Star Wars - Spark of the force
2 Capítulo II
Notas iniciais
O cheiro de peixe assado atingiu Rey quando estava acordando. Lutou para abrir os olhos e quando o fez sentiu seus olhos arderem com a luz. Sentiu mãos fortes ajudando a se levantar.
— Sente alguma dor?- perguntou Luke.
Rey apenas acena sua cabeça com um não. Estava mentindo, ainda podia sentir um pouco de mal estar mas não queria preocupa-lo mais do que aparentava estar. Ela se senta e olha ao seu redor, percebeu que estava em caverna, cogitou que ali fosse a "casa" de Luke. O homem sai da caverna e logo após Rey também faz o mesmo enquanto tentava ignorar a dor que sentia nos joelhos.
— Não podemos mais adiar nossa refeição.- disse Luke estendendo um prato com comida para Rey.- Espero que goste, não sou um bom cozinheiro.
Rey da a primeira colherada sentindo o olhar apreensivo de Luke. O gosto era ótimo, nunca havia comido algo tão bom como aquilo. Quando morava em Jakku suas refeições eram sempre as mesmas, com o mesmo gosto ruim e a mesma aparência estranha, a única diferença era que alguns dias ela tinha uma alimentação mais farta e em outros dias mal podia se dizer se o que ela havia tido mesmo uma refeição.
— Esta muito bom.- disse Rey voltando a comer mais.
Quando ambos já estavam alimentados, Rey começou a ficar inquieta se lembrando do que havia visto e sentido quando estava no templo.
— Minha jovem, sinto que esta inquieta.- comentou Luke olhando para o horizonte.
— O que aconteceu aqui?- questionou Rey.
Luke desvia seu olhar para Rey e a observa por alguns instantes.
— Há muitos anos no passado ouve um Jedi que foi treinado e amado pelo seu mestre, Xendor foi o mais astuto e forte Jedi daquela época, mas não foi forte o suficiente para ignorar/menosprezar as seduções do lado sombrio.
" Consciente de que seria exilado por praticar o Lado Sombrio da Força, ele e um grupo de Cavaleiros Jedi se rebelaram contra a Ordem Jedi matando mestres e jedi que não compartilhavam da mesma opinião que eles. Logo uma guerra começou entre a Ordem Jedi e os seguidores de Xendor, os Legião de Lottow, causando muita destruição e carnificina, nesse tempo muitos Jedi se juntaram à causa de Xendor. No entanto, os seguidores do lado sombrio, incluindo Xendor foram derrotados e exilados pelos membros da Ordem. Porém, foi este exílio que permitiu a criação e o aperfeiçoamento de um tipo de organização do lado sombrio da Força. Foram estes exilados que antecederiam os Sith.
O Primeiro Grande Cisma foi o primeiro conflito conhecido entre o Lado Escuro da Força e o Lado da Luz da Força."
Rey permaneceu em silencio se lembrando a visão que havia visto.
— Por que eu tive aquelas visões?- perguntou.
— Foi a forma que a força arranjou para te mostrar o que havia acontecido.
— Xendor, ele foi o primeiro Jedi a ir para o lado sombrio?
— Sim.- respondeu Luke,- Talvez você tenha percebido a semelhança entre essa historia e a que aconteceu a alguns anos.
— Você deve estar falando da traição contra a Nova Ordem Jedi.
Luke abaixa seus olhos para o chão, imagens do que havia acontecido passava em sua mente como um filme, era doloroso lembrar de seu fracasso.
— Eu sinto muito.- murmurou Rey.
Luke da um suspiro e trata de expulsar aquelas imagens de sua mente, ergue seu olhar e vê Rey preocupada.
— Logo após a queda do Império Galáctico e a morte de Darth Vader, á pedido de meus antigos mestres entrei em uma viajem pela galáxia à procura de conhecimento sobre a força. Após passar anos viajando entre estrelas e planetas, finalmente retornei à capital e lá formei a Nova Ordem Jedi.
"Entre os alunos que tive, o mais talentoso era meu sobrinho Ben Solo, eu o via como uma grande promessa para o futuro e por isso o ensinei todo o que eu havia conhecido sobre a força. Mas com o passar dos anos suas habilidades o fizeram ficar arrogante, logo a humildade se transformou em ganancia. De alguma forma Snoke entrou em contato com Ben e o seduziu para o lado sombrio, quando percebi já era tarde demais."
Luke se levantou e olhou para a paisagem atrás de Rey.
— O sol já esta se pondo.- comentou.- Melhor irmos descansar.
Rey se levantou e quando estava indo para dentro da caverna Luke a para.
— Passe isto em seu joelho, sei que esta com dor.- disse Luke estendendo um pote para Rey.
A garota abre um sorriso e adentra a caverna desaparecendo na escuridão dela.
O sol já havia finalmente perdido quando Luke entrou na caverna para verificar se Rey estava bem, encontrou a garota deitada em uma cama improvisada dormindo tranquilamente. Aparentava ser tão frágil e inofensiva, mal alguém poderia imaginar que a força era poderosa nela, e era isso que Luke mais temia na Rey, sua força.
Saiu da caverna e se sentou perto da fogueira, sua mente o atormentava por perguntas, pela primeira vez em anos se sentia perdido, precisava de aconselhamento. Fechou seus olhos e esvaziou sua mente. Logo pode sentir a presença de alguém ali com ele, não ficou preocupado pois já reconhecia de quem era. Lentamente abriu os olhos e se deparou com seus com as pessoas que queria ver, seus antigos mestres Obi-Wan Kenobi e Yoda. Luke se levantou e se aproximou.
— O que devo fazer?- perguntou num tom de suplica.
— A resposta você sabe.- respondeu Yoda.
— Vim aqui por uma razão, encontrar respostas.- pausa abaixando seus olhos para o chão.- Agora que eu sei tudo o que queria saber, não sei o que fazer.
— Seus pensamentos o traem, Luke. Você sabe o que deve fazer, só que tem medo.- disse Obi-Wan.
Medo era o sentimento que estava sentindo desde que a garota entrou em sua vida. Não era como se estivesse com medo de um mostro, temendo que ele o machucasse, era apenas um temor, um receio que ele sentia por Rey. Temia sua grande força e o que a garota seria capaz de fazer com ele, poderia muito bem se afeiçoar ao lado sombrio ou ter a sanidade de ficar no lado luminoso da força, as possibilidades eram incertas.
— A força é poderosa nela. -comentou Obi-Wan.- Não podemos negar.
— E é isso que eu temo.- murmurou Luke passando a mão por sua barba.
— Se certos estivermos, Rey é nossa única esperança.- disse Obi-Wan.
Luke os olhou para seus mestres uma ultima vez vendo-os desaparecer como uma nevoa.
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