Stalker

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Yo minna-san! ^-^
Decidi que Stalker terá lançamento semanal!
Miyu-Chan, espero ter acertado no seu p.o.v XD
Boa leitura ^^

-Como assim o seu diário sumiu Haru-Chan? — Miyuki perguntou aflita pela chamada do Skype

-Sumiu! — Respondi com as mãos passando nervosamente pelos cabelos

-Você não colocou em outro lugar? — Korine perguntou

-Não! Ele estava dentro da minha mochila, como sempre! — Comecei a andar de um lado para o outro no quarto, enquanto meu rosto começava a ser inundado por lágrimas

-Espera... Haru-Chan, nós largamos as mochilas na sala de música quando fomos para o telhado — Miyu-Chan relembrou

-Vocês acham que alguém roubaria o diário da RuRu-Chan? — Korine perguntou usando o meu "clássico" apelido

-Impossível! — Quase gritei artuida — Ninguém além de nós sabe do meu diário, e eu sempre fui cautelosa, nunca ninguém me viu escrevendo nele ou algo assim!

-Mas então, como ele pode ter sumido? — Ko-Chan indagou

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Andava lentamente pelas ruas de Inazuma, os lábios e nariz avermelhados e inchados, denúnciando um longo período de choro. Os olhos cercados de manchas roxas, demonstrando sinais de uma noite mal dormida ajudavam a me dar aquela aparência morta, de zumbi.

-Por Kami! Haru-Chan, o que aconteceu? — Kazemaru-Kun perguntou assim que se aproximou de mim na entrada do colégio. Kazemaru também é do time de futebol, se destacando por sua velocidade e inteligência precisa, além de ser um grande amigo meu — porém, este não sabe de meu "segredo".

-Perdi uma coisa importante. — Respondi sem ânimo

-Tão importante para lhe deixar neste estado? — Continuou sua sessão interrogativa

-Kazemaru-Kun, eu não estou em meu melhor estado... — Iniciei uma caminhada lenta em direção a sala de aula, poderia dizer que estava me arrastando ao invés de andando

Ignorei os chamados do azulado e praticamente atirei-me na primeira carteira no meio da sala, onde me sentava diariamente. Não tardou muito e Miyuki e Korine estavam em cima de mim, hora fazendo perguntas, hora tentando descobrir o possível paradeiro de meu diário, mas não as ouvia, as palavras pareciam não fazer sentido.

-Haru..? — Ouvi uma voz me chamar, mas não reconheci. Depois tudo girou e senti meu corpo tombar, sem sentir o impacto.

-HARUNA! — Comecei a ouvir gritos, mas não reconhecia nenhuma mísera voz. Com os olhos semi-cerrados tentei em vão enxergar qualquer rosto conhecido, ou racíociniar o que estava havendo, mas só conseguia saber que uma aglomeração de alunos estava sendo formada a minha volta.

Uma silhueta borrada se aproximou de mim, mas diferente das outras, consegui identifica-la

-Shi... — Tente sussurrar mas senti tudo girar e meus olhos se fecharam por completo

-Haruna! HARUNA! — Ouvi a voz inconfundível dele me chamar e depois tudo ficou escuro.

Abri os olhos lenta e vagarosamente, tentando relembrar dos fatos antes ocorridos. A vista ardia devido a claridade, sentia o corpo girar suavemente, mesmo estando parada e claramente em cima de algo.

-Acordou? – Uma voz perguntou-me e senti meu rosto esquentar

Apoiei o peso do corpo nos ante-braços e fiz um pouco de força para me sentar. Foi uma péssima ideia pois vi tudo rodar novamente, por conta disto, fechei os olhos com força e levei uma mão a testa

-Não deveria se esforçar Haruna-Chan – Senti-o colocar sua mão em meu ombro direito, e por pouco eu não senti o coração explodir

-E-eu estou bem.. – Respondi com a voz embriagada – O que aconteceu?

