Stark V: Código de Segurança
7 Capítulo 6-Boa noite
Notas iniciais
POV May
–Não é verdade! –Gritei o mais alto que pude enquanto esbravejava e chorava.
Não! Não consigo acreditar no que Nick me disse. O homem permaneceu olhando para baixo, enquanto eu chorava. De repente a porta se abriu, lá estavam Steve, Natasha e Clint.
Natasha e Fury foram para o fundo da sala e cochicharam algo sobre o que estava acontecendo enquanto Clinton e Rogers tentavam me conter.
–O que aconteceu? –Perguntou Clint.
–Está tudo bem? –Continuou Steve.
–Não! – Berrava enquanto caia aos prantos – É culpa do Stark! É culpa do Tony!
Depois de muito chorar e berrar, eles me guiaram até o meu quarto, onde eu e o Capitão América focamos nos olhando e conversamos. Ele iniciou o dialogo questionando:
–Diga, a bronca que levou por ter desobedecido às ordens foi tão ruim assim? –Franzi a testa.
–É claro que não! –Enxuguei os olhos – Minha mãe... Meus pais... Eles estavam... Ela estava no fogo cruzado em San Jose! Feriram-se... Estão no hospital, na UTI... Meu irmãozinho... Ele está na enfermagem. –Estava aos soluços.
–Acalma-se então! –Pediu atenciosamente – Poderia ter sido pior.
–Não, não podia! –Gritei- Sabe por quê? Porque eles não estão mais na UTI, estão mortos!
Steve ficou pálido. Eu encostei-me a ele enquanto chorava e esbravejava que a culpa era do maldito Stark, era e ainda é!
–Por que do Tony? –Perguntou baixinho.
–Porque ele ficou louco! Ele tentou te matar e isso nos fez fracassar... Talvez tivéssemos salvado alguém mais! Poderia ter sido minha mãe!
–Não chore May. Eu já falei com o Tony, ele não teve culpa, alguém controlou a armadura e...
–Cala a boca Steve! – Empurrei-o para trás. –Você ai, defendendo aquele idiota! Sai daqui! Deixa-me em paz! – Me joguei na cama.
Ele me olhou um tempo. Se por um lado, me deixar sozinha no meu quarto poderia ser fatal para mim, pelo outro Steve entendia que eu queria ficar a sós com meu luto.
–Tá, mas você... Bom, você não vai fazer nenhuma besteira mesmo... Né?! –Ele disse com certa certeza.
–Como sabe? –Perguntei já com os olhos inchados.
–Seu irmão... Você disse que ele estava na enfermagem... Você vai cuidar dele certo, May? –Me olhou nos olhos – Vai ser forte, não vai? Vai guia-lo, pois ele precisa mais de você nesse momento do que você precisa da sua mãe. Ou de qualquer outra pessoa. Você é tudo que ele tem.
Joguei meu sapato nele, e o fiz sair do quarto. Mas aquelas palavras me fizeram pensar. Jabel tinha quatro ou cinco anos. Eu estou com quase trinta! (Não exagera May). Steve tinha iminente razão. Eu não podia fazer nenhuma besteira até Jabel ter pelo menos vinte anos... Depois disso nem iria mais querer também... Mas o problema, o Capitão não entendia. É como se você fosse passar as férias numa casa de campo e quando voltasse todos estivessem mortos. Não tinha mais recreação nem escola, não tinha mais Iris nem “garota-exemplo”, não tinha mais Ronan nem aulas de piano. Os Vingadores só precisavam de mim por no máximo um mês, mas e depois disso? Steve nunca ia entender, porque para ele não existia um “depois disso”, a minha casa de campo era o lar dele. Esse era o seu “depois disso”, para mim não. Já tenho dezoito anos então não vou para um orfanato. Vou para alguma espécie de trabalho escravo onde passarei o resto da vida, sustentando o Jabel que vai crescer traumatizado ou algo assim, ser violento e preso por assassinar a esposa. (Ok, me chame de pessimista). Eu nunca quis sair da minha casa, nunca quis nada disso! Eu fui obrigada! A Shield não pode estragar a minha vida assim e ficar por isso mesmo, eles vão tem que me sustentar! Eu não sei o que fazer...
