Stand By Me
3 Talk talk
Notas iniciais
Saímos do banheiro e vi Damon me olhando. Fazia tempo que eu não conversava com ele...
– Car, vai indo, já vou, ok? – ela me olhou meio feio, mas assentiu. Damon era um dos poucos garotos que falavam comigo sem dar em cima de mim. Se não o único. Sentei ao seu lado e lhe deu um beijo na bochecha.
– Olá! – falei animada. Ele me olhou com um sorriso contido.
– Oi Lena! Quanto tempo que você não vem falar comigo... – disse ajeitando o óculos.
– Oras, quando eu não vou falar com você, você pode muito bem vir falar comigo! Porque sempre eu tenho que puxar conversa? – perguntei sorridente.
– Não quero lhe atrapalhar. Sua namorada não gosta muito de mim e faz questão de deixar bem claro. Tenho medo que ela me ponha para correr á unhadas. – deu uma risadinha. – Ela é muito ciumenta e possesiva.
– Você não sabe o quanto! – gargalhei. – Mas eu sei doma-la. – falei.
– É. Eu... vi vocês entrando no banheiro. E pelo visto ouvi você a domando também. Ela é meio... escandalosa. – disse baixo. Fiquei vermelha na mesma hora.
– Acha... que alguém mais ouviu?
– Não, não se preocupe. Todos estão longe. Apenas eu estava por perto. – o olhei e ele estava muito vermelho, parecia constrangido com o assunto. Será que era...
– Dam, posso te fazer uma pergunta?
– Uma você já fez, — sorriu. – mas lhe deixo fazer outra. Diga. – falou pegando a garrafinha de agua e colocando na boca.
– Você é virgem? – de repente ele se engasgou e derrubou a garrafa de agua no próprio colo e começou a tossir muito. Levantei desesperada e lhe dei tapas nas costas até que parasse e ele pudesse respirar fundo.
– Isso lá é pergunta que se faça! – resmungou. Ri dele. – Mas sim eu sou. -Falou.
– Você é gay? – perguntei, ele me olhou com os lindos olhos azuis arregalados.
– Não é porque sou tímido o bastante para não chegar numa garota que sou gay Elena, pelo amor de Deus!
– Ok, ok, desculpe. Mas você é um homem bonito. Não entendo como ainda é virgem. – falei dando de ombros. Ele me olhou e perguntou:
–Me acha... bonito?
– Sim.
– Acho que você usa drogas. – negou com a cabeça. – Não acredito que terei que mandar internar a única pessoa da escola que fala comigo. – lhe dei um tapa no ombro.
– Bobo. – ele olhou para o próprio colo e percebeu o estrago que a agua havia feito em sua calça bege.
– Droga. Agora os caras do futebol vão me trucidar falando que me mijei. Excelente. – falou irritado. – foi correndo até o banheiro e fui atrás, afinal eu que havia feito ele se derramar agua. Ele tremia, parecia com medo do que falariam á ele. – Droga! Mil vezes droga! – a mancha estava bem no meio de suas pernas realmente.
– Deixa que eu te ajudo, isso foi culpa minha. – ele parou me olhando e uma das toalhas do time, logo me ajoelhando em sua frente e colando a tentar secar a mancha. Persistente eu esfreguei com força e percebi que Damon se encolheu.
– Elena... – me advertiu. Olhei para cima e Dam segurava a barra da pia com força e tinha os olhos fechados.
– O que... – então eu percebi o que fazia. Merda! Aquilo era constrangedor. Logo olhei para o ponto onde antes eu esfregava e era exatamente onde? Em seu pênis. Maravilha.
Me afastei um pouco e engoli em seco ao perceber que sua genitália começava a dar sinais de vida.
– Desculpe! – falei apressada. – Vou... vou voltar para o treino. Tchau Dam, boa sorte com.. isso,
–.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Depois do episodio com Damon a manha e o pedaço da tarde passaram rapidamente. Logo Car e eu estávamos em minha casa sentadas no sofá. Car parecia agitada.
– Algo errado loirinha? – perguntei acariciando seus cabelos.
– Lena... – ela se levantou e ando deu um lado para o outro logo parando. – Aquele fim de semana que fui com meu pai para Los Angeles, bem... tinha uma audição por lá, e ele me convenceu a fazer. – disse. Logo me ajeitei no sofá.
– Porque não me contou antes?
– Achei que não daria em nada. – disse nervosa.
– E...
– Me chamaram para ser uma das personagens principais de uma serie. – a olhei impressionada. Esse sempre fora seu sonho.
– Meu Deus, Car! Isso é... muito bom! Vão filmar uma serie aqui em Fells Church? – perguntei animada. Ela revirou os olhos.
– Claro que não né Elena. Vão gravar a serie em Vancouver. – disse como se fosse obvio.
– O que? Obvio que você não aceitou...
– Claro que aceitei né Lena, não sou burra! – cruzou os braços e fez bico. Levantei na mesma hora.
– Caroline não foi isso que a gente combinou! Nós vamos nos formar aqui e depois vamos para New York, onde eu estudarei em Columbia e você em Julliard. Foi isso que combinamos Car! – gritei.
–Mas agora esta descombinado! – falou irritada.
– Não é assim! Você vai ter outras boas oportunidades... – tentei argumentar.
– Não Lena! Eu já decidi. Eu vou. E não vamos manter um relacionamento á distancia. – ditou.
– Pera ai, se você já decidiu, então oque estamos fazendo aqui? Você está apenas me comunicando que está terminando comigo?! – perguntei indignada.
– Que bom que entendeu. Adeus Lena. – disse me dando um beijo no rosto e saindo. Me deixando estática e... perdida.
Fale com o autor