Stalker

21 Cíúmes


Notas iniciais
Depois das férias e da mudança , estou de volta. XD Obrigado pelos comentários, preocupações e os novos leitores. Que a saga Mio-Ian continue!

Kame estava ficando um pouco preocupado, ligava para o celular de Mio e não obtinha resposta, decidiu ligar para o telefone fixo e foi atendimento pela mãe dele que informou que Mio não se sentia bem, ele prometeu telefonar mais tarde para saber seu estado de saúde e desligou. Sua preocupação era que aquela fosse somente uma desculpa para não vê-lo usada pelo outro, afinal, ele tinha ido muito longe levando Mio para cama, porém, Kame não se sentia arrependido pelos seus atos, ele tinha certeza que aquela foi a melhor decisão tomada, agora Mio não poderia enxergá-lo como um simples amigo, suas intenções estavam claras e explícitas. Ele compreendia que não era fácil, pelo tipo de criação de Mio, substituir Ian, pois esse foi o primeiro contato externo dele com o mundo e com o amor, no entanto, desistir era uma palavra que não existia em seu vocabulário, estava apaixonado por Mio e estava disposto fazer o que fosse necessário para ganhar o seu coração.

Mio estava faltando aulas e não atendia suas ligações, sua mãe sempre respondia por ele, aquela situação já estava começando a incomodar, ele precisava fazer alguma coisa antes que Mio conseguisse o afastar por completo, e refazer todo o processo de aproximação não seria tão fácil. Antes da aula terminar, decidiu ir ate a casa dele para visitá-lo, o próprio Mio atendeu a porta. Kame se assustou com a palidez de Mio, ele parecia abatido, embaixo dos seus lindos olhos possuíam enormes olheiras, quando viu que era Kame em sua porta, ele tentou fechá-la para ele não entrar, mas Kame foi mais rápido o impedindo.

— O que está acontecendo? Por que não atende minhas ligações e agora a pouco tentou evitar minha entrada? — perguntou fechando a porta atrás de si.

— Eu não quero falar com você no momento, Kame, por favor, volte outro dia quando eu estiver melhor. — disse Mio evitando lutar com ele para que saísse da frente da porta, e voltando para o seu quarto, Kame foi atrás daquela criatura magra vestindo um pijama que parecia emprestado por alguém com tamanhos maiores que ele.

— Espero que não esteja se lamentando pelo o que aconteceu com a gente, não fizemos nada de errado, somos dois caras solteiros e livres.

— Esse é o problema! — disse Mio pela primeira vez naquela manhã o encarando — Eu nunca estive livre, eu só achei que tinha sido abandonado mas... — as lagrimas começaram a escorrer em seu rosto, Kame não conseguia entender o que ele queria dizer com aquilo.

Sentou-se do seu lado na cama.

— Não entendi, o que quer dizer?

— O Ian nunca me traiu ou me abandonou, eu que fiz isso com ele, pela circunstâncias que tudo aconteceu, eu acabei entendendo tudo errado e trai ele com você, eu sou o monstro que tanto pensei que ele era.

— Pera ai, ele te largou para ficar com outra, eles irão até se casar! — Kame não conseguia entender as ideias de Mio, aquele tipo de pensamento não poderia se tornar constante na cabeça do seu mais novo amado.

— Você não entende! Ele só queria me proteger! — enxugando as lágrimas e tentando ser o mais compreensível possível, ele começou — Aquela garota que foi no curso me levar o convite e se intitulou sua noiva, é uma perseguidora dele de anos, ela é muito perigosa, com medo que ela fizesse algum mal a mim, como fez com antigos relacionamentos dele, ele se afastou sem ter dado tempo de me explicar as coisas.

— Pelo amor de Deus! É sério que você acreditou em uma história tão ridícula como essa? — perguntou rindo histericamente. — Você é realmente muito inocente, Mio.

— Eu não sou inocente! Isso é verdade, ele contou a minha mãe que falou para mim, e tudo faz sentido com as coisas que não foram explicadas e eu tinha dúvidas. — tentava o outro se defender.

