Dentro do hangar do Galaxy Destructor, The Shadow repousava. Suas duas asas estavam dobradas acima de seu teto, formando a aparência de um triângulo. A porta do corredor que dava acesso ao hangar se abriu. De lá, entraram treze figuras marchando em direção ao The Shadow. A pintura preta refletia as luzes daquele local. Os treze entraram ordenadamente dentro da nave, cada um seguindo para seu respectivo assento.


Henry se sentou e colocou o cinto.


— Nem um lanchinho, nem bebida, nem sequer um petisco. Viagenzinha caída, hein, Nyko? Gastou todo o orçamento nessa nave, foi?


Storm apenas ignorou o comentário de seu amigo, sem dar a menor importância para a fala.


Daxen se posicionou na cadeira do piloto. Storm Dark estava sentado ao lado do piloto.


Os motores do The Shadow foram acionados. Os propulsores da parte inferior da nave foram iniciados, e ela começou a se erguer do chão. As asas que estavam erguidas começaram a se abaixar até ficarem na parte do meio do casco da nave.


O The Shadow se ergueu mais no ar. As duas asas se separaram: uma se ergueu e a outra se abaixou, formando a aparência de um X.


— Todos os sistemas iniciados, senhor. Já podemos partir?


Daxen perguntou ao seu comandante enquanto digitava as coordenadas para o hipersalto.


Storm estava ao seu lado direito, sua postura ereta e os olhos, por trás da máscara, fixos no vácuo do espaço à sua frente, refletindo em sua mente sobre a missão que os aguardava. Ele respondeu sem se virar.


— Positivo, Daxen, e ative o modo furtivo. Chegaremos sem sermos detectados.


— Sim, comandante. Ativando modo furtivo e iniciando o hipersalto em 3, 2, 1...


O hipersalto foi iniciado e, em poucos minutos, a nave dos Black Troopers estava atrás de uma nave da Resistência que carregava suprimentos para o planeta-base da escória rebelde. Graças ao seu modo furtivo, a Resistência não detectou a nave e nem a escutou chegar.


The Shadow engatou na parte traseira da nave. Os tripulantes rebeldes sentiram um leve balançar, mas imaginaram ser apenas um asteroide que os tinha atingido. Zev tinha hackeado as câmeras da parte externa da nave, colocando uma filmagem de um asteroide os atingindo. Depois, a filmagem ficou em loop infinito, exibindo a escuridão estrelada do espaço.


A porta do The Shadow se abriu. Kaelen pegou a empunhadura de sua cintura e usou a lâmina de plasma para cortar o casco da nave rebelde, permitindo a passagem do grupo.


Um dos rebeldes que passava por ali viu a parede sendo cortada e acionou o alarme. Os alarmes começaram a tocar, as luzes a piscar em vermelho e um barulho alto de alerta ecoou pelos alto-falantes.


Na sala de segurança, viam-se as filmagens das câmeras nos corredores, mostrando treze pessoas com armaduras escuras atirando em cada um dos soldados, todos sendo mortos um por um.


Quatorze soldados rebeldes se posicionaram à frente da porta do hangar, onde ocorria uma evacuação desesperada. Eles apontavam para o corredor à frente, que era iluminado apenas pelas luzes vermelhas e piscantes dos alarmes. Então, puderam ouvir gritos e o barulho de tiros de blaster vindos do corredor ao lado.


Um soldado rebelde apareceu, atirando no corredor ao lado. Não se podia ver no que exatamente ele tentava atirar. Enquanto atirava, ele gritava no comunicador.


— ALERTA! ESTAMOS SENDO INVADIDOS POR UMA DIVISÃO TROOPER DESCONHECIDA! ACELEREM A EVACUAÇÃO AGOR...!


Vários e vários tiros vieram na direção dele, atingindo-o em diferentes partes do corpo. Inúmeros raios de blaster vermelhos o atingiram. Um último tiro o atingiu no meio do peito, jogando-o contra a parede. O homem caiu no chão, morto, e os buracos dos tiros soltavam fumaça, junto com o cheiro de carne queimada.