-Você desmaiou pouco depois de chegar á sala – Se afastou de mim e se sentou na caideira ao lado

-Onde estou? – Perguntei olhando para o teto, tentando esconder o rosto vermelho

-Na enfermaria do colégio. Afuro-San e Chiharu-San estavam preocupadíssimas com você

-E... Você deveria estar assistindo as aulas não é? Gomenasai... – Pedi desculpas quase que em um sussurrro

Ouvi um pequeno riso e olhei-o de soslaio, assim que percebeu meu olhar sobre si, virou-se para mim com um sorriso

-Não tem que pedir desculpas, eu me preocupei com você e fico feliz que esteja bem – Sorriu com o rosto um pouco vermelho

Arregalei os olhos um pouco, os lábios se entre-abriram em sinal de surpresa e senti o sangue subir ao rosto de uma só vez

-H-hai... Arigatou Shirou-Kun... – Sussurrei fitando as mãos que repousavam em meu colo

-Haruna-Chan, você não é tão tímida com as suas amigas... – Começou, eu só ouvia em silêncio – Então, por que é comigo? Nós nos conhecemos a tanto tempo...

-A-ah... – Mordi o lábio inferior tentando conter uma possível crise de nervosismo – B-bem... É meio complicado para mim fazer amizades... É como se tivesse uma barreira entre mim e as pessoas... – Me encolhi na cama, com o rosto rubro – Não dá para explicar...

-Mas você e o Atsuya se davam tão bem.. Vocês pareciam tão íntimos naquela época, e mesmo assim, nós nunca tivemos conversas como as que você tinha com o meu irmão – Não entendi, onde ele estava querendo chegar?

-Gomene... – Sussurrei sorrindo e coloquei uma mecha de cabelo atrás de minha orelha, sorrindo de nervoso

-Pare de se desculpar por tudo Haruna-Chan – Sorriu para mim e assenti com a cabeça

Ficamos em silêncio por minutos, gostaria de voltar a falar com ele, mas a minha tímidez não permitia. Uma enfermeira veio ver se já estava melhor e para minha infelicidade, disse que meu pai enviara outra encarregada para recolher o meu sangue. Ótimo!

Ajudaram-me a levantar e depois sentar em uma cadeira. Uma moça de cabelos avermelhados presos em um coque se aproximou de mim e pediu educadamente para que colocasse o braço direito no suporte para recolher o maldito do sangue, eu a obedeci e na hora todos no recinto perceberam que estava tremendo muito.

-Você tem mesmo Aicmofobia não é? – A enfermeira perguntou-me educadamente

-Aicmofobia? – Shirou-Kun indagou perdido

-É a fobia de agulhas de injeções e objetos pontiagudos

-Inclua hospitais, consultórios médicos, salas de cirurgia e tudo relacionado a medicina nessa lista que terá uma das minhas fobias – Respondi tentando conter a tremedeira

A enfermeira ruiva amarrou aquele elástico no meu braço, contendo a circulação de sangue. Em seguida, passou delicadamente o algodão enxarcado de álcool em meu braço, e eu tentava inutilmente parar de tremer

-Maisuu-San, se eu te furar e você estiver tremendo, sua veia vai estourar, elas são muito fininhas...

-H-hai.. – Sequei as lágrimas com a mão esquerda e olhei para o lado, percebendo assim o olhar fixo de Shirou-Kun sobre mim. Droga, não era para ele me ver chorar!

Olhando de soslaio, percebi a moça separando a agulha longa e fina, minhas lágrimas só aumentaram com isso

-Haruna-Chan, você não vai se acalmar tão fácil não é? – Shirou-Kun perguntou e eu fiz que não com a cabeça – Então vem aqui – Se aproximou de mim e fez algo que só imaginava em meus sonhos. Ele me abraçou, escondendo meu rosto em sua blusa, e como se já não bastasse, começou a afagar e massagear meus cabelos suavemente – Tente relaxar – Disse com voz mansa

Respirei fundo, sentindo o seu perfume invadir as minhas narinas, mas não conseguia me acalmar. Acho que ele percebeu, pois afastou-me suavemente de si e depositou um beijo sereno e um pouco longo em minha testa, logo em seguida repousando-a novamente em seu peitoral.

Meu rosto deveria estar mais vermelho que tudo vermelho neste mundo, e me controlava para o meu coração não explodir, porém, incrivelmente, a tremedeira havia cessado e senti o meu corpo amolecer após aquele simples contato de seus lábios em minha pele.

Senti a picada da agulha perfurar minha pele e algumas lágrimas escorrerem por minha face, Shirou-Kun diante daquilo voltou a afagar levemente meus cabelos. Ficamos assim até a enfermeira retirar a agulha de meu braço e declarar com um sorriso que havia terminado e que eu era uma garota forte, pois mesmo com a Aicmofobia deixei-a colher meu sangue sem escândalo. Somente sorri vermelha para ela em resposta e Shirou-Kun ajudou-me a voltar para a cama do local, já que por conta do desmaio não conseguia andar.

