Notas iniciais
Boa Leitura ^^

Era um medo que eu mesma não compreendia.

No dia seguinte, acordei cedo para ir à Academia Jedi com meu irmão. Era uma rotina; após o treino na Academia, treinávamos separadamente com nosso tio e voltávamos para casa. Era o que ocorria o dia todo, mas decidimos esse caminho. Queríamos proteger o máximo de pessoas possível. Viajamos na velocidade da luz até o planeta Ossus para podermos nos encontrarmos com todas as pessoas da academia.

Quando chegávamos, todos se prontificavam em fileiras com as mãos na parte de trás da cintura e cruzadas. Luke ficava em um local mais alto e nos contava sobre histórias da Antiga República e no final, todos duelavam com uma espada de madeira. O sonho de cada um dali era ter o próprio sabre de luz, porém cada um deveria procurar o cristal para construir um por si só. Cada um sabia exatamente o que fazer, mas os materiais os próprios criadores do sabre deveriam encontrar.

Após ouvir alguma parte da antiga história, finalmente partimos para o duelo, que na minha opinião era a parte mais entusiasmante. Daquela vez em especial, tive de lutar contra minha melhor amiga, Tahira Veila. Infelizmente, os resultados não foram positivos para mim. Saí derrotada do pequeno duelo.

Depois do final da parte prática onde os alunos foram dispensados, eu e Jacen fomos até uma parte da floresta presente no local onde apenas Luke conhecia. Quer dizer, eu, Jacen e Luke.

O treino consistia em, basicamente, conseguir manipular a força e levitar alguns objetos e lança-los para longe. Jacen tinha uma facilidade maior nesta parte, pois, segundo Luke, ele permitia que a força o guiasse completamente, enquanto eu montava alguma barreira impedindo todo o fluxo da força pelo meu corpo. Porém, eu tinha maior facilidade para os duelos com as espadas de madeira e, consequentemente, teria maior facilidade com o sabre de luz.

Em seguida, empunhamos nossas espadas de madeira sob a supervisão de Luke. Seria um breve duelo para que nosso Mestre pudesse julgar se havíamos compreendido os novos golpes transmitidos por ele. Levantamos o pedaço de madeira de modo que a parte longa ficasse em frente aos nossos rostos e nos reverenciamos. E falamos juntos o que pronunciávamos todos os dias em todos os nossos treinos particulares:

− Prometemos jamais realmente ferir um ao outro com as habilidades adquiridas neste treino.

E começamos a lutar.

Ambos levantamos o pedaço de madeira para cima para se colidirem. Por fim começamos a desferir ataques um ao outro. Comecei tentando atacar a cintura de Jacen que rapidamente se defendeu. Em seguida ele tentou chutar meu pescoço, porém segurei o ataque com uma de minhas mãos livres. Empurrei a perna dele para longe, afastei minha espada e ganhei um pouco de distância contra ele.

Meu irmão correu em minha direção até por fim tentar atingir minha perna, mas tive um rápido reflexo para impedir o ataque e coloquei minha espada na frente do alvo. Vi naquele momento uma oportunidade de executar um movimento aprendido. Forcei minha espada contra a de Jacen, fazendo ele afastar a arma dele da minha. Girei cento e oitenta graus para atacar o braço dele, que desajeitadamente conseguiu interromper parte do ataque. Mas me aproveitei para dar uma cotovelada, evitando causar um grande ferimento, em sua cara.

Ele liberou um curto grito de dor e colocou a mão na própria face. Novamente me aproveitei de seu descuido e, com força, lancei minha espada contra a dele. Sem muita dificuldade o pedaço de madeira escapou da mão dele em direção ao chão e então, coloquei a ponta da minha arma em seu pescoço.

Meu irmão ainda estava com uma das mãos na cara e ofegante. Ele olhou para mim com um olhar de surpresa e orgulhoso. E então um sorriso brotou em seu rosto.

− Bom trabalho, irmã. – Pronunciou ele ainda com a respiração pesada e me olhando nos olhos – Mas... – Ele olhou para o lado e voltou a atenção para mim – Não ache que tenha vencido assim tão facilmente.

Ele esticou o braço direito e abriu a mão. A arma dele foi atraída para ele, que então atacou com força minha espada, fazendo com que eu não estivesse pondo ele em risco. Jacen voltou a atacar ferozmente o pedaço de madeira. Eu não conseguia ter uma chance de atacar, apenas me defendia. Então, em um rápido movimento, ele segurou meu braço dominante e direcionou sua espada horizontalmente ao me pescoço.

− Não tente nenhuma gracinha... – Disse ele olhando para o meu outro braço livre.

Eu apenas dei um longo suspiro. Não era o meu dia... Duas derrotas no mesmo?

− Os dois se saíram muito bem hoje. – Falou Luke se manifestando – Ambos tiraram proveito dos movimentos ensinados em distintas ocasiões nos momentos certos.

Jacen tirou o sabre de meu pescoço e então me soltou, por fim.

− Descansem um pouco para então retornarmos com o treinamento. – Continuou.

Nos cumprimentamos e saí ao lado do meu irmão. Quando estávamos prestes a seguir caminhos diferentes já dentro da Academia para conversar com outros Jedi, Jacen me puxou pelo braço e me levou para um outro caminho, onde não havia quase ninguém.

− Ok... O certo seria eu manter esse segredo só para mim, mas eu não aguento. – Disse ele com um claro entusiasmo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.