Star Wars: O Cúmulo da Força
1 Episódio 6,5
[pov's Cullen] — Diário do capitão. Eu e minha tripulação estamos a bordo da nave Century Eagle, indo em direção à Jakku com a intenção de vender uma speeder bike modelo 74-Z e um Olho Voador da Loronar, a espectativa de ganho é de 2.900 créditos, que serão dividos igualmente entre mim e meu tripulante Abel. Este capitão deseja trocar o dróide R4-P17 por um modelo mais avançado em breve, enquanto Abel planeja obter uma haste recuperadora de...
— O que está fazendo, Conde duCullen? — do que ele me chamou? — Fica me mencionando enquanto fala sozinho...
—Não estou falando sozinho, estou parodiando Star Trek. E você precisa parar de me chamar assim!
R4-P faz um barulho e olha para mim. Abel não entende o código de R4, mas eu sei que ela quis dizer que estava triste por sair da tripulação. A propósito, me chamo Cullen Dostryt, filho de Arack Dostryt, o diretor de recrutamento dos caçadores de recompensa.
Sou uma espécie de mêcanico, catador de lixo, vendedor e negociante. Então não sou lá o orgulho da família por querer futuramente honrar a memória de meu pai quando ele morrer ou algo assim. Então, alguns caçadores de recompensa meio que me odeiam, até porque me conhecem pelo meu pai, então sabem que nós não nos gostamos muito. Meu melhor amigo e assistente, Abel Motti (não, ele não trabalha na operação de mineração musgo Meganite em Phelarion, e essa piada é muito tosca, parem.) me ajuda a encontrar máquinas defeituosas no ferro-velho. Eu as concerto e vendo mais barato que os outros vendedores (afinal, lucrar por algo que consegui de graça é bem fácil).
— Senhor Dostryt, já consertou o speeder 74-Z? Estamos chegando em Jakku. — essa é minha piloto, ela se chama Zilu e é uma Sullustana. Nossa nave é uma nave de transporte classe Sheathipede roubada. Por coincidência, compramos no mercado-negro de Jakku,e hoje voltaremos lá.
— Sim, senhorita Zilu. — respondi — Volte ao trabalho, tenho que terminar esse Olho Voador o quanto antes.
— Entendido, senhor.
—Cara, olha só isso... — Abel estava lendo as notícias, então fala: — " Com a destruição da base Echo, o fim da batalha de Hoth se conclui com a vitória do império galáctico"
Destraido, digo:
— Nossa, que bom que acabou... — e quando dou por mim.. — Espera, oque?
Derrubo o Olho Voador da bancada, e um pedaço sai. Murmurro um palavrão e me abaixo para pegá-lo. Bato com a cabeça na parte de baixo da mesa.
Acordo em Jakku, sob os cuidados de um dróide médico FX. Um trapo me cobria, e estava atrás de uma pequena estrutura de madeira. Olhei para a esquerda, ainda deitado, e percebi um par de pés. Era Zilu.
— Obrigada por comprar conosco — escutei. O que Zilu estava fazendo na feira, e ainda por cima vendendo minhas coisas? Me levanto.
— Com licença. — um Tetaniano se distancia da tenda com um rifle blaster nas mãos. — O que pensa que está fazendo? Já falei para não armarmos barracas nesta feira!
— E qual o problema? consegui 4.000 créditos por esse blaster; de nada, aliás.
Quase explodo de raiva.
— 4.000 créditos?! Aquilo era um AXM-50 "Explode e Quebra" da Prax Arms, aquele Tetaniano idiota poderia ter muito bem ter nos pagado 4.500 fácil!
— Idaí? Ainda não vendi o speeder e aquele seu Olho Voador defeituoso, com certeza deve dar para compensar 500 créditos.
Olho para o lado. O speeder estacionado, polido e em perfeito estado. Já teria o vendido com facilidade no mercado negro, ou negociando com feirantes. Mas o Olho Voador realmente estava quebrado. Não tive tempo de concertá-lo, é verdade. tem uma peça faltando, mas não consigo me lembrar qual é.
— Onde está Abel? — Pergunto.
— Passeando pela feira. Está tentando comprar uma haste recuperadora de dados.
— Acho difícil. Não é o tipo de coisa que se espera encontrar em Jakku. E além do mais, para que ele quer isso? Se quisesse revender, procuraria um com defeito por uma merreca e me pediria para deixar com aparência de funcionando.
— Talvez ele queira ser uma boa pessoa e vender algo que esteja REALMENTE funcionando por aqui.
Aquilo foi alto demais. Todos em volta começam a nós encarar. Metade das coisas que vendemos, acabo não tendo tempo de deixar perfeitas e funcionando; então, fazemos parecer nova em folha (exceto as que troco no mercado-negro, tem um pessoal de lá perigoso demais para eu fazer esse tipo de gracinha).
Saí correndo, peguei o speeder e fugi para longe. Zilu ficou para levar o resto, espero que ela fique bem.
Correndo feito louco enquanto empurro o speeder sem gasolina, me deparo com o deserto. Eu estou literalmente no meio do nada. Tem bastante tralha por aqui, então presumo que talvez possa encontrar...
—Cullen! — ... Abel. — O que está fazendo aqui? Andou me seguindo ou arranjou encrenca?!
—Nenhuma das anteriores, Abel — minto — Vim ver como está.
— E para que trouxe o speeder?
— Bem... Não consegui vender para os feirantes, vim te convidar para o ponto de encontro.
Ele sorri. Normalmente negociamos as coisas mais caras com quem tem mais dinheiro, ou seja, os ladrões. Um bar com um negócio obscuro de venda de biocasulos no beco nos fundos. Lá, criminosos e caçadores de recompensa de todo canto podem ser facilmente encontrados.
— Tudo bem, espere só um instante. Achei esse Deck-sweeper enferrujado, quanto acha que consigo nele?
Examino bem a peça; está em um estado razoável, não vejo o porque de não vende-lo imediatamente.
— Diria que uns 300 créditos bem fáceis. Mas sugiro que troque por alguma coisa melhor na feira, faça-se de comprador.
— Maravilhatchautevejodepoisboavendanesseseuspeeder.
Não entendi muito bem o que ele falou, pois foi muito rápido. Tomara que ele encontre Zilu. Bem, agora tenho que ir até o "ponto de encontro".
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