Notas iniciais
Bem-Vindos. Sinceramente, galera. Essa semana foi bem calma e isso me deixou sem inspiração nenhuma pra fazer este capitulo. Mas eu ergui minha cabeça e pensei: " Já está na hora de apimentar um pouco esta fanfic e, não menos importante, dar sentido ao titulo da mesma". Então, tirem proveito dessa ^^.

Sentado no sofá oposto a ele. Fernando é, certamente, mais novo que o Leo, mas é tão bonito quanto ou mais. A barba dele é bem mais clara e rala. Os olhos dele tem um tom bem mais claro e a pele é mais escura. O resto é quase todo igual ao Leo, afinal são irmãos. Quando ele se levanta eu percebo que ele é menor que o seu irmão. Antes ele estava bem tenso, agora ele está muito confiante. Ele fica de pé bem na minha frente por alguns segundos e abre a boca lentamente pra dizer:
– João. Gosta do que vê? — Ele me olha de cima e me deixa muito nervoso.
– Mas, oi? Como assim? — Realmente não sei o que eu to fazendo aqui. Quero ir embora mais uma vez. Vou tentar desviar a conversa. — Fernando, prazer te conhecer, mas eu tenho que ir... — Ele levanta o pé e me chuta na barriga pressionando contra o sofá para eu não levantar. Eu fico muito assustado.
– Pelo que eu pesquisei sobre você, sua rotina é bem monótona...
– Como assim? Tu me conhece?
– Eu sou como você. Prazer pela busca. Marcar alguém como presa, descobrir tudo sobre aquela pessoa e quão profundo poder ir na vida dela sem ao menos ser descoberto. E você é a minha melhor presa até hoje, pelo menos espero isso de você.
– Não tenha altas expectativas em mim. E eu não sou PORRA de presa nenhuma. Pare de falar igual um doido. — Eu olho fixamente pra ele com ódio. Como alguém pode falar assim comigo? Quando eu fiquei tão descuidado? Isso não vai ficar assim. — O que mais você sabe sobre mim?
– Eu vou ti mostrar.

O pé dele já não estava na minha barriga, mas num lugar mais embaixo e ele pressionava com mais força ainda. Esqueci de dizer que ele tem uma musculatura muito mais definida que o Leonardo. Ele tirou do bolso alguma coisa, como foi bem rápido não deu pra ver, e colocou na minha boca.
– Enfim, tá cooperando. Melhor assim... Bom né? Comprei pra ti por que eu sei que tu gosta.
– Cala a boca seu perturbado, pervertido do caralho. Agora me dá o resto das jujubas. — Não acredito que eu estava gostando daquilo.

Ele com sorriso cínico e eu me roendo por dentro. Eu tirei o pé dele de cima de mim e ele não gostou nenhum pouco. Já estava incomodando e isso vai dar merda. Ainda por cima estamos na sala, alguém pode aparecer. Ouço passos fortes e Leonardo aparece no corredor da sala indo pra porta de saída.
– Eu to de saída, a casa fica só pra vocês, divirtam-se. — Leo passa sem olhar pra gente e eu não consigo tirar meus olhos dele. Isso me deixa um pouco constrangido.

Cavei minha cova. O sorriso daquele louco fica enorme e seus olhos estão brilhando. Eu to morto... Agora que a casa está vazia eu sou presa fácil. A batida da porta parou meu batimento cardíaco e fez eu engolir a jujuba a seco.
– Deixa eu me ajeitar, quero ficar confortável. — Ele senta de joelhos em cima de mim impedindo ainda mais de me mover. Ele tira meus óculos e passa a mão na minha cabeça pondo meu cabelo pra trás. — Até que você é bonitinho.
– Bonitinho? Que elogio hein. Que pena que eu não posso falar a mes — Ele me beija e faz eu esquecer o que eu estava pensando. Fecho os olhos por impulso e ainda tenho um pouco de medo. A barba dele corta a minha pele enquanto eu fico "quente" com o peso dele em mim. Ele se afasta e eu rio de lado pra ele não ver. Ele pega ar e para continuar a me beijar. Percorro o rosto dele com as unhas, como se estivesse coçando, passo pelos ombros e os braços até chegar na cintura. Levanto um pouco da blusa dele. Antes de acabar eu olho pra baixo e vejo que está muito animadinho também. Ele para e diz bem baixo:
– Cara, isso tá ficando tenso. Tira a roupa. — Eu dei liberdade quando levantei a blusa dele e agora ele quer tirar a minha. Eu morro de vergonha de mim.
– NÃO! Me solta, solta minha blusa.
– Tá, ta bom. Não precisa disso, vamos agir igual pessoas racionais.
– Melhor, agora sai de cima de mim. — Ele se levanta bem rápido. Mas ele não tira o sorriso da cara e não se altera com meu tom de voz. Isso me irrita muito.
– Chato... Olha, eu vou estar no meu quarto lá em cima. Você pode ir embora ou ir pra lá, as duas portas vão estar abertas. — Ele fica novamente em pé de frente pra mim.
– Tá. Eu decido já. vaza daqui. — Eu viro a cara com muita vergonha. Olhar ele assim de baixo me deixa tonto. Como eu já disse, ele é lindo pra caralho.

Enfim, eu tenho uma chance de sair daqui, mas meu orgulho estava ferido demais e eu não ia deixar desse jeito. Devagar subi as escadas e fiquei sem jeito em frente a porta semi-aberta.

Notas finais
Galerinha... Eu fiquei besta escrevendo isso... Espero que tenha ficado bom mesmo. Mas já já essa fic vai chegar ao fim. Vejo vocês semana que vem. ^^