Stalker-O Fixador
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Enfim curada de sua fratura, Isabella pôde voltar para sua casa, tendo uma rotina normal, porém nunca monótona. Monotonia era uma palavra que não entrava no vocabulário da jovem, graças a Edward Masen. Ele sempre inventava algo para fazerem, sempre vinha com surpresas que deixariam qualquer mulher como quem sonha. Isabella era uma sortuda... Ou não.
As brigas entre o casal se tornaram uma constante, os ciúmes exacerbados de Edward estavam matando a morena por dentro. Possessão, ciúmes, desconfiança rondavam o relacionamento dos dois.
Bella com toda paciência do mundo, tentava reverter à situação, mas nem sempre era possível. Edward checava seu celular, via suas mensagens, suas ligações, fuçava suas redes sociais e tudo isso deixava a sócia de Alice sufocada. Ela já tinha dado provas suficientes que só queria ele em sua vida, e por que tanto ciúmes? Aquilo não era normal. Porém, Bella não desistiria do relacionamento deles, ela tinha prometido a si mesma que tudo iria dar certo. Sempre há uma luz no fim do túnel, era nessa esperança que a jovem filha de Renne e Charlie se agarrava.
Suspirando profundamente, Bella conectou a internet em seu tablet da apple (mais um mino de Edward), rolou na cama se espreguiçando, naquela manhã, não iria trabalhar, se deu ao luxo de passar metade do seu dia em casa. Distraída enquanto checava seus e-mails, a morena logo abriu outra aba no navegador, ficou olhando um tempo indefinido para o nome google, como se uma luz se ascendesse na sua cabeça, a morena decidiu procurar por relatos de mulheres que passavam pela mesma situação que ela. O ciúme do parceiro.
Entrando em um blog feminino, logo viu os depoimentos de diversas mulheres, foi passando o mouse até achar um que lhe chamasse mais atenção.
M.H
‘’Conheci S.M na universidade, logo de cara me apaixonei por ele e ele por mim, o amor era intenso e verdadeiro, porém, notei como ele era ciumento, e não era aquele ciúmes que você acha normal, era algo anormal e que começou a me assustar. Eu estava tão colada a ele que mesmo sabendo e sentindo na pele o seu ciúme excessivo, eu quis casar, na ingenuidade de achar que as coisas melhorariam, foi aí que eu me enganei. S.M ficou mais ciumento, mais possessivo, fui obrigada por ele a largar meu emprego de jornalista no jornal New York Times, emprego esse que lutei para conseguir. Amigos? Não sabia nem o que era isso, eu girava ao redor do meu marido, ele checava meu celular, minha bolsa, meu e-mail pessoal, eu tinha hora pra sair e principalmente pra chegar, na maior parte do tempo vivia enfurnada dentro do nosso apartamento. Até que eu decidi engravidar, sempre sonhei em ser mãe e um bebê seria uma companhia, já que eu era um tanto solitária, pois S.M trabalhava o dia inteiro numa companhia de arquitetura e só chegava em casa a noite. E eu engravidei de um lindo menininho, — acredito eu — S.M ficou muito feliz, não pela criança em si, mas por acreditar que um filho tornaria ainda mais nossa união sólida, isso me entristeceu, mas eu como sempre enxugava minhas lágrimas e fingia que nada estava acontecendo. Até que um dia, sai de casa escondido, queria fazer compras para o meu bebê, estava com seis meses de gestação, ao sair da loja de criança, cheia de sacolas, um rapaz venho gentilmente me ajudar, carregou todas as bolsas para o porta malas do carro, eu agradeci e me dirigi para casa. O que eu não esperava era ver meu marido ciumento me esperando, pelos meus cálculos, ele deveria ainda estar no trabalho, mas lá estava ele, com os olhos ejetados de raiva, eu fiquei paralisada, sem saber o que fazer ou que falar. Ficamos imóveis por um bom tempo, até que ele levantou-se da poltrona e caminhou até mim, segurou em meus cabelos com força exagerada e me disse para nunca mais sair sem dizer à ele, eu apenas concordei com a cabeça e fui para o quarto, estava cansada e com meus pés inchados. Eu sabia que S.M estava contendo sua fúria e que ela logo seria posta para fora. Não passou nem uma hora e meu marido entrou no quarto, me assustei quando ele agressivamente jogou um vaso na parede e gritou tão alto que meus tímpanos pareciam que iriam estourar. Naquele dia ele me agrediu, me bateu, desferiu socos na minha barriga e por fim, eu apaguei. Acordei com uma dor aguda no ventre e sozinha em meu quarto, desci meu olhar para minhas pernas e um grito de horror saiu de meus lábios, tentei chamar por S.M, mas ele não estava em lugar algum, como não conseguia me mover, apenas estiquei minha mão e liguei para a emergência de um hospital, eu estava perdendo meu bebê. NÃO! E foi isso que aconteceu, meu pequeno anjo morreu e eu fiquei sem rumo. A história é longa, paro por aqui, não consigo mais contar o que se sucedeu. Hoje eu moro com minha mãe na Europa, não vou e nem quero voltar aos EUA, lá eu deixei o meu passado desastroso, espero superar tudo isso e sei que vou conseguir’’.