Os doze Black Troopers surgiram em meio àquela escuridão. O comandante de ombreira vermelha estava à frente, liderando o grupo. Ele fez um gesto, levantando o braço com o punho fechado. O esquadrão se dividiu, ficando seis de cada lado. Do meio deles, surgiu um ser sombrio, de 1,90 metros de altura, usando uma armadura negra que refletia as luzes vermelhas piscantes. A capa se arrastava pelo chão e um capuz escondia parte de seu capacete. A empunhadura de seu sabre estava presa em seu cinto.


Os rebeldes apontaram suas armas para eles. Storm tirou seu sabre da cintura e o acionou. As lâminas de plasma surgiram, saindo de dentro da empunhadura, brilhando em vermelho escarlate, junto de um zumbido agudo vindo do kyber sangrado.


Um dos rebeldes gritou.

— FOGO!


Vários tiros vieram na direção dos treze. O jovem aprendiz Sith usou a lâmina de seu sabre para bloquear os tiros, que eram praticamente atraídos pela lâmina de plasma vermelha.


— CONCENTREM SEUS DISPAROS! — O soldado da Resistência rebelde gritou. Os tiros foram disparados todos ao mesmo tempo, criando uma espécie de barreira de tiros de laser.


Storm ergueu seu braço para frente e soltou a empunhadura de seu sabre. O sabre começou a flutuar e a girar, tornando-se um borrão vermelho em formato circular. O zumbido vindo da lâmina aumentou. Os tiros que o atingiram foram todos repelidos, atingindo paredes, o teto e alguns dos rebeldes, que eram atingidos de raspão.


— Minha vez.


O lorde sombrio fez um sinal com a mão, apontando os dedos indicador e médio para frente. O sabre começou a voar enquanto girava, cortando os rebeldes ao meio, um por um.


Logo depois, a arma retornou ao seu ponto de origem. Quando a empunhadura encostou na palma de seu portador, o sabre se desligou e as lâminas se retraíram para dentro da empunhadura, o zumbido desaparecendo junto delas.


Henry sussurrou para Maron.


— Cara, às vezes eu esqueço que ele pode fazer isso.


— Às vezes eu tenho é medo dele.


Várias naves estavam partindo vez após vez. Os rebeldes preparavam cada uma delas, carregando combustível e alguns suprimentos.


Então, ouviram gritos vindos do corredor, seguidos por um zumbido agudo e depois um breve silêncio.


A porta de aço começou a se contorcer e a se amassar até ser jogada para frente. Da passagem entraram aquelas treze pessoas de armaduras negras. Atrás deles, corpos em mil pedaços, soltando fumaça, com um cheiro de carne queimada ainda mais intenso.


Os rebeldes ali olharam para aquela cena, completamente horrorizados com o que viram.


— Matem todos — Storm Dark ordenou.


Os doze soldados partiram na direção deles. Os rebeldes começaram a atirar desesperados.


Taron recebeu vários tiros, mas a armadura só ficou com um pouco de fuligem. Ele segurou o rebelde pelo pulso e o apertou um pouco. O rebelde foi erguido alguns centímetros do chão até que largou o rifle. Taron quebrou o braço dele e o jogou no chão. Depois, pegou o rifle do chão e deu um tiro na nuca dele.


Kaelen usou o sabre para repelir os tiros que vinham em sua direção e usou a lâmina de plasma para cortar os blasters, as mãos e outros membros deles, e, por fim, cortando a cabeça. Quando a lâmina atravessava um objeto, como, por exemplo, quando ela cortou a parede da nave, a parte que ficava do outro lado mostrava a coloração real cinzenta da lâmina, já que o holograma ficava bloqueado. Mas, como seus movimentos eram rápidos, era quase imperceptível. E, mesmo que alguém notasse, bem, de qualquer forma, aquilo seria a última coisa que ele veria.


