Stardust
17 Dezesseis - O novo normal
Notas iniciais
Mesmo sem chegarem a um consenso sobre os dias de Stella quando a licença terminasse o berçário era algo decidido, e ainda que estivesse longe da empresa Pepper convocou uma reunião com o RH para que fosse realizado um levantamento de funcionárias com filhos de 0 à 3 anos, além disso o Recursos Humanos efetuou a contratação de profissionais especializados para que cuidassem das crianças e uma construtora foi contratada para o projeto de construção de um espaço seguro e funcional. Direta ou indiretamente foram criadas diversas novas oportunidades de trabalho e a ideia que parecia simples tornou-se um projeto grandioso, que foi concluído em dois meses, provando sempre que uma boa ideia e muito dinheiro são capazes de fazer várias engrenagens girar. Na inauguração do berçário, Pepper exigiu que todas as crianças fossem tratadas sem distinção, independente do cargo de seus pais, e isso incluiria a pequena Stark.
—Eu estou exausta.— Pepper disse ao se jogar em sua cama. Ela ainda vestia um tailleur branco e os sapatos escolhidos para o evento daquela manhã —E eu nem trabalhei.
—Claro que você trabalhou.— Tony disse ao livrá-la dos sapatos —Aquele projeto incrível pensado e entregue enquanto você ainda está de licença, até eu iria querer passar o meu dia naquele lugar.
—Isso quer dizer que eu posso levá-la comigo quando voltar?— ela apoiou os cotovelos no colchão para olhar melhor pra ele.
—Pode.— ele afirmou —Mas eu quero tentar cuidar dela pelo menos um dia.
—Daqui dois meses, além de mamadeira você vai ter que dar papinha pra ela também, acha que dá conta?
—Sobreviveremos.— ele brincou.
—Obrigada.— ela agradeceu —Obrigada por estar ao meu lado hoje, por me apoiar, sempre.— ela disse ao sentar na cama.
—Você sabe que a essa hora a foto de você amamentando durante o evento já deve estar circulando por aí, né?
—Não podia deixar minha filha com fome por causa de alguns flashes, além do mais, ela não teria me deixado terminar a apresentação.— ela justificou —Mas a minha pergunta é, você vai ficar mal com isso?
—Com isso o quê?
—Com uma foto do meu seio ficar circulando por aí.
—Baby, amamentação deveria ser a coisa mais natural do mundo, quem maldar a sua atitude com certeza é alguém mau caráter.— ele disse —E sabe o que mais?
—Hum?
—Eu adorei que você tenha feito, sem se importar com as opiniões, foi tipo “Minha bebê está com fome, então danem-se vocês”, eu faria o mesmo. Isso é muito rock'n'roll.— ele disse e ela riu.
—Rock'n'roll?
—Revolucionária.— ele disse.
—Mas se é algo natural, porque é revolucionário?— Pepper questionou.
—Por que era você sendo você.— ele disse —Amamentar é algo natural, mas nem por isso é algo feito em público. Ser livre das convenções é que é revolucionário.
—A revolucionária aqui precisa trocar de roupa, e cuidar da vida antes que uma certa mocinha acorde.— ela disse.
—Eu posso tirar as suas roupas.— ele foi malicioso.
—Pode?
—Eu adoraria.— ele sorriu.
Ela o puxou pela lapela do blazer que ele está usando e o beijou duramente.
—Quando é que você não adora?— Pepper perguntou e o beijou novamente antes de levantar da cama.
(...)
Dois meses depois
—Dá tchau pra mamãe, meu amor “Tchau, mamãe”.— Tony disse movendo o bracinho gordinho de Stella.
—Eu não sei se consigo fazer isso.— ela disse. Pepper estava reticente em deixar Stella, o problema não era deixá-la com Tony, era simplesmente deixá-la. Ela estava mal desde o dia anterior, chorou enquanto tirava o leite, enquanto tomava banho e enquanto arrumava a bebê.
—É claro que você pode, ela vai ficar bem, nós vamos.— Tony garantiu —E também não estaremos completamente sozinhos, Dona está aqui, fome não passaremos.
—Ela só vai passar fome se você não prestar atenção ao horário das mamadas. Tony, eu não me ordenhei feito uma vaca pra você deixá-la com fome.— Pepper disse impaciente.
—Pode ficar tranquila, ela vai mamar na hora certa. E também vai comer.