Após ler esse depoimento, Bella ofegou horrorizada, como os ciúmes de alguém são capazes de acabar com a vida de uma pessoa. Isso não era normal. O medo tomou conta da mente e do ser da jovem. Um calafrio percorreu sua espinha, ela não queria ter um fim trágico, ela só desejava que Edward fosse normal. Era pedir muito?
Com um suspiro entrecortado, a morena seguiu para o seu banheiro, encostou-se no lavabo, abriu a torneira e molhou seu rosto e nuca. Olhou-se bem no espelho e se imaginou passado pela mesma situação de M.H. Será que Edward seria capaz de bater nela mais uma vez por ciúmes? Ela já provara da sua fúria e não queria provar de novo.
Deu meia volta e seguiu para o quarto, virou seu rosto e começou a observar a foto dela e de Edward juntos. Felizes. Era o que aparentavam naquela fotografia. Ser um casal normal era tudo que Isabella desejava que Edward e ela fossem.
...
Bella queria abstrair, e foi com o pensamento em fazer alguma comida que ela se dirigiu a sua cozinha, estava com fome, desde que acordara não havia comido nada, só pensando em Edward e seus ciúmes e possessão. Ciúmes e possessão. Ela iria acabar ficando louca.
Colocou todos os ingredientes que precisava para fazer um delicioso fondue de queijo suíço e de chocolate. Fez um coque bastante desorganizado e pôs as mãos na massa. Ela necessitava pensar em outras coisas que não fosse seu drama de vida...
...
Na Masen Computer, Edward sentando em sua cadeira giratória, olhava atentamente para a tela de seu notebook. Desde que chegara à sua sala, o ruivo havia deixado os papéis que Jasper tinha lhe entregado para analisar e assinar de lado. Observar Isabella dormindo e depois cozinhando era muito melhor. Instalar câmeras na casa de sua morena foi a melhor ideia que ele já teve. Saber o que ela fazia, como gastava seu tempo... Apenas James a observando e seguindo não era suficiente para ele.
O telefone de sua mesa tocou, sua secretária informara que o Mr. Rhud, um dos donos de uma importante marca de joias, estava a sua espera.
–Bom dia Sr. Masen. – Cumprimentou polidamente a Edward, o senhor de 50 anos. Quando soube que Edward Masen havia encomendado uma joia de sua companhia, ele fez questão de entregar pessoalmente, sem contar que a joia era especial.
– Bom dia. Creio que já está com minha encomenda em mãos. – Foi direto Edward.
O senhor balançou a cabeça positivamente e entregou a caixa banhada a ouro nas mãos do empresário.
Cuidadosamente, Edward abriu a caixinha e contemplou um pequeno anel de diamante. Aquele anel seria a marca de seu compromisso com Bella, um anel que Bella jamais tiraria do dedo, o que representava que ela pertencia a ele. O ruivo sabia que já havia dado inúmeras joias a jovem, porém, ele faria daquela em específica o símbolo da união deles. O anel não era tão comum, ele havia um gps de monitoramento, era tão minúsculo que cabia dentro do anel, aquele gps mandaria sinais para o computador pessoal de Edward ou para seu iphone de qualquer lugar do mundo onde Bella estivesse.
Assinando um cheque caríssimo, o jovem Masen apertou a mão do homem e pediu para que ele se retirasse. Afrouxou a gravata azul marinho e observou mais uma vez, sua mais nova aquisição. Com esse anel no dedo, Bella jamais sairia de suas vistas.
Dando um sorrisinho de lado, Edward pensava em como tudo estava dando certo para ele.
...
Mais tarde, o jovem empresário foi buscar Bella em sua casa, iria levá-la para jantar e claro, entregar o anel de diamante.
– Calada? – Perguntou Edward ao se acomodar no banco de couro do seu carro. Desde que o ruivo chegou a casa de Bella, notou o comportamento dela estranho.
– Distraída, apenas. — Suspirou colocando a franja para o lado. O depoimento da mulher ainda martelava em sua cabeça.
– Posso saber com o que exatamente? – Trocou de marcha.
– Não é nada importante, Edward. – Olhou pela primeira vez nos olhos do ruivo.
Edward fez uma careta.