Henry desferia inúmeros tiros vez após vez. Dava tiros na cabeça quando o inimigo estava de costas e, quando o inimigo estava de frente para ele, Henry atirava primeiro no blaster e depois no peito.


— 25° pra minha cota. E aí, duplinha? Ainda vão tentar bater meu recorde?


Os dois irmãos, Jarek e Vax, lutavam lado a lado. Vax usava a lâmina do sabre para repelir os tiros que vinham na direção dele e do irmão. Jarek protegia a retaguarda do irmão mais novo.


Vax gritou no rádio.


— Vai se ferrar, loirinho miserável!


— Nossa, Vax, mas que vocabulário deselegante — Henry respondeu com tom debochado, claramente querendo irritar o colega. — Aliás, lembra da nossa aposta de quem derrubava dez rebeldes primeiro? Tá me devendo 35 créditos, viu?


— Dá pra vocês pararem de tagarelar e se concentrarem? — Kaelen disse em tom sério de ordem enquanto cortava outro rebelde.


Henry revirou os olhos por trás da máscara, os braços cruzados, ainda segurando o blaster na mão direita, dando um tiro no rebelde que se aproximava.


— Nossa, Kaelen, quando é que você vai parar de ser tão amargurada e começar a ter um senso de humor?


— No dia em que ela cortar seu braço e a sua cabeça, dois dias depois, pra ter certeza que tu morreu — Maloch brincou.


— Haha, muito engraçado, Maloch. Aqui pra tu, ó — Henry exibiu o blaster como se dissesse: "Eu vou atirar em você até que essa arma exploda."


— Poderiam, por favor, parar de gastar seus fôlegos com coisas fúteis? — Storm falou no comunicador do capacete. Normalmente, era alguém calmo, embora sério e rígido, mas podia-se notar o tom irritado na voz dele por causa daquela "briguinha de criança".


— Poxa, Nykozinho, a gente não pode nem se divertir um pouquinho.


— Henry Credal Star, se continuar com este comportamento infantil, eu farei a Kaelen ser a minha nova comandante e irei te reduzir a faxineiro.


— Nossa, maninho, vai mesmo me trocar por mulher? Depois de tudo o que passamos juntos, cadê o companheirismo? — Henry fez um som exagerado de tristeza e drama na voz.


— Ela é pelo menos mais útil e obediente do que você.


Já podia-se notar claramente a irritação de Storm Dark.


— Mais um pouco e vai se casar com ela — Henry brincou, mesmo sabendo que aquilo era o mesmo que brincar com fogo.


— Cala a boca, Star — Kaelen mandou, apontando a lâmina de plasma para Henry.


— Vai deixar mesmo ela fazer isso comigo, Morkinho? — falou Henry, com um tom dramático na voz.


Storm Dark respondeu.


— Contanto que não estrague muito a armadura dele, por mim tudo bem.


Enquanto Henry fazia drama, Briggs colocava explosivos escondidos dentro das naves rebeldes, aproveitando que todos os rebeldes corriam e atiravam desesperados, e Ronan sabotava os hiperpropulsores, que, quando fossem acionados, fariam a nave explodir.


Algumas naves conseguiam escapar do hangar, mas não conseguiam ir muito longe. Daxen e Silas interceptavam e destruíam as naves que tentavam escapar.


Maron falou no comunicador para Silas.


— Silas, uma nave a 3 horas a leste da sua posição atual.


— Valeu, Maron.


Silas deu um tiro certeiro no compartimento de combustível do X-Wing, o que gerou uma enorme explosão brilhante.


— Caramba, fogos de artifício! Vou até tirar uma selfie — Henry falou no comunicador, rindo.


Taron, já cheio das piadinhas de Henry, falou:


— Permissão para quebrar o Henry em dois, senhor.


Storm, também já cheio das brincadeiras de Henry, respondeu:


— Tentador, mas ele infelizmente ainda nos é útil como sniper e fuzileiro.


— Também amo vocês, viu — Henry respondeu, fazendo um coração com os dedos.


— Sabe, as vezes eu desconfio o motivo do Storm ter colocado justamente o Henry pra ser o segundo no comando — Briggs falou.


