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1 | Capítulo 1 - Bad Day |
Notas iniciais
Boa leitura!
Todas as pessoas têm um dia bom e um dia ruim, eu estava no dia ruim, ou talvez ele fosse bom e algumas pessoas achassem que estava sendo ruim, mas... depende do ponto de vista, quando você entra em um combate corporal contra seis agentes inimigos, e eles tentam te matar, mas você consegue dar a volta e prender quatro deles, mas sai machucada, é considerado um dia bom ou ruim?
—Mas o que raios aconteceu com você? – Bobbi questionou entrando no lugar.
—Nada de mais, eu estou bem, mas esses robôs não entenderam. – respondi revirando os olhos.
Eu estava na ala médica da base, sendo obrigada a passar por todos os procedimentos que o protocolo mandava, e as enfermeiras eram tão profissionais e quietas, que mais pareciam robôs. E céus, eu odiava robôs.
—Duas costelas trincadas, pulso direito luxado, diversos hematomas, corte supercílio esquerdo, – a enfermeira loira que limpava o meu supercílio relatou para a agente. —Tentaram matar ela enquanto ela fazia missão de reconhecimento.
Quando a enfermeira terminou de falar, eu sinceramente desejei que ela fosse muda, já que a reação de Bobbi não fora a melhor, que me encarava como se eu fosse uma criança que acabara de quebrar a taça de casamento da mamãe.
—Mas não mataram e é o que importa, – proferi revirando os olhos. —mas sugiro que me soltem antes que hoje realmente tenha alguma morte por aqui. – finalizei em um tom um tanto que ameaçador.
O bom de ter a fama que eu tinha, era que bastava uma ameaça minha e as enfermeiras já ficavam com certo medo, sinceramente eu as vezes gostava da fama que eu tinha. Desci da maca e coloquei minhas armas em meu coldre.
—Vai descansar. – Bobbi pediu vindo ao meu encalço.
—Não tenho tempo para isso, preciso falar com a Hill. – falei seguindo para a minha sala.
—Andy! – Bobbi exclamou preocupada.
Eu por minha vez, apenas continuei meu caminho e acenei para ela, sem olhas para trás.
—Falar com a Hill, Morse, falar com a Hill. – repeti em tom que ela escutasse e virei o corredor.
Não demorou muito para que eu chegasse em minha sala, mexi em meu computador, me conectando com a sala de reuniões da base da shield em Nova Iorque. Quando minha chamada por vídeo foi atendida, pude ver Victoria Hand, Phil Coulson, Jasper Sitwell, John Garrett e Felix Blake sentados em suas cadeiras na sala de conferência.
—Sempre admirei a extensão da sua resistência, só não entendo como você consegue ficar em pé depois de tantas fraturas. – a voz de Coulson é a primeira a soar, me fazendo dar um sorriso e um leve aceno de cabeça para o mais velho.
—Agente Coulson, quanto tempo, não? – saudei-o, não tínhamos contato há uns bons meses.
—Você deveria descansar. – Garrett se pronunciou me fazendo revirar os olhos.
—Pessoas como eu nunca descansam, meus caros senhores, mas agradeço a preocupação, podemos começar? – falei em tom calmo.
Hill logo adentrou na sala, com seu habitual uniforme da shield, aquele macacão que confesso sentir falta de usar. Ela me cumprimentou com um aceno de cabeça e logo inciou a reunião.
—Agente Garrett, seu pessoal já conseguiu alguma informação sobre o alvo? – a mulher questionou enquanto eu ajeitava a câmera do meu computador.
Foi então que o agente me encarou como se estivesse curioso e isso atraiu a atenção de todos. Digamos que eu havia interceptado a missão para mim e todos entenderam que o motivo das minhas fraturas.
—Lawson... – Hill pede ao entender o acontecido.
—O nome do alvo Nikolai Samovar, chefe de gabinete do presidente de Sokovia, temos informações que nos levam a acreditar que ele esteja envolvido em um possível golpe de Estado, sabemos que ele veio a Londres para uma reunião com um engenheiro alemão que tenho motivos para acreditar ser Helmut Zemo, visto que seis de seus seguranças tentaram me matar, creio estar bem perto de descobrir se Zemo está envolvido mesmo ou não. – expliquei em tom calmo enquanto meu olhar passeava por cada um deles. —Samovar sempre anda com quatro seguranças visíveis e três disfarçados, contando com a esposa, ela não é bem a esposa e sim sua segurança mais fiel, todos discretamente armados e fortemente treinados, vale lembrar que os seguranças disfarçados trocam de turno direto, então pode ser qualquer um e se não souber identificar qualquer agente pode ser pego, estou enviando um relatório mais detalhado, dos seis que me atacaram, – falava enquanto enviava alguns arquivos para Hill. —consegui apagar cinco e os mesmos cinco estão sob minha custódia aqui na base, a agente Morse está interrogando um deles nesse momento, para descobrirmos mais sobre Samovar e Zemo.
Claro que, para saber o que eu sabia, eu tive certas consequências, mas se isso fosse impedir um golpe de Estado, eu aceitava todas as consequências.
—Ótimo trabalho, Lawson, mas não roube mais as missões alheias, ou o diretor Fury a colocará atrás da mesa por um bom tempo. – Hill proferiu séria, me fazendo assentir em concordância, mesmo que me sentindo contrariada. —Vou mandar o Barton com alguns agentes para ajudar nessa missão.
—Manda o Garrett, – falei de imediato, vendo Hill arquear a sobrancelha. —eu roubei a missão dele, foi injusto e eu quero me redimir, fora que ele se preparou para essa missão. – expliquei em tom calmo.
—Está bem, Garrett e Hand, a missão é de vocês, reúnam uma equipe. – Hill ordenou aos dois que assentiram em concordância. —Dispensados.
Os agentes então se retiraram da sala, Hill ainda me encarava com sua cara de quem suspeitava de algo.
—O que? – questiono arqueando a sobrancelha.
—Você nunca se redime por algo. – ela proferiu acusadora.
—Maria, assim você me ofende profundamente. – falo levando a mão até meu peito em demonstração de tristeza.
—Andy, porque você está evitando o Barton? – ela questionou curiosa.
—Não estou evitando o Barton, é impressão sua. – respondi desconversando. —Enfim, preciso ir agora, assim como você, tenho uma organização para cuidar.
Antes que ela pudesse retrucar, eu desliguei a chamada de vídeo e me recostei em minha cadeira, suspirando pesado e fazendo uma careta ao sentir minhas costelas doerem.
—Maldição! – praguejei levando minha mão até o lugar onde doía.
Não fiquei reclamando muito, logo tratei de voltar ao trabalho, me levantei de minha cadeira e fui para a central de monitoramento, precisava pesquisar mais sobre Helmut Zemo, esse cara não me cheirava bem, o pai dele havia sido um barão nazista que trabalhou com a Hidra, o que quer dizer que eu ficaria em dobro de olho naquele homem.
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