Notas iniciais
Oi gente... Antes de lerem, eu recomendo ouvir a musica Leave Me Lonely, da Ariana Grande. E, quando ouvirem, irão entender exatamente a temática desse capítulo. Sem mais, boa leitura!!! https://www.youtube.com/watch?v=B9kDbQH4Y_k

O carro que levava Grissom e Sara para a festa na mansão de Bradovsky acabara de chegar. O veiculo estava estacionado em frente os portões da imponente casa.

Antes de sairem do carro, Grissom beija Sara calorosamente e diz em seu ouvido.

—Você está linda! -Ela o encara e solta um risinho antes de responder.

—E sua boca está manchada com o meu batom. -Sara pega o batom e o pequeno espelho que carregava em sua bolsa de mão e retoca seu batom, enquanto Grissom limpava sua boca com um lenço de papel.

Já devidamente recompostos, Grissom sai do carro e abre a porta para Sara sair, pegando sua mão e a apoiando em seu braço. A frente da casa estava coberta com fotógrafos e jornalistas e vários flashes disparavam na direção do casal.

Grissom e Sara conseguem desviar dos fotógrafos e caminham até a mansão. O caminho, que era iluminado por luzes pontuais e decorado com pedras e plantas, os levaram até a porta principal da enorme casa. Um jovem de cabelos loiros, usando roupa preta, os recebe e rapidamente, os guia pelo extenso corredor até o salão onde a festa acontecia.

A música estava relativamente alta e podia se ouvir os murmurios dos convidados.

E, enquanto eram guiados, Sara aproveitou para prestar atenção nos quadros expostos na parede. Um deles em especial, estava fora do lugar por poucos milimetros, no entanto, não passou despercebido por ela.

Já Grissom, analisava cautelosamente o homem a frente, que portava uma arma na cintura.

E, quando chegam até o salão, ambos já sabem por onde começar.

Uma mulher cantava no palco montado para a ocasião. Os convidados admiravam a potente voz da cantora. Bradovsky se encontrava em uma mesa proximo a grande janela do salão com alguns homens, enquanto que seus seguranças caminhavam entre os convidados.

Grissom segura o braço de Sara um pouco mais forte e sussurra:

—Está na hora de agir. Finja que estou dizendo algo que a chateie e se afaste suavemente. Bradovsky irá atras de você. Se agirmos como combinamos, teremos sucesso em mais essa etapa da missão. -Sara acena concordando e se afasta de Grissom, fingindo estar chateada com alguma coisa que ele disse.

Em seu braço, uma marca avermelhada condiz com um indicio de agressão e logo percebe que um dos seguranças a olha descaradamente.

Ela se dirige até o pequeno bar e pede um Martini, enquanto que olhava o movimento do salão. Ao norte, ela observa Grissom conversando com uma mulher morena.

Começa a sentir uma ponta de ciumes com a atitude dele e percebe que sua mão foi direto para a cintura dela, deixando Sara cada vez mais irritada.

Seu martini é deixado em sua frente e ela bebe um grande gole. De repente, sente a presença de alguém em seu lado e, ao fitar a pessoa, percebe Bradovsky a encarando sedutoramente.

—Olá senhorita. -Ele se pronuncia, evidenciando seu sotaque e uma rouquidão que Sara não havia percebido no primeiro encontro.

—Olá. -Ela responde, se esforçando ao máximo em seu sotaque. -Sua festa está magnífica!

—Muito obrigado. É russa? -Sara entala com a pergunta feita e se esforça ainda mais ao responder.

—Também. Meu pai é ucraniano e morei por muitos anos na ucrania. Mas quando me casei, voltei para a Rússia com o meu marido.

—O homem que estava te acompanhando? -Ele questiona.

—Sim.

—Ele parecia chateado com algo...

—Só pediu para eu me comportar. Ele sempre me pede para ter esse comportamento em eventos sociais como esse. -Bradovsky sorri e Sara percebe que ele entrou no jogo.

—Eu comecei a te fazer perguntas e nem perguntei seu nome...

—É Radina.

—Prazer Radina. Eu sou o Charles. Porque você não me acompanha até a minha mesa? Garanto que se sentirá mais confortável...

—Eu não sei... Meu marido pode ficar zangado...

—Eu converso com ele. -Ele sorri e estende a mão para Sara. Ela retribui o gesto e aceita a mão, caminhando ao lado dele até a mesa dele.

Grissom, do outro lado do salão, observava cada gesto feito por Sara desde que Bradovsky chegara perto dela. Pode sentir uma ponta de ciumes quando a viu sorrir para ele.

Encerrou sua conversa com a morena e foi até a mesa do homem.

Sara havia ganhado uma posição ao lado dele, o que voltou a incomodar Grissom.

