Star Infinity

14 Ato XIV: O culpado é meu vizinho?


Notas iniciais
Opa, olha a gente aqui de novo! Meu ano letivo praticamente acabou, e eu passei! Então, agora é hora de mandar bala nos capítulos da história, sem mais delongas...

A realidade consiste do espaço e do tempo, estes não podem ser mudados. Mas a vontade humana gosta de lutar contra o inevitável. Há como alterar o destino? Anteriormente... Palavra muito utilizada nas aventuras do garoto que quer reverter a morte, poderá ele tornar seu desejo na realidade? As vontades se alinham nos diversos planos existenciais...

Mitca, ano 906

Um garoto caminhava pelas planícies, percorrendo a estrada que o levara até uma grande cidade, cidade esta muito movimentada como de costume, por ser a incrível Star City, a capital de Mitca. Com passos lentos caminhava, observando cada novo estabelecimento e construção, sentira saudade das aventuras que esta cidade lhe trouxera, enquanto o sol forte brilhava.

— Foi aqui onde tudo começou, espero que eles tenham vindo... — Dizia o garoto. — Tantos momentos, a floresta, o navio e aquela ilha. É, eu estou empolgado! — Grita levantando os punhos para o céu.

— Ziel?! É você mesmo seu pilantra! — Alguém grita enquanto se aproxima. Era um garoto ruivo. — Sou eu, o Ed! Senti saudades irmão... — Dizia Ed puxando Ziel para um abraço.

— Comigo não foi diferente, seu garoto descolado! Pera... — Diz Ziel agora reparando que havia mais alguém com eles. — Zinnia?

— Eu mesma. — Dizia Zinnia, seu visual não havia mudado em nada, ainda gótica com mechas rosas.

— Pessoal! — Dessa vez eram dois gritos simultâneos. Eram Leo e Vince que se aproximavam do trio. — Ora, ora, vejo que vocês não mudaram nada galerinha! — Diz Vince.

— Por que não vamos tomar um sorvete, pelos velhos tempos? — Diz Leo. Todos pareceram se animar com a ideia.

...

Depois de algumas horas trocando diversos tipos de conversa, um silêncio acompanhava os cinco jovens, até que Ziel se pronuncia.

— Sabe... Ano passado lutamos contra o Gabriel e vencemos, mas as coisas só complicaram mais. — Todos adotaram expressões mais sérias no rosto. — Leo. Você disse que ia interrogar o Thogun, então descobriu algo?

— Eu como sendo um guardião honorário tive o direito de questioná-lo, porém, nem sob o encantamento mais forte ele falou sobre esse tal mestre. Ele realmente não sabia! — Disse Leo, fazendo todos se surpreenderem.

— Acho que entendi, esse mestre é próximo ao Gabriel, talvez ao Mudi também... Mas Spectra e Thogun, esses parecem só bonecos. Suspeito de que foram enganados. — Diz Ed.

— As autoridades superiores dizem que Spectra também não mostrou saber desse mestre. — Diz Zinnia. Os jovens iam se preparar para sair do local, quando na frente deles surge algum tipo de ninja em um movimento muito veloz.

— Jovens guardiões, o rei Ballatore solicita suas presenças, urgentemente. — Disse o ninja, logo sumindo do mesmo modo que surgiu.

— Nunca tivemos de ver o rei antes. Algo ruim deve estar acontecendo! — Diz Ed. Nisso, todos se dirigiram pala o castelo que ficava no centro de Star City.

...

Fora dos limites da cidade, duas figuras conversavam, eram Gabriel e Mudi.

— Essa cidade... Lembro de quando morava aqui! — Diz Gabriel sorrindo, como se estive em pleno estado de nostalgia. — Bom, deixando isso de lado, será que os novos recrutas estão prontos para esses garotos?

— Creio que sim, desde o começo disse que ficassem atentos e não subestimassem crianças, elas são as piores. — Dizia Mudi com uma cara de irritado. — De qualquer jeito, dessa vez acabaremos com tudo não é mestre?

— Espero que sim... — Dizia uma outra pessoa misteriosa envolta por um capuz negro. — Lembrem-se que em hipótese alguma o garoto pode morrer, ele é o da profecia. Aquele que pode me impedir... — Disse, por fim se tornando um amontoado de névoa negra e sumindo em meio á floresta.

— Entre nossos recrutas temos alguém muito especial! — Diz Gabriel, e caindo do céu surge uma garota mascarada. — Ah, aí está você. Já sabe da sua parte do plano não é? — E viu a garota balançar a cabeça positivamente.

...

Muitos guardiões de baixo e alto nível se encontravam no grande salão real do castelo, no meio deles nossos heróis podiam ver alguns rostos conhecidos, como Abraham e Black. Haviam alguns murmúrios, que logo se calaram por conta da nova presença que entrara no salão, o rei.

— Saudações meu queridos guardiões! — Falou o rei Ballatore. — Como bem sabem, ano passado houve um ataque bem no meio do torneio de Star City. Temo que os ataques voltaram a ocorrer... ontem, minha filha, a princesa, foi sequestrada. De acordo com alguns guardas nocauteados, era uma mulher mascarada. Encontrem-na, por favor! — O rei já estava derramando lágrimas.

— Os suspeitos são os indivíduos de ano passado, pode ser que eles tenham uma organização. — Quem chega ao local agora é Jonny. — Eu estarei no comando dessa missão, então dividirei os grupos de busca. — Depois de separar quase todos, faltavam nossos heróis serem agrupados. — Vocês cinco, irão comigo. Estão prontos guardiões? Vão! — Todos saíram correndo do castelo, e logo em seguida se espalhando pelas quatro direções do país.

Na saída da cidade...

— Vamos por aqui, temos muitos locais para procurar, florestas, desertos, montanhas... — Dizia Jonny enquanto ia na frente do grupo.

—Senhor Capitão. — Diz Leo, sendo respeitoso. — Eu posso usar alguma magia de rastreamento. — Jonny acenou positivamente. — Lá vai! — Leo lança no ar uma esfera de mana, que parecia ter vontade própria, esta saiu voando á frente deles. — Quando ela encontrar algo, virá até nós. — E assim, os guardiões continuaram a andar pelos territórios diversificados de Mitca, seguindo uma linha reta, enquanto conversavam.

— E por fim, você pode ser chamado para alguma eventual guerra que possa acontecer. É aí que você pode subir de posição mais rápido, afinal, quem não respeita um herói de guerra? — Dizia Jonny, o céu já estava alaranjado, por conta do pôr do sol.

— Guerra? Mas os países não tem um acordo de paz? — Pergunta Ziel.

— Acordos podem ser facilmente rompidos, em minhas viagens já vi muita coisa, sabe... é difícil manter acordos. Por isso, pode ser que um dia alguma outra nação venha nos atacar. — Explicava Jonny. Leo estremece e começa a tossir.

— ... Minha esfera de observação foi destruída, bem ali, naquela floresta.

— Não podemos perder tempo, aquela floresta termina no deserto, e o deserto... no mar. — Diz Jonny correndo, sendo seguido por todos.

— Então a invasora pode ser de outro país?! Caramba, estou com a sensação de que as coisas vão ficar feias... — Diz Ed, enquanto todos continuaram correndo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.