— Inocente você e ela, e eu que achei que sua mãe fosse mais esperta... Ele quer te fazer de amante, essa é a verdade, só porque você não tem muita malicia com as pessoas ele te conta uma história tão ridícula como essa e você acredita, mas eu não estou aqui para permitir que você cometa esse enorme erro. — disse ele deixando bem claro suas intenções.

— Você não conhece o Ian, ele não é esse tipo de pessoa! — gritou Mio irritado por ele não acreditar no que foi dito.

— Isso parece uma lavagem cerebral... Primeiro ele some, depois procura outra mulher e quando percebe que você não ficou deprimido dentro de casa, mas sim, cresceu e está saindo com outro, ele vem com essa história e você acredita! Acorda, Mio! Você não é idiota! — ajoelhando-se no chão em frente a Mio, colocando a cabeça em seu colo, continuou — Não acredite mais uma vez nesse homem, lembre-se de tudo que ele fez com você, da dor do abandono, do desespero. Esqueça que esse cara fez parte de sua vida e seja feliz comigo.

Mio estava confuso, não tinha certeza se deveria realmente confiar nas palavras de Ian, ou seguir em frente com Kame, esquecendo tudo que viveram juntos, respirando fundo, alisou o cabelo de Kame em seu colo e disse :

— Prometo que irei pensar à respeito disso, está bem?

Kame não sentiu a convicção em suas palavras, mas sabia que não poderia fazer muito, a não ser se declarar para ele até ficar no mínimo indeciso e não tomar nenhuma decisão que não fosse favorável para ele.

— Mio, eu te amo, saiba que por você eu faria qualquer coisa. Eu não quero que seja engando de novo, só porque tem um bom coração, eu não quero que você sofra novamente. Se tudo que ele disse fosse verdade, no lugar dele, eu nunca teria deixado você sem saber da existência de alguém tão prejudicial em minha vida, você seria o primeiro a saber da existência dessa mulher para que ela nunca fizesse nada que estragasse nosso relacionamento, porque quando amamos alguém de verdade, tudo é feito na base da confiança. — disse olhando profundamente nos olhos dele.

Com os pensamentos desordenados e de certa forma, entendendo o que Kame estava querendo dizer, ele também concordava em parte com sua opinião, por que Ian nunca falou sobre a Natally já que ela era uma figura carimbada em sua vida, sempre trazendo problemas aos seus relacionamentos? Era fato que as coisas não se encaixavam tão perfeitamente assim, e talvez Kame tivesse razão à respeito de Ian, por mais que ele não quisesse acreditar nisso.

— Eu não sei o que dizer ... — respondeu.

— Eu não quero que me responda nada, só que faça a escolha certa, que você sabe que sou eu.

— Eu... Eu preciso terminar as coisas de forma correta com Ian, preciso ouvir diretamente de sua boca tudo que aconteceu e perguntar para ele por que nunca me contou sobre isso antes. Eu não gosto de me sentir como uma traidor, pensando que enquanto eu levava minha vida seguindo em frente com outra pessoa, ele sofre na mão dela, pensando no que é melhor para mim, enquanto me protege.

Kame levantou e sentou novamente do lado dele, puxando sua cabeça para seu ombro, Mio encostou sentindo o calor dos braços dele em volta do seu corpo.

— Eu entendo, se você acha que só conseguirá seguir em frente comigo, falando com ele, tudo bem, eu aceito que faça isso, porém, eu quero estar junto.

— Não! — exclamou levantando a cabeça e encarando-o — Isso é um assunto meu e do Ian, além que existe um problema pessoal dele para que possamos conversar sobre isso, você não pode ir junto.

— Isso não é justo! Não estávamos falando sobre confiança agora à pouco? Aonde está a sua por mim? Você pode dar um voto de confiança para um cara que te abandonou e te fez sofrer, mas comigo é diferente? — perguntou chateado se levantando.

— Você não entende! Ele está em um hospital, sendo vigiado por seguranças, tem todo um protocolo para a gente consegui conversar.

