Sr. & Sra. Grissom - Missão Austrália
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Sydney, Austrália...
Horas depois do ataque que sofreram em Byron Bay, Grissom e Sara já se encontravam em Sydney, mais precisamente, no apartamento de Conrad Flack. O imovel, situado na capital, era grande e ficava em um ponto estratégico: próximo a sede da W.O.O.C da cidade.
Sara ainda segurava um saco de gelo no pescoço, local onde havia sofrido um duro golpe de um homem que possuia o dobro de seu tamanho.
Ela estava sentada no sofá da sala de estar, olhando para a televisão desligada. Grissom e Flack, por outro lado, discutiam sobre o ocorrido na varanda. Tentavam falar baixo, mas a cada alteração de voz partida de Grissom, a morena que estava na sala, olhava na direção deles.
—Você precisa se acalmar Grissom... Ela acha que estamos escondendo algo! -Flack falava calmamente enquanto permanecia sentado em uma cadeira que estava virada para a rua. Grissom, por sua vez, andava de um lado para o outro do ambiente.
—E estamos escondendo algo! -Grissom vocifera.
—Não é algo que podemos controlar... Sara não pode ficar sabendo disso por enquanto. -Flack se levanta e caminha até Grissom. -Não conte nada a ela! Isso é uma ordem! -Ele sai da varanda, deixando Grissom furioso. Ele se encosta no pequeno muro de proteção do ambiente e não percebe quando Sara se aproxima.
—Algum problema? -Sara pergunta, parada atras dele e com uma expressão serena no rosto.
—Não... Mas o dia foi longo, porque não vai descansar? -Grissom caminha até ela.
—Tudo bem... Tem algo que eu não saiba? -Pergunta desconfiada.
—Não! -Ele responde. -Só conversamos sobre o que aconteceu hoje. -Leva sua mão até o rosto de Sara e faz um leve carinho na região.
—Entendi. Eu não posso ficar sabendo sobre o que vocês conversaram, não é isso? -Grissom apenas assente e Sara sai da varanda em direção ao seu quarto.
...
Um novo dia se inicia em Sydney... Com os nervos bem mais calmos, Grissom inicia seu dia trabalhando no "Ouriço". Erauma tarefa bastante complicada desmontar aquele pequeno dispositivo de metal, porem, Grissom estava se saindo bem.
Entretanto, o assunto discutido com Flack na noite anterior não saía de sua cabeça.
Não que o assunto fosse de segurança nacional, mas ele sentia que Sara não podia ficar de fora, no entanto.
Em meio a tantas formas de incluir Sara nesse assunto, ele mal havia percebido que a mesma já havia acordado e estava sentada ao seu lado no sofá.
—Bom dia! -Ela exclama, sorrindo.
—Bom dia! -Ele responde. Depois desse cumprimento, eles entram em um jogo de silencio, durando apenas até o momento em que tocam a campainha e Sara corre para atender.
Não se surpreende quando pela porta, passam seu chefe e sua filha adolescente.
—Muito bem Grissom... Você não queria contar? Pois conte! -Flack para no centro da sala puxando sua filha consigo.
—Contar o que? -Questiona Sara.
—Sobre o ouriço. -Flack responde.
—O que eu preciso saber sobre isso? -Pergunta assustada.
—Bom... É que... -Grissom toma um pouco de ar e volta a falar. -Eu descobri que o ouriço era mais do que um simples dispositivo para parar o exercito. Bem... Alguns desses dispositivos possuiam um liquido com microchips que serviam para rastrear os inimigos. Esse liquido entrava na corrente sanguínea e se instalava na estrutura óssea. -Ele observa Sara andar de um lado ao outro.
—Voce quer me dizer que eu tenho um microchip na minha corrente sanguínea? -Vocifera mordendo o interior das bochechas.
—Sim. -Todos respondem em unissono.
—Mas a Selina encontrou uma forma de tirar isso da sua estrutura óssea. -Continua Flack, na tentativa frustrada de se esconder atrás de sua filha.
—Isso mesmo! -Continua Selina. -Mas precisaremos ficar aqui, já que se levarmos você até a sede de Sydney, podem descobrir nossa central na cidade. -Sara se mostra mais calma com a declaração da jovem.
