Sr. & Sra. Grissom - Missão Austrália
13 Capítulo 12 - Parte 1
Notas iniciais
Sara olhava para o grande salão em sua frente e não conseguia acreditar em cada instrumento contido ali.
Haviam várias correntes penduradas em torno de grandes candelabros suspensos nas paredes revestidas de metal.
Havia também um grande lustre de cristal pendurado no teto e plataformas com grades suspensas em todo o local.
O chão era concreto puro, sem qualquer revestimento, o que deixava o espaço muito mais sinistro.
Entretanto, o que mais chamou a atenção de Sara, foi um grande equipamento no centro do salão. Uma grande estrutura com mais de tres metros de altura, indo do chão até uma grande abertura no teto.
Porém, dentre todo emaranhado de fios expostos, havia uma pequena manivela presa em um cubo de metal com um bocal, encaixado no equipamento.
Sara não tinha certeza, mas acreditava que aquele pequeno objeto preso na estrutura, fosse a tal arma.
E rapidamente, segue de volta para o escritorio. Quando começa a se aproximar, percebe que o lugar parece mais quieto do que quando ela saira de lá. No entanto, Sara não recua e continua indo em frente.
Ela não ve Grissom por perto, mas quando pretende chamá-lo, sente uma forte pancada da cabeça e desmaia.
...
Quando Sara acorda, começa a sentir uma forte dor de cabeça, além de estar seminua e ammarrada com correntes de cabeça para baixo.
Ela então, começa a olhar ao seu redor, procurando algo que a remetesse ao lugar aonde estava.
—Que bom que acordou! -Ela ouve o sotaque forte de Bradovsky ecoar pelo ambiente. -Eu gostei mesmo da sua tentativa de tentar me ludibriar. No entanto, eu bem disse que era mais esperto e mais poderoso do que você e seu marido. Isso se ele for mesmo seu marido, não é Agente Sidle?
Sara respira fundo e tenta se concentrar no que Bradovsky acabara de dizer, enquanto sentia uma dor lascerante na costela.
—Você vai me matar?
—Sim. Todavia, desde que descobri que Gil Grissom e você seriam meus convidados de honra, decidi prolongar um pouco mais a vida de ambos no meu cabalouço. -Sara solta uma risada esganiçada e consegue olhar nos olhos de Bradovsky.
—E posso lhe perguntar como fará isso, mister*?
—É claro, moy sladen'kiy*. Recentemente, eu descobri que os japoneses estavam usando a gordura da baleira para frituras. Eu sei que aqueles animais gostam de matar baleias tanto quanto eu, por isso, consegui extrair uma grande quantidade da gordura e ela foi colocada naquele barril de metal que está embaixo de voce, a uma temperartura de duzentos graus celcius, o suficiente para causar uma dor tremenda e automaticamente, matar você da forma mais lenta o possivel. -Ele explicava a olhando nos olhos.
—E o Grissom?
—Bom, ele terá uma morte mais demorada do que a sua, porém, não menos dolorosa. Inclusive, ele está agora mesmo aproveitando da companhia dos meus homens no subsolo. E, por falar nisso, eu não posso perder o "abate" do senhor Grissom. Queime no inferno, Sidle. Do svidaniya*! -Ele aperta um botão que aciona o sistema de roldanas e lentamente, as correntes que prendem Sara começam a descer em direção ao grande barril de metal.
Sara só conseguia pensar em Grissom.
E, como sabia que não teria como sair dali, fechou os olhos e lembrou do sorriso dele e das palavras que ele havia dito para ela antes de estarem ali.
Enquanto estava com os olhos fechados, Sara conseguia ouvir todoe qualquer tipo de som ecoado no ambiente. E um bem familiar chegou aos seus ouvidos.
Ou talvez nem tenha saido de lá, de fato.
A escuta que usava permanecia em seu ouvido. De alguma forma, ela não havia sido localizada.
Ondas de frequencia passavam por ela e podia-se ouvir ruidos de voz.
Ruidos que eram seguidos por longas pausas, que eram seguidas por mais ruidos.
De repente, um grande estouro ecoa pela sala. A escuta já não funciona mais e, os poucos homens que restavam ali, entram em posição de ataque. A roldana estaciona, com Sara bem próxima ao barril de metal.
Tiros são trocados, tanto por quem ainda estava dentro do espaço, quanto por quem vinha de fora. Sara sente a corrente que prendia seus pulsos se quebrarem. Com metade de sua mobilidade, ela consegue segurar na corrente suspensa e soltar seus pés.
A plataforma mais próxima ficava a poucos metros da roldana, dando a Sara a opção de balançar a corrente até estar próxima o suficente para saltar e cair na plataforma.
Não sabia ao certo o porque, mas ainda permanecia com a sandália que usara na festa.
—Hey garota! O que faz aqui? -Sara pergunta ao ver Selina parada ao lado de um elevador.
—Meu pai pediu que viesse. Ele já imanava que estariam correndo risco de vida. Toma isso! -Selina joga para Sara um macacão preto de elastano, assim que entram no elevador. -Vista-se de acordo com a ocasião.
—Você virá? -Pergunta enquanto coloca o macacão.
—Não. Tomas está entrando para me buscar e me levar de volta para a sede. Meu pai está no subterrâneo a procura do calabouço do Bradovsky.
—Então é pra lá que eu vou!
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