—Você vai me ligar se ela chorar e você não souber o que é?
—Claro!— ele garantiu —Mas eu acho que ela nem vai notar a sua ausência.— Pepper começou a chorar instantaneamente ao ouvir aquilo —O que foi, amor?
—É esse o meu maior medo, que ela não ligue por eu não estar.— ela disse —Ela vai aprender a gostar da mamadeira e não vai mais querer meu peito.
—Baby, não precisa chorar, alguém aqui nessa casa vai sempre querer seu peito.— ele zombou.
—Você é ridículo.— ela riu.
—Pelo menos te fiz rir.— ele beijou o rosto dela e depois seus lábios —Nós vamos ficar bem.
—Tchau, meu amorzinho.— ela disse beijando a cabeça de Stella.
Pepper enxugou o rosto, respirou fundo, se despediu da filha, de Tony e J, e entrou no carro.
—Hoje você é minha, só minha, a bebê gordinha do papai.— Tony disse beijando a curva do pescoço dela a fazendo sorrir —Vamos aproveitar enquanto estamos só nós, porque eu acho que sua mãe não vai ficar na empresa o dia todo. Eu sei que ela não vai.
Enquanto Stella dormiu durante a manhã, Tony aproveitou para trabalhar. As horas passaram e Pepper não ligou, por volta das 12h a bebê acordou, seu pai subiu trocou sua fralda e desceu com ela para alimentá-la.
—Posso ajudá-lo, Sr Stark?— Dona prontamente perguntou quando Tony chegou à cozinha com Stella em seus braços.
—Ela estava chupando o meu dedo, acho que está com fome.— ele disse enquanto Stella choramingava.
—Natural, é horário do almoço agora.— a empregada disse serenamente —Vou esquentar a papinha dela.
—Obrigado, Dona.— Tony colocou Stella na cadeira de alimentação e sentou-se diante dela. Enquanto resmungava ela emitia sons desconexos. Uma sequência de Grrr. Buuuu. Mamama. —Mama, não. Papai. Diz pelo menos um papa, filhota.
—Aqui está.— Dona disse sorrindo quando entregou a papinha, uma mistura amarelada, no entanto com cheiro bom que ele logo ia dando pra Stella —O Sr não vai ver ser a temperatura está boa, e se estiver quente demais?— questionou interrompendo o aviãozinho que ele decolava. Tony colocou um pouco da comida nas costas de sua mão e estava na temperatura certa. Sem saber o que fazer decidiu lamber mão depois.
—Isso não tem gosto de nada, é assim mesmo?
—Tem os temperos necessários, todos naturais, como a Sra Stark disse que a pediatra recomendou.— a empregada replicou. Às vezes para Tony ela lembrava um pouco a sua mãe. Talvez por isso foi a única empregada com a qual ele nunca implicou.
—Mas não pode pôr um salzinho?— Tony perguntou, Dona moveu a cabeça em negação.
—Aaaah. Mamama. Puuuu.— Stella “falava” cada vez mais alto.
—Tem alguém impaciente, pois está sentindo o cheiro do almoço, mas não começou a comer ainda.— Dona observou.
—Calma, bolota bravinha.— ele disse ao pôr uma colherada da papinha na boquinha de Stella que pareceu se deliciar com algo que ele achou insosso. Por cerca de 20 minutos não foi difícil fazê-la comer, mas depois de um tempo a bebê começou a cuspir tudo o que ele colocava em sua boca pra fora e virar o rosto. Era sinal de que já não queria mais.
—O Sr. vai querer almoçar agora? Posso ficar com ela enquanto almoça.— Dona ofereceu-se.
—Vou comer aqui na bancada mesmo, ela pode ficar onde está.— Tony disse e a empregada aquiesceu.
—Aqui está o seu almoço.— ela disse e saiu da cozinha. Tony passou a desconfiar que Dona o espionava a pedido de Pepper.
Depois do almoço as horas passaram numa rapidez surpreendente. Tony ficou com Stella na oficina, ele trabalhava num projeto enquanto ela estava entretida “tagarelando” com uns brinquedos e mordendo outros em sua cadeira de balanço.
—Sr Stark, o Tenente Coronel James Rhodes está aqui.— Sexta-feira avisou.
—A que devo a honra?— Tony gracejou.
