Star Wars - The Dark Side

3 A Batalha em Hypori - Parte I


A nave cinza entrou na órbita de Hypori fazendo uma manobra em forma de “L” no ar, parando em frente a outra nave, mas esta era maior e especifica para transporte de tropas, provavelmente roubada de algum grupo de rebeldes. Darth Keyn e Darth Zayne desceram pela rampa e olharam em volta, a paisagem parecia ser um completo deserto com algumas montanhas ao leste e uma gigantesca fábrica ao norte, o que diferenciava aquele cenário era um grupo de mercenários com aparentemente vinte soldados de diversas raças, alguns encapuzados, outros com capacetes semelhantes ao de um stormtrooper (só que de colorações diferentes) e o restante não pareceu se preocupar em ocultar sua identidade.

- Vinte homens? Eu esperava mais. – comentou Zayne, exibindo seu manto todo retalhado, seu corpo completamente vermelho e seus cabelos negros longos que pareciam estar mais bagunçados do que antes.

- Quem é o líder de vocês? – Keyn pareceu ignorar o comentário de seu “companheiro” e andou diretamente para o grupo de mercenários, seus olhos amarelos se destacavam perto da tatuagem tribal em seu rosto.

- Sou eu, Janso Mibnir. – Uma espécie de “jacaré em duas pernas” com uma armadura de batalha se aproximou de Darth Keyn, sem realizar nenhuma saudação. – Você está com o restante do nosso pagamento?

- Sim, estou. – respondeu Keyn friamente, seus olhos amarelados estavam fixados em Janso, que era da raça Barabel. – Aliás, eu vou dar o sinal de ataque.

- E qual vai ser o sinal? – Darth Zayne e Janso perguntaram ao mesmo tempo, os dois pareciam enfurecidos com isso, enquanto alguns mercenários davam risadas abafadas.

- Vocês vão saber, quando a hora chegar. – disse Keyn, dando ás costas para a pequena tropa e subindo pela rampa novamente, a imagem que eles tinham era de um homem alto de capa preta e cabelos negros bagunçados.

A nave se fechou totalmente e começou a pegar altitude, o suficiente para disparar rapidamente em direção da fábrica de dróides enquanto Darth Zayne e Janso subiram na nave maior junto com a tropa, o veículo só ficou a poucos centímetros do chão e seguiu para a fábrica. Demorou poucos minutos para as duas naves chegarem lá, quando a tropa de mercenários já havia descido da nave, a outra havia colidido contra o ponto mais alto da fábrica, que era como um castelo de ferro enferrujado, causando uma pequena explosão e alertando os soldados rebeldes que estavam de vigia.

- Esse é o sinal! – gritou Janso, que em seguida avançou junto de sua tropa armada com blasters e detonadores.

- Sério? – uma pequena ironia de Darth Zayne, que logo pegou dois hilt curvados de seu cinto preto e apertou o botão de cada, exibindo seus sabres de luz vermelhos curvados. Não demorou muito para avançar junto dos mercenários.

Agora uma batalha mortal tinha iniciado, após o avanço dos mercenários, algumas tropas de rebeldes saíram de dentro da fábrica e revidaram com tiros, acertando vários mercenários da linha de frente, que também não deixaram de atingir alguns rebeldes. Um detonador riscou o ar contra a entrada da fábrica, uma explosão ocorreu jogando um pequeno grupo de rebeldes para os ares, a maldade de Darth Zayne estava em um nível descomunal naquela batalha, ele rebatia os tiros com o sabre e contra-atacava seus inimigos arranco seus membros ou até mesmo perfurando-os, era como um espetáculo de mutilações, quando não lançava um dos sabres como um boomerang e atingia mais de um oponente, com o auxílio da força.

Enquanto isso, no interior da fábrica, Darth Keyn estava com seu sabre de luz vermelho empunhado e havia feito uma fileira de corpos aos seus pés com apenas um corte considerável no lado direito da cabeça (devido a batida da nave), no meio da escada que levava para a sala de máquinas. Ao chegar nos computadores principais desativou o sabre e começou a digitar uma seqüência de comandos, até que em um grande monitor, apareceu uma mensagem em letras verdes: “Ativando”.

- Não toque nisso! – a voz de um rebelde ecoou pela sala de máquinas, o suficiente para chamar a atenção de Keyn.

O sith ergueu a mão esquerda (que estava livre) contra o rebelde e, antes que o soldado pudesse atirar com seu blaster rifle, foi lançado pela Força um pouco acima das grades laterais de proteção da escada, caindo feito um boneco no hall da fábrica, provavelmente havia quebrado alguns ossos do corpo.

