Notas iniciais
Alteres Montemor é o filho da Capitã Mariah Kelly Montemor, ele é um oficial da frota exemplar, teve ter puxado ao pai!

Antes
Apos o primeiro jantar entre as equipes de comando, foram feitas as primeiras transferências algumas temporárias outras em caráter permanente, apos perder uns jogos e ganhar outros, B'Vador começou ter uma rotina de desafios com a 'bella capitan' e a ganhar cada vez mais a simpatia dos tripulantes, alguns vieram voluntariamente a procura de ajuda, a grande maioria sendo dos 'Winstons', com duas importantes exceções, o chefe da operacional, o agora tenente Kim, e a cientista Borg, a sra. Hansen, com isso ele conseguiu pelo menos, começar a tratar alguns tripulantes mais graves que estavam com sintomas mais visíveis de ST, depressão, ansiedade, alguns com ataque de panico e stress, etc, mas quem mais precisava, os que mais poderiam colocar em risco a 'frota' se negavam a serem ajudados.

Agora:

Na Voyager.

Mont caminhava pelos corredores da Voyager em direção ao gabinete do comandante angustiado, todos sabiam da rixa entre ele e sua mãe, eles trabalhavam profissionalmente mas não se suportavam, internamente Mont tinha medo que essa animosidade entre eles o prejudicasse, “ Não se envolva com isso Mont” disse sua mãe quando ele perguntou sobre isso, as vezes ele queria que sua mãe fosse menos fleumática, já estava difícil para os “Wistons” se misturarem a tripulação e para ele estava mais difícil ainda, sua mãe inspirava sentimentos contraditórios ou as pessoas a amavam ou a odiavam, bem com isso ele já estava até acostumado, essa era uma das razões pelo qual sua mãe nunca o quis sob seu serviço, mas a coisa estava ficando impraticável e explodiu no refeitório, quando o alferes Lopes que devia trabalhar na Astrometria foi o acusado de assediar a borg, Lopes é um bom homem , só é muito alegre e sorridente, e tem o péssimo habito de abraçar todo mundo mas é da cultura dele, mas eles aqui são tão intolerantes ...Mont tentou defende-lo mas a coisa virou para sua mãe, ele já esperava algo parecido e não esboçou reação, mas quando ele foi agredido fisicamente, por dois deles ele simplesmente os imobilizou com uma arte chinesa que sua mãe aprendeu ainda adolescente com um dos cadetes da frota e o ensinou, eram chaves simples mas eficientes.

Agora ele estava aqui, bem em resumo ele se meteu numa briga por defender um cara que estava sendo acusado de paquerar a namorada do comandante...

Como fui me meter nisso?? – pensou aturdido.

Parou, em frente ao gabinete, ele esperou os minutos restantes queria estar pontualmente, na hora marcada, tocou o sinal e pensou:

— Que a medalhinha de minha mãe me proteja! — E riu de si mesmo.

A porta de abriu o comandante o recebeu com um sorriso montado e lhe mostrou a cadeira em frente à mesa aonde ele iria se sentar, lhe ofereceu algo para beber o jovem meio oriano aceitou um capuchino, não que ele estivesse com fome. Mas é sempre bom saber o que fazer com as mãos.

O comandante pegou um dos PADD que estavam no seu alcance e olhando para ele lhe disse em tom amistoso.

— Estive recebendo os relatórios referentes aos novos tripulantes e devo admitir que você é uma grata surpresa...

Surpresa por que por eu ser filho de quem eu sou? – pensou Mont mantendo um rosto estoico.

-... Sua dedicação a seu aprimoramento na área de segurança e seu trabalho voluntario na engenharia me impressionaram...

Tá bom vai direto ao assunto, por favor... Não estou gostando do rumo dessa prosa – pensou o rapaz tomando outro gole do capuchino.

—... Você é um rapaz ambicioso.