—Só uma visita de rotina.— Rhodey disse —Ei, princesa, diz oi pro padrinho. Oi, padrinho.
—Puuuuu.— Stella fez bico.
—O vocabulário dela é muito vasto.— Tony brincou.
—Ela tá cada vez mais parecida com você é isso deve deixar a Pepper furiosa.— Rhodey observou.
—Vocês falam que ela parece comigo apenas por causa do cabelo castanho, mas os olhos são da Pepper, e o gênio também, pode ter certeza.
Rhodey pegou Stella em seu colo brincou com ela por algum tempo e depois a colocou de volta na cadeira.
—Você não tem medo de ficar com ela aqui na oficina e a engolir algo que não se deve engolir?
—Rhodey, se ela estivesse rastejando no chão eu até teria, mas ela está presa nessa cadeira. Foi a Pepper que mandou você vir nos vigiar, não foi?
—O quê? Não, que ideia.
—Ela saiu de casa antes das 9h e não ligou até agora. Dona está me espionando, eu tenho certeza, e como ela não vem até a oficina tiveram que acionar alguém com livre acesso.
—Nao sei do que você tá falando.— Rhodes defendeu-se. Tony revirou os olhos —Eu só vim porque sabia que era sua primeira vez sozinho com ela e eu não podia perder isso.
—Então devia ter vindo mais cedo, perdeu o almoço e a sujeira que fizemos.— Tony disse —Você deveria jogar no meu time. Eu te conheci antes dela.— agora foi a vez de Rhodey revirar os olhos.
—Tony, você tá sentindo um cheiro estranho?—Rhodey perguntou —Acho que tá vindo dela.
—Olha pra ter certeza, você não quer ser o padrinho?
—Achei que eu fosse.
—O Happy tá no páreo.— Tony avisou.
—Quem chegou primeiro na sua vida?
—Não interessa.— Tony rebateu.
—Tony, sou eu sim, não vem com essa.
—Rhodey, pega a Stella.— Tony desconversou.
—Ufff. Que fedor. Não dá, Tony.— ele disse ao curvar-se na direção da bebê e desistir no meio do caminho.
—Fresco.
—Eu fresco?— Rhodey rebateu —Você não pegava nada das mãos de ninguém que não fosse a Pepper até outro dia.
—Calúnia. Vem, filha, o tio Rhodey é um fresco.— ele disse.
—Padrinho.
—Há controvérsias.— Tony provocou —Nossa, bolinha, tá complicado mesmo.
—Quem é o fresco agora?— Rhodey riu.
—Vamos ter que subir.— Tony avisou —Você vem?
—Eu queria ver você lidar com uma fralda suja.— Rhodey tentou disfarçar careta que fazia —Mas vou ter que ir embora, tenho que passar na base.
—Na base, sei.— Tony disse —Quando for passar o relatório pra Pepper lembre-se de dizer que você é um péssimo candidato a padrinho.— Tony disse ao entrar no elevador.
—Eu não...— Rhodey não pôde defender-se pois a porta do elevador fechou.
—Nossa, filhota, se eu pudesse também sairia dessa. Como pode uma neném fazer algo tão fedido?— ele perguntou ao colocá-la sobre o trocador no banheiro —Meu Deus, bolinha, eca.— Não era algo que poderia ser limpo apenas com lencinhos umedecidos, a bebê precisava de um banho e isso era a única coisa que ele não costumava fazer. Pensou em acionar Dona e pedir ajuda, talvez ligar pra Pepper e ver se ela já estava a caminho, pois já estava no horário, mas ele não fez nada disso, afinal ele havia se comprometido. Após encher a banheira Tony verificou a temperatura da água e era agradável —Sexta-feira, esqueci de alguma coisa?
—A toalha precisa estar preparada para que a bebê seja enrolada assim que deixar a água.— a IA avisou. Tony deixou a toalha no jeito.
—Pronto, assim.— ele disse ao colocar a bebê na água —A gente começa pela cabeça, certo? Sua mãe sempre começa lavando a cabeça, pescoço e depois o resto, certo? Certinho? Quem é a bebê que adora um banho?— ela riu com sua cabeça cheia de espuma. Tony lavou a bebê com todo o cuidado, fazia o possível para mantê-la quieta, mas Stella batia as mãozinhas e pezinhos na água molhando o banheiro e seu pai —Você tá me molhando todo, então vamos parar por aqui.— ele disse a tirando da água e é claro que a bebê chorou —Você gosta mesmo de água não é? Talvez você seja uma estrela do mar.— ele observou.
