Sr. & Sra. Grissom - Missão Austrália
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Com Sara completamente recuperada, o próximo passo era ir atrás do possivel esconderijo de Bradovsky em Sydney. Seria uma tarefa dificil, mas Grissom e Sara não estavam em condições de reclamar.
Digamos que eles já haviam curtido o que precisavam enquanto estavam em Byron Bay e Flack não estava adimitindo atrasos com a missão.
Portanto, um disfarce especial estava sendo preparado para a dupla, enquanto o chefe dava as coordenadas do possivel esconderijo.
—Bom, como eu já havia dito, suspeito que a "fabrica" de armas do Bradovsky esteja nessa região. Eu sei qu vocês esperavam que estivesse na capital, mas Sydney é... Sydney! -Explica animado. Flack estava atras de sua mesa, apontando na tela digital de sessenta polegadas que ficava logo atras dele, para os possiveis locais aonde o mafioso poderia ser encontrado.
—Sei lá... -Sara diz. -Acho que ele é igual a todos os outros em relação a esconderijo... Quer dizer, todos os bandidos sempre escolhem lugares afastados, no intuito de afastar qualquer suspeitas... -Ela explica.
—Acho que não. -Grissom toma partida. -Ele está atraindo a atenção de todos com isso... Talvez o esconderijo dele esteja tão obvio que por ser fácil, nem chegariamos a procurar.
—Grissom pode ter razão. -Comenta Flack. -Vamos por partes... Começaremos pela cidade, mais ao centro. Depois passamos pelo bairros mais afastados e então seguimos para o subsolo. Precisam lembrar que estamos em uma das maiores potencias economicas do planeta e que não há nenhum tipo de deserto nessa área do país. Vamos ao trabalho!
Logo após a reunião, Grissom e Sara segue para o "Closet", que era um ambiente onde ficavam vários tipos de vestimentas para todos os tipos de ocasiões, integrado com um laboratório, cuja função era o desenvolvimento de máscaras, apliques e próteses para todas as partes do corpo.
Grissom e Sara já tinham as fichas do disfarce que usariam no dia para entrar em um escritório que ficava no centro de Sydney.
Todas as evidencias que Flack havia juntado, indicava que era uma empresa de fachada, portanto, Sara e Grissom se fingiriam de investidores. Tudo estava certo, entretanto, Sara não gostara nada de seu disfarce.
—Por que eu tenho que me vestir de homem? -Indaga furiosa. A imagem que passaria era de um homem de aproximadamente cinquenta anos, careca e que usaria barba e bigode com uma prótese dentária em que os dentes da frente seriam maiores e para frente. Ela também usaria um enchimento, que a deixaria com aspecto "mais cheinho".
—Porque Bradovsky é um primata e que não negocia com mulheres. -Responde Flack.
—Mas a socia dele não é uma mulher? -Questiona Grissom.
—Sim, entretanto, ela não mexe com o negócio. Ela só participa na hora de receber o dinheiro. -Flack explica.
—Bom, já que eu vou vestir essa fantasia, será que eu posso deixar de usar essa dentadura ridicula? -Sara pergunta, na tentativa de se livrar de pelo menos um item daquele disfarce.
—Não. -Flack responde seco. -A prótese possiu um microchip para podermos te localizar, caso algo aconteça. Grissom também vai carregar um sistema de localização.
—Tenho certeza que o dele é mais bonito que o meu... -Murmura. Flack desvia seu olhar para Grissom, que ainda olhava para seu disfarce.
—Bom, então vamos fazer isso. -Comenta Grissom, ainda incerto sobre o evento de logo mais. Sara direciona uma careta para ele e se retira do closet, voltando para a sala principal da sede.
...
Devidamente trajados, Grissom e Sara assumem suas identidades temporárias e seguem juntos para o Haddock's Enterprises, o falso escritório que Bradovsky mantinha para lavar dinheiro.
A Haddock's Enterprises era um prédio grande, com trinta e cinco andares e seu monitoramento era feito por uma das maiores empresas de vigilância dos E.U.A.
Empresa na qual a W.O.O.C já investigava.
No entanto, Grissom não achava que a arma estava escondida no local.
—Bradovsky não seria tão estúpido a ponto de colocar uma arma com capacidade nuclear na porta de entrada da sua empresa, mesmo que essa seja de fachada.
—Talvez esteja na fachada para chamar a atenção. Quer dizer, desde quando bandido é inteligente? -Sara pergunta com dificuldades por causa do implante dentário, mas ainda se pode notar o tom ironico que ela usara.
—Muito engraçada! -Grissom esboça um sorriso. -Mas você pode ter razão, talvez a arma esteja exposta. Mas não na fachada.
—É... Talvez ela esteja em um lugar sagrado, para ele poder admirar, como um troféu do tempo de escola, ou o diploma de formando da faculdade, até a bola de beisebol que voou no jogo dos Dodger's para a arquibancada. -Sara falava enquanto ajeitava o relógio no pulso.
—Se seguirmos a sua lógica, a arma pode estar na casa dele, na Rússia. -Grissom ponderou.