— Vai ver eles tem uma certa intimidade, considerando que eles são amigos desde crianças — Ronan respondeu enquanto cortava alguns fios do hiperpropulsor do Y-Wing.


— Ou vai ver que é pro Henry não fazer tanta burrada, o que é pouco provável, ou pra ninguém tentar matar ele, lembram quando a gente se conheceu e ele deu encima da Kaelen e ela quase cortou o braço dele com um caco de vidro de garrafa — Maron, que sorria enquanto falava.


Dentro do hangar do Galaxy Destructor, The Shadow repousava. Suas duas asas estavam dobradas acima de seu teto, formando a aparência de um triângulo. A porta do corredor que dava acesso ao hangar se abriu. De lá, entraram treze figuras marchando em direção ao The Shadow. A pintura preta refletia as luzes daquele local. Os treze entraram ordenadamente dentro da nave, cada um seguindo para seu respectivo assento.


Henry se sentou e colocou o cinto.


— Nem um lanchinho, nem bebida, nem sequer um petisco. Viagenzinha caída, hein, Nyko? Gastou todo o orçamento nessa nave, foi?


Storm apenas ignorou o comentário de seu amigo, sem dar a menor importância para a fala.


Daxen se posicionou na cadeira do piloto. Storm Dark estava sentado ao lado do piloto.


Os motores do The Shadow foram acionados. Os propulsores da parte inferior da nave foram iniciados, e ela começou a se erguer do chão. As asas que estavam erguidas começaram a se abaixar até ficarem na parte do meio do casco da nave.


O The Shadow se ergueu mais no ar. As duas asas se separaram: uma se ergueu e a outra se abaixou, formando a aparência de um X.


— Todos os sistemas iniciados, senhor. Já podemos partir?


Daxen perguntou ao seu comandante enquanto digitava as coordenadas para o hipersalto.


Storm estava ao seu lado direito, sua postura ereta e os olhos, por trás da máscara, fixos no vácuo do espaço à sua frente, refletindo em sua mente sobre a missão que os aguardava. Ele respondeu sem se virar.


— Positivo, Daxen, e ative o modo furtivo. Chegaremos sem sermos detectados.


— Sim, comandante. Ativando modo furtivo e iniciando o hipersalto em 3, 2, 1...


O hipersalto foi iniciado e, em poucos minutos, a nave dos Black Troopers estava atrás de uma nave da Resistência que carregava suprimentos para o planeta-base da escória rebelde. Graças ao seu modo furtivo, a Resistência não detectou a nave e nem a escutou chegar.


The Shadow engatou na parte traseira da nave. Os tripulantes rebeldes sentiram um leve balançar, mas imaginaram ser apenas um asteroide que os tinha atingido. Zev tinha hackeado as câmeras da parte externa da nave, colocando uma filmagem de um asteroide os atingindo. Depois, a filmagem ficou em loop infinito, exibindo a escuridão estrelada do espaço.


A porta do The Shadow se abriu. Kaelen pegou a empunhadura de sua cintura e usou a lâmina de plasma para cortar o casco da nave rebelde, permitindo a passagem do grupo.


Um dos rebeldes que passava por ali viu a parede sendo cortada e acionou o alarme. Os alarmes começaram a tocar, as luzes a piscar em vermelho e um barulho alto de alerta ecoou pelos alto-falantes.


Na sala de segurança, viam-se as filmagens das câmeras nos corredores, mostrando treze pessoas com armaduras escuras atirando em cada um dos soldados, todos sendo mortos um por um.


Quatorze soldados rebeldes se posicionaram à frente da porta do hangar, onde ocorria uma evacuação desesperada. Eles apontavam para o corredor à frente, que era iluminado apenas pelas luzes vermelhas e piscantes dos alarmes. Então, puderam ouvir gritos e o barulho de tiros de blaster vindos do corredor ao lado.


Um soldado rebelde apareceu, atirando no corredor ao lado. Não se podia ver no que exatamente ele tentava atirar. Enquanto atirava, ele gritava no comunicador.


