Star Trek USS NUUK 1x2 - Saindo pela culatra
2 Pororoca
Notas iniciais
Não possuo os ST Voyager só estou deixando a Kelly quebrar tudo, depois devolvo.
Antes ...
Ela cumprimenta os oficiais que estão trabalhando ao se virar olha para o klingon com pedaços de seu gabinete nas mãos interrogativamente. Ele levanta as peças em ambas as mãos;
–Pois é capitão, até arrumei tudo, mas não sei aonde encaixa isso...
CAPITULO 2
A pororoca é o grandioso encontro da água doce com a salgada.
Um klingon com sotaque italiano, lá estava ele um autentico “cocco di mamma”, sua mãe uma betazoide alta executiva de uma empresa de recursos sencientes, com sede em Veneza, tinha procurado a capitã Kelly há uns meses atrás, era uma bela senhora uns 10 anos mais velha que Kelly, mas com um carisma e um magnetismo sexual invejável, Kelly nunca teve preconceito para o belo, nem para objetos de desejo, macho, fêmea o que viesse, o que importava para ela era o amor, a companhia, ou simplesmente o prazer sem compromisso, aquele restaurante italiano era muito popular entre os oficiais, no meio do mar cinza dos uniformes, um civil sempre era objeto de curiosidade, ainda mais uma bela e elegante mulher. Kelly estava fazendo um chatíssimo trabalho de recrutamento, as coisas não estavam muito fáceis, depois da guerra a fonte inesgotável de recrutas vindos da terra parecia estar secando, assim por motivo de trabalho ela conheceu “mais do que devia”, a mãe de Vador, o filho ilegítimo de um Klingon safado que ela também amou um dia. Kelly quase sorriu com a “quente lembrança”, ela soltou um suspiro quase inaudível e voltou a realidade;
– Obrigada conselheiro, dispensado.
Ele acenou e saiu rapidamente.
B’vador tinha feito um trabalho razoável as coisas até que estavam em seus lugares, o terrário estava funcional, e Galaga estava feliz em seu ambiente familiar, ainda tinha alguns detalhes que só um trabalho especializado de carpintaria e acabamento resolveria, ainda tinha muito pó encima dos moveis e alguns objetos estavam faltando na estante, mas Kelly já podia usar seu gabinete ela testou o replicador e para sua agradável surpresa estava funcionando.
– Posso lhe servir alguma coisa? Kelly olhou para a capitã Janeway e lembrou-se do turbilhão de imagens que assolara seus sonhos por dias, era uma vantagem injusta, ela sabia bem mais do que queria da capitã a sua frente e a pobre mulher não fazia ideia disso, a pequena estava tão sedenta de conforto que quase a matou, aparentemente isso tinha feito muito bem para ela, mas lentamente o efeito paliativo acabaria, trazendo de volta toda a culpa e desespero, e era com essa mulher potencialmente desequilibrada que ela tinha que fazer uma parceria bem próxima.
– Café puro, obrigada! — Janeway olhou com interesse para aquela mulher que ainda estava fraca, mas pronta para o trabalho, ela sentiu simpatia por ela, e o fantasma da culpa já estava ao redor para tentar assombra-la, tantos tripulantes jovens e verdes, muitos estavam pela primeira vez em missão, e são jogados no meio do nada porque tentaram ajuda-la, mas isso não poderia nublar sua atenção ela estava aqui por um motivo, ela já tinha sido traída por um capitão antes, ela tinha que ter certeza que o acréscimo da NUUK a sua agora “quase frota” não iria ser mais prejudicial que benéfico, a sua equipe de engenharia tinha achado tecnologias ilegais a bordo, em áreas que era impossível sem o conhecimento de um capitão com a mínima competência, mas o mais provável é que com a conivência do mesmo.
Kelly foi até o sofá, deu uma batida junto com um palavrão, para tirar o pó e ofereceu o lugar para Janeway sentar, ela pegou uma cadeira também tirou a poeira e sentou.
Um silêncio estranho tomou conta do aposento, ambas olhavam uma para outra de forma desconfortável, Kelly se levantou, e preparou seu suco de abacaxi com hortelã, Janeway se levantou colocou a xicara vazia sobre a mesa e olha firmemente para a capitã Kelly que bebendo seu suco a observa por cima da borda do copo, agora ambas estão de pé uma em frente à outra, Inconscientemente Kelly estava usando seu copo de suco como escudo, ela percebeu sua própria demonstração de medo, e colocou o copo na mesa ao lado da xicara de café vazia que já estava lá, e para espanto de Janeway ela se senta encima da mesa ao lado dos copos com as pernas cruzadas em semiposição de lótus.
