Notas iniciais
Antes; Um bom trabalho de controle de danos foi feito para proteger a Capitã Janeway de perder a sua capitania, eles tiveram uma reunião tensa e cheia de revelações, com a “faca e o queijo na mão” Capitã Kely Montemor exigiu que Kathrym começasse a ter sessões de aconselhamento, e elas se aproximavam cada vez mais, elas faziam exercícios físicos e meditativos juntas, e logo se tornaram amigas, para alivio de uns e desespero de outros.

1. Na enfermaria da NUUK

— Decididamente você deveria cortar esse cabelo, enfermeiro.

Critica dr. Adônis Ta'ziyah, enquanto fecha seu terminal aonde estava finalizando seu relatório diário, no escritório da enfermaria,

Desde que a Dra., Segran se recolheu em meditação profunda com o tenente comandante Tuvok da nave Voyager, o dr.Ta'ziyah é que esta responsável pela enfermaria.

O jovem enfermeiro com pesar puxa os cabelos rebeldes que escapam do seu rabo de cavalo, e quase num sussurro, soando sempre como estivesse se desculpando de algo responde.

— Se estiver bem preso ainda vai estar dentro da regulamentação. Afinal tem vários machos nessa nave com cabelos compridos.

Dr. Ta'ziyah, levanta da cadeira encosta na mesa do escritório e responde com sarcasmo.

— Ah! Melvim você não sabe como é impossível, domar os cabelos de um klingon, eu só estou te avisando a dra. Segram é muito tradicional, ela só não falou nada por causa de estar tão envolvida no tratamento do seu compatriota.

— Estranho, ele ter ficado doente tão cedo, pelo que eu pesquisei esse tipo de problema só se manifesta com um Vulcano no dobro da idade do comandante Tuvok. Eu estou pensando numa coisa mas tenho receio de chegar até a dra., afinal vulcanos são tão reservados com certos assuntos, a ponto de ficar ilógico...

— Talvez, só talvez esse problema pode ter sido causado pelo isolamento do comandante...

Disse o jovem meio com vergonha deixando para ao medico mais velho a conclusão.

— e um pon far mal curado -

O Belo medico negro deu um sorriso atrevido e murmurou.

— Ah velha safada...

— Falou alguma coisa doutor? — indagou o Jovem.

O doutor respondeu com outro sorriso, mas não disse mais nada.

2- Alferes Montemor, oficial de segurança.

Log pessoal do oficial de segurança da ponte Alferes Montemor:

O console táctico me dá um ótimo panorama da movimentação na ponte.

E, como essa movimentação mudou desde a primeira vez que eu estive aqui!

A capitã era muito magra e pálida, os cabelos mal tratados opacos e curtos, olhos apagados e secos, com enormes olheiras, ela parecia ter mais uns 15 anos além de sua idade, mal eu a via, pois logo que entrava na ponte se isolava no seu gabinete, como que fugindo do olhar de todos, naquela época quem reinava na ponte, soberano, era o poderoso comandante, sempre estoico e profissional, mas mostrava uma apatia desconcertante e presunçosa para com a capitã, só respondia quando ela perguntava e até na entrega regular de seus relatórios; eu mais de uma vez o vi pedindo para o tenente Paris ou o tenente Kim entrega-los a capitã, mas agora ela que reina soberana, ganhou curvas atraentes, deixou o cabelo crescer, seu olhar, agora brilhante, encanta a todos, e o sorriso se tornou mais farto elevando a moral dos oficiais da ponte, com a assistência de minha mãe está fazendo exercícios regulares, alguns acreditam que o tipo de exercícios que elas fazem é de natureza romântica, particularmente não quero e me recuso a acreditar nisso, Kelly é minha mãe caramba! , mas enfim parece que toda essa nova situação não esta agradando a todos, sei disso pelos olhares de cumplicidade que o tenente Paris e o tenente Kim trocam, sinto que algo esta acontecendo!