— ALERTA! ESTAMOS SENDO INVADIDOS POR UMA DIVISÃO TROOPER DESCONHECIDA! ACELEREM A EVACUAÇÃO AGOR...!


Vários e vários tiros vieram na direção dele, atingindo-o em diferentes partes do corpo. Inúmeros raios de blaster vermelhos o atingiram. Um último tiro o atingiu no meio do peito, jogando-o contra a parede. O homem caiu no chão, morto, e os buracos dos tiros soltavam fumaça, junto com o cheiro de carne queimada.


Os doze Black Troopers surgiram em meio àquela escuridão. O comandante de ombreira vermelha estava à frente, liderando o grupo. Ele fez um gesto, levantando o braço com o punho fechado. O esquadrão se dividiu, ficando seis de cada lado. Do meio deles, surgiu um ser sombrio, de 1,95 metro de altura, usando uma armadura negra que refletia as luzes vermelhas piscantes. A capa se arrastava pelo chão e um capuz escondia parte de seu capacete. A empunhadura de seu sabre estava presa em seu cinto.


Os rebeldes apontaram suas armas para eles. Storm tirou seu sabre da cintura e o acionou. As lâminas de plasma surgiram, saindo de dentro da empunhadura, brilhando em vermelho escarlate, junto de um zumbido agudo vindo do kyber sangrado.


Um dos rebeldes gritou.

— FOGO!


Vários tiros vieram na direção dos treze. O jovem aprendiz Sith usou a lâmina de seu sabre para bloquear os tiros, que eram praticamente atraídos pela lâmina de plasma vermelha.


— CONCENTREM SEUS DISPAROS! — O soldado da Resistência rebelde gritou. Os tiros foram disparados todos ao mesmo tempo, criando uma espécie de barreira de tiros de laser.


Storm ergueu seu braço para frente e soltou a empunhadura de seu sabre. O sabre começou a flutuar e a girar, tornando-se um borrão vermelho em formato circular. O zumbido vindo da lâmina aumentou. Os tiros que o atingiram foram todos repelidos, atingindo paredes, o teto e alguns dos rebeldes, que eram atingidos de raspão.


— Minha vez.


O lorde sombrio fez um sinal com a mão, apontando os dedos indicador e médio para frente. O sabre começou a voar enquanto girava, cortando os rebeldes ao meio, um por um.


Logo depois, a arma retornou ao seu ponto de origem. Quando a empunhadura encostou na palma de seu portador, o sabre se desligou e as lâminas se retraíram para dentro da empunhadura, o zumbido desaparecendo junto delas.


Henry sussurrou para Maron.


— Cara, às vezes eu esqueço que ele pode fazer isso.


— Às vezes eu tenho é medo dele.


Várias naves estavam partindo vez após vez. Os rebeldes preparavam cada uma delas, carregando combustível e alguns suprimentos.


Então, ouviram gritos vindos do corredor, seguidos por um zumbido agudo e depois um breve silêncio.


A porta de aço começou a se contorcer e a se amassar até ser jogada para frente. Da passagem entraram aquelas treze pessoas de armaduras negras. Atrás deles, corpos em mil pedaços, soltando fumaça, com um cheiro de carne queimada ainda mais intenso.


Os rebeldes ali olharam para aquela cena, completamente horrorizados com o que viram.


— Matem todos — Storm Dark ordenou.


Os doze soldados partiram na direção deles. Os rebeldes começaram a atirar desesperados.


Taron recebeu vários tiros, mas a armadura só ficou com um pouco de fuligem. Ele segurou o rebelde pelo pulso e o apertou um pouco. O rebelde foi erguido alguns centímetros do chão até que largou o rifle. Taron quebrou o braço dele e o jogou no chão. Depois, pegou o rifle do chão e deu um tiro na nuca dele.


