Stammi Vicino
1 Capítulo 1 - Always stay by my side...
Notas iniciais
Depois de 10 anos sem escrever yaoi, Yuri!!! on Ice me tornou um máquina de escrever esse gênero de novo, então escrevi duas em uma semana. Não tenho do que reclamar, porque cada história tem pelo menos um fantasma do passado exorcizado, então vou tocar o barco. Eu pensei seriamente em publicar ou não essa história, mas recebi incentivo de amigos para que sim, então vou deixar ela aqui. [Agradeço aos betas que além de tudo, me ajudaram e me apoiaram! ♥]
Eu parti de alguns pressupostos, inclusive o de que não haveria segunda temporada, mas isso não é pra agora. O que é pra agora é: eu escrevi essa fic antes de ver o episódio 12, então eu tinha algumas coisas em mente antes de ver o que se desenrolou do finale. Por favor, peguem leve. Esses são só os meus delírios pro que seria o episódio 12 na minha cabeça, então de boas, ok? Ok.
A meta era que fosse uma oneshot, mas achei 19 páginas demais pra uma... Mas só dividi em 2 capítulos, devo estar lançando o 2 em uns 4 ou 5 dias no mais tardar. Há quem diga que deveria ser 3, mas... Dois tá bom, né? [Sim, a fic tá pronta. Eu terminei ela antes de assistir o episódio 12.]
Boa leitura. E obrigada por escolher esta singela fic para passar seu precioso tempo. ♥
Capítulo 1 — Always stay by my side...
Depois do cansativo primeiro dia da final do Grand Prix, tudo o que Viktor Nikiforov queria era um jantar gostoso, um banho relaxante e passar tempo com Yuri Katsuki, seu atleta e também noivo. Era estranho não estar na final como o atleta profissional que foi por mais de uma década, mas certamente achava igualmente satisfatória a posição de técnico, especialmente ser técnico de Yuri, que sempre o surpreendia.
Já jantara com o noivo-atleta e tomara seu banho, sem o amante, infelizmente. Não foi por falta de insistência. Yuri estava estranho desde que acabou sua apresentação. Na verdade, até antes dela, mas achava que era coisa da sua cabeça. Não era e isso se refletiu na quase total ausência da habitual eroticidade do seu programa curto. Estava tudo errado naquele dia. Mas como lidar com isso?
"Parece que a professora Minako foi ao bar beber com o Celestino." Yuri disse, mexendo casualmente no celular.
Yuri Katsuki viu o suficiente no dia para ter certeza de que estava certo do que faria. Apenas precisava de forças e do momento certo para executar. Faria o que Viktor precisava e o que não conseguia fazer por si mesmo.
"Uh, é melhor nem chegar perto." Viktor riu, despreocupado. "A propósito, Yuri... Sobre o que você queria conversar comigo?"
"Ah..." Yuri começou, tenso.
Chegou a hora. Faria o que era preciso e Viktor seria feliz.
"Depois da final, vamos acabar com isso." Yuri disse, preciso como o corte da espada de um samurai.
Viktor entrou em choque. Não era como se não esperasse por aquilo, mas achava sinceramente que se ele se fingisse de morto, nada aconteceria. Sentiu o sangue se esvair, como se tivesse morrido.
"Como assim com 'isso'?" Viktor perguntou.
"Isso tudo." Yuri respondeu. E depois sussurrou. "Nós."
Viktor soltou um barulho engasgado. Queria dizer algo, mas não conseguia formular nada. 'Nós’ era muito vago. Foi como se um raio caísse na sua cabeça e toda a adrenalina que estava parada começou a correr em seu corpo em doses absurdas. Yuri estava terminando com ele. Terminando tudo.
"Yuri, não..." Viktor tentou apartar, prestes a tocar o rosto do noivo, mas ele desviou do toque.
O patinador japonês conhecia as táticas de Viktor e o desespero no olhar. Em momentos como aqueles o noivo fazia gestos menores e mais significativos, como a tentativa de tocar no rosto dele. Sabia que era um risco falar disso perto do russo, então se arrastou mais para trás na cama e se preparou para convencer Viktor do que era realmente importante:
"Me ouça!" Yuri disse com uma tristeza que partiu o coração de Viktor.
O russo balançou a cabeça em recusa. Ele não queria ouvir. Se ouvisse, tudo se tornaria real. E ele não queria perder Yuri.
"Por favor, me ouça." O mais novo tentou de novo.
Não queria brigar ou chorar. Só queria dizer o que precisava ser dito.
"Eu tentei. Eu lutei muito. Fui ao máximo das minhas forças por você, Viktor. Mas não sou eu que vou te fazer feliz como você merece." Yuri começou, incapaz de encarar o noivo. "Seu lugar não é ao meu lado, mas sim no rinque, na Rússia, fazendo o que mais ama."
