pois não era para ele saber que eu trabalhava na Shield- te ajudarem, sargento, ou devo dizer agente Hudson?
–M-mas... – Olhei assustado.
–Não se preocupe – Ele deixou a garrafa em cima da mesa e pegou uma pistola de choque silenciosa- eu não vou te machucar se você trocar de lado.
Engoli saliva. Estava com uma pistola mortal apontada para minga cabeça pelo Coronel do Exercito. Eu havia descoberto tudo, mas não viveria para contar.
POV Natasha
Assim que eu e o Steve... Voltamos para a Shield, Fury se dirigiu para perto de nós e avisou que agora Loki ficaria por lá. Pediu para o capitão avisar os outros e disse para que eu ficasse com os olhos nele. Eu assenti.
Não demorou muito para eu encontra-lo. Resolvi que o espionaria dentro da base. Loki estava inicialmente deitado em um sofá na “Sala de Entretenimento”, ou “Sala dos Prazeres”, ou sei lá como aquilo se chamava.
Ele parecia pálido, como se estivesse em transe ou conversando com alguém psiquicamente. Alguns minutos depois, se levantou e cautelosamente caminhou até a Sala Central. Eu continuei escondida, e quase fui revelada quando o Agente Phil veio conversar comigo e Loki olhou para trás, mas prosseguiu. Eu pude ver um sorriso no rosto dele, não sei o que isso significou.
Depois de enrolar o agente que estava perguntando sobre o atentado no Canadá e os sequestros repentinos, corri até a Sala Central, onde encontrei Loki, olhando diretamente para um dos raios lasers, havia cerca de duzentos, segundo os seguranças da Shield. Treze câmeras e um monte de mais coisas que protegiam o cetro com o Tesseract.
Loki se aproximou ao máximo e depois parou. Eu precisava que ele desse um passo para frente, seria suficiente para mostrar que ele era um traidor.
–Olá Natasha. – Ele disse ainda sem olhar para mim, que permaneci quieta, achando que ele estava blefando – Nossa, achava que você era mais educada. – Loki se virou para mim e caminhou até onde eu estava atrás da porta.
–Loki. – Na minha voz, desprezo.
–Romanoff. – Na dele, sutileza, uma estranha sutileza.
–Você sabe quem está por trás do atentado no Canadá, não sabe?
–Seu eu soubesse, não falaria. – Ele riu.
–Ridículo! – Eu avancei para cima dele e o empurrei.
Não sei o que deu em mim, mas ataquei-o, bati sem eu rosto tão forte que ficou uma marca vermelha formando o contorno de minha mão, como um carimbo. E teria batido mais, se Fury não tivesse visto e pedido para que eu parasse:
–Natasha! — Olhei assustada para trás.
–Ai. – Debochou Loki.
–Ele sabe o que aconteceu no Canadá, Fury! – Avisei sem ter certeza do dizia.
–Loki, fique longe de encrenca se não você está na rua, o Thor queira ou não! –Ameaçou Fury.
–O que tem o Thor? – Disse o mesmo.
POV Tony
Mandei várias mensagens para a Pepper, algumas até comprometedoras com coraçõezinhos ou a palavra “amor” no meio. Mas, para meu alivio, aproximadamente uma hora depois ela respondeu, dizendo que estava em reunião no México e voltaria logo. Por que ela não me avisou? Bom, isto só Deus sabe (e não me refiro a Thor). Aproveitei toda a situação para aprimorar o JARVIS e tentar decifrar o que significava: “-.-...-...--.-.....”. O James podia ter mentido e essa não ser a senha. Porem, imagina-lo como vilão me fazia ter uma certeza que ele seria igual os vilões de filme, daria a única chance de o herói detê-lo de bandeja.
Happy entrou na sala com um copo de champanhe, (sim eu estava atualizando o JARVIS na sala da Torre Stark), e me ofereceu vinho, mas eu prefiro uísque, principalmente ser for “Whisky”.
–Que isso Tony? – Perguntou Happy se referindo a folha que estava em cima do sofá com isso desenhado: “-.-...-...--.-.....”.
–Ah, é um jogo. – Menti.
–Sério? Parece legal.
–Demais. – Respondi tediosamente.
–Como joga? – Ele parecia intrigado.
–Cada tracinho significa uma coisa, você tem que adivinhar o que é.
–Mas como vou saber o que cada coisinha significa? – Ele pegou a folha na mão.
–Essa é a graça – Suspirei, pois não tinha graça nenhuma- você não tem como saber.
Happy rapidamente pegou outra folha de sulfite e redesenhou cada tracinho e bolinha:
–Vou ver o que posso fazer, vou descobrir antes de você! – Ele se animou.
–Pode ir na frente – Sorri – eu já descobri mesmo.
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