Stardust

7 Seis - Capitão Rogers


Notas iniciais
Olá, pessoas, tudo bem? Espero que esse comecinho de ano de vcs esteja sendo bem bom =)

A busca de Steve e Natasha por Hank Pym já durava uma semana, mesmo com a notícia de que Shuri e Tony haviam apostado numa forma de viajar no tempo, mesmo com o Dr. Selvig garantindo que a viagem de Stark teria resultado eles decidiram continuar procurando. Mas São Francisco era uma cidade grande e era como procurar uma agulha num palheiro, ainda mais sabendo que metade a população da Terra havia sido dizimada. Depois de uma semana Natasha começava a aceitar a hipótese de que o cientista, e até mesmo Scott Lang, tenham tido o mesmo destino do restante da humanidade.

—Thanos fez exatamente o que ele disse que faria, Steve, ele eliminou 50% das criaturas vivas da Terra.— Natasha observa —A gente precisa voltar pra Wakanda…

—E assistir Tony Stark dormir?

—Ele não está dormindo, você ouviu a explicação do Selvig, ele é a nossa única chance!— ela se exaltou, Natasha já estava cansada daquela situação, estava sem rumo e odiava sentir-se assim —Se você não quer voltar, sei lá, vamos pro Complexo...

—Fazer o que no Complexo dos Vingadores, Natasha?

—Estou preocupada com o Barton, queria rastreá-lo, ele não me responde.— ela esclarece —Pode ter acontecido a mesma coisa com ele, Laura e as crianças.

Afastar-se após os acontecimentos em Munique foi escolha de Clint, era algo que ele já pensava desde o incidente em Sokóvia, tanto que ele havia pensado em mudar o seu lugar seguro, uma vez que a casa onde sua família morava já não era mais um segredo. Natasha tentou convenceu a ficar, mas o plano de Clint era viver com sua família deixando qualquer coisa ligada a SHIELD para trás. —Só sei que eu preciso encontrar um meio de sermos úteis pra essas pessoas que ficaram.— Natasha comentou.



—Pra onde quer que o Clint tenha ido, procurá-lo vai ser como isso que estamos vivendo agora, uma busca em vão, não há rastros pra seguir. Não há…

—Não há o que?



—Não há um registro.— Steve completou.

Realmente não havia, a constatação o fez lembrar de sua desavença com Tony, tudo começou por causa do acordo de Sokóvia, onde seria assinado o tratado de controle dos “Super-humanos” e Agentes que anteriormente respondiam apenas à SHIELD. Agora que a SHIELD era praticamente inexistente seria quase impossível localizar qualquer super-herói, agente ou ex-agente. Tanto Steve quanto Tony sempre souberam que o acordo tinha seus prós e contras.

—Você acha mesmo que Tony Stark não tem esse controle?— Natasha questionou.



—Talvez ele tenha um meio de saber quem somos, quanto somos, mas a localização exata?— Steve mostrou-se incrédulo. Na verdade, Steve ainda estava ressentido com Tony, passou um tempo exilado, mas sempre acreditou que seu telefone tocaria. Que após receber a carta que escrevera Tony ligaria e eles conversariam sobre tudo o que aconteceu. Stark era o único capaz de localizá-lo prontamente, mas mesmo com a ameaça de Thanos ele não ligou. Coube a Bruce fazer a ligação —Quando ele podia localizar alguém ele não o fez.

—Do que você tá falando? De quando o Bruce foi embora?— Natasha questionou sem compreender o pesar nas palavras do capitão —Claro que havia um jeito de encontrá-lo, mas a gente sempre soube que o Banner precisava daquele tempo. A gente, a SHIELD, sempre soube como nos encontrar, prova disso foi termos sido reunidos anos atrás.

—Mas a única pessoa que já conseguiu se infiltrar naqueles computadores está incomunicável agora.— comentou o capitão.

—Além de Pepper Potts, em matéria de tecnologia, eu só conheço uma outra pessoa com a qual Tony conversaria sobre uma incursão pirata nos computadores da SHIELD.

—James Rhodes?

—Você não o conhece muito bem, não é?— Natasha moveu a cabeça em negação —Bruce Banner.

Após a conversa, Steve e Natasha abandonaram o parapeito onde estavam sentados no alto do prédio em São Francisco e voltaram a Wakanda.

(...)

Em Wakanda, os remanescentes tentavam adaptar-se a sua nova, e provisória, realidade, a sua maneira cada um aceitou os acontecimentos da maneira que pode. Rhodes voltou ao EUA em resposta ao recrutamento realizado pelas forças armadas, afinal, ainda era um oficial do exército americano. Rocket Raccon pediu a Shuri uma nave com a qual pudesse explorar a Galáxia, o Guardião sentia-se deslocado entre aqueles humanos. Após levar o Dr. Selvig de volta a Londres, Thor decidiu ficar um pouco mais com Jane, ainda que a Guerreira Valkyrie ainda estivesse bem presente em seu pensamento. Okoye treinava com o exército Wakandano e a Tribo Jabari, enquanto Shuri e Bruce continuavam monitorando Tony.