Yuri levantou a cabeça e olhou para Viktor. Por que ele não aceitava a verdade? Por que parecia questionar? Era só concordar.
"Eu vi hoje... Depois que eu patinei e recebi a minha nota. Se eu não tivesse girado demais ou encostado a mão no chão, eu não teria errado. Eu decepcionei você. Eu sei disso porque você não me abraçou. E nem brigou comigo. Você ficou ali, simplesmente parado, olhando para a tela, esperando a nota que confirmaria que eu falhei. Eu não sou o melhor! Eu não sou como você!"
Viktor sentiu o estômago embrulhar. Achava que tinha feito a coisa correta ao não brigar com Yuri. Ele já parecia decepcionado o suficiente consigo mesmo para que ele ainda fizesse algo que pudesse piorar.
"Enquanto você assistia o Yuri patinar eu entendi... Você queria estar ali no rinque, patinando. Você era... Ainda é o único capaz de bate-los. Você consegue superar até mesmo o recorde que o Yuri estabeleceu."
Yuri queria calar a boca. Estava falando demais. Estava se perdendo. Estava quase chorando... Agarrou o travesseiro e tentou se controlar, mas era tarde demais.
O que Viktor poderia fazer? Como técnico, o que ele poderia oferecer ao atleta a sua frente? Como noivo, o que poderia fazer pelo homem que amava? Viktor via as lágrimas se formarem nos olhos de Yuri e um arrepio sombrio correu o corpo do russo.
"Eu vou ser uma mancha na sua carreira. Eu... Eu não vou conseguir. O mundo me odeia e com razão, porque eu não faço jus a nada do que você me ensina e todo mundo te quer de volta. NÃO É JUSTO QUE SÓ EU TENHA VOCÊ PRA MI...!" Yuri disse, sendo interrompido por um soluço que o fez perder o controle do choro de vez.
Viktor via Yuri chorar livremente, lágrimas grossas corriam pelo seu rosto. Era doloroso ver o homem que amava envolvido em tanta tristeza e com o coração tão partido. Era isso que ele causava em Yuri? Era isso que...? Não! Espere! Viktor respirou fundo e buscou serenidade. Já tinha passado por isso antes. O que tinha feito quando isso aconteceu?
'Só acredite em mim mais do que eu mesmo acredito! Não precisa dizer nada! APENAS FIQUE DO MEU LADO E NÃO ME DEIXE POR NADA!’ A voz de Yuri gritou na cabeça de Viktor. Era isso que tinha sido dito pelo próprio japonês quando ele entrou em uma crise semelhante. E era o que queria fazer.
"Então, depois de amanhã, você é um homem livre de mim. Só vai restar minha dívida com você. Eu vou pagar o seu salário, eu prometo. Eu sei que é caro, mas vou trabalhar duro até pagar tudo!" Yuri disse, fungando no travesseiro. Levantou o olhar, buscando os olhos azuis de Viktor. "Apenas me prometa que vai voltar para casa, fazer o que ama e ser feliz."
Viktor respirou fundo, segurando as emoções e se levantando. Podia prometer aquilo.
"Se é o que você quer, eu prometo." O russo disse com algum controle, sentando-se ao lado de Yuri na cama e lhe tirando o travesseiro. "Mas até amanhã estamos juntos, não estamos?"
Yuri sentiu os braços de Viktor lhe envolverem. Queria ter forças para negar aquilo, mas se perdia no cheiro e no calor daquela pele. Quando percebeu, o patinador japonês estava completamente envolvido no abraço do russo. Ele observou os movimentos do homem mais velho, que lhe pegava a mão direita e lhe beijava o anel, olhando-o no fundo dos olhos.
"Estarei com você até o fim, então dê o seu melhor." Viktor disse com firmeza, tentando passar o que sentia.
Yuri corou com as palavras do russo e percebeu o quanto ele parecia cansado. Ele fazia tudo errado mesmo. Era um idiota que não sabia fazer o noivo feliz. Não deveria estar com ele.
"Viktor, eu..." O japonês iniciou, mas foi cortado por um beijo profundo e amoroso.
Yuri sentiu os lábios serem tomados com carinho e urgência por Viktor. Sua mão foi parar no peito do noivo e estava pronto para empurra-lo. Mas se o fizesse, quando veria isso acontecer na sua vida de novo? Estavam juntos por uma última noite antes do fim de tudo. Viktor queria aquilo tanto quanto ele, então por que se negar? Não podia e não queria negar ao homem que amava o direito a uma despedida.
Viktor sentiu a mão de Yuri contra o seu peito e sabia que estava prestes a ser negado. Precisava manter o sangue frio se quisesse demonstrar os sentimentos que ele mesmo não entendia. Não seria como na primeira vez deles. Não seria como nenhuma outra vez. Então manteve-se firme e amoroso. Confiava que o noivo entenderia. Precisava confiar. Sentiu a mão do japonês deslizar pelo seu peito até achar a nuca e lhe puxar para mais perto. Era o sinal que precisava.