Mas o grito daquele rebelde que agora estava ferido, também chamou atenção de seus companheiros que estavam na linha de retaguarda, não demorou muito para perceberem Darth Keyn e começarem a disparar diversos lasers contra ele. Keyn ligou seu sabre de luz vermelho e o girou algumas vezes, rebatendo os disparos contra o teto da fábrica, mal sabiam os rebeldes que agora estavam em apuros. Diversas cápsulas se abriram no interior da fábrica, dróides de batalha B-1, B-2, Droidekas e MagnaGuardas saíram delas, não demorou muito para começarem a atacar aquela pequena linha de retaguarda dos rebeldes, que foi dizimada em pouco tempo. Os dróides continuaram a avançar, enquanto Darth Keyn permanecia na sala de máquinas.

- E eu pensando que eles seriam completamente inúteis... – disse Keyn, que logo após teve sua atenção atraída por uma figura interessante.

No chão de metal enferrujado da fábrica, estava o símbolo dos separatistas desenhado, isso dava uma certa sensação de poder para o sith, mas só conseguiu seu olhar por alguns segundos. Darth Keyn desceu as escadas lentamente ainda com seu sabre ativado, quando ouvi um som seguido de pequenos gemidos.

- S-socorro, p-precisamos de a-ajuda. – o rebelde estava debaixo do primeiro lance de escadas, falando no comlink (comunicador) que era um retângulo preto com uma luz vermelha e outra azul.

- Pensei que já tinha morrido. – Keyn andava lentamente até o soldado, os olhos amarelos demonstravam crueldade.

- Por f-favor, n-não me m-mate. – suplicou o rebelde, ainda com a mão direita na costela esquerda.

O sith não teve piedade e cortou horizontalmente o pescoço do oponente com o sabre, finalizando-o. Sem nenhum tipo de remorso por ter tirado uma vida, ele deu as costas para o corpo morto e foi caminhando para fora da fábrica.

A cena que ele via era completamente diferente da inicial, agora os dróides recentemente ativados estavam dizimando os mercenários (já que os rebeldes estavam acabados), Darth Zayne agora mutilava impiedosamente os mercenários, junto de um ser que vestia uma armadura de batalha com capacete amarelo, esse também usava um sabre de luz vermelho semelhante ao de Keyn. Sem entender muito a cena, Darth Keyn simplesmente se juntou á batalha e começou a atacar os mercenários, com golpes do sabre na horizontal, vertical e até em forma de “X” e em pouco tempo eles também foram dizimados, graças aos dróides. O único restante era Janso, que logo foi literalmente apunhalado pelas costas por Darth Zayne, caindo junto de seus companheiros.

- Como eu detesto esse tipo de gente. – disse Zayne, desativando os sabres e chutando o corpo morto de Janso.

- Quem é seu novo “amiguinho”, Darth Zayne? – perguntou Keyn, observando a figura de armadura com o sabre de luz vermelho.

Após a pergunta, o “sujeito” tirou o capacete revelando longos e lindos cabelos ruivos, uma pele branca doce e olhos azuis penetrantes, era uma mulher. Darth Keyn semicerrou os olhos e desativou o sabre, guardando-o no cinto preto.

- Darth Malyn e não “amiguinho”. – respondeu a mulher ruiva, também desativando o sabre e olhando para as tropas de dróides que se formavam na frente da fábrica. Darth Zayne deu algumas risadas com a resposta.

O comlink no pulso de Keyn apitou no momento certo e com um aperto de botão ele atendeu.

- Missão concluída, milorde. – disse Keyn, para o holograma de um homem de túnica e capuz que acabara de se formar.

- Excelente, agora diga para Darth Malyn que ela pode prosseguir com sua missão, você e Darth Zayne já podem voltar. – ordenou o holograma, do atual Lorde Negro dos Sith.

- Desculpe milorde, mas sinto um distúrbio na força. – alertou Darth Keyn, olhando ao redor.

- Então cuide disto já juntamente de Zayne e volte para Korriban. – ordenou novamente o holograma, só que mais severo do que antes e, desapareceu em um feixe de luz azul.

- Vou deixar isso para vocês, rapazes. – disse Malyn, acenando para uma tropa de dróides B-2 que a seguiram para a nave de transporte.

- Até que enfim vamos ter diversão de verdade. – gritou Zayne, apontando para duas naves camurça, com dois blasters de cada lado e uma listra vermelha na ponta, eram E-Wings.

As E-Wings pousaram um pouco distante da fábrica, enquanto isso a nave que transportava Malyn e a tropa de dróides já havia decolado.

- Finalmente vou poder medir meus poderes, com os dos Jedi. – disse Darth Keyn, abrindo um sorriso malicioso no canto da boca.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.