Janeway levanta uma das sobrancelhas, a demonstração de estranheza alimentou o ego de Kelly e deixou-a um pouco mais segura, Janeway está agora do lado do visitante. As mãos cruzadas ao peito, um olhar de litigio controlado em suas feições. A voz é firme porem calma, ela aperta quase que imperceptivelmente os olhos como que quisesse ler algo mais em Kelly, que mal consegue esconder algum divertimento em seu escrutínio.
– Bem capitã eu vou direto ao assunto, precisamos ser sinceras uma com a outra para que possamos construir uma base de confiança, enquanto estávamos fazendo os reparos básicos em sua nave, descobrimos coisas, vamos dizer, fora do padrão da frota. – ela terminou a sentença com as mãos nos quadris.
Kelly sorriu, e respondeu calma, mas cinicamente. O sorriso se tornando um rosnado.
– Confiança o caralh***! A sra. tem um dom para o eufemismo, não é verdade? Toda a minha equipe sênior estava na enfermaria, quem menos ficou foi o sr. Anair que ficou um dia, quando nos voltamos nossa nave tinha sido não só reparada, mas vasculhada, meus tripulantes tiveram amostras de sangue recolhidas, e enquanto eu quase morria por causa de... Ela parou de falar, virou e continuou — Enfim, será que precisa de confiança? Você já tem toda a informação para confiar ou não; sou eu que não sei se posso confiar em você, mas enfim, não tenho escolha.
Como decaiu o padrão de educação dos capitães da frota? O que a guerra fez? Uma raiva começou a se formar dentro de Kathrym, fazia tempo que ninguém se levantava arrombando as linhas com ela desse jeito, ao mesmo tempo em que estava surpresa e meio sem ação, começou a perceber que a capitã mais velha não estava respondendo a pergunta, estava habilmente fugindo da questão tentando virar a culpa para o outro lado. Janeway deu dois passos em direção a Kelly que ainda estava sentada na mesa e cruzando os braços numa atitude de intimidação, foi direto ao ponto.
– Não esta respondendo a questão.
O irritante e debochado sorriso de Kelly não saia de seu rosto:
– E nem vou, responder. Simplesmente tenho os motivos, e, autorização.
– Espero que você não se importe se eu verificar. Quem te deu a autorização?
Kelly ainda sorrindo levantou-se e andando ao redor de Janeway, mostrando de forma indireta sua superioridade física, ela gesticulava com gestos amplos.
– Ora, pode perguntar para mim, quem me autorizou foi a minha consciência. — fala Kelly apontando para si mesma — A guerra deixou o almirantado medroso e mais burocrático do que era, nossas missões eram para patrulhar as fronteiras da Federação, mas o que nós fazíamos mesmo era recolher informações de territórios não muito amigáveis, prováveis futuros inimigos. — Kelly agora perdeu a compostura e falava com paixão — Não vou entregar minhas crianças nas mãos de piratas e terroristas, para o almirantado somos apenas números, mas para mim minha tripulação importa, sei o nome de cada um deles, e cada guerreiro abatido trago comigo cravado com dor em minha pele. – Kelly bate com a mão direita sobre o ombro esquerdo com violência e dramaticidade.
– Você não confia na starflet? Mas ainda assim é um capitão? Um maldito MAVERICK!!
Janeway anda de um lado para o outro levantando os braços em revolta...
Kelly fica bem na frente de Kathryn, e dobrando os braços em frente de si, olhando firmemente e ofensivamente bem nos olhos de Janeway responde mais alto do que devia:
– A sim, a infame Kelly Montemor com muita honra e três processos de corte marcial, logico me livrei de todos... – Kelly de repente chega bem pertinho, abaixa a cabeça a poucas polegadas do ouvido de Janeway, os cabelos rebeldes soltos de sua trança acariciando fortuitamente o pescoço da pequena capitã provocando um estranho arrepio num sorriso conspiratório conclui quase num sussurro.
– Mas eu nunca quebrei a primeira diretriz nem uma vez, quanto mais três...
Os olhos de Janeway se arregalam em surpresa, como ela sabia? A maldita estava em coma hoje de manhã!