O russo removeu a jaqueta de Yuri, jogando-a para longe. Tratava o japonês como algo muito frágil, capaz de quebrar com um aperto errado. Era a primeira vez que tratava alguém assim. Acariciava as costas do amante enquanto removia a blusa com zelo.
Yuri sentiu ser deitado na cama e abriu os olhos, vendo seu noivo lhe curvar os lábios em um sorriso amoroso. Tímido, ele levantou as mãos e lhe tocou os ombros por dentro do roupão, ajudando-o a remover a vestimenta enquanto sentia a maciez da pele e os músculos definidos daqueles braços. Teria saudades disso e de como se sentia seguro naquele abraço, como se nada pudesse atingi-lo ou dete-lo. Viktor lhe beijou a testa, os olhos fechados, o nariz, os lábios, o pescoço... Os lábios do mais velho lhe percorriam o peito enquanto sentia suas calças serem tiradas e as unhas de Vitya lhe arranharem de levinho as laterais das pernas. O misto de sensações o arrepiou por inteiro e o fez gemer.
Viktor lhe tirou as meias e beijou cada um dos pés, subindo pelas pernas alternadamente, controlando o sorriso quando Yuri abriu uma das pernas para lhe dar espaço para beijar as coxas internas — parte em que o namorado era especialmente sensível. Deixou a língua correr por esta parte da pele do noivo, tentando traçar os músculos dele e guardar para si na memória, enquanto as pontas dos dedos faziam trabalho semelhante na outra coxa. Passou pela virilha ignorando solene e cruelmente a ereção.
"Vik... Viktor..." Yuri gemeu, buscando com a mão direita tocar no noivo, alcançando-lhe o cabelo.
Ele sentiu o russo passar a língua ao redor do seu mamilo, fazendo-o criar expectativa pelo que vinha a seguir. Vitya lhe lambeu o outro e quando o japonês menos esperava, ele lhe chupou o mamilo enquanto apertava o primeiro com as pontas dos dedos. Yuri botou a mão na boca para abafar o grito de prazer, mas gemeu coisas incoerentes enquanto sentia aqueles lábios e a língua brincarem com aquela parte tão sensível de si. Não aguentaria muito mais daquela tortura deliciosa. Viktor parecia saber disso, pois traçou um caminho de beijos e lambidas até chegar na sua ereção.
Yuri deixou de entender o mundo com coerência quando o russo lhe beijou com intimidade. Tapava a boca com força para abafar os gemidos e as vezes que chamava o nome de Viktor. Viktor, Viktor, Viktor... Amava o nome e o homem por trás dele. Abriu os olhos buscando vê-lo uma última vez de forma tão íntima e particular. Os olhos azuis o olhavam com intensidade erótica e amorosa. Sabia que era impossível desviar o olhar e assim iriam juntos até o final. Ele sentiu Viktor se tornar mais exigente com os toques, a boca e agindo com mais vontade, beirando a agressividade. Tremendo por completo, Yuri não conseguia se segurar mais, então apenas deixou ir, apreciando o orgasmo provocado pelo homem que amava.
Viktor sentia os dedos de Yuri se mexerem pelo seu cabelo em um carinho fraco, mas significativo. Sabia que ele reunia todo o resto de suas forças para isso e também para sorrir fracamente. Ele estava feliz. Não havia ansiedade, medo ou desespero. E isso fez com que o russo se sentisse bem.
"Viktor, me abrace..." Yuri sussurrou, acariciando o rosto dele. "Por favor, me abrace..."
Viktor obedeceu sem hesitar, deitando de peito para cima e acolhendo o amante. Foi sendo surpreendido por um beijo no rosto e um abraço que se resumia a se acomodar do lado esquerdo do Viktor e jogar seus membros inferior e superior esquerdo por cima do russo. O europeu lhe beijou a testa e ficou acariciando o cabelo até que a respiração do amado ficasse estável, indicando que dormia, os lábios curvados em um sorriso.
Viktor também estava exausto, mas não conseguia dormir. Sua mente borbulhava de dúvidas e incertezas. Não poderia fazer amor com Yuri sempre que ele tivesse essas crises. Mas se ele perdesse o controle amanhã, o que poderia fazer? Se fosse com Viktor, o que ele gostaria que fizessem para acalmar ele? O russo deu uma risada fraca de si mesmo. Nunca duvidou de suas capacidades e nem do seu esforço. Aquilo era tudo novidade. Eram coisas que só Yuri Katsuki conseguiram trazer para sua vida e agora precisava lidar com uma velocidade impressionante depois de tanto tentar ignorar.