—E como será o procedimento? -Pergunta receosa. A menina então, pega uma mala preta que se encontrava ao seu lado na sala e a coloca sobre a mesa de centro. Quando a abre mostrando o conteído, os adultos presentes são surpreendidos com a aparelhagem de alta tecnologia que está acoplada a base.
—Esse é um aparelho de raio-x compacto, que o Nathan fez um favor de construir e om as minhas habilidades de colagem e costura, ela coube perfeitamente nesta mala. -Explica. -Enfim, voce vai deitar na cama, eu vou colocar essa proteção metálica sobre seu tronco e vou procurar o microchip. Quando encontrá-lo, eu vou aplicar uma injeção com nano particulas que são capazes de destriur qualquer traço de metal que é encontrado. Como são controlados manualmente por esse controle-remoto nas minhas mãos, quando destruirem o microchip, eu vou os direcionar ao seu sistema digestivo, os desativar e ele sairá através dos degetos. -A jovem termina a explicação com um enorme sorriso no rosto.
—E é seguro? -Indaga Grissom, mostrando-se receoso com o procedimento.
—Sim... A não ser que a Sara mostre algum tipo de reação alergica as nano particulas... Nesse caso, teremos um problema! -Selina responde cautelosamente.
—Vamos fazer isso! -Sara decide. -Não saberemos se não tentarmos. -Ela segue para o quarto, seguida por Selina e sua mala.
...
Algumas horas se passaram até que Grissom obtesse alguma noticia do estado de Sara. Ele se mantinha sentado no sofá na mesma posição desde que Sara havia entrado naquele quarto e não demostrava sequer a vontade de sair.
Quando ve Selina caminhar até aonde ele estava sentado, salta rapidamente do sofá e segura ela pelos ombros, louco para obter uma resposta.
—E então? -Ele pergunta.
—Ela pediu água! -A menina se limita a responder, antes de conseguir se desvencilhar do aperto de Grissom.
—Mas ela está bem? -O homem torna a perguntar, levando as mãos a cabeça e puxando seus fios de cabelo.
—Sim. Tudo correu bem. Mas ela pediu água! -Selina esbraveja, seguindo até a cozinha. Inpulsivamente, Grissom segue até o quarto em que Sara estava e sorri ao ver ela parcialmente sentada, com as costas apoiadas na cabeceira da cama e os olhos fechados.
—Posso entrar? -Ela o encara parado na porta.
—Sim. Sente-se aqui. -Ela indica o lugar ao lado dela na cama e o homem rapidamente se senta.
—Como se sente? -Grissom torna a perguntar, vendo a careta que Sara faz logo após se acomodar melhor na cama.
—Eu não fazia a menor ideia de que doeria tanto essa injeção que a Selina aplicou. -Ela reclama. -Talvez eu consiga ficar pronta para outra amanhã, mas hoje eu só quero dormir até esquecer que essa dor existe. -A morena ameaça uma gargalhada, porem geme de dor logo em seguida. Grissom então, a ajuda a se acomodar na cama, deixando ela totalmente ereta.
De repente, ele direciona seu olhar para os lábios dela. Eles estavam ali: meio brancos, devido ao que ela havia acabado de passar e também um pouco secos e com algumas rachaduras, mas ainda eram os lábios da mulher que amava.
E eles pareciam chamar por Grissom. E, mesmo com ela totalmente vulnerável, a vontade de tomar seus lábios para si aumentaram até ele estar a centimetros de distância dela.
Sara, até então com os olhos fechados, abre e se surpreende com a ousadia de Grissom, porem, não ousa falar nada. Ela, mesmo se mantendo sempre durona, também ansiava por esse momento.
Momento no qual é brutamente interrompido pelo grito agudo de Selina.
A jovem segurava um copo com água e estava parada como uma estátua na porta. Sua careta ao ver o que quase aconteceu era impagável. Sara queria rir, entretanto se manteve séria enquanto a jovem os olhava com certo nojo.
—Sabe, eu acho que não tenho idade para ver essa cena. Vocês deviam ao menos ter fechado a porta. Gente, eu só tenho dezesseis anos. -Selina fala ao sair da porta. Grissom solta uma gargalhada alta.
—Essa é por nós dois, certo? -Sara pergunta, se referindo a gargalhada.
—Sim, é por nós dois! -Grissom responde e volta a sentar ao lado dela, apenas a admirando enquanto tentava pegar no sono.
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