Stalker Girl
1 Capítulo 1
Ah sim... Lá estava ele, meu amado Hajime,como ele é lindo.
Meu nome é Kumiko, estou no primeiro colegial de uma escola publica, eu não gostava de escolas publicas, mas tive que me mudar para cá, para poder ficar de olho no meu amado Hajime, temos a mesma idade, só que eu estou uma série a menos, sim, eu repeti o 7° ano, deixei de estudar, pois ficava olhando Hajime durante as aulas, foi um erro eu repetir, por que agora eu não estou na mesma sala que ele então fica mais difícil vigiá-lo.
Já perdi a conta de quantas vezes eu me declarei para ele, foram umas 10 ou 11 vezes.
A primeira vez foi no primeiro dia de aula da primeira série, assim que o vi eu me apaixonei, afinal ele é tão lindo, quem não se apaixonaria? Ele disse que não ia ficar comigo por que não sabia quem eu era e nem me conhecia direito, e os foras seguintes foram por que as meninas da sala disseram para ele que eu não parava de falar sobre ele, idiotas, não entendem o amor, por isso também que eu não tenho uma única amiga desde a primeira série.
Estava olhando pela janelinha da minha sala que de onde dava para ver a sala de Hajime, ele estava sentado, sorrindo, seu sorriso é tão lindo, tão acolhedor. Ele falou alguma coisa para uma menina, li seus lábios, ele dizia “Claro! Eu adoro torta de limão!”
Torta de limão, precisava anotar isso, tiro um grosso caderninho vermelho, que alias era a cor preferida dele, abro o caderninho, algumas fotos do meu lindo Hajime caem lá de dentro, abro no marcador “Preferências” , e escrevo “ele adora torta de limão”
-E ai Hajimaniaca, guardando mais informações sobre o Hajime para o FBI?- disse um dos idiotas da minha sala
-Cuidem de suas vidas idiotas
-Ah, está esperando seu príncipe Hajime vir te salvar? – disse outro
Levanto-me e chuto a canela de um deles, torço o braço de outro até ouvir um estalo e ele berrar de dor.
-Não me atormente- digo, sentando-me como se nada tivesse acontecido
As aulas tediosas começam, o professor entra na sala e aqueles idiotas falam para ele que eu quebrei o braço de um deles, ah, mas como as pessoas são irritantes! O meu lindo Hajime é o único ser perfeito que já pisou nessa terra.
Vou para a diretoria, e outra suspensão! “Mas que surpresa!” penso ironicamente
Vou para casa, não ia poder ficar na escola mesmo, eu moro sozinha em um apartamento que fica em um prédio ao lado da casa de Hajime, foi difícil convencer meus pais, mas eu moro aqui sozinha desde os meus 12 anos.
Entro em casa e tranco a porta, vou para o meu quarto, as paredes cinza e sujas estão cobertas de fotos do Hajime, fotos que eu tiro secretamente quando ele não percebe, no meu guarda roupa tem algumas roupas minhas e outra do Hajime, que eu costumo roubar para sentir o cheiro dele.
As janelas da minha casa estão sempre fechadas, Hajime disse que gosta de meninas com pele bem branquinha.
Bom, não tenho nada para fazer, então vou arrumar meu quarto.
Ajeito as fotos na parede, separo os CDs com suas musicas preferidas por ordem alfabética, dobro suas roupas nas gavetas, tiro a poeira dos seus livros preferidos, encosto sua bicicleta no canto do quarto, sim ele ainda acha que sua bicicleta foi roubada por vândalos.
Tenho o presente perfeito para meu Hajime! Ele disse que queria um bichinho de estimação, e eu acabo de ver um rato andando pelo corredor, jogo um sapato com sola de madeira nele e ele acaba morrendo, eu pego ele com cuidado e coloco dentro de uma caixinha, embalo para presente e coloco uma etiqueta escrita “Para: Hajime”, jogo na frente da casa dele e espero ele chegar.
Já era meio-dia, corri para janela e vi ele chegar.
Pela fresta da janela vejo Hajime andando pela rua com seu jeito encantador. Espere, tem alguém junto com ele, uma menina? Impossível! Hajime disse que só iria namorar depois que terminasse a faculdade! Reconheço imediatamente a desgraçada, era Akira Haru, ela estudava na sala dele.
