Sr. & Sra. Grissom - Missão Austrália
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Grissom e Sara entravam em seu quarto e ele logo a colocou deitada na cama. Ela observava o pequeno objeto nas mãos de Grissom enquanto tentava se manter acordada, o que não estava sendo fácil. Grissom então, direcionou seu olhar para ela e sorriu.
—Como se sente? -Ele pergunta sentando-se ao lado dela e acariciando seu rosto.
—Cansada e sonolenta. -Sara respondeu. -Acha que pode ser uma formula experimental para um futuro veneno? -Ele sorriu novamente.
—Talvez, mas só saberemos quando eu conseguir desmontar. -Ele se levanta da cama e caminha até o guarda-roupa, pegando uma maleta preta de lá e se dirigindo a mesa. Ele abre a maleta e Sara rapidamente se senta na cama, olhando para a maleta com certa curiosidade.
—Isso é um laboratório? -Sara pergunta e novamente atrai a atenção de Grissom.
—Sim... Eu mesmo construí quando passei um tempo morando em L.A. -Ele volta a sua atenção para o pequeno objeto em suas mão, colocando o óculos e pegando uma pequena espátula para tentar desmontar aquilo.
—Eu vou tomar um banho. -Ela diz se levantando da cama.
—Acha que consegue sozinha? -Grissom pergunta sem tirar os olhos do objeto.
—Acho que sim, mas se eu não conseguir, quem sabe você não entra lá e me dá uma ajudinha. -Ela sorri maliciosamente para ele enquanto o mesmo olhava para a parede branca a sua frente. Seus devaneios são interrompidos quando seu celular começa a tocar e ele se dispõe a atender.
—Fala Flack. -Seu tom de voz soou duro perante ao seu chefe.
—O que aconteceu na praia? -Flack pergunta preocupado.
—Como sabe sobre a praia? -Grissom pergunta confuso.
—Tenho informantes, mas diga logo o que aconteceu.
—Sara quase se afogou.
—Sara é uma agente treinada, como ela se afogou?
—Ela pisou em algo que a anestesiou e então ela se afogou. Eu estou analisando o objeto e tudo o que eu posso te dizer agora é que ele é pequeno, circular e possui uma agulha no meio.
—O ouriço!
—Não se parece com um ouriço.
—Não foi feito para parecer com um ouriço, mas possui o veneno dele, que misturado com outras substancias, vira um anestésico. Os russos inventaram esse dispositivo durante a segunda guerra e ele era jogado nas bordas dos rios para os soldados não se aproximarem. Alguns deles até morreram depois que foram "picados" por isso.
—Está me dizendo que Sara poderia ter morrido?
—Sim.
—E você fala isso na maior tranquilidade?
—Eu espero os resultados do ouriço. -Flack desliga.
Grissom volta então para a sua analise e não percebe quando Sara senta-se ao seu lado
—Ligação do Flack? -Ela pergunta. Ele levanta a cabeça para encará-la e percebe a mulher vestida apenas com uma toalha.
—Sim... Parece que você foi envenenada com isso. -Ele levanta o pequeno dispositivo e um feche de luz causa um pequeno reflexo no mesmo.
—Qual era a utilidade disso? -Sara puxa uma cadeira e senta-se ao lado de Grissom.
—Era usado pelos russos em emboscadas marítimas. Os soldados jogavam esse dispositivo nas bordas de rios e lagos para afastar o exercito inimigo.
—Então... Ele é um sobrevivente? Do que é feito esse material?
—Aço inox revestido de uma camada de alumínio. O conteúdo dele era o veneno de um ouriço tipico dessa área que, misturado com outras substancias, tornava-se um veneno poderoso e poderia ter matado você. -Ele a olha e um silencio toma o local. Sara desvia seu olhar dele e caminha até a cama, jogando-se encima dela.
—Hoje a noite o hotel vai dar uma festa para os hóspedes... Eu vou descansar um pouco antes do horário da festa. -Ela fecha os olhos, mas abre novamente quando ouve Grissom pigarrear em pé ao seu lado.
—Você vai a uma festa?
—Sim. Preciso observar... Foi isso que o Flack disse, não foi? -Ela dirige um olhar sugestivo para Grissom, que cora instantaneamente e volta para a mesa, continuando seu trabalho com o "ouriço". Sara o encara trabalhar por mais alguns minutos, mas o cansaço a toma e ela acaba dormindo instantes depois.
...
Já eram 17:30h... Sara acorda faminta depois de uma longa tarde de sono e a primeira coisa que faz é pegar o telefone e pedir serviço de quarto. Logo depois, analisa cada parte do quarto como se procurasse algo. Sim, talvez ela estivesse procurando algo... Ou alguém, já que não viu Grissom sentado trabalhando no "ouriço".