— Se é essa sua resposta, beleza então! Acho que eu não tenho mais serventia aqui. Boa tarde. — disse saindo furioso do quarto dele, Mio deu para ouvir a porta da entrada sendo batida com força. Queria ter pedido para ele esperar, não queria ver Kame chateado, ele nem havia decidido nada ainda, porém, não deu tempo de explicar isso para ele.

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Ian estava impaciente, depois de receber a resposta da mãe de Mio informando que ele viria hoje ao hospital para conversar com ele, seu corpo estava em estado de ebulição. Não conseguia dormir, muito menos se acalmar, só imaginava o que diria para ele primeiro, estava na dúvida se poderia ou não beijá-lo. Naquela manhã, Natally passou todo o tempo no quarto com ele, foi muito difícil conseguir uma maneira de fazê-la sair de lá por um tempo.

— Natally, eu preciso de roupas, não aguento mais me vestir dessa maneira — disse apontando para a roupa de paciente — Você é boa com moda e tendência, poderia por favor fazer umas compras para mim de roupas que eu possa usar nesse hospital?

Ela ficou animada com o pedido, largou a revista que folheava e foi para o lado dele na cama eufórica.

— É sério que você quer minha ajuda para montar um novo closet?

— Não é bem assim... — Ian sabia que ela adorava ser de alguma utilidade para ele, em sua cabeça isso o faria ser dela de alguma maneira — Eu gosto das minhas roupas, porem, acho que estou fora de tendência e você como conhece bem meu gosto e sabe todas as minhas medidas de cabeça, poderia me ajudar, não é?

— Faremos compras quando você sair de alta!

— Não! Tipo... Eu preciso para agora, eu não aguento mais essa roupa, você diz para todos que sou seu noivo, e vai me deixar vestido assim para as enfermeiras e médicos? Do jeito que você se mantém elegante sempre, eles irão pensar que sou um pé-rapado sem dinheiro se aproveitando de você.

— Você tem razão, como elite que somos, temos que manter a boa aparência social, e você está realmente precisando de um banho de loja. Irei agora mesmo nas melhores lojas de grifes da cidade! Se você não estivesse doente, poderíamos ir para Milão ou Paris, fazer compras, enfim, sei que não irá sair daqui de qualquer forma, então irei tranquila. — disse dando um beijo rápido nos lábios dele e indo embora.

Ian respirou aliviado quando viu que ela tinha ido embora, pensou que seria mais difícil convencê-la, agora estava esperando que a mãe de Mio aparecesse anunciando que ele o aguardava. Seu coração disparava com cada minuto que se aproximava do horário previsto, toda preparação com o banheiro do seu quarto já havia sido feito, ele bem cedo entupiu com papel higiênico. Caso um dos seguranças fosse confiscar se era verdade seu pedido, veria que o vaso estava de impossível uso.

Horas mais tarde a mãe de Mio entrou no quarto fingindo conferir sua temperatura, e bem baixo avisou:

— Mio acabou de entrar no banheiro do setor norte, ele é o que menos tem frequência por ser muito distante e não tem janelas, espero que meu filho não esteja correndo perigo por conta de sua ideia. Honre com sua parte.

— Obrigado, senhora, farei o meu melhor.

Depois que ela saiu, Ian bateu na porta chamando os seguranças, e disse para eles que precisava ir ao banheiro, pois o seu estava com problemas, como imaginado, um deles foi conferir se era verdade, e dando um positivo com a cabeça para o outro, ele foi escoltado até o banheiro que Ian os encaminhou. Entrando e verificando que não havia saída por janelas no local, ambos ficaram do lado de fora do banheiro, aguardando que Ian fizesse as suas necessidades.

Ian entrou no banheiro batendo na porta de cada box, esperando que Mio realmente estivesse escondido em uma delas, na última, que era reservada para pessoas cadeirantes, ele recebeu uma resposta quando bateu.

— Ian? — ouviu um sussurro bem baixo de uma voz muito conhecida.

— Sim, poderia abrir?

Mio colocou a cabeça para fora da box, e conferindo que não tinha mais ninguém atrás dele, abriu permitindo que ele entrasse, logo depois fechou. Ambos coraram quando ficaram sozinhos naquele espaçoso box, separados somente por um vaso de sanitário, Ian foi quem começou a falar.

