Star Infinity
3 Ato III: O desejo dele
Notas iniciais
Anteriormente...
Enquanto caminhavam por uma trilha na floresta, Ed se lembra de algo.
— Ei Ziel, antes do sapo aparecer você ia dizer o seu desejo para a estrela. Afinal, qual é?
— Tudo que eu mais quero é reencontar uma pessoa, ela me salvou e depois nunca mais vi ela de novo... Eu só quero estar novamente ao lado dela...
— Mas não é só procurar por essa pessoa?— Ed fez tudo parecer muito mais simples do que perseguir uma lenda.
—... Ela morreu...
Agora...
A expressão de Ed mudou completamente, em um estado de pura perplexidade, este pergunta:
— Espera cara, como assim... Morreu?
— É uma história dos meus tempos de criança, uma época feliz da minha vida. Bom, eu posso contar, eu não tenho nada á esconder mesmo... Quer ouvir?
— Se você não se incomodar...
— Lá vai!
FLASH BACK
Era um dia ensolarado nas planícies próximas á Star City, a natureza seguia seu rumo e tudo corria de acordo com a habitual paz do país de Mitca. Duas crianças corriam pelos campos, com mochilas nas costas, ambos riam bastante com maçãs nas mãos. O garoto diz:
— Hahahahaha, olha só Mari, temos tantas maçãs! — Este garoto era Ziel, bem mais jovem do que conhecemos. Neste momento a garota sorri e começa a dizer.
— Sim, mas tem certeza disso? Nós roubamos elas do moço lá de Star City! — Dizia a garota com um semblante preocupado. Ela tinha cabelos azulados em um tom claro, longos e olhos também azuis.
— Está tudo bem! Se ele quiser elas de volta vai ter que passar por cima de mim! — Dizia ele, fazendo poses como se fosse uma pessoa muito forte, fazendo Mari rir. — Além do mais, você não tem como comprar comida não é? Eu vou sempre te ajudar!
— Obrigada Ziel! Você é muito importante pra mim. — Disse, dando um abraço no garoto, que instantaneamente ficou corado e surpreso.
— Não há de que, você é minha amiga, né? — Assim os dois voltaram a correr pelos campos. Depois se sentaram embaixo de uma árvore, Mari começa a comer as maçãs, tudo parecia correr bem, até que um tremor é sentido no chão, bem próximo á eles surge um buraco no chão e de lá sai uma criatura que parecia uma grande topeira. Esta por sua vez agarrou Mari pela cintura e puxou pra baixo da terra. — Não pode ser! Mari!!! — Após o grito, Ziel pula dentro do buraco e começa á seguir os gritos de sua amiga.
Depois de alguns minutos ele chega em um local estranho e assustador, cheio de esqueletos de criança, e com um fedor horrível. Lá ele encontra Mari amarrada á uma rocha meio cilíndrica, quanto mais ele se aproximava mais ela fazia sinais para que não chegasse mais perto, todos ignorados por ele. Quando ele se aproxima o suficiente, é pego pela topeira que o emboscava por trás, que logo o amarrou também.
— O que você quer sua topeira boboca?! — Grita Ziel.
— Eu sou um devorador de crianças, ninguém sabe sobre mim por que eu sou muito esperto. Eu só devoro órfãos, assim ninguém nem percebe ou não se importa com isso, estou de olho nessa criança órfã a dias. Já você, não é órfão, mas vou ter que te comer também, se não você vai abrir a boca! Eu vou me preparar para devorar vocês daqui a pouquinho... — E assim, a criatura sai pela entrada da frente do esconderijo.
— Ei Ziel, eu estava com minha faca quando ele me amarrou, eu já cortei minhas cordas, agora vou soltar você e vamos sair daqui! — Dito isso, ela começa a cortar as cordas que prendiam o garoto. Depois de soltos, percebem que atrás de si haviam muitos outros túneis. — Vamos fugir daqui! — Antes mesmo de darem um passo, ouve-se a voz do monstro.
—Tentando fugir ein? Eu vou pegar vocês e vou comê-las vivas! — A topeira começa a correr atrás deles, visto que não podiam ir pela frente entraram em um túnel qualquer que estava atrás deles, o outro ser persegue-os freneticamente, se aproximando cada vez mais, a luz no fim do túnel já podia ser vista. Eles saíram ao lado de uma cachoeira e logo em seguida a topeira também. — Agora já era, vão morrer de qualquer jeito, então por que não entram aqui na minha boquinha? — Ela avança.
— Pelo menos um de nós não morrerá! — Dizendo isso, Mari empurra Ziel para a cachoeira. — Não se preocupe, eu conheço bem essa cachoeira, fuja! E ziel, obridaga por tudo! — A correnteza era forte demais para ele lutar contra, logo começa a ser arrastado.
— Mari! Não! — E assim ele cai cachoeira abaixo, mas antes ele pode ver ela sendo pega pela topeira e não para por aí...
... ... ...
FIM DO FLASH BACK
— Nós já éramos amigos há um bom tempo, mas isso aconteceu...
— Olha, meus pêsames, eu realmente não sei o que dizer... — Diz Ed.
— Tudo bem, sabe por que? Um dia eu perguntei para o meu pai se eu podia ver ela novamente... Ele é demais, um grande homem! Ele me disse “Você pode ver ela novamente!”, e foi aí que ele me contou sobre a Estrela Infinita. — Ziel começa á chorar e continua. — Naquele momento, meu coração se encheu de esperança, e foi nesse momento que comecei a perseguir meu sonho.
— Eu nunca conheci alguém como você antes, com um passado de verdade... Quer saber, vamos ser amigos! O que acha, amigos de verdade? — Ziel deu um pequeno sorriso, entre lágrimas, acenando positivamente com a cabeça. — Sabe, meu objetivo era ficar forte, mas agora... Eu quero ficar forte para te ajudar!
Assim, os dois apertam as mãos e seguem os outros pela trilha que os levava ás profundezas escuras da floresta, até que chegam em uma praia. Orchide se manifesta.
— Esta é a Baía do Tritão. E é aqui que o próximo teste se inicia, estejam prontos para embarcar!
— Embarcar aonde? — Pergunta Leo. Depois de sua pergunta um navio enorme emerge do mar, causando uma grande onda, molhando todos que lá estavam. Um homem pode ser visto na proa do navio, com um sorriso ele diz.
— Neste navio! E eu sou Baldur, um guardião, bem-vindos ao meu desafio!
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