Yuri se mexeu de um jeito que esbarrou na sua ereção e Viktor gemeu. O que faria com aquilo? Não queria fazer nada. Quando o seu prazer deixou de ser prioridade? Quando Yuri Katsuki passou a ser tão importante quanto ele mesmo? Estar ciente disso tornava a perspectiva de perdê-lo simplesmente pior.
E Viktor odiava perder algo pelo qual lutara tanto. Ele sabia o quanto lutara por Yuri. Ainda lutava, não é? Não era hora de afundar ainda. Tinha um dia para lutar por Yuri e ou venceria ou morreria tentando. Mas precisava dormir e estar disposto para o dia seguinte. E precisava se acalmar. Respirou fundo e sentiu ao longe o cheiro do cabelo do Yuri. Era bom. Ele gostava, pensou sorrindo. Virou o rosto e afundou o nariz naquele cabelo, respirando e sorvendo aquele cheiro até se acalmar. Dormir foi inevitável.
~*~*~*~*~*~*~*~
Yuri precisava se concentrar. O treino da manhã não foi ruim. Mas se arrependia de ter recusado o beijo de bom dia do Viktor, desviando o rosto e indo tomar banho. Na verdade, o japonês se enfiou no chuveiro e chorou. Não como no dia anterior, claro, mas percebeu a mágoa nos olhos de Viktor.
Quando terminou, encontrou o café-da-manhã no quarto. Sem coisas cruas, álcool ou gordura, como ele gostava de comer em dias de competição. E acima de tudo: sozinho, sem a bagunça do salão de refeições. Viktor o instruiu a comer com juízo e foi tomar o banho.
Mas desde então o russo parecia ter entrado no modo operandis de técnico e nele só dizia o que era estritamente necessário. Instruções sobre técnica e os incentivos efusivos relativos à patinação. E nada sobre eles. Yuri não evitou a frustração que veio com o fato de ter seu desejo atendido, mas tentava se convencer de que aquele era o melhor jeito.
Agora almoçava com Viktor em algum lugar muito exclusivo e sofisticado de Barcelona, onde tinham privacidade. E, desde o beijo recusado, não tentara nenhuma investida romântica sobre ele. Viktor lhe conhecia bem, bem até demais.
"O que te incomoda? A comida não está boa?" O russo perguntou depois de tomar um gole da sua taça de vinho.
"Hã? Não, não, está muito boa sim."
Viktor sorriu, sem dar sinais do que pensava, e simplesmente respondeu:
"O que estiver lhe incomodando, me diga. Como seu técnico, eu vou fazer o que for possível para que você fique bem até o fim."
"Ah..." Yuri corou, incapaz de encarar o russo. "Obrigado."
Viktor bebeu mais um gole de vinho para disfarçar a frustração. Desde cedo Yuri continuava amuado. Não estava triste, ansioso ou nervoso, mas certamente estava tenso. Como poderia lidar com ele e lhe oferecer mais e fazê-lo ir além? Buscava até não misturar o profissional e o relacionamento pessoal. E talvez fosse justamente esse o problema: o lado pessoal. Respirou fundo e fez uma prece silenciosa ao universo para conseguir ajuda para resolver isso a tempo da competição começar.
~*~*~*~*~*~*~*~
Viktor observava Yuri se trocar e pentear o cabelo. Ele gostava de fazer isso cedo e o russo respeitava isso. Ambos estavam apreensivos. Não havia muito o que conversar e Viktor sabia que forçar qualquer contato seria pior. Mas questões práticas precisavam ser tratadas.
"A imprensa..." Viktor começou, notando Yuri ficar empertigado de tensão "...vai querer falar conosco daqui a pouco."
"Eu tenho mesmo que ir?" Yuri respondeu, penteando o cabelo de forma esquisita e corando de vergonha. "Eu posso assistir você falando, porque você sabe o que fazer com eles e..."
Viktor pousou o indicador nos lábios e teve um estalo. O universo havia lhe dado o sinal que precisava, agora faria o que era preciso:
"Você promete me assistir se ficar aqui?"
Yuri levantou correndo e ligou a TV.
"Prometo aprender com você como lidar com eles." O japonês disse fazendo gestos enfáticos com a mão. "Da próxima vez, eu vou, prometo."
Viktor se aproximou e consertou o penteado de Yuri.
"Promete que vai ouvir tudo o que eu vou dizer? É importante."
Yuri simplesmente assentiu, tentando resistir ao charme do homem que amava. Ele estava tão perto que respiravam o mesmo ar e aqueles olhos azuis o encaravam tão profundamente que seu corpo derretia como se fosse gelo embaixo do sol.
"Ok. Até mais tarde." Viktor disse, saindo do camarim.
Continua...
Notas finais
Feedback, gritaria, comentários e opinões são bem-vindas, prometo responder todas. ♥
Mas de verdade, valeu por ter lido e até o próximo capítulo. :D
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