Stalker-O Fixador
23 Stalker-O fixador:22
Notas iniciais
Divirtam-se
Narrador Onisciente
A irmã de Edward sabia que o ruivo ficaria furioso por ela ter contado a Esme o que ele havia feito. Alice simplesmente não conseguia engolir essa história de sequestro, ela não conseguia aceitar o fato, de que seu irmão era um louco apaixonado que saía por aí metendo literalmente os pés pelas mãos e não fazer nada. Então, a única saída que ela encontrou, foi contar a sua progenitora tudo o que o ruivo fez. Ela queria apenas ajudar! Seu irmão poderia fazer uma loucura! Será que só ela via o quão doente Edward era?!
A esposa de Jasper observava Bella, notando como a morena mudava de humor constantemente. Uns dias ela estava alegre, em outros ela estava desanimada e com o olhar triste... Alice tinha certeza que essas mudanças de humor tinha a ver com Edward, ou melhor, com o ciúmes doentio dele.
Alice até pensou que sua sócia ficaria revoltada com tudo o que o ruivo lhe fez, pensou ingenuamente que a morena relutaria em ter um relacionamento com Edward, mas não, Bella viajou para Santa Mônica e simplesmente voltou namorando o ruivo, em outros tempos, e principalmente, depois de tudo que aconteceu, namorar o ruivo não seria exatamente o que Bella faria. Para Alice, sua amiga aceitou facilmente o fato de ter sido sequestrada numa boa. E isso era inadmissível.
Ao saber tudo o que Edward foi capaz de fazer, Esme ficou estupefata. Ela não poderia deixar o seu menino fazer tais loucuras. Pensando nisso, ela foi a cede da Masen Computer para ter uma conversa séria com ele. Edward poderia ser um homem feito, mas se fizesse besteira, ela não hesitaria em lhe puxar a orelha.
– Suponho que Alice lhe contou. Estou certo mamãe? – Perguntou indo até o bar e se servindo de uísque, voltando em seguida para sua cadeira giratória e sentando-se.
Imitando o gesto de Edward, a mulher de 45 anos sentou-se de frente para ele.
– Oh, como você é esperto filho! – Murmurou Esme.
– Não seja sarcástica mamãe, sabe que isso não combina com você. – Deu um pequeno gole em sua bebida.
– Vamos parar de nos alfinetar, está bem? Estou preocupada com você, meu filho! – dirigiu um olhar de compaixão para o ruivo.
– Preocupada? Não vejo motivos para isso. Estou feliz. Sabe que estou com Isabella, não sabe? – Sorriu torto. Apenas a menção do nome de Isabella fazia Edward sorrir.
– Sei. E este fato não me agrada nem um pouco. – O olhou séria.
O sorriso do sócio majoritário da Masen Computer morreu instantaneamente.
– Como? – Balbuciou.
– É isso mesmo que você ouviu. Esse namoro não me agrada, não faz bem para você e nem para Isabella.
– Não nos faz bem? Você ficou maluca, mamãe? – Se exaltou.
–Eu ainda sou sua mãe Edward, tenha respeito ao falar comigo. – Disse calmamente.
– Então me explique o porquê de não lhe agradar meu reacionamento com Isabella? – Passou as mãos no cabelo em um gesto involuntário.
– Bom, vamos começar pelo começo. – Edward ficou calado, esperando o que sua mãe iria falar. – Quando você conheceu Isabella se apaixonou logo de cara, estou certa?
– Sim. Eu a amei assim que pus meus olhos nela. – Seu semblante estava sério.
– Amou, ok. Vocês começaram a namorar, e então, terminaram, foi um relacionamento meio relâmpago. Não acha? – Perguntou tentando sondar seu filho.
– Isabella apenas ficou assustada com a intensidade dos meus sentimentos. Mas hoje ela é perfeitamente capaz de lidar com isso. – Estava firme em sua resolução.
– Tem certeza que ela sabe lidar com isso?
– Até agora ela está se saindo muito bem. – Falou evasivo.
– Vamos para a parte mais interessante da conversa, vamos para o ponto crucial.
Edward a olhou, sabendo exatamente o que sua mãe queria dizer.
– Me diga se você acha normal sequestrar alguém ‘’ por amor’’ , porque foi isso que você fez. – Esperou pacientemente a resposta do ruivo, que não demorou a vir.
– Eu a amo, e faço qualquer coisa por ela. Isso é o bastante.
– Ok. – Assentiu silenciosamente, a preocupação tomou conta da mente e do coração daquela mulher. – Vocês se casaram, não é mesmo?
A pergunta pegara o ruivo desprevenido, mas, no entanto, ele não vacilou na resposta.
– Sim, nos casamos, e antes de me perguntar mais alguma coisa, saiba que Isabella já aceitou esse fato e, ela aceitando isso, para mim, é o que importa.
– Isso foi uma indireta, filho? – Esme perguntou.
– Ache o que quiser, mamãe.
– Ah, já ia esquecendo. Durante o ‘’ sequestro ‘’ Isabella perdeu a memória. – Observou.