Não falei? Pensou Mont, colocando a xicara agora vazia na mesa ele falou:

— Com todo respeito senhor, isso não tem nada a ver com ambição, pode levar mais de uma década para chegarmos perto da federação, se eu fizesse o que faço por ambição seria perda de tempo, tenho certeza, que se todos aqui tivessem as promoções que merecem teríamos um navio cheio de capitães. O que eu faço é pelo bem de todos, pela nossa sobrevivência. Vejo a sra. Paris com um bebe mal podendo dormir dando a alma na engenharia, não faz nem um ano que estamos juntos e varias vezes fomos atacados sem aviso ou por espécies que se diziam amigas, nós os “wistons” estamos trabalhando duro para conseguir sua confiança...

— Me explique alferes...! Como assim “nós os Winstons”?

O olhar amistoso foi substituído por um olhar severo, se ele fosse outro alferes, se não tivesse aprendido com sua mãe que não se deve deixar intimidar por títulos e posições ele teria ficado apavorado, mas ele exibia um controle admirável. Mont sabia que tinha falado demais, Mas agora que ele tinha a chance de expor esse problema.

— Sei que não parece certo, mas não estamos nos sentindo aceitos pelos “voyagers”, talvez nos culpem por que tentamos ajudar e acabamos virando mais um problema. Eu mesmo já tentei me misturar à tripulação, mas, me sinto preterido, antes pensei que era só comigo, mas esta acontecendo com todos os “wistons”, na verdade até pegam leve comigo, tem sido pior com os outros...

O comandante não queria que a conversa transformasse o agressor em vitima e o deteve:

— Me fale sobre o incidente no refeitório, você agrediu dois tripulantes.
— Eu não os agredi senhor. – disse Mont firmemente, Eu estava tentando impedir uma violência... Por um mal entendido cultural.

O comandante sabia exatamente a causa da briga, e no fundo estava se sentindo ultrajado e amargamente possessivo; aquilo foi apenas um ato distorcido de lealdade de seu povo para com ele.

— Você pode garantir a inocência do alferes Lopez?

— Posso falar francamente senhor?

Chakotay estava começando a gostar do garoto. E acenou com a cabeça dando a permissão.

—Uma pessoa é inocente até que se prove o contrario, A sra Hansen não é a primeira borg liberta que eu conheço. Eu tenho plena certeza que ela é capaz fisicamente de se defender de um homem de 50 kilos, e 1.65 m, além do mais, se ela estava sendo ofendida, devia procurar as autoridades competentes para que fosse aberto um processo administrativo, nunca vesti vermelho, mas sei de parte da burocracia... Fazer justiça com as próprias mãos deve ser evitado! E eu como oficial de segurança, ainda que fora de serviço, só estava fazendo a minha obrigação!

— Mas o uso da violência também deve ser evitado, você foi abusivo!

Nisso Mont não podia evitar, usando um olhar arrogante, que beirava a insubordinação ele respondeu:

— Com todo respeito senhor, eles só eram dois, se eu realmente estivesse sendo violento, estaríamos numa cerimonia fúnebre agora. E eu estaria na prisão – Ele se arrependeria se pudesse, mas se perguntado de novo, ele falaria de novo, a mesma coisa.

Mont de repente se sentiu num navio pirata, será que é assim as coisas nesta nave? A justiça tomada nas próprias mãos sem um julgamento, sem direito de defesa, será que o inocente que tem que provar que não é culpado? E não o contrario?...

Mont podia apostar que viu um risco de vergonha passar pelo semblante profissional e estoico do comandante, a sua mascara era cheia de rachas, mas o que o comandante falou em seguida o impressionou:

— Bom trabalho alferes, eu espero que você pessoalmente me informe sobre novos incidentes desse tipo, vamos trabalhar juntos para ajustar os novos tripulantes, dispensado.

Mont saiu quase sorrindo do gabinete. Mal sabia o comandante que Lopes era completamente gay, mas dizer isso iria fazer perder toda a graça da conversa, onde estaria a diversão?

Notas finais
Obrigado por ler!