Star Wars - Jedi Order Reborns

2 II - A Esperança de Kalo Konnar


Dantooine — Vista Espacial — Nave Sith

Da ponte de comando da nave, o Lorde Sith observava o grande planeta esverdeado a sua frente. Distraídamente, o sith passou uma das mãos cinzentas nos cabelos negros e longos. Seus olhos amarelados se entretiam ao olhar os seus domínios.

Porém, aquilo tudo era somente para aquietar a mente daquele ser sombrio, que estava a espera de seu pupilo, Darth Erang, que fora buscar algo muito importante em Coruscant. Seus pensamentos, então, cessaram ao ouvir a porta da ponte de comando se abrir.

— Milorde... — Um militar adentrara o recinto. — Sinto incomodá-lo, mas tenho coisas a falar, senhor.

O lorde nem se preocupou em olhar para o rosto daquele escravo infeliz.

— O que deseja, Comandante Renon... — O Sith se limitou a dizer.

O tal comandante estremeceu por dentro ao ouvir a voz de seu superior. Rapidamente, ajoelhou-se e curvou a cabeça, antes de falar.

— Senhor, os rebeldes, eles... — O comandante hesitou por um instante, pensando duas vezes no que iria falar. — Eles invadiram e tomaram Khoonda, a capital... Mas nós... UGH!

O comandante pôs a mão na garganta. Ela estava sendo comprimida por uma força invisível. Desesperando e agonizante, ele esticou uma das mãos para seu Mestre, que agora o olhava furiosamente enquanto enforcava-o com a Força.

— Eu disse, Comandante... Eu o alertei... — O Lorde falou — Eu não tolero falhas... Agora, faça-me um favor... Morra...

Com um último grito abafado, o comandante caiu ao chão, inerte, morto. Poucos segundos após, a porta voltou a abrir. Desta vez, era aquele que o lorde aguardava, Darth Erang. Em suas mãos, havia um livro velho, grande e grosso.

— Mestre... Encontrei o que o senhor desejava. — Erang entregou o livro ao mestre.

O Lorde sorriu maliciosamente ao receber o artefato e ficou observando-o por alguns instantes. Até que lembrou do problema dos rebeldes.

— Darth Erang, meu aprendiz, tenho mais uma tarefa para você... — Ele falou lentamente. — Vá a Khoonda. Os rebeldes invadiram-na. Tome-a de volta. Mate todos.

— Sim, meu Mestre. — Erang falou, antes de sair.

Depois que seu aluno saiu, O Lorde sorriu e voltou a atenção ao seu livro.

— Com isto, eu , Darth Derivous, dominarei toda esta galáxia... — Ele sussurrou.

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Dantooine — Campos de Khoonda

— Ei!Vamos logo!Os rebeldes tomaram Khoonda!Finalmente vamos ter aonde morar! — Alguém falou.

Centenas de camponeses marchavam em direção à cidade. Eles, que foram expulsos de seus antigos lares pelo terrível Lorde Sith que comandava aquele planeta, Darth Derivous, estavam confiantes que iriam recuperar seus bens, com a vitória da Aliança Rebelde de Dantoonie. Porém, toda aquele burbúrio de felicidade e esperança foi interrompido por uma nave militar que pousou diante daquelas pessoas. Automaticamente, elas pararam de andar e ficaram em silêncio.

A rampa de desembarque abriu-se lentamente e dela, Darth Erang desceu, acompanhado de algumas dezenas de guerreiros Sith. Todos com sabres de luz.

— Cuidem deles. Não deixem nenhum vivo. Eu cuidarei dos rebeldes em Khoonda. — Ele ordenou ao líder da tropa e saiu em direção à cidade.

Os guerreiros Sith entreolharam-se com malícia nos olhos e ativaram seus sabres, avançando sobre os camponeses desarmados.

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Dantooine — Khoonda — Base Rebelde

A recém montada base dos rebeldes estava agitada. Soldados correndo para todos os lados, levando e trazendo informações. Entre toda aquela bagunça, porém, duas pessoas andavam calmamente. Uma delas, uma mulher de vestido branco e longo, estava num estado avançado de gravidez. O outro indivíduo era um homem alto, coberto por uma capa e por um kimono antigo, usado pelos Jedi. Em sua cintura, um sabre de luz reluzia. Ele era Kalo Konnar, um dos pouquíssimos Jedi que permaneceram, após a vitória dos Sith.