— Nossa, eu senti tanto sua falta ... — disse bem baixinho, mas alto o suficiente para Mio escutar.

Esse não respondeu nada, então Ian continuou:

— Eu sei que falhei muito com você, sumi sem explicar nada e tenho certeza que causei muita dor e sofrimento por fazer as coisas desse modo, mas entenda que era a única forma de deixar você fora da mira dela, eu não sei se sua mãe te contou tudo sobre a Natally e eu...

— Sim, ela me contou. — disse Mio o cortando.

— Eu te vi com outro cara, parecia que vocês iriam sair juntos, foi no dia que coloquei aquele recado no seu bolso. Quem é ele?

Mio não entendia de que recado ele se referia, mas sabia o dia que ele estava falando.

— Ele é ... é... meu... na... namorado. — disse sem encará-lo.

Aquela confirmação acertou Ian em cheio.

— Então... Você já me esqueceu, não é?

Mio olhou para ele, e ambos encontraram o olhos um do outro, Mio parecia cansado e seu rosto era de quem virou a noite acordado, Ian por outro lado, estava com uma pequena marca nos olhos, de quem sofreu agressão. Mio sentiu uma enorme vontade de abraçá-lo, quando lembrou do que sua mãe disse sobre os abusos que ele sofria dos seguranças da mulher, enquanto isso, Ian ainda tinha esperanças que Mio dissesse que foi somente uma brincadeira e que aquele cara não era nada demais, assim eles se beijariam e voltariam a ser como antigamente.

— Doí saber que a pessoa que você amava está com outra? — perguntou Mio para ele e continuou — Foi assim que me senti quando você terminou comigo sem me explicar nada naquele dia, independentemente que fosse uma farsa para salvar minha vida, você nunca, nem sequer uma vez, me contou que existia alguém tão cruel e perigoso no seu passado. Escolheu omitir isso de mim, e me fazer sofrer por meses, sem saber o motivo, me achando o errado da história. Eu me senti usado, inútil, idiota, abandonado por alguém que eu mais amava. — Mio segurava as lágrimas com a lembrança da dor que sentiu por tanto tempo.

— Mio, me perdoe! Me perdoe, me perdoe! — implorava Ian se aproximando dele — Nunca foi minha intenção fazer você passar por momentos assim, eu nunca contei sobre ela porque achei que era passado, que estava livre de sua perseguição, não queria que ela influencia-se nosso relacionamento como está acontecendo agora. Nunca passou pela minha cabeça que ela acabaria me encontrando e ameaçando você. Ela sabe que meu ponto fraco são suas atrocidades com as pessoas que gosto, quando ela ameaçou fazer algo contra você eu agi no impulso, eu aceito que ela faça o que quiser comigo, mas nunca permitiria que arranca-se um único fio de seu cabelo. Para mim, era suficiente te ver bem, e me odiando, mas... É difícil aceitar isso... Eu te amo tanto, que não consigo manter minha própria promessa de manter distância de você para sua própria segurança.

Não resistindo mais, Ian o abraçou forte, e Mio tentou evitar o seu abraço, mas acabou desistindo e explodindo de emoções em seu peito.

— Isso é injusto... — dizia chorando.

— Eu sei que é, você merece ser feliz com alguém menos complicado do que eu, se a pessoa com quem está, for alguém bom para você, eu desejo que seja feliz no seu relacionamento, mas por favor — disse colocando Mio para encará-lo — Me conceda como último pedido um beijo, o beijo que eu nunca consegui te dar de despedida.

Seus lábios encostaram-se suavemente, até se tornar em um beijo regado à lagrimas, depois de tantos meses separados, Mio finalmente sentia aquela sensação de serem os únicos no universo, de se perder com um único beijo e abraço. Mio lembrou que Ian sempre o considerou seu anjo, mas na verdade quem todo esse tempo tem o protegido, era ele, não se sentia merecedor daquele adjetivo, ainda mais vindo de alguém que os beijos levavam até as nuvens. Ambos ficaram abraçados por um tempo, até que Ian se afastou lentamente.