Depois de uma hora, eu resolvi sair daquele clima tenso. Tomei banho, me vesti e desci até a enfermagem. Tanto tempo dentro da Shield, já tinham se dado o trabalho de me ensinar onde cada lugar ficava. Mas não me disseram o esquema do elevador, eu só usava as escadas...
Dentro da enfermagem meu irmãozinho pequeno chorava com aqueles adesivos curativos para pequenos ferimentos em todo o corpo, ele esbravejou ao me ver:
–Onde tá o pai? A mãe?! May?! –Jabel era um garotinho muito fofo e doeu o coração aquele choro todo.
–Calma Jab... –Era o meu jeito de chama-lo – Eles estão bem...
Deu-me um aperto no coração, mas eu não poderia chorar, tinha que ser firme no que estava falando.
POV Thor
Todos, ou melhor, Steve, Banner, Clint, eu e Natasha, estávamos na sala de reuniões. Até agora só que havia falado era Steve e Natasha. Pelo que entendi os pais da May morreram e só quem havia sobrevivido era o seu irmão menor. Enquanto o Tony, a armadura dele estava sendo magneticamente controlada por alguém. O nosso único suspeito até agora era James Rhodes, um militar e amigo de Tony.
Na verdade, eu não estava conseguindo me concentrar naquela conversa. Eu ouvia, mas não participava. Algo estava muito errado comigo, só conseguia pensar no Loki e na minha conversa com Odin.
–Eu preciso ir. –Avisei no meio da reunião.
–Como assim? – Steve olhou torto para mim.
–Meu Pai... O Odin... –Comecei inconscientemente a improvisar – Está me chamando.
–Ele não pode esperar a reunião acabar? –Irritou-se a Viúva.
–Não. –Respondi seco, saindo da sala.
Eu não conseguia entender minha própria atitude. Ninguém estava me chamando. Ninguém nem nada precisavam que eu saísse às pressas. Na minha mente eu só tinha um pensamento: soltar o Loki.
POV Loki
Terminei de engolir aquele líquido que eles chamam de Gnusma. É a única coisa boa de ingerir aqui dentro, mas eu ainda prefiro o da mãe do Thor. Gnusma sempre foi minha bebida predileta.
De repente o guarda do calabouço se dirigiu até mim balançando as chaves e avisou:
–Hoje é seu dia de sorte, Loki.
–Por quê? –Franzi a testa, com o copo daquela maravilha nas mãos.
–O Thor disse que deveríamos te soltar. –Sorri indiscretamente- Você deve se alegrar, mas não tanto. Qualquer coisa que você fizer, vai te trazer para cá novamente, saiba disso.
Revirei os olhos e sai pelo corredor o mais rápido que consegui. Dei de cara com Thor:
–Irmão! –Disse o Deus do Trovão, parecendo aliviado.
–Thor... –Resmunguei baixinho – Como vai?
Ele sorriu modestamente. Caminhamos até fora do calabouço e eu perguntei:
–Papai sabe? –Fingir que eu me considerava da família de Thor era o de menos.
–Ele não concorda muito. Quero que você fique na Terra, por enquanto.
Assenti com a cabeça. Logo, chegamos magicamente na Terra e eu perguntei:
–Onde vou ficar?
–Eu conheço uma pessoa... Ela vai te abrigar, mas você tem que prometer que vai se comportar irmão. –Vi nos olhos dele que realmente queria muito que eu fizesse isso, “me comportasse”.
–Claro que sim.
Caminhamos conversando sobre “regras”, já que as pessoas lembravam-se do “demônio” que tentou dominar e destruir a Terra. Primeiro: Eu não poderia sair de dia, só depois das nove da noite. Segundo: Sempre que eu fosse sair deveria usar um capuz e tentar me ocultar ao máximo, evitar ruas muito movimentadas ou transportes públicos como, o metrô, muito cheios, e preferir ruas sem iluminação. Terceiro: Nada de Loki, caso eu fosse falar meu nome deveria modifica-lo e Thor tratou de encontrar um codinome para mim, algo como Rorako Lyiandri. Quarto: Não deveria conversar com ninguém, talvez com a mulher que iria “ceder” sua casa, mas deveria evitar aparições públicas. Quinto: “O máximo de horas permitidas para você ficar fora do seu abrigo é quatro, ou seja, saiu nove tem que voltar antes das duas da amanhã do dia seguinte”, como ele disse. Sexto: Não deveria entrar em estabelecimentos, como lanchonete, cinema, bar, etc. A penúltima regra (Sétimo): eu poderia sair em qualquer horário entre nove da noite e cinco da madrugada, desde que avisasse a tal mulher. A última regra e oitava delas: não deveria tentar nada contra ninguém e nem entrar em contato com alguém da Shield, ou relacionado com os Vingadores. Era como uma prisão domiciliar.