Logo que a comida chega, Sara serve um pouco para si e enquanto come, ela tentava elaborar um plano para chegar até um dos capangas de Bradovsky. Como se adivinhasse, a televisão do quarto liga automaticamente e um Conrad Flack impaciente aparece na tela.
—Olá Sara!
—Oi Flack.
—Como se sente?
—Bem.
—Onde está Grissom?
—Não sei.
—Como assim "não sabe"?
—Ele saiu enquanto eu estava dormindo, portanto, não tem como eu saber onde ele está. -De repente, a porta do quarto é aberta e um Grissom perturbado entra no comodo.
—Olha ele aqui! -Sara aponta para seu parceiro que senta ao lado dela na ponta da cama.
—Ótimo! Tenho novas informações para vocês. Segundo minhas fontes, um dos capangas de Bradovsky estará na festa do hotel nesta noite.
—Como sabe sobre a festa, Conrad? -Grissom pergunta.
—Tenho minhas fontes, porém, isso não vem ao caso agora. Quero os dois nessa festa! -Conrad exige e Sara se prontifica, ficando em pé e indo para o banheiro.
—O que deu em você, Grissom? -Conrad volta a se manifestar.
—Eu vi o capanga do Bradovsky lá embaixo. Ele estava no bar e falava com uma mulher loira, estatura média, mas não deu para ver muita coisa, ela usava um sobretudo e um óculos.
—Quem usa sobretudo em Byron Bay? -Pergunta Conrad, coçando a cabeça.
—Ninguém... Na verdade, aqui nem deve esfriar no inverno. -Grissom sorri com o comentário feito.
—Bom, quero que deem um jeito de arrancar alguma informação dele. Espero novidades! -A tela da televisão desliga e Grissom deita na cama, olhando para o teto. Ele se envolve em vários pensamentos sobre a missão e não percebe quando Sara senta ao seu lado enrolada em uma toalha.
—Pensando em que? -Os olhares se cruzam e Grissom começa a descer seu olhar em direção a toalha enrolada no tronco de Sara.
—Nada importante... -Responde Grissom, levantando-se da cama.
—Bom, eu já usei o banheiro. Agora preciso me arrumar. -Diz e Grissom entende o recado, caminhando até o banheiro e deixando Sara se vestir.
...
A noite havia chegado em Byron Bay e com ela, um céu estrelado e uma lua mais brilhante do que o normal. A festa já havia começado e os hóspedes estavam um tanto animados com o evento. Grissom e Sara chegam de braços dados em meio a multidão, que não presta muita atenção no casal, com exceção de alguns homens, que não paravam de olhar para Sara.
Não era para menos, ela estava linda. Usava um vestido azul de alças largas e um decote quadrado, que revelava a protuberância de seus seios, que nem eram tão grandes, porém o sutiã ajudava. O vestido tinha um comprimento que ficava apenas um palmo acima do joelho, marcando a cintura dela e criando uma leve abertura na saia, fazendo com que o vestido transmitisse leveza e conforto.
Nos pés, apenas uma rasteirinha trabalhada com pequenas pedras de acrílico nas cores branca e dourada. Os cabelos formavam leves ondas e a maquiagem leve, a deixavam com a beleza natural que Grissom tanto gostava.
E ele não tirava a razão dos homens que olhavam para Sara... Ele também estava suspirando com a beleza dela e a forma como ela exalava sensualidade, mesmo sem demonstrar.
—Acha que eu consigo chamar a atenção do capanga do Bradovsky? -Sara pergunta temerosa quanto a resposta de Grissom, que olha para ela, sorri e responde:
—Você já está chamando a atenção. Repare na quantidade de homens que estão olhando para você. -Ela olha ao redor e se depara com alguns homens olhando em sua direção. -E eles estão vendo você acompanhada. -Ela torna a olhar para Grissom e sorri debochadamente.
—Ciumes? -Ela pergunta.
—Não, apenas tentando proteger a minha esposa de mentirinha. -Ele responde sem desviar a atenção do salão. -Aquele loiro que está olhando para você é Willian Donovan, o capanga que estamos procurando. -Sara olha na direção em que Grissom olhava e vê o homem que ele falou.
—Ok. Consegue dormir sozinho? -Ela pergunta e se afasta, indo em direção a mesa de bebidas. Não demora muito até Donovan se aproximar dela.
—Acompanhada? -Ele pergunta. Ela olha para ele, sorri e responde em seguida:
—Agora estou!
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