Notas iniciais
Gente... Demorei horrores para atualizar aqui de novo, mas... Minha beta estava com alguns probleminhas e só conseguiu se estabilizar agora!
Vamos voltar ao normal agora /
Boa leitura!

Capitulo II

-Ah querida... – Renée lamentou alegremente. — Veja como estas mais corada! – afagou-lhe as bochechas e alisou-lhes os cabelos distraidamente. — Eu não lhe disse, Charlie meu marido? Ela só precisava dar uma volta na cidade...

-Ela me parece cansada e abatida. — ele respondeu severo, dispersando o ar de felicidade que Bella tinha conseguido naquela tarde.

-Eu me sinto assim. — admitiu Bella envergonhada. O pai a olhou sugestivamente. — Eu não estou doente! — exclamou aborrecida.

-Charlie, meu querido esposo, veja como nossa filha voltou mais exuberante desse passeio! Com certeza nossa filha voltou muito melhor do que quando saiu, ela estava tão tristonha.

-Seria mais prudente se eu chamasse um médico. — Charlie disse para si mesmo, ignorando o comentário da esposa. Bella levantou-se abruptamente, incapaz de agüentar novamente as afrontas de seu pai.

-Não estou doente! — braniu nervosa. -Mas vou ficar se continuar trancada nessa casa! — e saiu correndo, mesmo quando os pais tentaram evitar sua fuga. Colidiu com sua acompanhante na porta dos fundos. — Não se atreva a me seguir, Carmen! — esbravejou por cima do ombro. Odiava andar lentamente, mas amava correr, e por isso apesar de estar em uma fuga deleitou-se com o vento em sua face e seus cabelos, e com o sentimento de liberdade que aquela simples corrida lhe oferecia. Segurou o grande vestido, livrando-se de embaralhar os pés e cair pesadamente entre os campos de trigo que batiam em sua cintura. Correu, correu, correu... Correu ate sentir o suor se formar em sua testa e tornar-se difícil de respirar por causa do espartilho. Quando se deu conta, já não estava entre os campos de trigo, mas sim subindo um pequeno pico, onde no topo, um grande e velho carvalho lhe prometia sombra e vento fresco.

Subiu devagar, querendo desfalecer ali mesmo debaixo do sol impiedoso. Bella chegou ao pico e foi protegida dos raios solares pelo carvalho imponente. Recostou-se na arvore e tratou de acalmar a respiração ofegante. Bella desejou não estar com o espartilho e assim poder respirar normalmente.

Minutos mais tarde, já havia se recuperado. Olhou ao redor, se situando. Viu os campos de trigo morrer no horizonte e um pedaço da sua casa, abrindo-se solene entre a paisagem verde esbranquiçada. Cansada demais para ficar em pé, aconchegou-se numa das raízes da arvore e apoiou os cotovelos nos joelhos, o queixo nas mãos e fez um biquinho quando sentiu as lagrimas queimar-lhe nos olhos.

-Não estou doente. — sussurrou e debrulhou-se em lagrimas. Era um choro sofrido, que não se permitia fazer na frente de ninguém. Ali, podia por toda a sua magoa para fora. Ninguém lhe faria perguntas nem daria broncas. Sentia falta da preocupação do irmão.

Edward praguejou e se amaldiçoou mil vezes por ter tido a maldita idéia de sair cavalgando por terras que não conhecia. Não deu em outra: se perdeu, saiu da estrada e agora vagava sem rumo, torcendo para ser encontrado por uma alma caridosa.

Bufou e diminuindo a cavalgada para um trote, assim como fizera outras vezes. O sol pareceu aquecer-se mais acima dele, puxou o colarinho da camisa para o lado e praguejou novamente. Nunca sentira tanta falta das nuvens de Chicago.

Mais a frente, viu um carvalho e decidiu que poderia esperar o sol fraquejar para voltar a se sentar no lombo do cavalo. A grama abafava os cascos do animal, por isso a garota não ouviu sua aproximação.

-Com licença. — disse tentando não assustá-la. Foi em vão, a garota se sobressaltou e levantou-se num pulo. – Me perdoe senhorita, não pretendia assustá-la!

Bella fitou o rapaz de cabelos bagunçados e olhos verdes folha. Não conseguiu achar sua voz. Agora via o quão imprudente fora ao sair correndo. Mordeu o lábio inferior com medo, afinal, ele tinha uma vantagem sobre ela: o cavalo. Não adiantaria correr!

-Me desculpe. — Edward brandiu de novo ao ver o medo naquele rosto delicado. – A senhorita saberia me dizer para que lado fica a estrada? Sou novo na cidade e estou perdido!

-Não devo falar com estranhos. — Bella finalmente encontrara sua voz, mas estava demasiada baixa. Seu coração ainda batia forte contra as costelas.

-Ajudar-me-ia se lhe dissesse meu nome? — perguntou. Ela deu de ombros, sem voz novamente. — É Cullen.

-Não mintas. — protestou Bella, ofendendo-se — Encontrei-me com o senhor Cullen mais cedo e posso lhe dizer que não era o senhor! — andou ate o limite da sombra do carvalho.

"Donzelas simpáticas" dissera o pai, mas aquela ali não tinha nada de simpática, mas não a culpava. Quase a fez desmaiar de medo. Afastou-se um pouco, não querendo que ela saísse correndo e gritando.