Tony secou e vestiu Stella, a bebê apresentava sinais de inquietação que tinha a ver com sono, afinal, ela não havia tirado ainda seu cochilo da tarde, então ele foi à cozinha buscar a mamadeira, Dona já estava adiantando o jantar.
—Que cheiro de bebê limpinho, o Sr deu banho nela?
—Sim, e foi mais fácil do que eu pensava.— Tony vangloriou-se com Stella resmungando em seu colo —Tem algum e com fome e sono, você poderia esquentar a mamadeira pra mim, Dona?
—Claro.— a empregada pegou a mamadeira na geladeira e a esquentou em banho-maria —Aqui está.
—Obrigado, nós estaremos lá em cima, ok?— Tony disse ao pegar a mamadeira e então subiu.
Quando Pepper chegou, J estava solto no pátio em frente à casa, por não vê-lo antes, ao abrir o portão o cachorro saiu, por isso ela demorou a entrar em casa, já que teve que buscá-lo e trazê-lo de volta. Só que J corria muito mais do que ela, ainda mais usando aqueles sapatos.
—Oi, Dona, você pode dar água pro J e pra mim também, por favor?— Pepper pediu ao finalmente conseguir entrar em casa.
—Tá tudo bem?— Dona perguntou ao servir a água a Pepper.
—Tá sim, mas eu teria chegado uma hora atrás se ele não tivesse fugido e me dado um baile.— Pepper disse e virou o copo com água num gole só —E por aqui, como foi?
—Tranquilo.— a empregada avisou —Ele só me pediu ajuda agora à tarde pra esquentar mamadeira, pois a bebê estava manhosa, e ainda deu banho nela, sozinho.
—Banho, sério?!— Dona assentiu —Eu preciso ver isso, o banheiro dela deve estar uma zona.
—Estava, mas ele foi muito bem.
—Ele sempre é incrível.— Pepper sorriu —Obrigada por hoje, Dona, e boa noite.
—Boa noite, Sra Stark.
Pepper foi direto para o quarto de Stella, mas eles não estavam lá. Quando entrou em seu quarto, Tony estava na varanda cantarolando para Stella enquanto tentava fazê-la dormir.
—Oiii.— Pepper disse e Stella parou como que por mágica —Oi, meu amor.— ela beijou Tony —Oi, minha bolinha.— ela pegou a bebê em seus braços.
—Porque parece que você veio pra casa correndo?— Tony questionou, e então Pepper contou o que teve que fazer para trazer J de volta.
—Ela não pegou a mamadeira?— Pepper perguntou ao sair da varanda para dentro do quarto, embora fosse um início de noite fresca —Calma, mocinha esfomeada.— ela sentou na poltrona para amamentar a filha —Que saudade desse cheirinho e dessas coxinhas gordinhas.
—Não.— Tony respondeu —Logo depois que você saiu ela dormiu novamente e acordou na hora do almoço, depois do banho achei melhor tentar a mamadeira do que a papinha de frutas. E entramos numa queda de braço até você chegar.
—Quando briga com o sono ela é terrível, não é?— Pepper perguntou enquanto a mãozinha de Stella corria seu rosto. Ela deu alguns beijinhos na mão da filha e depois colocou seus dedinhos entre os lábios como se os mordesse, a brincadeira fazia a bebê sorrir, mesmo que não soltasse o peito da mãe.
—Uma teimosa, não sei a quem ela puxou.— Tony replicou ironicamente, indo em direção ao banheiro —Vou pro banho.
—Encha a banheira pra nós.— ela disse.
—Pra nós?— ele perguntou surpreso.
—Ela já vai dormir, eu só vou colocá-la no berço e já vou.— ela avisou.
E foi o que Pepper fez, terminou de amamentar, colocou Stella na cama, por ser cedo, talvez ela despertasse de madrugada, ou não. Voltou ao seu quarto, despiu-se e foi ao encontro de Tony.
—O que foi essa novidade?— ele perguntou quando Pepper acomodou-se entre suas pernas imersa em água e espuma.
—A gente sempre tomou banho juntos, mas há seis ou sete meses deixou de acontecer, por isso parece um evento extraordinário.— Pepper respondeu.
