Star Trek USS NUUK 1x1 cordeiro em pele de lobo
5 Nem tudo é preto ou branco.
Notas iniciais
– Ela precisa descansar capitão – fala a Doutora interrompendo a conversa entre a capitã Kelly e sua amiga a capitã do cargueiro Sra. Cida, Kelly não costuma discutir com Dra. Segran, ela respeita o fato dela preferir o silencio, discussões filosóficas e ensaios comportamentais são muito chatos, ela não perde tempo com isso, (a não ser se for por uma boa piada), trabalhando com profissionalismo e fazendo sua parte é o que importa. Kelly se despediu de Cida e foi para o seu gabinete, lógico ela estava sabendo da serie de desaparecimentos, e a sua amiga consegui mais informações em um dia que a frota em meses de investigações. Começou a fazer o relatório, recolher as informações dos sensores, do resgate e da entrevista com a capitã Cida, achou que eram urgentes que a informação fosse passada para o comando, afinal, eles já estavam investigando os desaparecimentos, abriu o canal, e o rosto da comandante Rockenbach, apareceu mostrando um penteado perfeito um cabelo loiro, começando a ficar prata pela idade, Kelly nunca entendeu porque geralmente a maioria não tinge os cabelos brancos(ela tingia).
– Saudações capitã Montemor, como eu posso ajuda-la?
–Eu precisava saber sobre os desaparecimentos de naves neste setor, eu resgatei possíveis sobreviventes, queria seguir a investigação.
– A investigação esta sobre a responsabilidade do capitão Volkmer, ele esta a caminho da estação espacial 267, entregue as testemunhas a ele na estação, temos outra missão para você. Não posso adiantar agora, mas estarei na estação e conversaremos pessoalmente. Rockenbach desligando.
Quando Kelly fica ansiosa e precisa pensar, ela tem que se movimentar, para não fazer um furo no chão, ela mandou instalar um “1* Muk Yan Jong”, e um saco de Boxe de velocidade, tirou a jaqueta, colocou o “2* Audio Bones” sem fio por onde ela estava “lendo” os relatórios, ela não estava nem ai em abandonar a investigação, ela se ofereceu por, conveniência, o que a estava preocupando mesmo, era essa missão tão “especial” droga, ela odiava ficar na expectativa, Kelly batia no saco de pancada cada vez mais rápido, e isso ajudava a oxigenar o cérebro, o suor começou a se formar ela tirou a camisa e ficou de regata, continuou agora por diversão, quando ouviu o sinal sonoro – Entre( todos já estavam acostumados com suas exóticas manias).
– Algo esta te preocupando capitão?- pergunta Comandante A’nair, pegando um PADD que estava com plug sem fio mostrando para o capitão que faz um sinal mostra outro e ele troca, ela continua a socar por alguns minutos, como se estivesse contando o tempo, depois segura o saco parando-o e volta a pergunta:
– Não, porque pergunta? A’nair aponta o saco de pancada. – A doutora já te falou pra não abusar dos exercícios não falou?
– Maldição A’nair, primeiro oficial é um nome polido pra baba? (Uma baba de um metro e cinquenta, quase sem massa muscular, literalmente pesando a metade do peso da capitã. Patético), Eu sei dos meus limites...
– Não é isso que diz o relatório da Dra. Segran.- O J'naii fala com tanta calma que irrita o capitão, ansiosa por se livrar daquele anão ela faz um sinal para que ele se sente, ela dificilmente senta na própria cadeira ou senta na escada que leva para parte posterior do gabinete ou senta na mesa mesmo, desta vez ela senta na escada, arfando, com os joelhos afastados cotovelos apoiados neles corpo arqueado para frente, uma posição "um tanto quanto" masculina.
– Pronto parei, pega um copo d’água pra mim, por favor. — A’nair a serve e volta para cadeira.
– Capitão; posso fazer uma pergunta? — Kelly bebe a água e faz um sinal afirmativo com a cabeça, — se é sobre o que esta me preocupando, esqueça! A maldita comandante Rockenbach, "me deixou no vácuo" também.
– Não é isso é algo de natureza – ele (a) apertou os olhos virou a cadeira em direção á capitã e continuou como num cochicho– Pessoal. — Completou.
Bem um pouco de conversa fiada era refrescante, a espécie de A’nair intrigaria A capitã Kelly, se ela já não tivesse perdido sua curiosidade a muito tempo atrás enquanto corria dos romulanos, borg, cardassianos e “diabo á quatro”, ele repetiu o gesto como que para encoraja-lo a continuar.
– Eu tenho observado, sei que sua espécie é dividida em dois sexos, mas também tenho observado que só esse fato não garante o gênero do parceiro sexual; o que a senhora acha disso?
– Homofobia é uma perda de tempo, “Viva e deixe viver", é meu lema, na minha família mesmo tenho um irmão adotivo que teve uma esposa, divorciou e agora tem um marido”. Não vejo problema algum.
– Sei, mas, na minha cultura, é um tabu muito grande ser diferente, tenho um amigo que não se sente hermafrodita, ele se sente homem, mas isso é crime entre meu povo, ele não acha que é doente acha que é diferente, eles "curam" as pessoas diferentes.
– Amigo né, sei. – Kelly se lembrou dos olhares gulosos de A’nair encima de Gunnlod – Fala para seu amigo que enquanto ele for meu tripulante, ninguém toca nele, só ele não ficar dando bandeira quando ele for visitar a família, lá eu não posso protegê-lo, e não tem nada de errado em ser diferente tem meu apoio.
– Obrigado Capitão... Quero dizer, eu vou falar pro meu amigo...
–A’nair, relaxa só tem um hemafrodita a bordo. — Kelly sorriu – Mas conquistar a Gunnlod é complicado, é a Oriana mais celibatária que eu conheço, ( e quase o dobro de seu tamanha, pensou) mas boa sorte. Agora por favor, posso usar pronomes masculinos pra você, isso iria facilitar á vida de todos, eu falarei que é por pura conveniência e por ser tão compreensivo você não se sentiria ofendido.
A’nair fez um sinal afirmativo, ficou decepcionado com ele mesmo, uma mente tão brilhante para a ciência ser tão tola nos jogos de palavra do Capitão, mas ele ficou aliviado, pois sabia que Kelly sempre cumpriria suas promessas.
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