Algumas semanas após o incidente em que a minha mãe quase morre, (de novo), tentando equilibrar a química do cérebro da capitã, com sua empatia e mal treinada, foi colocada uma terceira cadeira na ponte, igual a do comandante, agora quando é necessário um conselheiro ou um sensitivo na ponte, ou quando o conselheiro esta livre e sua presença é solicitada pela capitã, (o que esta ficando mais frequente e cada dia), a capitã senta com o conselheiro a sua esquerda e o comandante a sua direita, teve que haver uma reformulação do ambiente, mas nenhuma alteração que comprometesse a estrutura ou a segurança, mas às vezes leva todo meu treinamento para evitar que eu desmanche de rir dos olhares trocados entre o conselheiro e o comandante, é hilário o modo como eles riem juntos, na maior amizade na frente da capitã, mas quando ela vira as costas eles quase rosnam um para o outro!

Claro ambos tentam manter as aparências, mas aos meus olhos isso soa patético, ou ela não percebe o clima, ou esta se divertindo com a situação, (bem, minha mãe estaria se divertindo muito!), mas falando serio, eu tinha medo que isso pudesse comprometer a moral Da nave, mas a única coisa que afeta a tripulação por esse comportamento bizarro é uma bolsa de apostas do tenente Paris aonde se aposta quando que os dois vãos as “vias de facto” na ponte!

Essa rivalidade entre eles parece estar incomodando muito mais a cientista Borg do que qualquer outra pessoa, mas falando francamente, nunca vi o comandante olhando a bunda da sra. Anika com a luxuria que eu já peguei ele olhando para a bunda da capitã, claro que nessa matéria sou bem mais a bunda da sra Paris Torres, essa sim tem uma bunda bonita, mas voltando ao assunto, esse povo é estranho! A capitã é mais discreta, mas quando ele não esta olhando ela dá as suas conferidas, Sei que seria inapropriado um relacionamento entre a equipe de comando, mas pelo que me foi dado acesso dos diários oficiais, (e principalmente as não oficiais no refeitório!) isso seria como uma pessoa que caiu na merda não querer peidar para não cheirar mal, quebra de primeira diretriz, tentativa de homicídio, entre outras irregularidades! Que mal teria uma “relaxada”? Bem, quem sou eu para falar da capitã Janeway? Amo a minha mãe, mas às vezes me pergunto como foi confiada uma nave a ela? Ela é muito rebelde, desrespeitosa e irritante, mas enfim ela nunca tentou esconder isso, e o almirantado a engole sabe-se lá por qual motivo...mas o pior mesmo, se o que estão falando pelas minhas costas é verdade, a minha mãe esta de romance com a capita Janeway, imagine meu inferno, não basta ser filho de uma capitã , se ficar serio, serei filho de Duas...ninguém merece.

Um dia estava ambos, o conselheiro e o comandante, discretamente, cobiçando a capitã enquanto ela de costas mostrava uma linda aglomeração estrelar que parecia na tela, acho que ambos não escutaram uma só palavra que ela dizia, quando ela pediu a opinião dos dois eles perceberam o que o outro estava olhando e quase que partiram para a ignorância, passou perto, dai a capitã se virou e com um lindo sorriso inocente e repetiu a pergunta, para minha sorte já estava no final de meu turno, nem sei como me segurei, entrei no turbo elevador e ri tanto que passei mal mesmo...” — fechando log pessoal.

— Pela medalhinha de minha mãe! Tenho que melhorar isso! Estou me entregando e entregando todo mundo!

Mont desligou o computador e se espreguiçou no sofá, foi um dia cansativo, mas não tanto como há semanas atrás, com a volta do comandante Tuvok. As coisas tinham ficado menos tensas, sua presença tranquilizava a todos, nesta altura do campeonato ele, um Vulcano, era a pessoa mais equilibrada e confiável dentro do trio de comando.

Mont suspira em desgosto.

Ele analisa sua cota mensal de rações e, desanimado aceita o fato que terá que jantar no refeitório novamente, não que ele não goste da comida do Chell, é estranha, mas é comestível, o problema é que ultimamente o que ele mais sente falta é da comida da vó Telma, sua mania de não usar o replicador, (ela só replica as carnes, mesmo assim cruas para que ela mesma possa temperar), aquela camaradagem na enorme cozinha da chácara de Santana de Parnaíba, o cheiro do feijão recém-temperado, a couve cortada bem fininha, o arroz soltinho com o gostinho de alho, e um ovo frito! Sua avó Liah que o desculpe, mas não há nada no universo melhor que o feijão da vó Telma,

Ele suspira de novo.