Kaelen usou o sabre para repelir os tiros que vinham em sua direção e usou a lâmina de plasma para cortar os blasters, as mãos e outros membros deles, e, por fim, cortando a cabeça. Quando a lâmina atravessava um objeto, como, por exemplo, quando ela cortou a parede da nave, a parte que ficava do outro lado mostrava a coloração real cinzenta da lâmina, já que o holograma ficava bloqueado. Mas, como seus movimentos eram rápidos, era quase imperceptível. E, mesmo que alguém notasse, bem, de qualquer forma, aquilo seria a última coisa que ele veria.


Henry desferia inúmeros tiros vez após vez. Dava tiros na cabeça quando o inimigo estava de costas e, quando o inimigo estava de frente para ele, Henry atirava primeiro no blaster e depois no peito.


— 25° pra minha cota. E aí, duplinha? Ainda vão tentar bater meu recorde?


Os dois irmãos, Jarek e Vax, lutavam lado a lado. Vax usava a lâmina do sabre para repelir os tiros que vinham na direção dele e do irmão. Jarek protegia a retaguarda do irmão mais novo.


Vax gritou no rádio.


— Vai se ferrar, loirinho miserável!


— Nossa, Vax, mas que vocabulário deselegante — Henry respondeu com tom debochado, claramente querendo irritar o colega. — Aliás, lembra da nossa aposta de quem derrubava dez rebeldes primeiro? Tá me devendo 35 créditos, viu?


— Dá pra vocês pararem de tagarelar e se concentrarem? — Kaelen disse em tom sério de ordem enquanto cortava outro rebelde.


Henry revirou os olhos por trás da máscara, os braços cruzados, ainda segurando o blaster na mão direita, dando um tiro no rebelde que se aproximava.


— Nossa, Kaelen, quando é que você vai parar de ser tão amargurada e começar a ter um senso de humor?


— No dia em que ela cortar seu braço e a sua cabeça, dois dias depois, pra ter certeza que tu morreu — Maloch brincou.


— Haha, muito engraçado, Maloch. Aqui pra tu, ó — Henry exibiu o blaster como se dissesse: "Eu vou atirar em você até que essa arma exploda."


— Poderiam, por favor, parar de gastar seus fôlegos com coisas fúteis? — Storm falou no comunicador do capacete. Normalmente, era alguém calmo, embora sério e rígido, mas podia-se notar o tom irritado na voz dele por causa daquela "briguinha de criança".


— Poxa, Nykozinho, a gente não pode nem se divertir um pouquinho.


— Henry Credal Star, se continuar com este comportamento infantil, eu farei a Kaelen ser a minha nova comandante e irei te reduzir a faxineiro.


— Nossa, maninho, vai mesmo me trocar por mulher? Depois de tudo o que passamos juntos, cadê o companheirismo? — Henry fez um som exagerado de tristeza e drama na voz.


— Ela é pelo menos mais útil e obediente do que você.


Já podia-se notar claramente a irritação de Storm Dark.


— Mais um pouco e vai se casar com ela — Henry brincou, mesmo sabendo que aquilo era o mesmo que brincar com fogo.


— Cala a boca, Star — Kaelen mandou, apontando a lâmina de plasma para Henry.


— Vai deixar mesmo ela fazer isso comigo, Morkinho? — falou Henry, com um tom dramático na voz.


Storm Dark respondeu.


— Contanto que não estrague muito a armadura dele, por mim tudo bem.


Enquanto Henry fazia drama, Briggs colocava explosivos escondidos dentro das naves rebeldes, aproveitando que todos os rebeldes corriam e atiravam desesperados, e Ronan sabotava os hiperpropulsores, que, quando fossem acionados, fariam a nave explodir.


Algumas naves conseguiam escapar do hangar, mas não conseguiam ir muito longe. Daxen e Silas interceptavam e destruíam as naves que tentavam escapar.


Maron falou no comunicador para Silas.


— Silas, uma nave a 3 horas a leste da sua posição atual.


— Valeu, Maron.


Silas deu um tiro certeiro no compartimento de combustível do X-Wing, o que gerou uma enorme explosão brilhante.