-A senhorita deve ter visto meu pai. — disse a ela. — Eu sou Edward Cullen. — frisou o próprio sobrenome, deixando Bella desconsertada.

-Mil perdões. — Bella se desculpou, sentindo-se estúpida.

-Tudo bem, acho que mereço. — aproximou-se lentamente da sombra e da garota, que não recuou. — Sabe me dizer para que lado fica a estrada, senhorita?

-Só lhe digo sob duas conduções. — propôs sentindo-se esperta.

-Quais são elas? — Edward perguntou desmontando de seu cavalo e segurando as rédeas com firmeza.

-O senhor poderia me dar uma carona ate minha casa? — pediu retorcendo as mãos atrás das costas. Ele ponderou, com o rosto pensativo.

-E... — coçou a cabeça, sentindo os cabelos aquecidos pelo sol infernal. — Onde moras?

-Lá... — e apontou para o pedaço de sua casa que a paisagem deixava aparecer. -E então lhe mostrarei a estrada.

-Muito bem. — Edward voltou a subir no cavalo. Pela altura do sol, devia ser quatro horas da tarde e os dois deveriam estar em casa antes do anoitecer. Estendeu a mão. — Por favor, senhorita.

Bella segurou o vestido e aproximou-se do rapaz e seu corcel negro. De perto parecia mais alto do que imaginara. Sentiu medo outra vez, mas ainda era melhor do que ir andando! Pôs sua mão sobre a dele e esperou pela ajuda.

Mesmo não parecendo, Edward era um rapaz forte. A puxou para cima, aconchegando-a em sua frente, com as pernas somente de um lado. A aproximação deixou Bella desconcertada. Ele segurou as rédeas com os braços ao redor dela e cutucou o cavalo de mansinho, fazendo-o andar lentamente.

-Não é por nada... — ela comentou. — Mas pretende me fazer chegar hoje em casa?

-A senhorita pediu... — murmurou cutucando o cavalo de novo, que acabou aumentando a velocidade, correndo. O vento batendo no rosto e fazendo seus cabelos rolar ao vento... Bella viu que aquilo era bem melhor que correr! — Estou indo pelo caminho certo?

-Sim. — ela respondeu. — Mas agora, vá para lá... — apontou para a esquerda. Virou o cavalo na direção indicada. Cavalgaram por mais alguns minutos, ate chegarem numa estrada de chão empoeirada. Edward parou, sem saber para que lado seguir. — Esta querendo voltar para a cidade, certo senhor Cullen?

-É claro, senhorita. — confirmou olhando para os dois lados.

-A minha casa está para cá... — apontou para o lado direito da estrada. Edward, querendo pôr seu cavalheirismo em prática, virou o corcel negro para o mesmo lado. — NÃO! — Bella gritou apavorada, assustando o rapaz de olhos verdes.

-O que!? — apavorou-se sem motivos.

-Eu vou andando agora, não se preocupe senhor. — ela disse gentilmente e fez menção de descer do animal, só para ganhar ajuda outra vez. Edward a pegou pelo braço, deixando-a pousar graciosamente no chão. — Obrigada, senhor. — agradeceu fazendo uma pequena referencia e deu-lhe as costas, começando seu trajeto para casa.

-Senhorita? — Edward a chamou, não entendo uma coisa. Bella se virou ponto a mão sobre as sobrancelhas, protegendo os olhos do sol.

-Sim?

-A senhorita disse sob duas condições... — o cavalo se remexeu impaciente. — Disse uma delas. Qual é a outra?

-Ah! — exclamou surpresa. — Verdade, havia me esquecido... — resmungou consigo mesma. — Não conte a ninguém sobre a carona, por favor.

-Por que? — Edward sempre fora um rapaz curioso e não conseguiu se refrear naquele momento. A garota estreitou os olhos, pressionando os lábios.

-Meu pai não é um homem muito tolerante e... — hesitou mudando o peso do corpo de perna. — Ele te mataria.

Edward riu.

-Pensei ter ouvido que seu pai me mataria. — bagunçou os cabelos, achando graça na situação. Bella riu também.

-Foi o que eu disse. — confirmou. — Obrigada de novo, senhor Cullen. — e novamente deu-lhe as costas e recomeçou a andar. Ele ficou serio de repente, entendendo o que ela quis dizer. Cabreiro, cavalgou pelo caminho oposto ao dela, feliz por estar novamente na estrada poeirenta. Não teve tempo para lamentar o sol. Cutucou com os calcanhares a barriga do corcel e o mesmo, disparou num galope acelerado, levantando poeira.

Bella o observou se afastar rapidamente. Reuniu coragem e voltou a andar. Sua casa estava a 100 metros de distancia, talvez um pouco mais. Resolveu correr outra vez, portanto levantou o vestido e realizou seu pequeno desejo.

Só não esperava encontrar a ira de seu pai quando atravessou a porta de sua casa.

N/B: Ah.... eles se conheceram!!! hehehe... Será que eles vao comecar a se encontrar embaixo desse carvalho?? Sera que o carvalho vai se tornar um personagem dessa fic?? hehehe... Façam suas apostas e comentem!! Bjus e até o proximo

Notas finais
E aí, estou perdoada!?