—Seus amigos voltaram.— Shuri avisou Bruce assim que autorizou a entrada do jato no território de Wakanda. Com a confusão instaurada no mundo após o estalar de dedos do Titã Louco a princesa decidiu novamente fechar as fronteiras de seu país, era preciso resguardar Wakanda, sabia que T'Chala faria o mesmo.

—E então, alguma novidade?— Bruce questionou quando Steve e Natasha adentraram o laboratório da princesa.

—Nada!

—Não há como rastrear alguém que pode ter virado pó.— disse o capitão Rogers —E aqui?— ele contrapôs —Já faz uma semana, algum sinal, aliás teremos algum sinal quando as coisas estiverem acontecendo ou prestes a acontecer?



—Nós identificamos sinais neurológicos bem instáveis em alguns momentos, mas não há como precisar o que pode estar acontecendo.— Bruce disse —Só que o tempo aqui é diferente do tempo lá. Pra nós passou uma semana, pra ele pode ter sido algumas horas. Ou até minutos. Mas não temos nenhuma pista do que vai acontecer quando a viagem no tempo tiver resultado favorável.

—Honestamente, eu o monitoro apenas pra evitar uma possível morte cerebral.— revelou Shuri.

—Como assim, morte cerebral?— Natasha e Steve perguntaram ao mesmo tempo.

—Se o Tony morrer nessa viagem ao passado, será quase impossível reanima-lo aqui, no presente.— Bruce revelou —Mas eu não sabia disso, ela só me disse depois.— defendeu -se acusando Shuri.

—Foi pelo bem da ciência.— a princesa justificou.

—Vocês gênios omitem coisas importantes demais pelo bem da ciência.— o capitão disse antes de deixar o laboratório.

—Qual é o problema dele?— Shuri questionou.

—Acho que ele se referia ao Ultron.— Bruce observou —Eu e Tony criamos Ultron em segredo e, bem, deu no que deu.

—Na verdade, ele está se sentindo de mãos atadas, e eu também.— Natasha comentou —Por isso nós voltamos. Precisamos de uma maneira de consultar os arquivos da SHIELD, localizar pessoas, agentes, super-heróis, ter acesso a essas informações que o Tony sempre saca da manga.

—É como você disse, o Tony saca da manga. Como eu poderia ter acesso aos arquivos dele, Natasha?

—Vocês são amigos, irmãos cientistas.

—Ele acessou o sistema de inteligência artificial aqui do meu lab, Sexta-feira, não é?— Shuri questionou, os outros confirmaram —Como será impossível acessá-lo por voz, precisamos da senha.

—Você tem acesso, certo?

—Como eu teria acesso a Inteligência Artificial do Tony, Natasha?— Banner rebateu.



—Vocês criaram o Ultron juntos, eu achei…

—Era o Jarvis naquela época, Jarvis evoluiu para o Visão e eu dei um tempo disso tudo, lembra?

—A gente vai descobrir essa senha.— Natasha garantiu. E pelos minutos seguintes tentaram diversas combinações de letras, números, nomes, marcas de carros e relógios, futilidades e curiosidades das quais Tony Stark se interessava. E nada.

—Bem, isso é tudo, Sr Stark.— Shuri disse vencida após mais de uma hora e tentativa.

—É isso!— Natasha disse —É essa a senha! Não com essa entonação, mas…— foi então que Natasha digitou “Isso é tudo, Sr Stark?”.

—Entramos?— Bruce questionou.

Natasha sabia que tinha que ser algo ligado a Pepper, não diretamente, claro. Era a frase dela, e fazia muito sentido quando ela era subordinada a ele, mas, algumas vezes ela dizia com tanta ironia que a espiã também passou a usá-la quando infiltrou-se na Stark anos atrás. Magicamente Sexta-feira respondeu.



—Você é previsível, Sr Stark.— a ruiva zombou —Vou atrás do Steve, a gente vai fazer isso junto.— ela avisou. Quando Natasha encontrou Steve ele estava debruçado ao parapeito do terraço do palácio, olhando a vastidão das terras de Wakanda enquanto o sol se punha no horizonte —Conseguimos.— disse ela ao capitão —Ainda não sabemos o que vamos encontrar, mas acessamos o programa do Tony.

—O problema é justamente não saber o que vamos encontrar.— Rogers contrapôs ao fechar a bússola com a foto de Peggy. A agente Carter sempre seria o grande amor da vida do Capitão América —Nós perdemos. Todos nós. Perdemos amigos. Perdemos família. Perdemos partes de nós mesmos. Essa é a missão das nossas vidas, Natasha, é o fim do jogo, temos que vencê-lo.

—Vai dar certo, Steve, vamos vencê-lo.

—Eu estou querendo acreditar que vamos, porque se não der certo, se daqui não pudermos fazer nada, e se nessa viagem solitária ao passado o Tony morrer eu não sei o que vai ser de nós.— Steve Rogers confessou com lágrima nos olhos.



Notas finais
Espero que tenham gostado, em 2019 a gente tá aí. Feliz Ano Novo. Starkisse, Tulipa.