Algo aparece do nada em direção a sua cabeça. Ele com seu invejável reflexo; pega a toalha molhada que lhe foi atirada com uma cara de nojo e um “Argg”! Ele a devolve acertando a cara de seu agressor. rindo!

— Não foi dessa vez Tony!

Um jovem negro bonito, mais baixo que Mont, como quase todo mundo, rindo feliz com a expectativa de seu primeiro encontro, Com um voyager, ou melhor, dois.

— E ai? Vamos comigo? Você ainda não conheceu Sandrine, eu estou com um problema, são duas irmãs e eu estou sozinho, quebra esse galho pra mim!

— A engenheira e a cartógrafa? Seu malandro!

— Parado ai, eu só estou fazendo minha parte para entrosar as tripulações! Defendeu-se com a maior cara de safado!

— “Me inclua fora dessa” Tony, eu já sou comprometido, não quero deixar minha baixinha nervosa...

Tony rindo, bateu no ombro de seu novo amigo, e com um olhar um pouco mais serio disse:

— Cara, você é já se ligou que é um homem muito sortudo? Apesar de ser jogado a quase 20 anos de casa, você esta perto de usa mãe e de sua namorada...

Apesar do riso fácil e de se mostrar alegre Mont notou a frustração de seu amigo Tony.

— Verdade, mas pense bem, a capitã Janeway consegui fazer em sete anos, uma distancia que levaria pelo menos uns cinquenta anos, quem sabe quando encontraremos um buraco de minhoca ou uma nova tecnologia??? Vai saber! Quando voltarmos, vamos voltar como heróis!

Ele deu um abraço no amigo, que já não estranhava a facilidade com que Mont demostrava afeto, afinal era da cultura de onde ele foi criado.

Foi quando o terminal tocou, o oficial de comunicações passou uma chamada para ele.

O rosto de Millena aparece na tela com uma expressão preocupada, ela olha em volta no seu aposento dividido com a alfreres Trivolly para se certificar a sua privacidade, ela poderia simplesmente sentir, mas esta tão acostumada a se censurar que às vezes ela se esquecia do seu sangue betazoide, Mont observou a aflição de sua namorada, e assim que seu companheiro de quarto saiu para lhe dar privacidade ele fez um sinal para Millena.

— Estou preocupada; alguém tem que conversar com sua mãe, ela não esta bem...

Mont alisa a sua careca, ele nunca tinha ficado tão perto dos problemas de sua mãe, ele tinha tido com sucesso evitado esse tipo de constrangimento antes, mas agora...

— Ela deve estar preocupada com a pirralha. Mas “Lena”! Eu também estou sentindo falta. — respondeu querendo acrescentar algum sentido ao sofrimento de sua mãe.

— Não é só isso, eu acho que... Bem eu estou muito desconfiada, que o problema esta ai. — ela parou de falar de repente -..., bem, desculpe, o fato é que ela esta bebendo em serviço.

Mont pensou esperançoso, — será que sua mãe estava com dor de cotovelo, o romance não deu certo! ?? Talvez uma boa noticie.

—... Mas onde esta o conselheiro? perguntou

— Ora, ele esta ai! Você acha que sua mãe deixou passar a oportunidade de se livrar dele? Ela segurou a cabeça com a mãe esquerda, cotovelo dobrado encima da mesa, com uma careta...

— Verdade, mas achei que ele estava fazendo as duas agendas...

— O coitado até esta, um mês ai outro aqui, ele vai acabar morrendo de tanto trabalhar... Ainda sua mãe o colocou como enfermeiro da sua capitã.

Mont franziu o cenho, e ficou pensativa por alguns segundos, verdade seja dita, mais de uma vez ele viu o conselheiro levando o almoço ou o café da manhã para a capitã, a engenharia estava tranquila, as suas rotinas de treinamento adiantadas, ele pensou que deveria tentar ajudar o conselheiro de alguma forma, de preferencia uma que não fizesse o comandante Chakotay ficar irritado com ele assim como ele estava irritado com o Conselheiro, ele era muito “protetor” com a capitã, tomando uma decisão mental ele ganhou um novo brilho no olhar e respondeu:

— Tenho duas folgas atrasadas eu vou ai e vamos conversar melhor, enquanto estou aqui vou tentar ajudar o conselheiro...