Meu sangue ferveu quando vi Haru aproximar-se de Hajime e beijá-lo nos lábios, mas por que ela?! Eu já me declarei para ele mais de 10 vezes e ele fica com essa vagabunda?! Ah, mas aquilo não ia ficar assim de forma alguma, não mesmo.
Ele viu a caixinha caída na grama, pegou e abriu a caixa, sua expressão de horror é tão linda, ouço a menina falar “É a quarta vez nesse mês, devia chamar a policia” ele sempre se assusta quando tento dar um presente para ele. A vadia vai embora e Hajime joga meu presente no lixo, que falta de educação senhor Hajime!
Depois de muito planejar como me vingaria daquela puta eu fui para a casa dela, já tinha informações o suficiente sobre ela.
-A-Akira-senpai!- digo da forma mais inocente o possível quando ela abre a porta
-Sim?
-E-eu sou Kumiko Hayashi do primeiro ano e... Eu estou com muita dificuldade em geografia! Eu fiquei sabendo que você sabe bastante da matéria que estamos estudando, me ajuda?
-Claro!- disse ela- Quando você está livre?
-Agora você pode?
-Claro! Entre, trouxe os livros?
-Uhum- digo, sorrindo maliciosamente quando ela se vira
-Pode se sentar- disse ela mostrando uma mesinha no centro da sala
Sentei-me, e tirei uma faca da mochila e fiquei brincando com ela debaixo da mesinha, ela voltou com os livros dela e se sentou do meu lado.
-Então no que você tem duvida?
-Eu tenho uma grande duvida, por que você está com MEU Hajime?
-Como assim?
-O Hajime é só meu ninguém ama mais ele que eu!- disse com raiva
-Mas...
Já era tarde, eu peguei a faca e cortei sua garganta, antes mesmo que ela gritasse.
Larguei o seu corpo lá e fui para casa, escondi minha roupa manchada de sangue com um longo casaco preto.
Chegando a casa eu joguei minhas roupas no chão de cimento do meu quarto e ateei fogo nelas, em seguida peguei diversas fotos da desgraçada que tentou roubar o Hajime de mim e fui jogando no fogo uma de cada vez, vendo o papel queimar e se retorcer no meio das chamas
-Me ame... Me ame... Por que não me amar? Sou tão bonita... Do jeitinho que você gosta... Me ame- murmurei para mim mesma e para o fogo.
Fiquei olhando a pequena fogueira no chão do quarto e pensando, como pude deixar outra vagabunda tocar no meu Hajime? Ninguém mais iria tocar nele, ninguém, eu sou a única pessoa que ele pode amar no mundo inteiro.
Eu ia pegar o Hajime só para mim, ninguém iria tirar ele de mim, e eu ia fazer isso agora.
Fui até a casa dele e entrei em seu quarto sem que ninguém visse, tinha que atraí-lo para minha casa, ele ia ter prova de inglês amanhã, então peguei seu livro de inglês que estava em cima de sua escrivaninha, alguém vinha vindo, rapidamente pulei a janela,
-Mãe! Você viu meu livro de inglês?- gritou Hajime lá de dentro
-Não!
-Droga... Onde ele foi parar?
Corri para casa, essa era minha deixa, peguei o telefone e liguei para ele
-Alô?
-Alô, Hajime? É a Kumiko Hayashi do primeiro ano, eu achei seu livro de inglês na calçada
-Ah! Que bom! Estava procurando ele! Posso ir ai buscar?
-Claro!
-Está bem, vou ai daqui a umas 2 horas, quando eu acabar de lavar a louça e as roupas
-Ok!
Desligo o telefone sorrindo maliciosamente, tenho que arrumar o lugar onde o meu amado passará o resto de sua eternidade. Coloco uma cadeira no centro do quarto, deixo alguns cintos por perto, um facão pendurado na parede, um armarinho de vidro cheio de tesouras, seringas, vidrinhos com medicação pesada e veneno, bisturis, facas e pinças. Corri para a padaria e comprei um pão recheado de presunto, uma torta de limão e uma coca-cola grande.
Agora eu iria me arrumar, prendi meus longos cabelos que iam até os joelhoscom uma fita vermelha do lado esquerdo da cabeça, visto um vestido estilo gothic Lolita vermelho com detalhes em preto. Ligo o aparelho de som e coloco sua musica favorita. Alguém bate na porta, oh meu lindo Hajime já estou indo!