– Mas ela já a recuperou. Teve a oportunidade de falar com ela depois que voltou do seu cruzeiro? – Perguntou interessado.
– Não, mas tenho certeza que não me faltará oportunidade.
– Meça as suas palavras quando for conversar com ela, mamãe. – Avisou o ruivo.
– A minha intenção não é separar vocês, meu filho, embora esse relacionamento não me agrade, estou preocupada com você e com ela. Será que não entende isso?
– Não precisa se preocupar, nós estamos bem. – Acariciou a mão de sua mãe.
– Eu apenas não quero que sua vida acabe por causa desse relacionamento, entende? Esse amor não faz bem à você e nem a Isabella. Vocês tem que amadurecer.
– Nós somos adultos, mamãe! – A olhou enviesado.
– Se você é adulto, aja como tal. Não saía por aí fazendo besteiras como um adolescente apaixonado. As vezes é preciso agir com a razão e não com o coração. Temos que ter responsabilidades, Edward, e você não foi nada responsável sequestrando aquela jovem. Tudo poderia ter terminado em uma tragédia, vê a dimensão do problema?
– Mas não terminou. Isso é o que importa, não vamos pensar em como tudo poderia ter terminado na merda de uma tragédia, tudo está bem agora.
– Eu temo pela sua sanidade mental. – Esme falou depois de um minuto de silêncio.
– A minha sanidade mental está em perfeito estado, não se preocupe.
– Não cometa mais deslizes, filho. Dessa vez tudo deu certo, mas nem sempre a sorte está do nosso lado. – O olhou de um jeito carinhoso.
– Isso é um conselho? Pois se for, eu descarto, sabe que se conselho fosse bom, ele seria vendido.
– Esse ditado não se encaixa em conselho de mãe. Se um dia você tiver filhos, entenderá o que falo. Acho que nós já conversamos tudo.
– Já vai? – Edward perguntou levantando-se.
– Sim, vou para Forks e passarei um tempo de qualidade com Renée e Charlie, sabe que não tenho exatamente uma ‘’ casa ‘’. Meu voo saí daqui a cinco horas.
– Mande um beijo para Renée. – Disse Edward.
– Se ela soubesse o que você aprontou com a filha dela...
– Não comece, mamãe.
Esme suspirou.
– Se cuide. Eu amo você, ouviu? Não importa o quão cabeça dura você seja, sempre será meu menininho. – Puxou seu filho para um abraço maternal.
– Também amo você.
– Diga à Isabella que lhe mandei um beijo e em outra oportunidade nós conversaremos, na verdade, diga para ela que espere uma ligação minha.
Depois que saiu da sala de seu filho, Esme sentiu seu coração se apertar, orou silenciosamente para que seu menino não fizesse mais nenhuma loucura.
Edward se permitiu soltar um suspiro cansando. Aquela conversa com sua mãe tinha sido exaustiva.
Saiu de seus devaneios quando seu celular pessoal começou a tocar.
James.
– Fale. – Atendeu com sua postura séria de sempre.
– Chefe, a senhorita Isabella foi levada para o Good Samaritan Hospital.
– Para o hospital, o que aconteceu? – Perguntou pondo-se de pé e apanhando seu blazer.
– Não sei direito, eu a vi sendo aparada por Alice e mais um mulher, devia ser funcionária da boutique.
– Ok. – Desligou.
– Estou de saída. Não voltarei hoje. – Disse Edward passando reto por sua secretária.
O ruivo dirigia como um louco pelas ruas de L.A, passando sinais vermelhos e cortando carros, mas ele pouco se importava com as infrações de trânsito. Sua mulher estava no hospital e ele não sabia o motivo.
Estacionou de qualquer maneira no estacionamento privativo do hospital e correu em direção a recepção. Depois de quase enlouquecer a recepcionista com sua impaciência, Edward se dirigiu ao quinto andar, onde Bella estava.
Assim que saiu do elevador, o ruivo avistou sua irmã Alice. Foi rapidamente ao seu encontro.
– Alice, o que aconteceu? – Perguntou afobado.
A pequeno tomou um susto.
– Você foi rápido, hein?
– Me responda Alice, o que aconteceu? – Voltou a perguntar.
– A Bellinha caiu da escada, não sei direito como foi, só sei que ela machucou o pé e agora está sendo examinado por um ortopedista. Acho que não é nada grave, apesar de que ela reclamou de dor e seu pé estava começando a inchar.
– E posso saber porquê diabos você não me chamou para socorrê-la? Ela é minha mulher!
– A culpa é da Bella. Ela disse que não queria preocupar você, mas eu deixei o recado com a secretária de Jasper. – Falou.
Edward teria um conversa muito séria com aquela vadia, Jessica não lhe passou o recado, se não fosse por James, Edward provavelmente não saberia que Bella estava num hospital.
– Faz tempo que Bella está sendo examinada?
– Pouco mais de vinte minutos, temos que esperar. – Informou.
– Sabe que mamãe foi me procurar hoje, não sabe? – Edward perguntou, o que Alice fizera estava entalado em sua garganta e o momento era perfeito, só estava os dois na sala de espera.