Quando entra na visão de Sara, ele solta um sorriso sacana e se posiciona em frente a ela.

—Com licença senhores, mas eu vim pegar a minha esposa. -Grissom capricha em seu sotaque e arranca feiçoes contraditórias dos integrantes da mesa.

—Me desculpe, mas quem seria o senhor? -Bradovsky pergunta, mostrando-se irritado.

—Sou Peter Henrick, o marido dessa moça sentada ao seu lado.

—E o senhor acha que pode vir até a minha mesa, fazer esse escandalo e contranger a mim e aos meus convidados?

—Eu falo da forma como eu quero. -Grissom rebate.

—Charles, não precisa brigar com ele... Eu peço licença a todos. -Sara ameaça se levantar, mas Bradovsky segura sutilmente seu braço.

—Não precisa. Se esse senhor quer companhia, ele que volte para os braços da Brenda. -Bradovsky se levanta e puxa Sara com ele, que o segue sem olhar para trás.

Ambos saem do salão sem trocar uma palavra e o homem segue por um corredor até chegar em frente a uma porta. Quando eles entram, Sara percebe que é uma sala espaçosa, com uma grande mesa de madeira e uma poltrona atrás dela em frente a uma janela. Do lado oposto, havia uma pequena mesa de centro do mesmo material e duas poltronas, juntamente com um sofá no formato de L.

—Você quer beber algo? -Ele indaga.

—Não, obrigada. -Sara responde. Ela força um choro e consegue arrancar algumas lágrimas, que são rapidamente secadas pelas mãos grandes de Bradovsky.

—Seu marido foi muito rude com você... -Ele argumenta.

—Eu não posso reclamar. Ele me dá casa, comida e paga a fatura do meu cartão de crédito.

—Mas ele não sabe como tratar uma mulher.

—Eu nem me importo mais. Não tenho como enfrentá-lo...

—Como assim? -Indaga curioso. Sara sorri brevemente antes de continuar.

—Ele mexe com coisas... Coisas ilegais. E tem um poder muito grande. Eu não posso com ele. -Sara vira de costas e tenta segurar uma risada.

Bradovsky para atras dela e acaricia seu braço.

—Eu sou mais poderoso do que ele. Acredite em mim. Com uma ligação, posso fazer seu marido desaparecer... -Ele solta uma risada de escarnio e Sara tenta o acompanhar.

—E com um estalar de dedos, ele mata nós dois. Já deve até estar providenciando isso.

Charles a vira e então a beija. Sara tenta não mostrar desgosto com o ato, mas acaba o empurrando.

—Me desculpe. É que eu estou cansada de acharem que eu só sirvo para isso.

—Mas você só serve para o sexo mesmo. -Ele ri e Sara volta a olhá-lo. -Por que acha que ele estava pendurado em outra mulher? Você é muito bonita, mas não vale tanto. -Sara caminha até ficar cara a cara com ele e responde:

—Eu sou muito mais esperta do que você. -Ele volta a rir. Quando percebe que Sara não o acompanha, ele a olha confuso.

—O que quer dizer?

—Enquanto você estava distraido me tocando e deixou seu uisque de lado, eu coloquei uma pequena dose de um remédio que eu carinhosamente chamo de "derruba-cavalo". E enquanto eu falo, você vai acabar se sentindo tonto, vai se encostar noa mesa e cair no chão enquanto o remédio faz o efeito que eu quero. -Enquanto Sara falava, Bradovsky andava de um lado para o outro, completamente zonzo.

Ele se apoia no sofá e se senta, enquanto Sara caminhava até ele.

—Você não vai ficar desacordado por muito tempo. Só tempo o suficiente para eu conseguir encontrar o que eu vim procurar.

—Você me pa...ga... -Bradovsky adormece e Sara sorri.

Cinco minutos mais tarde, Grissom entra no escritório. Ele vê Sara parada próxima ao corpo desacordado e caminha até ela, beijando-a em seguida.

—Nunca mais eu vou tratar você daquela forma. Eu me senti horrível!

—Não tem importancia. Estamos trabalhando.

—Tudo bem... E por onde começamos? -Grissom esfrega uma mão na outra e anda até a mesa de madeira.

—Não tem nenhum computador por aqui. Acho que pelas gavetas. -Grissom concorda e começa a vasculhar gaveta por gaveta. Sara, no entanto, começa a mexer nas estantes de livros que ficavam na parede oposta.

Quando Sara movimenta o livro "Minha Luta", a parede começa a se movimentar, revelando um largo corredor.

—Okay... Por isso eu não esperava.

Notas finais
Bom, é isso... O que acharam da versão Dangerous da Sara? Faltam mais dois ou três capítulos para o fim. Espero que tenham gostado e até o próximo!!!