—Por causa da Stella.
—Hum-rum.— Pepper murmurou em afirmação —Hoje eu conversei com a psicóloga da empresa, todas as mães que voltam de licença passam por isso, e cheguei a conclusão de que mesmo com a creche precisaremos de uma babá.
—Não era isso que você não queria?
—Eu não estava sendo racional.— ela respondeu —O espaço que desenvolvi é espetacular e acho importante ela conviver na presença de outras crianças, você é incrível cuidando dela…
—Então por que…?
—Precisamos de tempo pra sermos nós, entende? Pode ser alguém que venha três ou quatro vezes por semana pra que ela acostume aos poucos, que possa ficar com ela à noite pra gente sair.
—Estou entendendo, e estou até gostando.
—Eu quero sair pra dançar, jantar com você, sinto falta disso, sabe?
—Sei.— ele disse —Também sinto falta.
—Hoje no trabalho eu senti muita falta dela, chorei horrores. Foi vergonhoso.— ela riu —Mas daqui há algum tempo ela vai ser independente de mim, a nova alimentação dela vai fazer com que ela deixe de mamar e os meus horários, os nossos horários, e obrigações com ela serão diferentes.
—É muito louco que aquela coisinha passe a ditar o ritmo das nossas vidas, não é? Que desperte medos que a gente nunca pensou ter.— Tony observou.
—Mas você superou um medo hoje, muito bem, Sr Stark.— Pepper entrelaçou seus dedos aos dele.
—Também, ela tinha cocô até nas costas, o Rhodey não quis ficar perto dela.
—Rhodey esteve aqui?
—Você não sabia?
—Como eu iria saber?
—Eu achei que você havia mandado ele me vigiar com ela na oficina, Dona estava me vigiando, não estava?— ele mostrou-se intrigado.
—Eu apenas pedi que ela ficasse atenta e te auxiliasse caso precisasse, mas não falei com ela durante todo o dia. No entanto soube que você foi perfeito.
Ela deitou no peito dele e aproveitou aquele raro momento de serem apenas os dois, deixaram de falar da bebê por alguns minutos e foram apenas Tony e Pepper. Ao saírem do banho desceram pra jantar, Dona havia preparado uma massa e Pepper achou que não faria mal desfrutar do jantar acompanhado de uma taça de vinho.
—Eu vou levar a louça.— ele disse quando terminaram de jantar.
—Lavar a louça?
—Aí você já tá querendo demais de mim.— ele riu e levou os pratos e talheres pra cozinha enquanto ela o seguiu, ela o olhava como se quisesse devorá-lo —Você tá querendo mais de mim, não é?
—Eu tô.— ela disse ao dar um último gole em seu vinho.
—Tá o quê?— Tony tirou a taça das mãos dela.
—Querendo mais de você.— ela riu.
—Eu sei.— ele a pegou pela cintura e colocou-a sentada sobre a bancada de mármore escuro ao lado da pia —Eu poderia já ter pego você lá no quarto, mas você fica tão linda quando flerta, e aí teve o jantar...— ele beijou o pescoço dela —E o vinho, eu sempre amei o efeito dele em você, seus lábios ficaram mais vermelhos, suas bochechas coraram e o jeito que você me olha fica mais quente.— ele a beijou profundamente e então mordiscou seu lábio inferior.
—Sabe há quanto tempo eu não bebia uma taça de vinho?— Pepper prendeu suas pernas em volta da cintura de Tony e sorriu contra a boca dele com malícia, seu olhar exalava desejo e o deixava louco.
—Sei. E além disso...— ele a beijou novamente, levando as mãos aos cabelos dela, enquanto as mãos dela percorriam suas costas, o arranhando sob a camiseta, adorava os pequenos gemidos que ela emitia durante um beijo mais longo e mais quente, separando-se apenas pela necessidade de ar ele disse —Eu prometi que nós iríamos transar em cada cômodo da casa, não prometi?
—Olá, cozinha.— ela disse de maneira sensual.
—Eu amo quando você libera seu lado sacana.— ele falou subindo beijos pelo pescoço dela, mordeu-lhe o queixo, beijou-lhe os lábios.
—Eu amo quando você cumpre as suas promessas.— ela lhe tirou a camiseta e voltou a beijá-lo. Pelos próximos minutos, talvez horas, eles dedicaram-se apenas ao prazer mútuo.
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