Quando Thor terminou de me encher com aquele mutirão de regras idiotas, eu sorri discretamente fingindo que ia segui-las.
–Alguma dúvida? –Ele indagou após recuperar o fôlego.
–Sim, para quê tudo isso?
–Segurança. –Ele sorriu.
Havíamos parado em frente a uma casa. Não era muito grande, mas não era velha, daria uma boa vida nela. Na frente estava escrito: “Residência Fooster”.
–Jane! Sou eu. –Chamou Thor.
Uma mulher atendeu a porta e eu me assustei tanto quanto ela:
–Você? –A tal Jane franziu a testa.
POV Failure
Ótimo. Eu já fiz o meu trabalho. Resgatei o Loki, agora vou precisar mantê-lo bem perto dos Vingadores. Aquele velhote pode dar mais trabalho do que o esperado... Bom, o principal é ir pegar o Quartso, certo?
Eu coloco meu casaco, já que aqui no Canadá as coisas são muito geladas. Amarro a bota e pego minha pistola de choque com silenciador. Talvez eu tenha que silenciar uns guardas. Caminhando em direção à uma parte isolada do vilarejo, a neve começa a se mostrar mais forte e eu chego no “limite” da cidade. Quem passar daqui sem autorização deve ser preso. Pelo menos segundo eles.
–Hey, garoto aqui é o limite. –Avisa um rapaz da policia que está seguido de seu companheiro.
–É mesmo? –Pergunto com a carinha mais inocente do mundo.
Os dois assentem de braços cruzados. Não vai ser necessário utilizar truques de telepatia, um tiro para cada já basta. Sem que os dois percebam eu coloco a mão na cintura e pego a arma, que ainda está ocultada.
–O que é isso que você tem ai? –Pergunta o primeiro homem.
–É um brinquedinho. – Eu sorrio.
–Vai brincar em outro lugar vai! –Manda o outro.
Eu viro as costas como quem está saindo e quando os dois voltam a conversar: Bang. O primeiro já cai morto, o segundo pega sua arma, mas eu já tenho a minha nas mãos, Bang. Os dois foram desligados silenciosamente.
Eu pego o crachá dos dois de policial e guardo no bolso da minha jaqueta enorme, também me visto com aqueles óculos escuros maneiros de um deles e o boné do outro escrito: “AUTORIZADO”.
Eu adentro sorrindo. Sem andar muito eu chego até a base “militar” dos Estados Unidos, eu não sou o único interessado naquela pedra.
–Quem é você?
–Ãhn... –Eu meto a mão no bolso e pego uma das carteiras, antes arranco a foto da pessoa que a portava.
–Jimmy Lentcks? –Ele ri – Não sabia que aceitava menores de 1,63.
Eu reviro os olhos, odeio que façam piadinhas do meu tamanho, não sou tão baixinho assim, não para minha idade.
Continuando o caminho, eu começo a correr. Vou sempre pelo lado mais isolado do resto da base, alguém aqui deve saber que o Jimmy não é um garotinho. E alguém deve ir lá ver, como está o cadáver do Jimmy.
Chego até uma cratera, e me jogo nela:
–Hey o que pensa que está fazendo Jimmy? –Pergunta aquele chato de antes.
–Espere e verá! –Eu grito no meu ato louco.
Agacho-me, pego o Quartso, uma pedrinha de tamanho médio e verde, que parece um grande diamante. Realmente lindo. Isto aqui vai te trazer de volta, Hanster.
Todos eles pedem para mim me afastar vou tem que fazer o que evitei droga. Meus olhos ficam vermelhos e BAM! Tchau, amigos, todos vocês vai dormir agora, ouviram?
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