Kathryn sai do alcance de Kelly e também cruza os braços na frente de seu corpo, ambas se encaram. Elas não percebem os três homens completamente congelados na porta ainda quebrada do gabinete, que se mantem aberta. Eles estavam assistindo, fascinados, o confronto, a diferença entre as duas era gritante e mesmo assim elas se pareciam,
Uma alta e forte, uma amazona, com uma sexualidade animal e livre que escapava por seus poros de forma natural, sem que ela se importasse, em mostrar ou esconder, uma líder nata, uma sobrevivente, que abraçava sua feminilidade sem medo, mãe, esposa, amante, uma força da natureza, que só com sua presença podia destruir toda mascara de hipocrisia que Janeway cultivava há anos! Desnudando sua alma...
Outra pequena, porem com uma presença poderosa, uma rainha, uma dama elegante e aristocrática, uma grande líder altamente treinada, um soldado disciplinado e no controle de suas emoções, uma puritana, uma brilhante cientista, calculista e com um carisma tão forte que se Kelly não tomasse cuidado estaria seguindo-a cegamente. Adentrando os portões do inferno!
Mas nenhuma das duas sabia perder.
O jovem enfermeiro não muito alto, meio gordinho, loiro com os cabelos meio fora de regulação amarrado em rabo de cavalo na nuca, ele poderia fazer uma simples cirurgia para arrumar sua acuidade visual, mas ele se sente bem com os óculos, pede licença para o Conselheiro e para o Primeiro Oficial da Voyager e passando por entre eles caminha sem muito medo até o circulo de fogo quase demarcado pela energia que emana das duas fêmeas alpha, limpa a garganta e ambas olham para ele perguntando como que atirando veneno.
– o que você quer?
O pobre rapaz deu um suspiro, arrumou os óculos sobre o nariz e respondeu?
– Capitão, ele cumprimentou a capitã Janeway e virando para a capitã Kelly continuou:
– Desculpe incomodar, mas a senhora deixou a enfermaria sem autorização e eu vim lhe dar a ultima dose... Ele mexeu de novo nos óculos, mas acabou jogando-o com um movimento ligeiro para a ponta do nariz, e inclinou um pouco a cabeça entortou um pouco a boca e olhou-as por cima dos óculos mostrando o hipospray. Kelly pegou o instrumento no safanão e se aplicou, e o devolveu para o enfermeiro. Que rapidamente as deixou com um respeitoso aceno de cabeça.
Kelly foi até deu dois passos em direção aos homens ali parados, e voltando para a Janeway que a observava se acalmou e disse:
– Agora com toda a merda devidamente jogada no ventilador, o que vai ser?
E estacionou as mãos nos quadris.
Um pouco antes...
– Vamos terminar por hoje, o principal já foi feito — Diz Chakotay para o jovem vulcano Vorik — Vamos buscar Bellana na engenharia e vamos sair daqui!
Quando eles entram na engenharia um vulto pula do segundo andar em frente deles levando-os a colocar a mão encima da bainha do phaiser de susto. Uma mulher de pele de seda, de cabelos cor de mel em grandes cachos selvagens espalhados pelos ombros com íris felina verde amarelada, aterrissou em frente deles como uma ginasta profissional e com uma voz rouca gutural quase um ronronar ela se apresenta examinando descaradamente ambos os homens:
– Tenente Juniorr Ilarian, eu sou. rresponsavel pela engenharia eu estou, em que ajudarr posso?
Eles se recuperaram do susto, mas não conseguiram esconder o quanto ficaram impressionados com a entrada do humanoide de espécie desconhecida., o comandante respondeu com um belo sorriso que não passou despercebido por ela, que respondeu com um rosnado baixinho.
– Eu sou o comandante..
– Ilarian sabe quem grande homem é só não sabe o que ele quer.
– Estou procurando, a minha capitã e minha engenheira chefe.
– Embora já vai? O numero um da nave viajante? Tão cedo é ainda... A mulherr klingon esta com a bela capitã na ponte, “numero um” da NUUK esta com elas, mas concertado foi a interna comunicação, melhor não é para você? Voltar a trabalhar já posso? Ou ajudar ainda vou?
– Não, pode ir tenente, e obrigado.
Ela sobe até o segundo andar escalando pela parede!
– Pelo amor de Deus Ilariam use a escada como todo mundo! — Grita alguém do segundo andar.
Hunf! Interessante — pensou o comandante um pouco irritado enquanto ia para a ponte.
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