– Edward? Onde fica o amor ? – Arqueou uma sobrancelha para a jovem.
– Pra onde nós vamos? – Desconversou Bella.
– Um restaurante italiano, hoje quero comer massa e tomar um bom vinho, está de acordo?
– Sim, está perfeito para mim. Alguma comemoração?
– Com você sempre há comemorações. E por favor, não me chame de Edward, prefiro amor. – Pediu o ruivo.
Bella apenas assentiu.
...
– Uma bruschetta e uma garrafa de vinho do porto, a melhor que tiver. – Edward pediu ao maitrê sem olhar o cardápio. – E você minha Bella?
– Uma massa com aspargo. – Pediu educadamente.
– Então meu amor, como foi seu dia? – Essa era a pergunta que Edward fazia a Bella todo santo dia, mesmo sabendo da resposta.
– Foi lento e tedioso. – Deu um sorriso fraco. – E o seu? Deve ter sido bem melhor que o meu. – Supôs.
– Acredite, quando passo meu dia longe de você, ele se torna lento e tedioso, apesar de Jasper ter me enchido de papéis... – Deixou vago.
– Você anda trabalhando bastante? – Quis saber Bella.
Edward segurou a mão da morena e a beijou lentamente.
– Segundo Jasper, não trabalho nem um terço do esperado por ele – Confessou. – Como se eu me importasse com isso. – Desdenhou o ruivo.
Vinte minutos depois, o casal foi servido. Apreciaram a refeição em um silêncio agradável para Edward e torturante para Isabella.
A morena sentia o amor que Edward emanava por ela, mas era um amor doentio, não era saudável. Ela sentia que aquilo não iria acabar bem, alguma coisa estava prestes a acontecer de ruim, Bella sentia isso, ou talvez fosse apenas ela impressionada com o tal depoimento. Estava confusa e amedrontada. Precisava de colo e não era o de Edward, era de sua mãe. Sua adorada e instável mãe.
– Anda muito distraída baby. – Observou o jovem Masen.
Bella suspirou.
– Estava pensando aqui. Faz um bom tempo que não vejo meus pais. Seria bom fazer uma visita. – Falou sincera.
– Bom, tire uma folga da boutique e vá visitar seus pais. – Disse o ruivo. – Minha mãe está em Forks, provavelmente na casa de seus pais, e eu te peço que não há ouça, pelo menos não dê ouvidos as suas conversas. – Alertou ele.
A morena estreitou os olhos.
– Por quê?
– Minha mãe sabe do que aconteceu, sabe que lhe sequestrei, e ela quer conversar com você. – Não hesitou em responder a pergunta de sua amada e alvo de sua obsessão.
– Wow! – Exclamou ela.
– Saiba que eu te amo independente de qualquer coisa. E tudo que eu fiz foi por amar demais. Talvez essa seja minha maior virtude e meu pior defeito, Bella, te amar demais. – Disparou um profundo olhar para a jovem.
– Eu apenas desejo que nós sejamos um casal normal, Edward. Que tem as suas brigas, seus momentos românticos, suas crises de ciúmes. Mas você exagera na sua obsessão e isso não é normal. – Falou tudo o que estava entalado em sua garganta.
– Me desculpe Bella, mas eu sou assim. Posso tentar melhorar. – Mentiu.
– Eu quero uma relação saudável, será que você é capaz de me proporcionar isso? – A esperança brotou no coração da amiga de Alice.
– Eu vou te proporcionar isso, meu amor. – Garantiu Edward, porém a mentira se fazia presente naquela frase. – E eu quero te dar mais um presente.
A morena fez uma cara de muxoxo.
– Não, não me olhe com essa cara. Esse presente é especial. É o símbolo da nossa união, de uma união estável e saudável como você tanto quer, amor. — E ele sabia que tudo aquilo era uma mentira, prova disso era o anel de diamante com o minúsculo aparelho monitorador dentro.
– Eu acredito e você. – Deu um voto de confiança,
– Posso coloca-lo em seu dedo minha amada? – Perguntou galante.
Sorriu fracamente acenando.
Ele pôs o anel no dedo onde já havia uma aliança, e a partir daquele momento, Bella estava sendo mais vigiada ainda por seu stalker. E ela não fazia ideia. Mais uma vez, Edward Masen quebrou sua confiança. Mas quem disse que um stalker se importa com isso?
Notas finais
Cá estava eu pensando em algum final para stalker e só me veio na cabeça finais trágicos :o '-' O que vocês acham?
Bom, quem quiser me adicionar no face, aqui está o link:
https://www.facebook.com/jeniffer.lacerda Pra gente conversar, trocar ideias sobre a fanfic, essas coisas :)
Beijinho gente :*
Att, Jee Lacerda'
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