— Kalo... Eu estou preocupada... Por nosso filho e por você, principalmente. Os Sith já devem estar a caminho daqui! — A mulher falou, agarrado um dos braços do Jedi.

Ele, por sua vez, afagou a mulher que esperava um filho seu e sorriu para ela.

— Anne... Minha morte... é inevitável. — Ele falou calmamente, enquanto acarinhava-a. — Foi minha escolha, unir-se à vocês, rebeldes. Agora, só me resta morrer defendendo o ideal pelo qual lutamos, assim como os Jedi fizeram a milênios. Quanto ao nosso filho, eu peço para que você fuja e cuide dele. Leve-o para Nar Shadaa quando ele fizer cinco anos de idade...

— Nar Shadaa?! — Anne interrompeu. — Se formos para lá, os Hutts nos encontrarão e nos entregarão para os Sith!

Kalo continuou a sorrir e abraçou sua mulher.

— Confie em mim. — Ele disse — Lá, você encontrará o meu antigo mestre, Vashar. Mas isso é só daqui a cinco anos... Enquanto esse tempo não chega, você irá para Iziz, em Onderon, junto com nossos droids, J-6KI e F5-L5, e Daniel Scarvy, que, além de ser um grande comandante e piloto, é um grande amigo meu... Tudo vai dar certo...

Aquele diálogo, porém, fora interrompido pela chegada de um homem com o uniforme da Aliança Rebelde, de cabelos curtos e loiros. Era Daniel Scarv.

— Kalo! Darth Derivous enviou seu pupilo, Erang. Ele está enfrentando uns vinte dos nossos homens agora! — Ele exclamou, ofegante — Não temos muito tempo!

Kalo, então, segurou Anne nos seus braços e correu junto com Daniel em direção ao hangar principal da base rebelde. Lá, uma nave os aguardava. Eles logo entraram e Kalo acomodou Anne numa maca, em um dos quartos.

— Que a Força esteja com você, meu amor... — Falou o Jedi, depois colocando a mão no ventre de sua amada — com vocês dois...

Trancando a porta do quarto em que Anne se encontrava, Kalo se dirigiu à Daniel.

— Estou contando com você, meu amigo... — Ele disse — Cuide bem deles...

— Espere!Ainda dá para você vir conosco! — Daniel exclamou.

O Jedi apenas abraçou o velho amigo e saiu da nave, comtemplando-a até que esta saísse de Dantooíne. Nesse meio tempo, Darth Erang estava a observar o comportamento do Jedi.

— Que comovente... — Ele debochou.

Kalo ativou seu sabre de luz, cujo cristal era azulado, e avançou na direção de Erang, que, por sua vez, também ativou seu sabre de luz, cuja lâmina converteu-se em uma foice de luz. Os dois iniciaram uma batalha de sabres intensa. O Jedi tentava concentrar-se durante a luta, enquanto o Sith e divertia ao ver os dois sabres se chocarem. Ambos tinham treinado por toda a vida e suas habilidades no combate de sabre estavam quase que equivalentes. Devido a isso, Erang ficava cada vez mais furioso. Queria acabar logo com aquilo. Queria ver aquele Jedi sofrer.

— Desista, Jedi!E tenha uma morte rápida! — Disse o lorde, enquanto avançava ainda mais com seu sabre, enquanto Kalo defendia os golpes. — Desista!

Kalo saltou para trás, tomando distância de seu adversário e usou a Força para empurrá-lo para longe. Erang apenas riu e absorveu o golpe com uma das mãos. Após, o jovem sith ergeu a mão para o alto e gerou uma onda de raios na direção de Kalo, que conseguiu neutralizar o golpe com seu sabre de luz. Isso, porém, acabaou sendo um erro: Naquele exato momento, Erang pulou na direção do Jedi e, com seu sabre em forma de foice, ele conseguiu cortar o braço do Jedi que empunhava o sabre. Este gritou de dor. Um grito que logo foi abafado pelo golpe final de Erang, que ceifou a vida do Jedi Kalo Konnar.

— É... Isso foi... divertido... — Disse Erang ao corpo sem vida. — Obrigado, Konnar... Agora, levarei seu sabre para a minha coleção.

Assim, o Sith pegou o sabre de luz do Jedi morto e saiu da base destruída. Enquanto isso, em uma lua-hospital do sistema Onderon, Anne dava a luz para a esperança de Kalo Konnar: Um menino, batizado de Johnn Kalo Scarv.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.