Stand By Me
3 O maior orador do mundo é o sucesso
Notas iniciais
Bem, acredito que ainda não expliquei o motivo do título da história ser "Stand by me" (Fique comigo), essa frase,bem como seu significado será o grande "combustível" de toda a narrativa.
Boa leitura :)
Dia seguinte –
- Dan tente não quebrar nada na casa da sua avó e não fique brigando com a sua irmã– aconselhou Fernanda – Tchau meus amores, divirtam-se – abraçou os dois vendo-os sair pela cozinha
- Mãe, eu quero ir com você – voltou Liv fazendo manha
- Não pode ir comigo Liv, mas você vai pra casa da vovó...vai ser legal – disse Fernanda acariciando a bochecha da filha.
Olivia tinha 4 anos, a garota parecia uma boneca de porcelana, tinha os olhos escuros e cabelos escuros contrastando com sua pele alva. Da mesma forma que Dan era parecido com Jared, Liv era parecida com ela. Possuía um jeito meigo e sonhador, também era um pouco medrosa exatamente como a mãe.
- É melhor se apressar, seu pai já está esperando no carro – disse por fim
- Tá bom – disse um tanto decepcionada – Te amo mãe! – falou abraçando Fernanda
- Também te amo – disse
Universidade da California -
“ Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”
Aplausos
A cerimônia foi emocionante, Fernanda estava orgulhosa em ver sua amiga finalmente se formar. Tirou várias fotos daquele momento inesquecível. Após o término da cerimônia foi de encontro à amiga.
- Parabéns Claire! Estou tão feliz por você! – falou Fernanda abraçando a amiga
- Pois é, finalmente consegui me formar! — exclamava transparecendo toda a felicidade que estava sentindo
- ...e com honras, foi até a oradora da turma – elogiou Fernanda
- Olá doutora Dickens – falou Edward aproximando-se com Erica, a filha do casal
- Cadê meu bebê? – dizia Claire pegando a filha nos braços
- Oi Fernanda, como está? – cumprimentou Edward, sempre com seu jeito gentil e educado
- Estou ótima e você?
- Muito bem...tirando o fato de não conseguir dormir por conta dessa garotinha – falou enquanto apontava para Erica
- O Ed tem sido incrível...nos últimos meses ficou cuidando da Erica para que eu pudesse estudar para as provas – disse sorridente
- O esforço valeu a pena...agora você está formada – disse orgulhoso
- E com direito a um consultório novinho em folha – anunciou Claire
- Sério?! Que ótimo Claire! – exclamou Fernanda entusiasmada
- O que acha de irmos até minha casa pra conversarmos mais? – convidou
- Hoje não vai dar, estou sem empregada, tenho que fazer o jantar...só vim aqui pra te ver formada – disse – Mas amanhã eu passo na sua casa
- Estarei esperando – disse enquanto dava um abraço, um tanto desajeitado, na amiga por estar com o bebê em seus braços
- Tchau Claire, Edward. Nos vemos depois – acenou enquanto se dirigia ao estacionamento do local
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