Spush
1 Capítulo 1
Quando pensamos que esquecemos as coisas, na verdade, não as esquecemos. Saí de casa para ir a casa de Matt, refrescar a cabeça, conversar um pouco com um amigo que não via a um tempo. O dia não estava lá muito bom em Huntington Beach. O tempo não estava digno de Califórnia. Estava nublado. E tinha uma forte tendência a chover. Não que eu estivesse reclamando, por que eu adorava chuva. Mas é que não era muito comum isso acontecer aqui. Decidi ir a pé mesmo. Andar me faria bem. E me fazer bem significava esquecer o sonho de duas noites atrás, que, eu tinha decidido contar a Matt. Comecei a caminhar em direção a casa do meu amigo, com a intenção de parar antes numa lanchonete e comer algo. Sempre era culpa da minha preguiça de fazer compras.
Eu estava andando completamente distraído, até ver... ele. O garoto do meu sonho. Do modo com que eu o tinha visto. Baixo, loiro e com tatuagens. Ele estava do outro lado da calçada e mexia nervosamente em seu celular. E parecia concentrado naquilo que fazia. Fiquei estático. Minha vontade era de atravessar a rua e falar com ele. Mas o meu espanto era tamanho que me impedia de fazer algo. E mesmo assim, lá fui eu. Coloquei meu pé na faixa para atravessar a rua, sem tirar os olhos dele, quando senti algo forte me atingir. Não senti mais nada além do meu corpo sendo arremessado e uma forte dor na cabeça. Escuro. Absolutamente tudo escuro. Vozes, pessoas, muitas pessoas. Luzes. Matt. Onde eu estou e porque eu estou aqui? Abri meus olhos com dificuldade e vi um quarto, e luzes brancas. E tudo o mais branco. Estava num quarto de hospital e Matt estava sentado ao lado de minha maca, com as mãos cruzadas, se balaçando para frente e para trás. Entreabrir os lábios, tentando emitir algum som.- Dude... – Somente isso saiu de meus lábios e Matt pareceu acordar de seu transe.- James Owen Sullivan, o que é que te deu? – Belo amigo eu tinha que, invés de perguntar se estou bem, pergunta o que há de errado com a minha cabeça. Abri um pequeno sorriso, demonstrando que estava bem. Então ele veio e me abraçou. Afinal de contas, eu sentia falta daquele monte e músculos que era o Sanders.- Você foi atropelado, seu manézão. Mas felizmente, sobreviveu. – Então era isso. Eu não me recordava. – Segundo as testemunhas, você estava andando distraído e saiu atravessando com o sinal aberto. – E então me lembrei o que tinha acontecido. O tal garoto dos meus sonhos, eu o vi. E atravessei pra falar com ele e, quase morri. Devo ter dado muita sorte.- Matt... você pode vir me ver... depois? – Matt fez a sua melhor cara de desententido enquanto falava. E eu o olhei, pedinte. - Está me pedindo pra sair? Assim? Sem mais nem menos? – Às vezes meu amigo é dramático demais.- É, só um pouco. Eu preciso pensar, e descansar também.- Ok, senhor Sullivan, como quiser. Eu volto mais tarde.- Obrigado. – E saiu. Eu apenas fechei os olhos e voltei a me deitar. Aquele garoto não me saía da cabeça. Mas porquê? Então. O que eu faria agora?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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