— Mas não se aproxime muito da capitã, a tripulação é muito ciumenta com ela, ela começou a rir – uns mais ciumento que outros, depois e o jovem imaturo que não sabem o que quer!!, Um bando de velho cego, não enxerga um palmo diante dos olhos, só espero que acabe bem essa confusão!

— “Pela medalhinha de minha mãe”! Do que você esta falando Millena!” Não entendi quase nada do que você disse!

Millena , tampou a boca com a mão direita gemeu um Tchau e desligou!

Mont já tinha desistido de entender antes mesmo de tentar, sua preocupação agora era tentar ajudar o Conselheiro para que ele tenha tempo livre para cuidar de sua mãe, nem pelo Cuscuz de farinha de Milho com sardinha da Vovó Telma ele ira se meter diretamente nesse assunto!

Seu estomago começou a reclamar, ele tinha que jantar, talvez na sua ronda noturna ele tivesse uma iluminação, quem poderia ajuda-lo na missão?

Na sua cabeça as engrenagens trabalhavam, qual seria o fraco da capitã Janeway? O fraco de sua mãe eram as crianças, sim, o instinto maternal, poderia ser forte em ambas?

Sem que ele percebesse ele estava na frente do laboratório de ciências aplicada, ele entrou, seguindo seus instintos, ele ouviu alguém trabalhando mesmo no adiantado da hora, era o jovem geneticista borg, o menino era dedicado, mas era muito triste, ele não parecia ter muitos amigos ou uma família, pela fofocanews do refeitório, as pessoas comentam como a cientista Borg tinha sido rejeitada pela maioria da tripulação, principalmente pelo homem que agora era seu amante, inclusive, dizem que mais de uma vez ele se desentendeu com a capitã por causa da cientista, querendo deixa-la para traz, ou abandona-la nas mãos do coletivo, ou simplesmente querendo joga-la no espaço, alguns tripulantes acreditam firmemente que ela seduziu o comandante por medo, e que que assim que ela abriu as pernas para ele, ele a aceitou, e mudou radicalmente de opinião!

É; ele perdeu o respeito de sua tripulação, dizem que ele tem o cérebro na cabeça errada, que se transformou num velho tarado, e outras coisas pouco lisonjeiras, apesar disso, eles se protegem, e até defendem a honra dele, como no caso do pobre alferes Lopes, é estranho como muitos tripulantes estavam magoados com ele, dizem que ele é quem dava limite a borg que era protegida da capitã agora ela faz o que quer, se intromete e critica sem censura o trabalho de todos, e com um comportamento bipolar que dizem que ela não tinha antes.

Mas o caso é que, com isso a Borg abandonou os poucos tripulantes que sempre estiveram do seu lado, começando pela capitã, que segundo parte de tripulação, a ama como filha, e segundo outra parte a ama como amante, e de acordo com outra parte a borg ingrata, roubou o homem da mãe de consideração, pois o Comandante era amante secreto da capitã!

Aquela exobióloga loira e sua filha, o piloto e o oficial sênior de operações, e o jovem geneticista que a tinha como irmã mais velha, ou até extrapolando como mãe, agora ele estava só, perdido, ele precisava de uma nova mãe...

Quando ele acordou de seus pensamentos ele estava na frente da porta do laboratório que se abriu quando o sensor detectou sua presença:

— Pela medalhinha da minha mãe! Pensou o jovem, meio oriano e meio “sabe Deus lá o que”, sem perceber ele acabou verbalizando a sua maldição particular, chamando a atenção do jovem cientista.

O borg o olhou com curiosidade,

— Posso ajudar em alguma coisa oficial?- Perguntou o geneticista ainda envolvido em seu trabalho sem olhar para Mont diretamente:

— Na verdade, se você não estiver de serviço gostaria de conversar um pouco, já jantou?