Star Trek USS NUUK 1x1 cordeiro em pele de lobo
1 Capítulo 1 "baby bife"
Notas iniciais
Universo Star Trek – USS NUUK 1
O Universo Star Trek não me pertence, assim como qualquer personagem que possa ser reconhecido, a mim pertencem os tripulantes da USS NUUK e outros originais que eu criei,e o roteiro é claro, não estou ganhando nada só estou me divertindo.
Diário Pessoal da Capitã Mª Kelly Montimor data estelar: 58970,2
A USS NUUK esta a caminho de Estação Espacial 267 para que seja efetuada uma troca de tripulantes, Estou com sorte, Alferes Khnum Montimor, meu filho mais velho, estará lá, como tantos outros ele estará mudando de atribuições, com isso vai dar tempo para um abraço. Mesmo com todos os problemas que tenho que admitir que a “tripulação baby bife” me surpreendeu, o que faltava em experiência sobrava em boa vontade, mas isso não tirava a inconveniente impressão de estar levando crianças para a guerra.
A cerca de 19 meses atrás.
Local: São Francisco sede Starfleet:
A recém-promovida Capitão Kelly Montimor, caminha para uma audiência com o Almirante Paris, ela cruza as alamedas com tranquilidade, ciente do horário e tentando se preparar para a conversa que ia ter com o almirante.
Até alguns meses atrás ela estava dando aula na academia, uma atleta nata ela só ficava tranquila quando treina forte, muita água, sem álcool(quase sempre), sem vícios ela aparentava bem menos idade do que realmente tinha se tornou capitão depois de postos de oficiais de segurança e táctico. Esses eram seus pontos fortes, o ponto fraco, não tinha muito tato, não tinha paciência e sempre acabava falando o que pensava, no meio que ela trabalha isso atrapalhava e muito.
Viúva do primeiro marido e divorciada do segundo ela tinha dois filhos, um de cada marido, o mais velho já estava na academia, meio sangue orion ele herdou da mãe o gosto pelas artes marciais e do pai um carisma invejável, a mais nova ainda uma criança de 9 anos uma celebridade mirim prodigiosa em comunicação, tinha seu próprio programa independente de entrevista e sonhava em ser uma jornalista de sucesso, a menina morava com o pai e sua tia e madrasta, dolorosamente Cléssio trocou Kelly pela irmã mais nova dela. Seus dois filhos ficaram de encontrar com ela para o almoço, que seria logo após da entrevista, Cléssio apesar de “cachorro”, sempre tratou muito bem das crianças ambos o chamam de pai.
–Capitã Kelly esta marcada, ela já esta aqui, Sr.- fala o comunicador.
O almirante Paris, coça a cabeça, ele costuma ser calmo, mas se todo o problema fosse esse... Seu gabinete, austeramente decorado, parece estar decorado para intimidar, mas pelo que ele escuta da Capitã Kelly isso não iria funcionar com ela, ele pessoalmente foi contra a sua promoção, muito venal, e insolente, acaba falando o que pensa, não se intimidando com patentes ou títulos, tem mais paciência com aliens e civis de que com seus iguais.
– Entre. – diz ele já fazendo sinal para que ela se sentasse.
– Bom dia Almirante.
– Bom dia, bebe algo?
– Água, por favor– Ele deu um sinal e sua assistente foi providenciar.
– Em que posso ajudar?- Até parece que ele não sabia- pensou ela.
– Sr. Almirante, gostaria de saber porque tive que entrevistar os recrutas, escolher os currículos, verificar os perfis de minha tripulação se no final, isso tudo ia ser ignorado? — Ela estava tentando ser cordial, mas seu sorriso era ameaçador.
O Almirante olhou para aquela mulher, que tinha acabado de ser promovida, que sabia que não era querida, e que sua posição no julgamento de seu antigo Capitão fez a reputação dela ficar pior ainda, mesmo assim ela tem a audácia de querer uma satisfação, Ele não ia dar nenhuma importância, nem dela ele gostava, ele tinha problemas piores a resolver, ele sabia que ia ser avo, mas termia não viver o bastante para ver pessoalmente o neto, só a comunicação não estava bastando mais... Quer saber, ela gosta de falar francamente, então merece a sinceridade, crua e doida:
– Os tripulantes que foram escolhidos pela senhora, foram também requisitados, por outras naves com maior importância... Estamos sofrendo de falta de mão de obra, por isso tivemos que fazer remanejamento de pessoal. – agora ele estava olhando para ela de um modo indiferente e frio.
– Isto é... é ...uma palhaçada! De quem eu tenho que puxar o saco para ter pelo menos um engenheiro decente?Desculpa, esqueci-me de pedir pra falar francamente antes... Faça-me o favor... — ela se levantou cruzou os braços, e ficou tamborilando no chão com o pé – Era só me pedir que eu fazia o RH de todos os seus amiguinhos incompetentes.
– Melhore seus modos, a senhora já devia saber falar com um superior, estamos com sérios problemas se a senhora acha que não será capaz de... — Falou com autoridade e firmeza, que geralmente impressiona, mas não aqui.
– Então é isso... Estão me sabotando? O senhor nunca foi com a minha cara!Quer saber, Vou ficar com a tripulação “Baby Bife” e vou mostrar pra todos vocês figurões como se faz... Afinal, nenhum de seus protegidos vai querer capitanear um navio nestas condições...
Na verdade isso foi maldade, mandar-la a fazer todo o trabalho de RH só para facilitar para os capitães de maior prestígio sem falar com ela antes é no mínimo humilhante – mas é no fogo que se prova o ouro. — pensou o Almirante.
Um barulho de confusão foi ficando mais próximo...
– Pare menina! Senhor a criança! – Grita a assistente quase derramando tudo, uma menina de mais ou menos oito anos aproveitou a oportunidade e entrou junto com a assistente que estava trazendo a água:
– Mãe, mãe... Desculpe-me, mas tinha que aproveitar a oportunidade– Tália entra correndo se joga nos braços da mãe que esquece completamente o almirante como se sele não estivesse ali. – Mãe é o Almirante Paris, o Pai do Tom! Posso tirar uma foto com ele?Preciso de material para meu novo programa.
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