-Posso te chamar de Haru-Chan? – Perguntou o jogador de futebol olhando para o lado, com o rosto vermelho. Não tardou muito e me juntei a ele, pois o meu rosto também havia esquentado

-... P-pode – De soslaio percebi um sorriso em sua face, e incrivelmente, nós começamos a conversar quase que normalmente pela primeira vez em quase oito anos.

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~~Miyuki P.o.v~~

Meu dia estava sendo simplesmente péssimo. Haru-Chan desmaiou logo pela manhã, provavelmente por conta de sua crise de nervoso, também, aquele diário tinha que sumir! Korine e eu não conseguimos nos concentrar nas aulas, perdemos praticamente o primeiro período inteiro graças a falta de concentração, e agora estou sentada no intervalo tentando prestar atenção no que a ruiva me diz. Tentando, por que aquela maldita Momoka agarrada ao braço do Kyousuke não me dá o direito de fazer isso.

-Miyu-Chan, você está bem? – Korine perguntou um pouco assustada

-Não, eu não estou bem! – Respondi em um acesso de raiva – Quem aquela Momoka pensa que é? Se agarrando ao braço do Kyousuke assim, aquela...!

-B-bom... Acho que já deu a minha hora... Até a aula Miyu-Chan! – Korine pegou seu material e saiu correndo do recinto, largando-me sozinha na mesa fuzilando aquela garota

Ela ficou na ponta dos pés e depositou um beijo no rosto do azulado. Ah, essa foi a gota d’água!

Levantei bruscamente da mesa e comecei a marchar em direção aos dois, pisando fortemente no chão

-Tsurugi Kyousuke, venha comigo agora! – Quase gritei autoritária

-Desculpe Afuro-Senpai, mas o Tsu-Kun está falando comigo agora – Momoka declarou educadamente e.. Tsu-Kun? Essa garota realmente quer morrer!

-Não importa! Kyousuke! – Fitei o garoto mais novo com raiva

-Momoka, vou ver o que a Miyu-Senpai quer, nos falamos mais tarde – Desvencilhou-se do contato dos dois e eu comecei a andar, claramente sendo seguida por ele.

Andamos para fora do colégio, até o jardim dos fundos da escola

-O que aquela garota estava fazendo agarrada ao seu braço? E que história de deeto é essa? Como... Como você pode?! Kyousuke, poderia sair com qualquer garota.. Não, não poderia! Você não poderia e nem pode sair com garota nenhuma, muito menos aquele projeto de alface ambulante! Você... Você está agindo como aqueles garotos precipitados e despreocupados dos outros colégios, que só se importam com garotas de rostos bonitos! Esperava isso de qualquer um, menos de você! Kyousuke seu... Seu... Seu... Seu... Baka! – Gritei enfurecida, mas o que recebi em resposta foi uma risada que iniciou-se baixa e em seguida tornou-se quase histérica

-Miyu-Senpai, você está com ciúmes? – Perguntou olhando-me nos olhos sem pudor algum

-C-ciúmes? – Senti o rosto esquentar com aquilo, mas que se dane! – É! Estou com ciúmes sim!

Kyousuke riu mais um pouco antes de aproximar-se de mim e me abraçar

-Meu plano deu certo – Sussurrou ao meu ouvido

-P-plano? Que plano? – Ao invés de uma resposta, fui mais preensada contra o seu corpo, poucos segundos depois e correspondi seu abraço

-Meu plano de sair com a Momoka para te fazer ciúmes. Eu sei, é idiota, mas era um jeito de saber se meu sentimento é recípoco...

-Kyousuke, eu.., — Comecei mas o barulho estrondante do sinal me interrompeu

-Droga – O Tsurugi mais novo praguejou – Miyu-Senpai, nós terminamos esta conversa depois, certo?

-C-certo... – Concordei olhando para o lado e desfizemos o abraço, seguindo assim cada um o seu rumo.

É Momoka, eu não vou perder para você nessa, não mesmo!

Notas finais
Não ficou lá grande coisa, peço desculpas por isso >< Honto ni gomenasai!
Mereço rewiens?
Kissus da Haru-Chan o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.