Eles chegam na empresa e logo que saem do carro, avistam alguns dos agentes da W.O.O.C perto do local, além de uma vam que fazia taxi dog próximo a um Pet Shop que ficava no final da esquina.
—Vamos recapitular, você se chama Stuart Parker, é mudo e faz leitura labial. -Grissom lembrou. -Eu sou Alex Graimam, investidor e sócio da sua empresa. Você não precisa ser coeza com o movimento das mãos, só precisa fazer com que ele ache que você está usando a ASL (American Sign Language, ou linguagem de libras americana).
—Tudo bem. -Eles chegam próximo a recepção e Grissom conversa com a moça que estava ali. Explica a história montada na agencia e, com um sorriso, anuncia a chegada dos investidores para o andar de cima.
Quando passaram a credencial na roleta, um alarme soou, fazendo ambos se assustarem.
Seguranças vestidos com terno preto se aproximaram e os cercaram.
—Sou Alex Graimam, investidor do Banco central de Nova Iorque e sócio da WestPark International Holding. Esse é Stuart Parker, o outro sócio da empresa e viemos falar com o chefe. -Grissom explica. Sara mexe em sua gravata e coça sua nuca, tentando aliviar a tensao que se instalou no local.
—Sabemos quem são, mas o alarme tocou. Vamos ter que revistá-los para ver se possuem objetos metálicos. -Um dos seguranças alerta, fazendo-os dar um passo para trás.
—Não precisa. Na verdade o Senhor Parker usa um marcapasso. -Sara olha apreensiva para Grissom. Ambos sabiam que, se os seguranças usassem o detector de metais, poderiam ser descobertos e talvez, até mortos pelos seguranças do local.
Os seguranças conversam entre si e, depois de alguns minutos, liberam a passagem de Grissom e Sara para a sala do presidente.
Quando entram no elevador, soltam o ar que nem perceberam que seguravam e se entreolham, em alerta sobre o que mais possam encontrar.
Eles chegam no ultimo andar da empresa e logo avistam, por uma parede de vidro, Charles Bradovsky e dois capangas que já haviam sido reconhecidos pela agencia anteriormente. Eles observam o local atentamente e só se dão conta de que alguém os vigoa, quando a moça pigarreia.
—Senhor Graimam, senhor Parker, sou Kaely Reynolds, secretária pessoal do Senhor Bradovsky. Queiram me acompanhar, por favor? -A moça aponta para o escritório em frente, onde o mafioso se encontrava.
Sem esboçar reação alguma, Grissom e Sara seguem a mulher até o escritório.
Quando adentram o ambiente, ambos notam a mudança brusca de temperatura.
Ainda sem transmitir nenhuma reação, eles sentam nas poltronas indicadas e esperam o homem desligar o telefone, sob o olhar atento dos capangas.
Depois de longos minutos, Charles Bradovsky finalmente desliga o telefone e os encara pela primeira vez. Os dedos dele batiam freneticamente contra a madeira da mesa e a lingua traçava um caminho pelos dentes do homem.
Em seguida, o silencio se faz absoluto na sala. Bradovsky os encarava com olhar sanguinário, até soltar uma gargalhada alta.
—Muito bem... Senhor Graimam, Senhor Parker... -Ele começa, com o sotaque carregado. -A que devo a honra da visita de voces?
Grissom pondera por alguns segundos antes de se pronunciar.
—Bom... Como o senhor já deve saber, nós somos investidores do Banco Central de Nova Iorque e o senhor Parker é dono de uma holding muito conhecida na América. Ficamos sabendo que o senhor procurava financiamento para seus projetos e ficamos interesados em ouvir mais sobre eles.
Bradovsky os encara e nesse momento, Sara fica apreensiva. Ela tinha total consiencia de que os disfarces eram perfeitos, porém Bradovsky conhecia algumas das artimanhas que a W.O.O.C usava para confrontar ses principais inimigos. Ela sabia que, qualquer coisa que fizesse errado, custaria a vida tanto de Grissom, quanto a dela própria.
—Bem... Eu diria que meus negocios são muito lucrativos. Tenho alguns projetos que mudarão a forma das pessoas verem o mundo. No entanto, as pessoas costumam ficar receosas quando eu comento sobre os meus projetos. Eu entendo, em partes que alguns dos meus projetos podem colocar pessoas em perigo, no entanto, eu não estaria obrigando-as a se voluntariar.
—E quais projetos seriam esses? -Grissom pergunta.
...
Sem chamar muita atenção, Grissom e Sara saem da Haddock's Enterprises e caminham para o mesmo carro no qual chegaram. Assim que o carro dá a partida, Grissom e Sara retiram as mascaras e olham para Flack, que estava dirigindo o carro.
Quando atingem uma distância segura, eles mudam de carro.
—E então? -Indaga Flack.
—Ele não entrou em detalhes. -Grissom responde.
—No entanto, Bradovsky quer outra reunião conosco. Disse que nos informaria melhor sobre os projetos. -Comunica Sara.
—Bem, se é outra reunião que eles querem, outra reunião eles terão!
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