— Caramba, fogos de artifício! Vou até tirar uma selfie — Henry falou no comunicador, rindo.


Taron, já cheio das piadinhas de Henry, falou:


— Permissão para quebrar o Henry em dois, senhor.


Storm, também já cheio das brincadeiras de Henry, respondeu:


— Tentador, mas ele infelizmente ainda nos é útil como sniper e fuzileiro.


— Também amo vocês, viu — Henry respondeu, fazendo um coração com os dedos.


— Sabe, as vezes eu desconfio o motivo do Storm ter colocado justamente o Henry pra ser o segundo no comando — Briggs falou.


— Vai ver eles tem uma certa intimidade, considerando que eles são amigos desde crianças — Ronan respondeu enquanto cortava alguns fios do hiperpropulsor do Y-Wing.


— Ou vai ver que é pro Henry não fazer tanta burrada, o que é pouco provável, ou pra ninguém tentar matar ele, lembram quando a gente se conheceu e ele deu encima da Kaelen e ela quase cortou o braço dele com um caco de vidro de garrafa — Maron, que sorria enquanto falava.


— Eu devia ter usado droides — Storm com a paciência se esgotando mais a cada segundo.


Um tiro de blaster veio em direção ao lorde sombrio, em menos de um segundo, a lâmina de plasma vermelha escarlate surgiu e o tiro bateu nela.


Storm virou o pescoço e viu um jovem soldado rebelde, que deveria ter dezoito anos no máximo, ele estava segurando a arma apontada para ele, fumaça ainda saía do cano da pistola. As mãos do rebelde estavam tremendo, ele suava frio e sua respiração estava irregular.


O aprendiz Sith estendeu seu braço e sua mão se abriu, o jovem rebelde foi erguido do chão, ele sentiu uma enorme pressão vinda dos dois lados de seu corpo e ele tentava, sem sucesso, se debater e fugir. Ele foi flutuando até ficar com o rosto bem próximo da máscara de Storm Dark.


— Vo...Você...é um monstro — O rebelde disse com dificuldade, ainda com muita dificuldade para respirar, toda vez que inspirava e expirava, era como se uma rocha descesse em sua garganta.


— Não, eu não sou um monstro, eu apenas faço o que é necessário para trazer paz para esta galáxia — Falou o aprendiz Sith.


O jovem soldado caiu no chão, ele começou a tossir e colocou a mão em seu próprio pescoço, sua respiração ainda ofegante. Storm Dark o observou caído no chão e então se agachou e falou, com uma voz que era quase bondosa, mesmo distorcida pela máscara.


— Não se preocupe garoto, você não irá morrer agora, como os seus aliados, na verdade, eu tenho outros planos para você — Storm segurou a mandíbula do rebelde, o obrigando a olhar para ele — Você irá retornar para sua base e irá dizer para sua líder tudo o que aconteceu aqui, entendido? — Storm apertou um pouco mais, uma forma para garantir que o rebelde tivesse mesmo compreendido.


— S-sim, e-eu entendi — O jovem respondeu, suando frio e encarando aquele homem vestido inteiramente de preto, como se a própria morte estivesse à sua frente.


O rebelde correu até um X-Wing cinza e laranja, tropeçando e quase caindo de cara no chão, ele ainda suando frio, subiu e entrou na nave, o caça se levantou, suas asas se abriram se tornando quatro e o caça logo entrou na velocidade da luz, sumindo da vista. Storm Dark ficou observando o local onde o caça estava e o vácuo do espaço no qual ele tinha partido, então, virou o pescoço e olhou para Zev.


— Você colocou o rastreador, certo?


— Sim general, o rastreador está transmitindo neste exato momento — Zev mostrou a tela em seu pulso onde se exibiam as coordenadas atuais do X-Wing e seu sistema estelar atual.


— Excelente, vamos nos reorganizar, recarregar munições e combustível e então, vamos destruir a base rebelde.


Todos disseram em uníssono "Sim senhor" e entraram na The Shadow e partiram, retornando para o Galaxy Destructor.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.