– Hoje? Não sabia que ela lhe procuraria hoje. – Falou despreocupadamente.
– Alice, fique ciente que não aprovei sua atitude. Portanto, quero deixar bem claro que da minha vida e da de Isabella, cuido eu. Então não se meta aonde não é chamada. Vá cuidar da sua vida e da vida de seu marido.
– Mas Edward, eu só quero ajudar ...
– Eu não quero a sua ajuda, ouviu? Eu não preciso de ninguém se metendo na minha vida. O recado está dado. – Afastou-se da irmã e foi sentar o mais distante dela.
– Eu apenas quero o seu bem! – Sussurrou a pequena chorosa, no entanto, Edward não ouviu.
. . . & . . .
A porta da sala de exames foi aberta e uma Bella numa cadeira de rodas passava por ela, sendo empurrada por uma enfermeira, seu pé direito estava imobilizado. Edward rapidamente correu ao encontro da jovem.
– Hei, como você está? – Perguntou o ruivo com um misto de preocupação e alívio.
– Estou bem. – Sorriu fracamente e olhou para Alice – Eu pedi Allie!
– Ah Bellinha, sabe que Edward ficaria louco se não avisássemos à ele. – Olhou a amiga carinhosamente.
– Tudo bem, mas eu não queria preocupá-lo.
– Você acha que ocultando o seu pequeno acidente de mim não pioraria as coisas? – Edward entrou na conversa.
– Você estava trabalhando Edward, não queria atrapalhar. Não foi nada grave.
– O que exatamente aconteceu? – abaixou-se para ficar na altura dela.
– Eu tropecei no meu próprio pé, rolei escada abaixo. – Resumiu a explicação.
– E como seu pé está? Quebrou? Fraturou?
– Não quebrou, mas a fratura foi feia. – Respondeu a enfermeira. – Ela terá de ficar pelo menos três dias sem por o pé no chão. Geralmente as fraturas são mais difíceis de curar do que propriamente quando se quebra o osso.
– Acho que não vou poder trabalhar Allie, por uns dias. – Bella falou.
– Eu sei disso, amiga. Vai ficar repousando o tempo que for necessário.
– Bom, Isabella, aqui está a receita para que compre o remédio, lembra-se do que o médico falou? – Perguntou a enfermeira prestativa.
– Sim, para tomar o antibiótico de seis em seis horas e o outro remédio eu tomo se a dor no pé for intensa.
– Isso mesmo. Daqui a uma semana venha aqui,ok?
– Certo. – Sorriu educadamente para a mulher.
– Acho que já podemos ir. – Falou Alice.
Edward concordou sem olhar para a irmã.
Ao chegarem onde o volvo estava estacionado , Edward pegou Bella nos braços e a acomodou no banco do carona.
– Edward. – Alice chamou.
– O que você quer, Alice? – Perguntou impaciente.
– Não fique bravo comigo. Por favor. – Pediu.
– Se você não se meter no meu caminho, ficaremos bem. – Disse.
– Tudo bem. Você vai levar Bella para sua casa ou para casa dela? – Mudou de assunto.
– Não sei ainda. Ela que vai decidir.
– Então me avise depois, pretendo vê-la ainda hoje, sim? –
– Ok. – Deu as costas à irmã e entrou em seu carro.
– Vamos passar na farmácia para comprar seus remédios, tudo bem? – Falou o ruivo pondo o carro em movimento.
– Tudo bem. Foi impressão minha ou você e Alice estão se estranhando? – Bella perguntou espertamente.
– Não é nada, amor. Não se preocupe. – Sorriu para a morena.
– Não minta para mim.
– Você tem que se preocupar em cuidar do seu pé, não se estresse com assuntos triviais, fui claro ?
– Dessa vez passa. – Avisou.
– Tão teimosa. – Murmurou.
Bella lhe sorriu.
– Obrigada por se preocupar comigo, Edward!- Agradeceu Bella.
– Não agradeça. Sabe que amo você, e tudo o que acontece com você, é do meu interesse. – Afagou os cabelos castanho-avermelhados da jovem, em seus olhos era refletido todo o amor que ele sentia por ela.
É um amor pobre aquele que se pode medir – William Shakespeare
Notas finais
Fiz uma pequena mudança no capítulo 14 e 15,nada que possa alterar a estória.Mudei a parte que narra que a Bella foi de Táxi para L.A,eu tava olhando o mapa dos EUA e notei como NY e L.A ficam longe,portanto, se ela fosse de carro,demoraria uns 13 dias,então foi de avião mesmo.
Eu sei,eu já pedi isso,mas se alguém tiver uma fic Beward boa de ler,passa o link,ok???
E o capítulo? O que acharam dele? Tava com saudades de postar aqui!!!!
Bom,vou indooo e espero vocês nos reviews e quem sabe uma indicaçãozinha,né?? Isso foi uma indireta bem direta hehe
Beijo do nosso possessivo ruivo pra vocês!!!
Jee Lacerda
fuisssssssss
Fale com o autor