— Não esqueça que você é especial demais para mim, mesmo de longe, eu sempre te amarei e estarei desejando que tudo de melhor aconteça com você, pois sei que merece. Obrigado por vir me escutar. — estava prestes a sair do box, quando Mio segurou sua mão.

As lágrimas eram gritantes, Mio estava desesperado, não queria se afastar de Ian de novo, não queria voltar para casa sabendo que ele voltaria para o quarto do hospital e iria sofrer com aquela mulher. Mesmo que Kame fosse uma ótima pessoa, e ele não quisesse fazê-lo sofrer, era inegável os seus sentimentos por Ian, eram mais fortes que ele próprio. Abraçando Ian pela cintura, ele disse :

— Eu te odeio tanto, Ian... Te odeio por não consegui te odiar como eu deveria.

— Te odeio pelo mesmo motivo. — respondeu Ian o beijando novamente.

Dessa vez eram mais íntimos, mais calorosos, Ian estava no seu limite ao tocar Mio, sentia necessidade de explorar seu corpo, beijar cada pedaço de sua pele, sentir seu cheiro delicioso, passou a mão por baixo da camisa dele para saciar sua vontade de tocar aquela pele macia de Mio. O encostou na parede, tentando tirar sua roupa.

— Eu... eu não posso, Ian.

— Por quê? — perguntou o outro ainda grudado com a boca em seu pescoço.

Mio estava sem jeito, pois Kame havia deixado algumas marcas em seu corpo quando eles transaram que ainda eram evidentes, sentido que precisava falar sobre isso com Ian, ele tentou ser direto por conta do pouco tempo que tinham.

— Eu... eu estou namorando e... eu.... eu transei com meu namorado, mas foi uma única vez!

Ian se afastou, parecia desnorteado com aquela confissão, ele imaginava que Mio estava com outra pessoa, mas não achou que era de forma tão íntima, outro cara tocando o corpo dele, o possuindo... Aquilo era demais para aceitar.

— Enquanto eu me ferrava com a Natally para te proteger, você saia dando para outro? — perguntou zangado.

— Eu achei que você fazia o mesmo com sua namorada, ou esqueceu que você passou na frente da minha casa de amores com ela? — se defendeu Mio.

— Cara, eu não esperava isso de você! Eu... EU estou muito puto! Como... Como você permitiu que outro homem te tocasse? Sabe o que mais me dar raiva? É que fui fiel a você todo esse tempo! E você vem e me diz que por achar que eu estava com outra, você fode com o primeiro que aparece? Me sinto um idiota por ficar todo esse tempo sendo legal contigo, a Natally pode ser louca, mas é muito sexy, vou considerar transar com ela também, já que você já transa com outro, vou usar sua lógica! — ironizou.

— Quem é você para me julgar, Ian? Antes de me conhecer, com quantos você transou? Eu não me incomodei por você não ser mais virgem quando transou comigo. Eu não me importei por você já ter transado com metade do planeta!

— Metade do planeta? Quando eu disse isso para você? E se isso fosse verdade, o que faria? Transaria com metade do planeta também? Eu vou embora, continue transando com seu namorado ou com outros que surgir até se sentir quite comigo.

— Então é assim? Por que eu tive relações com outro não sou mais preciso? Sou algum brinquedo para você, de uso exclusivo, somente você pode brincar? — perguntou Mio chateado.

Ian estava saindo do box quando ouviu isso, parou e voltou ate ele.

— Seu corpo para mim era particular, intocável para qualquer outro homem, eu me mantive fiel todo esse tempo na esperança de poder tocá-lo de consciência limpa, por não ter te traído com ninguém, mas você não pensava da mesma forma, queria era competir comigo, de quem transava mais. E eu passando minhas noites sem dormir achando que você estava sofrendo, mas na verdade estava se esfregando em outro como uma — Mio deu um tapa em seu rosto antes que ele terminasse de dizer aquela palavra.

Ian deu a volta e saiu do banheiro.