Abro a porta, Hajime estranha minha roupa
-Quer entrar? Meu quarto está no fim do corredor, pode ir lá- digo sorrindo
Ele entra um pouco receoso, olhando para os lados com desconfiança, ele andou devagar e enfim chegou ao meu quarto Ficou tão assustado quando viu suas fotos pela parede, sua bicicleta e o facão na parede, o empurrei para dentro e fechei a porta atrás de nós,
-Vamos, sente-se!- digo, empurrando-o
Ele caiu sentado na cadeira, peguei os cintos e o prendi nela
-Você é maluca! Doida! Tem problemas!-ele disse
-Maluca? O único maluco aqui é você, veja! Me declarei pra você varias vezes e você sai com outra?! Veja! Meu cabelo é comprido! Você não gosta de meninas com cabelo comprido? E eu o prendi com uma fita vermelha, você adora vermelho, né?
-Sua maluca! ME SOLTAAA! – ele começou a grita e a se debater
Encho uma seringa com um potente calmante, e injeto nele, ele se debate por mais alguns minutos e enfim dorme.
Coloco-o na minha cama e com uma seringa vou tirando seu sangue pouco a pouco e guardando em frasquinhos, depois de 5 frasquinhos ele acorda
-Que merda você está fazendo?- disse ele com a voz fraca
-Estou tirando seu sangue, assim vou poder beber um pouquinho dele todo dia e ter um pedaço de você dentro de mim pra sempre
-S-sua vadia... Me solta
-Não pode me chamar assim, menino mal! Vou te dar uma lição- pego o facão da parede e corto seu braço
Ele berra de dor, notei que suas bochechas não estavam mais rosadas do jeito que eu gostava, não importa, ele era meu agora.
Sorrio maniacamente chacoalhando seu braço, varias gotas de sangue caiam sobre sua face, como uma chuva vermelha.
-Veja! Uma chuva vermelha! Não é sua cor favorita?
Vou até a mesa e pego o pão de presunto, pulverizo sobre ele um pó que faz a pessoa ter convulsões
-Vamos, é um pão de presunto, coma! –digo, enfiando o pão na boca dele
Ele mal engole o pão e já começa a ter convulsões, menino apressado! Ele se debatia e se contorcia na cama, com uma faca e um bisturi eu o espetava e o furava varias vezes, vi lagrimas escorrerem de seus olhos, finalmente ele parou de se contorcer, ficou deitado na cama, com os olhos esbugalhados, fitando o teto , as paredes, as fotos, a cama, o teto, minhas roupas, tudo ao redor estava manchado de sangue, jogo água em seu rosto, ele olhou para mim, chorando como uma criança
-Por favor, acabe logo com isso, eu imploro
-Calma Hajime-sama, já está quase acabando
Pego um vidro de álcool e jogo sobre ele, ele grita como nunca, não sei como os vizinhos não fizeram nada até agora, vejo ele colocar a mão no bolso e tirar algo de lá, o que é isso? Um isqueiro? Não não, você não pode brincar com isso!
Ele acende o isqueiro e joga em mim, oh não! Tem um pouco de álcool no meu vestido! Rapidamentemeu vestido se incendeia, assim como a garrafa de álcool em minhas mãos , berro assustada, mas sou mais esperta, me jogo sobre Hajime, que se incendeia também e grita de dor
-Até mais tarde?- digo abraçando ele
-Não creio que você irá para o mesmo lugar que eu, sua maníaca psicopata
Ia responder alguma coisa, mas tudo ficou escuro, e de repente me vejo em uma sala escura, as paredes cobertas de fotos do Hajime, eu estava nua
-Onde estou?- pergunto
-No inferno, agora você será torturada eternamente- diz uma voz vinda do nada
-Como assim?
-Veja, são fotos do rapaz que você perseguia, agora você irá ser torturada da mesma forma que ele foi antes de morrer, eternamente, mas antes disso...
-C-como ass...- não consegui terminar a frase, senti uma dor profunda nas costas, como se estivesse rasgando minha carne
Berrei alto, atrás de mim havia um espelho, me virei e vi que minha pele e carne estavam rasgadas, formando as palavras “Stalker Girl”
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